Técnica construtiva de taipas de arrimo é estudada no oeste catarinense

Levantamento minucioso ajudou na compreensão de como ocorreu o processo de edificação da “taipa de pedra”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 169 As taipas são um elemento presente nos campos de cima da Serra Catarinense, na sua íntima relação com o tropeirismo. A bibliografia especializada tem dedicado tempo a esses estudos dado a relevância histórica, no entanto, a tecnologia da construção das taipas não é exclusiva daquela paisagem cultural. No município de Piratuba, na região oeste do estado de Santa Catarina, pesquisadores da Espaço Arqueologia estudaram uma estrutura do tipo “taipa de pedra”, na qual diferentes métodos de investigação foram aplicados para melhor entender o processo tecnológico e funcional daquela estrutura. De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, “um dos métodos de investigação utilizados teve por base o registro aerofotogramétrico do sítio, executado a partir da utilização de um drone equipado com câmera de alta resolução e receptor GPS. Com a fotogrametria, associada ao levantamento topográfico, foi possível delimitar a extensão total da taipa e refinar a poligonal de delimitação (figura 1)”. no-repeat;left top;; auto Na área de pesquisa intitulada Sítio Taipa 2, segundo o arqueólogo Thiago Torquato, “foi utilizada a técnica de ‘empilhamento de pedras’ para a construção da Taipa de Arrimo. Devido ao terreno possuir uma alta declividade, que dificulta ou impede a passagem de equipamentos de rodas como carroças, charretes, carros, entre outros, foi aplicada uma técnica de nivelamento do solo, que consiste em cortar o terreno, deslocando o sedimento para o nível inferior, com o objetivo de evitar posteriores perdas de material devido a deslizamento ou abertura de voçorocas”. Durante as pesquisas, os profissionais concluíram que o início da construção da Taipa de Arrimo ocorreu sobre o solo sem quaisquer estruturas ou base escavada. A primeira camada é formada por pedras de maior volume, chamadas de “pedra base”, dispostas linearmente considerando os aspectos morfológicos e a volumetria. Tal técnica proporciona maior estabilidade à estrutura no contato com o solo, diminuindo a movimentação da base e possíveis desprendimentos que poderiam colocar a estrutura em risco. Também foi disponibilizado pelos investigadores uma prancha técnica que contém fotografia e desenho digital, onde podem ser vistos os diferentes tipos de “pedras” usadas na construção da taipa (figura 2). Segundo o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer, “as taipas de arrimo na região oeste catarinense são evidências arqueológicas importantes, especialmente em caminhos que atravessavam encostas, vales e drenagens, onde a elevação do leito da estrada, por meio de aterros, era necessária”. Ainda segundo Cerezer, “empreendimentos como este – PCH Pira – reforçam o compromisso que existe entre as empresas de consultoria em arqueologia, os empreendedores do setor energético e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro nas suas mais variadas nuances”. no-repeat;left top;; auto | Levantamento minucioso ajudou na compreensão de como ocorreu o processo de edificação da “taipa de pedra”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 169 As taipas são um elemento presente nos campos de cima da Serra Catarinense, na sua íntima relação com o tropeirismo. A bibliografia especializada tem dedicado tempo a esses estudos dado a relevância histórica, no entanto, a tecnologia da construção das taipas não é exclusiva daquela paisagem cultural. No município de Piratuba, na região oeste do estado de Santa Catarina, pesquisadores da Espaço Arqueologia estudaram uma estrutura do tipo “taipa de pedra”, na qual diferentes métodos de investigação foram aplicados para melhor entender o processo tecnológico e funcional daquela estrutura. De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, “um dos métodos de investigação utilizados teve por base o registro aerofotogramétrico do sítio, executado a partir da utilização de um drone equipado com câmera de alta resolução e receptor GPS. Com a fotogrametria, associada ao levantamento topográfico, foi possível delimitar a extensão total da taipa e refinar a poligonal de delimitação (figura 1)”. no-repeat;left top;; auto Na área de pesquisa intitulada Sítio Taipa 2, segundo o arqueólogo Thiago Torquato, “foi utilizada a técnica de ‘empilhamento de pedras’ para a construção da Taipa de Arrimo. Devido ao terreno possuir uma alta declividade, que dificulta ou impede a passagem de equipamentos de rodas como carroças, charretes, carros, entre outros, foi aplicada uma técnica de nivelamento do solo, que consiste em cortar o terreno, deslocando o sedimento para o nível inferior, com o objetivo de evitar posteriores perdas de material devido a deslizamento ou abertura de voçorocas”. Durante as pesquisas, os profissionais concluíram que o início da construção da Taipa de Arrimo ocorreu sobre o solo sem quaisquer estruturas ou base escavada. A primeira camada é formada por pedras de maior volume, chamadas de “pedra base”, dispostas linearmente considerando os aspectos morfológicos e a volumetria. Tal técnica proporciona maior estabilidade à estrutura no contato com o solo, diminuindo a movimentação da base e possíveis desprendimentos que poderiam colocar a estrutura em risco. Também foi disponibilizado pelos investigadores uma prancha técnica que contém fotografia e desenho digital, onde podem ser vistos os diferentes tipos de “pedras” usadas na construção da taipa (figura 2). Segundo o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer, “as taipas de arrimo na região oeste catarinense são evidências arqueológicas importantes, especialmente em caminhos que atravessavam encostas, vales e drenagens, onde a elevação do leito da estrada, por meio de aterros, era necessária”. Ainda segundo Cerezer, “empreendimentos como este – PCH Pira – reforçam o compromisso que existe entre as empresas de consultoria em arqueologia, os empreendedores do setor energético e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro nas suas mais variadas nuances”. no-repeat;left top;; auto
Cerâmica Tupiguarani ajuda a contar uma parte da história do litoral sul catarinense

Fragmentos do material foram identificados em dois sítios arqueológicos em Araranguá. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 170 Pesquisadores da Espaço Arqueologia escavaram dois sítios arqueológicos em áreas que estão sendo licenciadas para a extração de areia quartzosa no município de Araranguá, mais precisamente no bairro Hercílio Luz. As características dos sítios confirmam se tratar de uma ocupação territorial com cerâmicas classificadas na arqueologia como “Cerâmica Guarani” ou cerâmicas da Tradição arqueológica Tupiguarani. As escavações evidenciaram, em um dos sítios, três estruturas com manchas de terra preta, que podem ser referentes a um espaço residencial com no mínimo três estruturas edificadas. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona “as manchas de terra preta em sítios com cerâmica guarani são geralmente associadas aos pisos das casas, onde as fogueiras eram usadas na preparação dos alimentos e outras atividades do cotidiano”. no-repeat;left top;; auto Cerca de mil fragmentos de vasilhas cerâmicas foram escavados cuidadosamente, todos eles tiveram um registro tridimensional com a ajuda de equipamentos e desenhos técnicos. “Esses registros são fundamentais para preservar as informações do contexto arqueológico, permitindo que as análises de laboratório possam complementar os dados de campo, estabelecendo a relação entre os fragmentos e as manