Sítio arqueológico recebe medidas de proteção

Cercamento e sinalização foram realizadas na área do Sambaqui Costeira, no litoral norte de Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 161 No Brasil, os sítios arqueológicos são considerados Patrimônio Arqueológico, sendo protegidos por leis específicas e administrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o qual, dentre outras atribuições, regulamenta os procedimentos de pesquisa, estudos e proteção dos sítios arqueológicos. Os Art. 215 e 216 da Constituição Federal, tratam do Patrimônio Cultural brasileiro, enquanto a Lei n° 3924/61 proíbe a destruição dos sítios arqueológicos. Já a Instrução Normativa n° 01/2015 do IPHAN regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental, acompanhando o desenvolvimento social e possibilitando a salvaguarda de nosso Patrimônio Arqueológico e Cultural. Desta forma, uma equipe da Espaço Arqueologia, contratada por um empreendimento do setor imobiliário do município de Balneário Barra do Sul/SC, realizou ações de salvaguarda e valorização do patrimônio ali existente. Primeiramente o cercamento e sinalização da área do sítio arqueológico Sambaqui Costeira, com o objetivo de garantir sua integridade, de modo a preservar seus remanescentes para estudos futuros, fins educacionais e outras ações de interesse coletivo que possam ser apresentados para o IPHAN. no-repeat;left top;; auto O Sambaqui Costeira foi registrado em 2013, sendo caracterizado como um sítio arqueológico pré-colonial do tipo sambaqui, implantado em uma área de planície costeira perfazendo, atualmente, uma área de 3722 m², sendo composto por camadas de conchas “Anomalocardia brasiliana” e sedimento. Um importante registro da presença humana nesta região, desde tempos remotos. No desenvolvimento dessa pesquisa, também foram realizadas atividades educativas e de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre a pesquisa na área do Sambaqui Costeira. As ações educativas consistiram em palestras com exposição de réplicas de materiais arqueológicos, realizadas com turmas dos 6º e 7º ano do ensino fundamental, da Escola de Educação Básica Dom Gregório Warmeling, sediada no município de Balneário Barra do Sul, Santa Catarina. Nas palestras, os pesquisadores e professores realizaram uma explanação com a utilização de slides sobre o histórico da ocupação humana da região, incluindo os principais grupos que habitaram a região até o contato com os colonizadores. Nas palestras também foram abordados temas como Patrimônio Cultural e a necessidade de preservação dos sítios arqueológicos. Além da exposição dos materiais arqueológicos, os professores distribuíram materiais didático-informativos aos estudantes, com conteúdo versando sobre as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental, assim como, materiais com conteúdo alusivo às pesquisas arqueológicas no litoral catarinense. Os professores desenvolveram ainda, uma avaliação com os estudantes, com objetivo de aprimorar as atividades e o aprendizado. O envolvimento dos estudantes nas atividades, despertando o interesse pelo Patrimônio Cultural, em especial, sobre os bens existentes no município e entorno, teve um desfecho positivo. no-repeat;left top;; auto | Cercamento e sinalização foram realizadas na área do Sambaqui Costeira, no litoral norte de Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 161 No Brasil, os sítios arqueológicos são considerados Patrimônio Arqueológico, sendo protegidos por leis específicas e administrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o qual, dentre outras atribuições, regulamenta os procedimentos de pesquisa, estudos e proteção dos sítios arqueológicos. Os Art. 215 e 216 da Constituição Federal, tratam do Patrimônio Cultural brasileiro, enquanto a Lei n° 3924/61 proíbe a destruição dos sítios arqueológicos. Já a Instrução Normativa n° 01/2015 do IPHAN regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental, acompanhando o desenvolvimento social e possibilitando a salvaguarda de nosso Patrimônio Arqueológico e Cultural. Desta forma, uma equipe da Espaço Arqueologia, contratada por um empreendimento do setor imobiliário do município de Balneário Barra do Sul/SC, realizou ações de salvaguarda e valorização do patrimônio ali existente. Primeiramente o cercamento e sinalização da área do sítio arqueológico Sambaqui Costeira, com o objetivo de garantir sua integridade, de modo a preservar seus remanescentes para estudos futuros, fins educacionais e outras ações de interesse coletivo que possam ser apresentados para o IPHAN. no-repeat;left top;; auto O Sambaqui Costeira foi registrado em 2013, sendo caracterizado como um sítio arqueológico pré-colonial do tipo sambaqui, implantado em uma área de planície costeira perfazendo, atualmente, uma área de 3722 m², sendo composto por camadas de conchas “Anomalocardia brasiliana” e sedimento. Um importante registro da presença humana nesta região, desde tempos remotos. No desenvolvimento dessa pesquisa, também foram realizadas atividades educativas e de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre a pesquisa na área do Sambaqui Costeira. As ações educativas consistiram em palestras com exposição de réplicas de materiais arqueológicos, realizadas com turmas dos 6º e 7º ano do ensino fundamental, da Escola de Educação Básica Dom Gregório Warmeling, sediada no município de Balneário Barra do Sul, Santa Catarina. Nas palestras, os pesquisadores e professores realizaram uma explanação com a utilização de slides sobre o histórico da ocupação humana da região, incluindo os principais grupos que habitaram a região até o contato com os colonizadores. Nas palestras também foram abordados temas como Patrimônio Cultural e a necessidade de preservação dos sítios arqueológicos. Além da exposição dos materiais arqueológicos, os professores distribuíram materiais didático-informativos aos estudantes, com conteúdo versando sobre as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental, assim como, materiais com conteúdo alusivo às pesquisas arqueológicas no litoral catarinense. Os professores desenvolveram ainda, uma avaliação com os estudantes, com objetivo de aprimorar as atividades e o aprendizado. O envolvimento dos estudantes nas atividades, despertando o interesse pelo Patrimônio Cultural, em especial, sobre os bens existentes no município e entorno, teve um desfecho positivo. no-repeat;left top;; auto
Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em Barra Velha

Novo estudo foi executado pela equipe da Espaço Arqueologia no município de Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 162 Projeto integrante do licenciamento ambiental de um empreendimento imobiliário, o estudo contou com prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, por meio das quais a equipe buscou evidências arqueológicas na área que será afetada pelas obras no futuro. Como resultado das técnicas aplicadas não foram identificados vestígios arqueológicos. De acordo com Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, “a área do estudo apresenta alto potencial arqueológico por ser um cordão de duna estável, localizado entre a linha de costa e as planícies do interior. Em locais como esse é comum serem encontrados sítios pré-coloniais associados a povos Jê Meridionais e Guarani, e sítios históricos dos séculos 18 e 19.” Schwengber lembra, ainda, que no município de Barra Velha há quatro sítios arqueológicos pré-coloniais, que foram recentemente recadastrados pela equipe da Espaço Arqueologia, e representam uma parcela do patrimônio arqueológico regional. no-repeat;left top;; auto Por fim o arqueólogo destaca que “além das pesquisas na área do empreendimento, foram realizadas atividades de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados existentes em Barra Velha. Tais ações foram direcionadas ao público local e tem o objetivo de aproximar a comunidade do Patrimônio Cultural cadastrado no município.” no-repeat;left top;; auto | Novo estudo foi executado pela equipe da Espaço Arqueologia no município de Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 162 Projeto integrante do licenciamento ambiental de um empreendimento imobiliário, o estudo contou com prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, por meio das quais a equipe buscou evidências arqueológicas na área que será afetada pelas obras no futuro. Como resultado das técnicas aplicadas não foram identificados vestígios arqueológicos. De acordo com Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, “a área do estudo apresenta alto potencial arqueológico por ser um cordão de duna estável, localizado entre a linha de costa e as planícies do interior. Em locais como esse é comum serem encontrados sítios pré-coloniais associados a povos Jê Meridionais e Guarani, e sítios históricos dos séculos 18 e 19.” Schwengber lembra, ainda, que no município de Barra Velha há quatro sítios arqueológicos pré-coloniais, que foram recentemente recadastrados pela equipe da Espaço Arqueologia, e representam uma parcela do patrimônio arqueológico regional. no-repeat;left top;; auto Por fim o arqueólogo destaca que “além das pesquisas na área do empreendimento, foram realizadas atividades de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados existentes em Barra Velha. Tais ações foram direcionadas ao público local e tem o objetivo de aproximar a comunidade do Patrimônio Cultural cadastrado no município.” no-repeat;left top;; auto
Sítio Tupiguarani recebe pesquisas complementares em Florianópolis

Datado do período colonial, a equipe da Espaço Arqueologia foi até a ilha para estudos no sítio Travessão do Rio Vermelho. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 163 Inicialmente pesquisado pela equipe do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia da UFSC (LEIA-UFSC), o sítio Travessão do Rio Vermelho (TRV) está associado às populações Guarani que ocupavam a Ilha de Santa Catarina antes da chegada dos primeiros europeus à região. Segundo dados obtidos pela equipe do LEIA, o sítio está datado entre 290+-30 AP e 370+-30 AP. Essas datações o colocam em um horizonte cronológico que se estende do fim do século XI a meados do século 17 da era cristã, período em que a ocupação não-indígena na ilha de Santa Catarina ainda não havia sido impulsionada pela coroa portuguesa. Tal impulsionamento viria a acontecer cerca de 100 anos depois, com a militarização da ilha e a chegada das primeiras famílias de origem açoriana. Trata-se de um sítio relativamente pequeno, composto por uma concentração de fragmentos de cerâmica da Tradição arqueológica Tupiguarani, associada a uma mancha de “Terra Preta Arqueológica”. no-repeat;left top;; auto Os fragmentos de cerâmica encontrados no sítio representam utensílios domésticos utilizados por esses povos em suas residências, indicando que este se tratava de um local de ocupação fixa. Tal característica indica, ainda, uma estabilidade não apenas neste local específico, mas sim de um território amplo. Segundo Jedson Cerezer, arqueólogo da equipe da Espaço Arqueologia, “Os estudos desenvolvidos sobre o sítio TRV contribuem significativamente para aprimorar a compreensão do processo histórico de ocupação Guarani no litoral de Santa Catarina.” Ainda segundo o pesquisador “além da cronologia, pode-se constatar que aspectos tecnológicos e de padrão de assentamento verificados no TRV são equivalentes aqueles identificados em sítios Guarani do litoral sul catarinense. Isso denota a existência de um vasto território conhecido e estabelecido ao longo de uma ocupação de longa duração”. Quer saber mais sobre a Arqueologia da Ilha de Santa Catarina, acesse o e-book “Florianópolis Arqueológica”, organizado pelos arqueólogos Lucas Bueno e Lucas Reis, do LEIA-UFSC. no-repeat;left top;; auto | Datado do período colonial, a equipe da Espaço Arqueologia foi até a ilha para estudos no sítio Travessão do Rio Vermelho. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 163 Inicialmente pesquisado pela equipe do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia da UFSC (LEIA-UFSC), o sítio Travessão do Rio Vermelho (TRV) está associado às populações Guarani que ocupavam a Ilha de Santa Catarina antes da chegada dos primeiros europeus à região. Segundo dados obtidos pela equipe do LEIA, o sítio está datado entre 290+-30 AP e 370+-30 AP. Essas datações o colocam em um horizonte cronológico que se estende do fim do século XI a meados do século 17 da era cristã, período em que a ocupação não-indígena na ilha de Santa Catarina ainda não havia sido impulsionada pela coroa portuguesa. Tal impulsionamento viria a acontecer cerca de 100 anos depois, com a militarização da ilha e a chegada das primeiras famílias de origem açoriana. Trata-se de um sítio relativamente pequeno, composto por uma concentração de fragmentos de cerâmica da Tradição arqueológica Tupiguarani, associada a uma mancha de “Terra Preta Arqueológica”. no-repeat;left top;; auto Os fragmentos de cerâmica encontrados no sítio representam utensílios domésticos utilizados por esses povos em suas residências, indicando que este se tratava de um local de ocupação fixa. Tal característica indica, ainda, uma estabilidade não apenas neste local específico, mas sim de um território amplo. Segundo Jedson Cerezer, arqueólogo da equipe da Espaço Arqueologia, “Os estudos desenvolvidos sobre o sítio TRV contribuem significativamente para aprimorar a compreensão do processo histórico de ocupação Guarani no litoral de Santa Catarina.” Ainda segundo o pesquisador “além da cronologia, pode-se constatar que aspectos tecnológicos e de padrão de assentamento verificados no TRV são equivalentes aqueles identificados em sítios Guarani do litoral sul catarinense. Isso denota a existência de um vasto território conhecido e estabelecido ao longo de uma ocupação de longa duração”. Quer saber mais sobre a Arqueologia da Ilha de Santa Catarina, acesse o e-book “Florianópolis Arqueológica”, organizado pelos arqueólogos Lucas Bueno e Lucas Reis, do LEIA-UFSC. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa nas margens do Rio Alegre, no Mato Grosso

A etapa de avaliação de impacto foi desenvolvida em área para instalação de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH). left #ffffff no-repeat;left top;; auto 164 Em julho de 2023, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), prevista para ser construída no rio Alegre, região do Planalto dos Parecis, mais precisamente entre os municípios de Nova Maringá e São José do Rio Claro, no Mato Grosso. O objetivo geral da pesquisa foi avaliar a área de estudo para prevenir e/ou mitigar possíveis impactos sobre o patrimônio arqueológico que porventura pudessem ocorrer com a implantação do empreendimento. Para isso, os pesquisadores consideraram informações obtidos em levantamentos bibliográficos/documentais e nas atividades de campo. Em campo, foram executadas linhas de caminhamento sistemático, onde cada pesquisador, de forma individual, caminha enquanto observa atentamente os elementos que formam a paisagem, prestando atenção nas características do relevo, na presença ou ausência de cursos d’água, assim como, na existência de fontes de captação de matérias-primas como afloramentos rochosos, bancos de seixos e jazidas de argila. Todas essas informações são cuidadosamente anotadas e complementadas com fotografias dos aspectos da paisagem considerados como de alto potencial para vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Já a subsuperfície do terreno foi verificada por meio da escavação de poços-teste. Esse tipo de intervenção é caracterizado por aberturas feitas na terra com cavadeiras articuladas, de forma manual, variando quanto a profundidade, podendo atingir até 100 centímetros nas partes de solo mais espesso. Após a execução dos procedimentos de pesquisa de campo, como resultado geral, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área estudada. Ainda como parte desse projeto, foram realizadas atividades de divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa e os bens protegidos por lei (bens acautelados). As ações educativas aconteceram por meio de visita aos moradores, estabelecimentos comerciais e instituições públicas, como escolas e repartições públicas, sediadas nos municípios de realização da pesquisa. Nas conversas, os pesquisadores falaram sobre as atividades do projeto que estavam fazendo na região, abordando também temas relacionados ao campo de estudo da arqueologia, como os sítios arqueológicos e os principais vestígios encontrados em sítios arqueológicos. Aos participantes e estabelecimentos visitados, foram entregues materiais informativos como folders com conteúdos voltados para o esclarecer dúvidas a respeito dos procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas em processos de licenciamento ambiental. Os participantes desta atividade, de forma geral, demonstraram interesse pelos assuntos abordados, contribuindo com informações sobre a região. Assim, a pesquisa ora realizada, pôde contribuir para a compreensão sobre o processo de ocupação humana da região e destacou a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto | A etapa de avaliação de impacto foi desenvolvida em área para instalação de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH). left #ffffff no-repeat;left top;; auto 164 Em julho de 2023, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), prevista para ser construída no rio Alegre, região do Planalto dos Parecis, mais precisamente entre os municípios de Nova Maringá e São José do Rio Claro, no Mato Grosso. O objetivo geral da pesquisa foi avaliar a área de estudo para prevenir e/ou mitigar possíveis impactos sobre o patrimônio arqueológico que porventura pudessem ocorrer com a implantação do empreendimento. Para isso, os pesquisadores consideraram informações obtidos em levantamentos bibliográficos/documentais e nas atividades de campo. Em campo, foram executadas linhas de caminhamento sistemático, onde cada pesquisador, de forma individual, caminha enquanto observa atentamente os elementos que formam a paisagem, prestando atenção nas características do relevo, na presença ou ausência de cursos d’água, assim como, na existência de fontes de captação de matérias-primas como afloramentos rochosos, bancos de seixos e jazidas de argila. Todas essas informações são cuidadosamente anotadas e complementadas com fotografias dos aspectos da paisagem considerados como de alto potencial para vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Já a subsuperfície do terreno foi verificada por meio da escavação de poços-teste. Esse tipo de intervenção é caracterizado por aberturas feitas na terra com cavadeiras articuladas, de forma manual, variando quanto a profundidade, podendo atingir até 100 centímetros nas partes de solo mais espesso. Após a execução dos procedimentos de pesquisa de campo, como resultado geral, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área estudada. Ainda como parte desse projeto, foram realizadas atividades de divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa e os bens protegidos por lei (bens acautelados). As ações educativas aconteceram por meio de visita aos moradores, estabelecimentos comerciais e instituições públicas, como escolas e repartições públicas, sediadas nos municípios de realização da pesquisa. Nas conversas, os pesquisadores falaram sobre as atividades do projeto que estavam fazendo na região, abordando também temas relacionados ao campo de estudo da arqueologia, como os sítios arqueológicos e os principais vestígios encontrados em sítios arqueológicos. Aos participantes e estabelecimentos visitados, foram entregues materiais informativos como folders com conteúdos voltados para o esclarecer dúvidas a respeito dos procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas em processos de licenciamento ambiental. Os participantes desta atividade, de forma geral, demonstraram interesse pelos assuntos abordados, contribuindo com informações sobre a região. Assim, a pesquisa ora realizada, pôde contribuir para a compreensão sobre o processo de ocupação humana da região e destacou a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto
Espaço Arqueologia desenvolve projeto na região Sul de Minas Gerais

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico aconteceu no município de Caldas, no curso do rio Capivari. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 165 Estado que recebeu a pesquisa que discorreremos neste texto, Minas Gerais possui um papel de destaque na história da arqueologia brasileira, contando com pesquisas pioneiras realizadas pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880) na região de Lagoa Santa e Matozinhos. Em meados do século XIX, Lund descobriu ossadas humanas em grutas e cavernas localizadas nessas regiões, lançando hipóteses que criariam lastro décadas depois, ocupando, até os dias atuais, importante papel no debate sobre as primeiras migrações humanas para o território americano. Desde o século XIX, o Estado de Minas Gerais vem recebendo pesquisas arqueológicas, sendo que, na data dessa publicação, o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA), administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), conta com o registro, em sua base de dados, um total de 2141 sítios arqueológicos. Desses, 369 são classificados como históricos, 1304 como pré-coloniais, 8 como de contato, 63 como histórico e pré-colonial, 6 como histórico e de contato e, 5 como pré-colonial e de contato. no-repeat;left top;; auto Em busca de mais vestígios dos grupos humanos do passado, pesquisadores da Espaço Arqueologia executaram em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação de um empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no curso do rio Capivari, no município de Caldas, região Sul do Estado de Minas Gerais. As ações, associadas ao projeto “Arqueologia e Educação: um olhar para o passado da região de Poços de Caldas”, coordenado pela pesquisadora Solange Schiavetto e desenvolvido em trechos pré-selecionados de alguns cursos d’água da região (como Rio Verde, Rio Pardo, Ribeirão dos Bugres e Córrego São Pedro), dentre outras localidades indicadas por moradores locais, resultou no registro de várias ocorrências arqueológicas e um sítio arqueológico no município de Caldas/MG. Na área do sítio os pesquisadores encontraram uma variedade muito grande de fragmentos de cerâmica, louça e material construtivo mais recente, incluindo um cachimbo modelado em cerâmica. A descoberta deste sítio arqueológico indica que a região possui um expressivo potencial arqueológico, associado tanto ao período pré-colonial, assim como após a chegada dos contingentes de origem europeia e africana. De posse destas informações, os pesquisadores da Espaço Arqueologia executaram a etapa de campo referente a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, sobre a área de instalação do empreendimento hidrelétrico no curso do rio Capivari. O arqueólogo Jedson Francisco Cerezer, coordenador de campo desta pesquisa destaca que: “os aspectos do relevo na área da pesquisa podem ser classificados como montanhoso, correspondendo a alinhamentos serranos que apresentam formas muito acidentadas, com vertentes predominantemente retilíneas e côncavas, escarpas e topos de cristas alinhadas, permeados por cursos d’água”. Na etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, o objetivo principal consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento sistemático e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum vestígio arqueológico foi identificado, no entanto, a região como um todo, possui um alto potencial arqueológico, tendo em vista a presença de elementos naturais atrativos para o assentamento de grupos humanos como rios e afloramentos rochosos. Paralelamente as atividades de campo, os pesquisadores realizaram ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa, assim como, sobre o patrimônio acautelado, junto aos moradores sediados nas proximidades da área da pesquisa. Nas conversas, foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre o patrimônio arqueológico local. Aos participantes das atividades foram entregues os materiais didático-informativos compostos por folders com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica em empreendimentos submetidos ao licenciamento ambiental para sua implantação. As ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, assim como, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico aconteceu no município de Caldas, no curso do rio Capivari. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 165 Estado que recebeu a pesquisa que discorreremos neste texto, Minas Gerais possui um papel de destaque na história da arqueologia brasileira, contando com pesquisas pioneiras realizadas pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880) na região de Lagoa Santa e Matozinhos. Em meados do século XIX, Lund descobriu ossadas humanas em grutas e cavernas localizadas nessas regiões, lançando hipóteses que criariam lastro décadas depois, ocupando, até os dias atuais, importante papel no debate sobre as primeiras migrações humanas para o território americano. Desde o século XIX, o Estado de Minas Gerais vem recebendo pesquisas arqueológicas, sendo que, na data dessa publicação, o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA), administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), conta com o registro, em sua base de dados, um total de 2141 sítios arqueológicos. Desses, 369 são classificados como históricos, 1304 como pré-coloniais, 8 como de contato, 63 como histórico e pré-colonial, 6 como histórico e de contato e, 5 como pré-colonial e de contato. no-repeat;left top;; auto Em busca de mais vestígios dos grupos humanos do passado, pesquisadores da Espaço Arqueologia executaram em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação de um empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no curso do rio Capivari, no município de Caldas, região Sul do Estado de Minas Gerais. As ações, associadas ao projeto “Arqueologia e Educação: um olhar para o passado da região de Poços de Caldas”, coordenado pela pesquisadora Solange Schiavetto e desenvolvido em trechos pré-selecionados de alguns cursos d’água da região (como Rio Verde, Rio Pardo, Ribeirão dos Bugres e Córrego São Pedro), dentre outras localidades indicadas por moradores locais, resultou no registro de várias ocorrências arqueológicas e um sítio arqueológico no município de Caldas/MG. Na área do sítio os pesquisadores
Arqueologia Preventiva na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná

Estudo preventivo foi realizado em área de empreendimento imobiliário. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 166 Recentemente, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou pesquisa de campo sobre uma área para implantação de um empreendimento imobiliário, localizada no município de Pinhais-PR, região metropolitana de Curitiba. A pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico teve como principal objetivo, a verificação da existência de sítios ou evidências arqueológicas na área do empreendimento, de modo, a realizar uma avaliação sobre os possíveis impactos que poderiam ocorrer com o patrimônio arqueológico. Para isso, os pesquisadores empregaram uma metodologia de pesquisa reconhecida cientificamente, composta pela realização de linhas de caminhamentos sistemáticos e a escavação de poços-teste em toda a área do estudo. Estas práticas permitem ao pesquisador uma “leitura” da área de pesquisa, pois, por meio das observações diretas das formas do relevo e da superfície do terreno, assim como, a observação da estratigrafia do solo, obtida na escavação dos poços-teste fornecem informações que podem levar a identificação de vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Conforme as informações obtidas nesta investigação, a poligonal estudada está inserida no Planalto Meridional Brasileiro, sendo composta por características fisiográficas comuns às terras altas do sul do Brasil, compreendendo aspectos do relevo como topos de morros com cotas entre 850 e 920 metros acima do nível do mar, onde se encontram nascentes e corpos d’água de pequeno porte, assim como, aspectos da flora, com destaque principal para a mata de araucária. Desta forma, após executar a metodologia prevista no projeto, como resultado, não foram identificados vestígios ou mesmo sítios arqueológicos na área pesquisada. Como parte do desenvolvimento deste projeto, foram realizadas também, atividades de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre a pesquisa realizada. As ações consistiram em conversas entre os pesquisadores e os moradores sediados nas proximidades da área estudada, tendo como temas os bens acautelados localizados em Pinhais, como a Estação Ferroviária, e os sítios arqueológicos característicos da região. Para auxiliar nas conversas e permitir uma leitura posterior, foram entregues materiais informativos com conteúdo abordando as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental, aos participantes desta atividade. Assim, mesmo que não tenha ocorrido a identificação de vestígios arqueológicos na área de estudo, esta pesquisa contribui para geração de informações sobre o panorama arqueológico regional, bem como, aproxima a arqueologia da comunidade local. no-repeat;left top;; auto | Estudo preventivo foi realizado em área de empreendimento imobiliário. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 166 Recentemente, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou pesquisa de campo sobre uma área para implantação de um empreendimento imobiliário, localizada no município de Pinhais-PR, região metropolitana de Curitiba. A pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico teve como principal objetivo, a verificação da existência de sítios ou evidências arqueológicas na área do empreendimento, de modo, a realizar uma avaliação sobre os possíveis impactos que poderiam ocorrer com o patrimônio arqueológico. Para isso, os pesquisadores empregaram uma metodologia de pesquisa reconhecida cientificamente, composta pela realização de linhas de caminhamentos sistemáticos e a escavação de poços-teste em toda a área do estudo. Estas práticas permitem ao pesquisador uma “leitura” da área de pesquisa, pois, por meio das observações diretas das formas do relevo e da superfície do terreno, assim como, a observação da estratigrafia do solo, obtida na escavação dos poços-teste fornecem informações que podem levar a identificação de vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Conforme as informações obtidas nesta investigação, a poligonal estudada está inserida no Planalto Meridional Brasileiro, sendo composta por características fisiográficas comuns às terras altas do sul do Brasil, compreendendo aspectos do relevo como topos de morros com cotas entre 850 e 920 metros acima do nível do mar, onde se encontram nascentes e corpos d’água de pequeno porte, assim como, aspectos da flora, com destaque principal para a mata de araucária. Desta forma, após executar a metodologia prevista no projeto, como resultado, não foram identificados vestígios ou mesmo sítios arqueológicos na área pesquisada. Como parte do desenvolvimento deste projeto, foram realizadas também, atividades de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre a pesquisa realizada. As ações consistiram em conversas entre os pesquisadores e os moradores sediados nas proximidades da área estudada, tendo como temas os bens acautelados localizados em Pinhais, como a Estação Ferroviária, e os sítios arqueológicos característicos da região. Para auxiliar nas conversas e permitir uma leitura posterior, foram entregues materiais informativos com conteúdo abordando as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental, aos participantes desta atividade. Assim, mesmo que não tenha ocorrido a identificação de vestígios arqueológicos na área de estudo, esta pesquisa contribui para geração de informações sobre o panorama arqueológico regional, bem como, aproxima a arqueologia da comunidade local. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em casa histórica tombada pelo Iphan

Diagnóstico foi realizado no processo de restauro e requalificação da Casa Kruger, em Joinville. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 167 A Casa Krüger está localizada entre as cadeias de montanhas da Serra do mar e as planícies quaternárias que englobam a Baía da Babitonga, mais precisamente na localidade de Pirabeiraba, nas proximidades do cruzamento da Rodovia SC-418 com a BR 101. A edificação representa um importante patrimônio histórico que ajuda a contar e valorizar sobre o processo de colonização da região norte do estado de Santa Catarina. Com início de sua construção no ano de 1890, a partir da técnica construtiva do enxaimel, a casa passou por modificações nas décadas seguintes, até ocorrer o início da construção da casa em alvenaria em 1920, anexa a primeira casa, inaugurada em 1925 e assim permanece até hoje. Algumas edificações de apoio ao redor da moradia passaram por reconstrução recente enquanto outras foram demolidas ou abandonadas nas décadas anteriores e passam por estudos de reavaliação nesse momento. no-repeat;left top;; auto Nesse contexto de reavaliação, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia esteve na região norte do estado de Santa Catarina para execução de diagnóstico arqueológico em área destinada à restauração e requalificação. As atividades de diagnóstico arqueológico aparece como uma ferramenta de investigação que contribui para a identificação, mensuração e qualificação de possíveis evidências de estruturas que, hoje, encontram-se invisibilizadas. Conforme explica o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, “as propriedades rurais dos séculos 19 e 20 tinham como característica a diversificação de serviços e produtos, baseada em uma acentuada dinâmica de transformação e adequação dos espaços e estruturas da propriedade para atender as demandas e atividades econômicas as quais se dedicavam”. Ainda segundo o pesquisador, por meio dos métodos próprios da Arqueologia, é possível identificar os diferentes aspectos dessa dinâmica, seja pela distribuição das estruturas no lugar ou pelas evidências materiais de construção, reparo ou transformação das edificações e áreas de atividades específicas. Nos estudos de diagnóstico realizados no entorno do edifício tombado Casa Krüger, foram identificados os vestígios de duas estruturas que sofreram modificações em decorrência da dinâmica de uso e abandono da propriedade. Uma delas, localizada ao lado esquerdo da Casa, se caracteriza como um pátio aplainado implantado por meio da aplicação de uma camada regular de seixos rolados, compactados junto da base de sedimento argiloso, próprio do terreno local. A outra estrutura corresponde a um tanque de captação e distribuição da água utilizada na residência e no alambique. Hoje, do tanque, resta a mureta de taipa de pedras e os pontos de tomada de água. Segundo Schwengber, além dos aspectos funcionais das estruturas, também chamam atenção as estratégias adotadas em sua construção. Conforme coloca o arqueólogo “é possível verificar nas estruturas a utilização de materiais disponíveis no entorno da propriedade, como os seixos rolados, que podem ser encontrados no leito do rio Cubatão, e os blocos rochosos, disponíveis nas encostas da Serra do Mar. Além da aplicação de recursos disponíveis localmente, os métodos construtivos também são importantes, pois registram saberes que atualmente já não são aplicados”. O pesquisador conclui afirmando que “as pesquisas realizadas na propriedade, além de garantir a integridade do patrimônio arqueológico, tiveram como objetivo contribuir para as atividades de restauro e valorização desse bem que representa uma parcela importante do Patrimônio Cultural do norte catarinense”. no-repeat;left top;; auto | Diagnóstico foi realizado no processo de restauro e requalificação da Casa Kruger, em Joinville. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 167 A Casa Krüger está localizada entre as cadeias de montanhas da Serra do mar e as planícies quaternárias que englobam a Baía da Babitonga, mais precisamente na localidade de Pirabeiraba, nas proximidades do cruzamento da Rodovia SC-418 com a BR 101. A edificação representa um importante patrimônio histórico que ajuda a contar e valorizar sobre o processo de colonização da região norte do estado de Santa Catarina. Com início de sua construção no ano de 1890, a partir da técnica construtiva do enxaimel, a casa passou por modificações nas décadas seguintes, até ocorrer o início da construção da casa em alvenaria em 1920, anexa a primeira casa, inaugurada em 1925 e assim permanece até hoje. Algumas edificações de apoio ao redor da moradia passaram por reconstrução recente enquanto outras foram demolidas ou abandonadas nas décadas anteriores e passam por estudos de reavaliação nesse momento. no-repeat;left top;; auto Nesse contexto de reavaliação, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia esteve na região norte do estado de Santa Catarina para execução de diagnóstico arqueológico em área destinada à restauração e requalificação. As atividades de diagnóstico arqueológico aparece como uma ferramenta de investigação que contribui para a identificação, mensuração e qualificação de possíveis evidências de estruturas que, hoje, encontram-se invisibilizadas. Conforme explica o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, “as propriedades rurais dos séculos 19 e 20 tinham como característica a diversificação de serviços e produtos, baseada em uma acentuada dinâmica de transformação e adequação dos espaços e estruturas da propriedade para atender as demandas e atividades econômicas as quais se dedicavam”. Ainda segundo o pesquisador, por meio dos métodos próprios da Arqueologia, é possível identificar os diferentes aspectos dessa dinâmica, seja pela distribuição das estruturas no lugar ou pelas evidências materiais de construção, reparo ou transformação das edificações e áreas de atividades específicas. Nos estudos de diagnóstico realizados no entorno do edifício tombado Casa Krüger, foram identificados os vestígios de duas estruturas que sofreram modificações em decorrência da dinâmica de uso e abandono da propriedade. Uma delas, localizada ao lado esquerdo da Casa, se caracteriza como um pátio aplainado implantado por meio da aplicação de uma camada regular de seixos rolados, compactados junto da base de sedimento argiloso, próprio do terreno local. A outra estrutura corresponde a um tanque de captação e distribuição da água utilizada na residência e no alambique. Hoje, do tanque, resta a mureta de taipa de pedras e os pontos de tomada de água. Segundo Schwengber, além dos aspectos funcionais das estruturas, também chamam atenção as estratégias adotadas em sua construção. Conforme
Arqueologia, tecnologia e território na região central do Paraná

Salvamento arqueológico do sítio Rio Marrequinha 1 traz contribuições para a arqueologia do Terceiro Planalto Paranaense. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 168 O sítio Rio Marrequinha 1, objeto do estudo, foi identificado durante as atividades de monitoramento arqueológico das obras de instalação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), localizada na margem esquerda do rio Marrequinha, no município de Pitanga, região central do Paraná. Os vestígios arqueológicos, todos líticos, foram encontrados sobre uma encosta de declividade acentuada, onde afloram blocos de arenito silicificado, matéria-prima muito utilizada para a confecção de artefatos lascados no período pré-colonial. As informações obtidas no estudo desenvolvido, indicam que o local servia, exclusivamente, para a obtenção do arenito silicificado e sua formatação inicial. no-repeat;left top;; auto Segundo o arqueólogo Thiago Torquato, responsável pela análise do acervo do sítio, os atributos tecnológicos encontrados no material lítico demonstram que a fonte de matéria-prima eram os grandes blocos de rocha que afloram no local. O arqueólogo afirma, ainda, que nos sítios arqueológicos da região, é mais comum encontrar conjuntos líticos produzidos a partir da exploração de seixos rolados, que são encontrados com certa facilidade no leito dos rios. Sobre a exploração dos blocos em afloramentos, Torquato explica que “o início do lascamento se dá com a sua ‘abertura’, onde outro bloco de tamanho, densidade e peso semelhante ou superior, é jogado/percutido contra aquele que se pretende explorar. Essa ‘abertura’ é fundamental para a criação de ângulos que permitam a obtenção de lascas e núcleos que passarão pelo processo de formatação até se chegar ao instrumento planejado”. Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa complementa destacando que “a existência de uma área de exploração de blocos em afloramentos denota uma ampla e diversificada utilização do território por parte das populações pré-coloniais”. Para o pesquisador “a busca por matéria-prima em afloramentos, onde há grandes blocos, pode indicar a necessidade de fontes de exploração para a produção de instrumentos maiores que, na exploração de seixos, não é possível obter”. Schwengber conclui afirmando que “estudos voltados para aspectos tecnológicos do acervo arqueológico proveniente das escavações, são fundamentais para que se possa avançar na construção de quadros regionais de ocupação, uma vez que fornecem informações que tratam das diferentes estratégias de transformação dos recursos disponíveis e captados pelas populações humanas do passado”. no-repeat;left top;; auto | Salvamento arqueológico do sítio Rio Marrequinha 1 traz contribuições para a arqueologia do Terceiro Planalto Paranaense. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 168 O sítio Rio Marrequinha 1, objeto do estudo, foi identificado durante as atividades de monitoramento arqueológico das obras de instalação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), localizada na margem esquerda do rio Marrequinha, no município de Pitanga, região central do Paraná. Os vestígios arqueológicos, todos líticos, foram encontrados sobre uma encosta de declividade acentuada, onde afloram blocos de arenito silicificado, matéria-prima muito utilizada para a confecção de artefatos lascados no período pré-colonial. As informações obtidas no estudo desenvolvido, indicam que o local servia, exclusivamente, para a obtenção do arenito silicificado e sua formatação inicial. no-repeat;left top;; auto Segundo o arqueólogo Thiago Torquato, responsável pela análise do acervo do sítio, os atributos tecnológicos encontrados no material lítico demonstram que a fonte de matéria-prima eram os grandes blocos de rocha que afloram no local. O arqueólogo afirma, ainda, que nos sítios arqueológicos da região, é mais comum encontrar conjuntos líticos produzidos a partir da exploração de seixos rolados, que são encontrados com certa facilidade no leito dos rios. Sobre a exploração dos blocos em afloramentos, Torquato explica que “o início do lascamento se dá com a sua ‘abertura’, onde outro bloco de tamanho, densidade e peso semelhante ou superior, é jogado/percutido contra aquele que se pretende explorar. Essa ‘abertura’ é fundamental para a criação de ângulos que permitam a obtenção de lascas e núcleos que passarão pelo processo de formatação até se chegar ao instrumento planejado”. Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa complementa destacando que “a existência de uma área de exploração de blocos em afloramentos denota uma ampla e diversificada utilização do território por parte das populações pré-coloniais”. Para o pesquisador “a busca por matéria-prima em afloramentos, onde há grandes blocos, pode indicar a necessidade de fontes de exploração para a produção de instrumentos maiores que, na exploração de seixos, não é possível obter”. Schwengber conclui afirmando que “estudos voltados para aspectos tecnológicos do acervo arqueológico proveniente das escavações, são fundamentais para que se possa avançar na construção de quadros regionais de ocupação, uma vez que fornecem informações que tratam das diferentes estratégias de transformação dos recursos disponíveis e captados pelas populações humanas do passado”. no-repeat;left top;; auto
Técnica construtiva de taipas de arrimo é estudada no oeste catarinense

Levantamento minucioso ajudou na compreensão de como ocorreu o processo de edificação da “taipa de pedra”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 169 As taipas são um elemento presente nos campos de cima da Serra Catarinense, na sua íntima relação com o tropeirismo. A bibliografia especializada tem dedicado tempo a esses estudos dado a relevância histórica, no entanto, a tecnologia da construção das taipas não é exclusiva daquela paisagem cultural. No município de Piratuba, na região oeste do estado de Santa Catarina, pesquisadores da Espaço Arqueologia estudaram uma estrutura do tipo “taipa de pedra”, na qual diferentes métodos de investigação foram aplicados para melhor entender o processo tecnológico e funcional daquela estrutura. De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, “um dos métodos de investigação utilizados teve por base o registro aerofotogramétrico do sítio, executado a partir da utilização de um drone equipado com câmera de alta resolução e receptor GPS. Com a fotogrametria, associada ao levantamento topográfico, foi possível delimitar a extensão total da taipa e refinar a poligonal de delimitação (figura 1)”. no-repeat;left top;; auto Na área de pesquisa intitulada Sítio Taipa 2, segundo o arqueólogo Thiago Torquato, “foi utilizada a técnica de ‘empilhamento de pedras’ para a construção da Taipa de Arrimo. Devido ao terreno possuir uma alta declividade, que dificulta ou impede a passagem de equipamentos de rodas como carroças, charretes, carros, entre outros, foi aplicada uma técnica de nivelamento do solo, que consiste em cortar o terreno, deslocando o sedimento para o nível inferior, com o objetivo de evitar posteriores perdas de material devido a deslizamento ou abertura de voçorocas”. Durante as pesquisas, os profissionais concluíram que o início da construção da Taipa de Arrimo ocorreu sobre o solo sem quaisquer estruturas ou base escavada. A primeira camada é formada por pedras de maior volume, chamadas de “pedra base”, dispostas linearmente considerando os aspectos morfológicos e a volumetria. Tal técnica proporciona maior estabilidade à estrutura no contato com o solo, diminuindo a movimentação da base e possíveis desprendimentos que poderiam colocar a estrutura em risco. Também foi disponibilizado pelos investigadores uma prancha técnica que contém fotografia e desenho digital, onde podem ser vistos os diferentes tipos de “pedras” usadas na construção da taipa (figura 2). Segundo o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer, “as taipas de arrimo na região oeste catarinense são evidências arqueológicas importantes, especialmente em caminhos que atravessavam encostas, vales e drenagens, onde a elevação do leito da estrada, por meio de aterros, era necessária”. Ainda segundo Cerezer, “empreendimentos como este – PCH Pira – reforçam o compromisso que existe entre as empresas de consultoria em arqueologia, os empreendedores do setor energético e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro nas suas mais variadas nuances”. no-repeat;left top;; auto | Levantamento minucioso ajudou na compreensão de como ocorreu o processo de edificação da “taipa de pedra”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 169 As taipas são um elemento presente nos campos de cima da Serra Catarinense, na sua íntima relação com o tropeirismo. A bibliografia especializada tem dedicado tempo a esses estudos dado a relevância histórica, no entanto, a tecnologia da construção das taipas não é exclusiva daquela paisagem cultural. No município de Piratuba, na região oeste do estado de Santa Catarina, pesquisadores da Espaço Arqueologia estudaram uma estrutura do tipo “taipa de pedra”, na qual diferentes métodos de investigação foram aplicados para melhor entender o processo tecnológico e funcional daquela estrutura. De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, “um dos métodos de investigação utilizados teve por base o registro aerofotogramétrico do sítio, executado a partir da utilização de um drone equipado com câmera de alta resolução e receptor GPS. Com a fotogrametria, associada ao levantamento topográfico, foi possível delimitar a extensão total da taipa e refinar a poligonal de delimitação (figura 1)”. no-repeat;left top;; auto Na área de pesquisa intitulada Sítio Taipa 2, segundo o arqueólogo Thiago Torquato, “foi utilizada a técnica de ‘empilhamento de pedras’ para a construção da Taipa de Arrimo. Devido ao terreno possuir uma alta declividade, que dificulta ou impede a passagem de equipamentos de rodas como carroças, charretes, carros, entre outros, foi aplicada uma técnica de nivelamento do solo, que consiste em cortar o terreno, deslocando o sedimento para o nível inferior, com o objetivo de evitar posteriores perdas de material devido a deslizamento ou abertura de voçorocas”. Durante as pesquisas, os profissionais concluíram que o início da construção da Taipa de Arrimo ocorreu sobre o solo sem quaisquer estruturas ou base escavada. A primeira camada é formada por pedras de maior volume, chamadas de “pedra base”, dispostas linearmente considerando os aspectos morfológicos e a volumetria. Tal técnica proporciona maior estabilidade à estrutura no contato com o solo, diminuindo a movimentação da base e possíveis desprendimentos que poderiam colocar a estrutura em risco. Também foi disponibilizado pelos investigadores uma prancha técnica que contém fotografia e desenho digital, onde podem ser vistos os diferentes tipos de “pedras” usadas na construção da taipa (figura 2). Segundo o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer, “as taipas de arrimo na região oeste catarinense são evidências arqueológicas importantes, especialmente em caminhos que atravessavam encostas, vales e drenagens, onde a elevação do leito da estrada, por meio de aterros, era necessária”. Ainda segundo Cerezer, “empreendimentos como este – PCH Pira – reforçam o compromisso que existe entre as empresas de consultoria em arqueologia, os empreendedores do setor energético e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro nas suas mais variadas nuances”. no-repeat;left top;; auto
Cerâmica Tupiguarani ajuda a contar uma parte da história do litoral sul catarinense

Fragmentos do material foram identificados em dois sítios arqueológicos em Araranguá. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 170 Pesquisadores da Espaço Arqueologia escavaram dois sítios arqueológicos em áreas que estão sendo licenciadas para a extração de areia quartzosa no município de Araranguá, mais precisamente no bairro Hercílio Luz. As características dos sítios confirmam se tratar de uma ocupação territorial com cerâmicas classificadas na arqueologia como “Cerâmica Guarani” ou cerâmicas da Tradição arqueológica Tupiguarani. As escavações evidenciaram, em um dos sítios, três estruturas com manchas de terra preta, que podem ser referentes a um espaço residencial com no mínimo três estruturas edificadas. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona “as manchas de terra preta em sítios com cerâmica guarani são geralmente associadas aos pisos das casas, onde as fogueiras eram usadas na preparação dos alimentos e outras atividades do cotidiano”. no-repeat;left top;; auto Cerca de mil fragmentos de vasilhas cerâmicas foram escavados cuidadosamente, todos eles tiveram um registro tridimensional com a ajuda de equipamentos e desenhos técnicos. “Esses registros são fundamentais para preservar as informações do contexto arqueológico, permitindo que as análises de laboratório possam complementar os dados de campo, estabelecendo a relação entre os fragmentos e as manchas de terra preta, para com isso inferir interpretações sobre o modo de vida guarani do período pré-colonial brasileiro”, aponta o arqueólogo Raul Novasco. Diferentes tipos de vasilhas cerâmicas, com tamanhos e caraterísticas muito variadas, eram utilizadas pelos Guarani no período pré-colonial, é o que nos conta o arqueólogo e especialista em cerâmica guarani Jedson Cerezer. Segundo o pesquisador, “os vasilhames tinham as funções de panelas, talhas, copos e tigelas, cada qual com características próprias, morfologias e tratamentos de superfícies”. E completa: “as panelas apesentam a superfície externa finamente trabalhada, formando texturas que recebem o nome de corrugado ou ungulado. Já as talhas e os copos, tem pinturas em cores como o vermelho em fundo branco ou o branco em fundo vermelho, por vezes há detalhes em preto, sempre formando padrões geométricos, sejam em associação com curvas, linhas e pontos”. Veja um vídeo da manufatura da cerâmica guarani corrugada clicando aqui. Outro ponto abordado pela pesquisa foi a tecnologia de produção, conforme nos conta o arqueólogo Thiago Torquato. “O processo de produção das vasilhas é dividido entre misturar areia na argila para formar uma pasta, modelar a peça com a sobreposição de rolinhos até atingir o formato desejado” e complementa “depois, as peças ficavam secando à sobra para serem queimadas em estruturas de combustão tipo fogueira, onde a temperatura mínima deveria chegar na casa dos 700/800 graus Celsius”. Depois dessas fases de produção as peças podiam receber algum tipo de tratamento decorativo, como as pinturas, ou serem usadas prontamente, tanto para preparar alimentos ao fogo como para armazenar e servir bebidas. A principal bebida era, segundo documentos etnohistóricos, uma versão especial de “cerveja” – bebida alcoólica que era produzida com a fermentação, sobretudo da mistura de mandioca com água. Todos os materiais coletados foram acondicionados em embalagens apropriadas para a sua preservação e serão encaminhados a uma instituição de guarda permanente juntamente com os documentos e resultados gerados na investigação. no-repeat;left top;; auto | Fragmentos do material foram identificados em dois sítios arqueológicos em Araranguá. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 170 Pesquisadores da Espaço Arqueologia escavaram dois sítios arqueológicos em áreas que estão sendo licenciadas para a extração de areia quartzosa no município de Araranguá, mais precisamente no bairro Hercílio Luz. As características dos sítios confirmam se tratar de uma ocupação territorial com cerâmicas classificadas na arqueologia como “Cerâmica Guarani” ou cerâmicas da Tradição arqueológica Tupiguarani. As escavações evidenciaram, em um dos sítios, três estruturas com manchas de terra preta, que podem ser referentes a um espaço residencial com no mínimo três estruturas edificadas. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona “as manchas de terra preta em sítios com cerâmica guarani são geralmente associadas aos pisos das casas, onde as fogueiras eram usadas na preparação dos alimentos e outras atividades do cotidiano”. no-repeat;left top;; auto Cerca de mil fragmentos de vasilhas cerâmicas foram escavados cuidadosamente, todos eles tiveram um registro tridimensional com a ajuda de equipamentos e desenhos técnicos. “Esses registros são fundamentais para preservar as informações do contexto arqueológico, permitindo que as análises de laboratório possam complementar os dados de campo, estabelecendo a relação entre os fragmentos e as manchas de terra preta, para com isso inferir interpretações sobre o modo de vida guarani do período pré-colonial brasileiro”, aponta o arqueólogo Raul Novasco. Diferentes tipos de vasilhas cerâmicas, com tamanhos e caraterísticas muito variadas, eram utilizadas pelos Guarani no período pré-colonial, é o que nos conta o arqueólogo e especialista em cerâmica guarani Jedson Cerezer. Segundo o pesquisador, “os vasilhames tinham as funções de panelas, talhas, copos e tigelas, cada qual com características próprias, morfologias e tratamentos de superfícies”. E completa: “as panelas apesentam a superfície externa finamente trabalhada, formando texturas que recebem o nome de corrugado ou ungulado. Já as talhas e os copos, tem pinturas em cores como o vermelho em fundo branco ou o branco em fundo vermelho, por vezes há detalhes em preto, sempre formando padrões geométricos, sejam em associação com curvas, linhas e pontos”. Veja um vídeo da manufatura da cerâmica guarani corrugada clicando aqui. Outro ponto abordado pela pesquisa foi a tecnologia de produção, conforme nos conta o arqueólogo Thiago Torquato. “O processo de produção das vasilhas é dividido entre misturar areia na argila para formar uma pasta, modelar a peça com a sobreposição de rolinhos até atingir o formato desejado” e complementa “depois, as peças ficavam secando à sobra para serem queimadas em estruturas de combustão tipo fogueira, onde a temperatura mínima deveria chegar na casa dos 700/800 graus Celsius”. Depois dessas fases de produção as peças podiam receber algum tipo de tratamento decorativo, como as pinturas, ou serem usadas prontamente, tanto para preparar alimentos ao fogo como para armazenar e servir bebidas. A principal bebida era, segundo documentos etnohistóricos, uma versão especial de “cerveja” – bebida alcoólica que era produzida com a fermentação, sobretudo da mistura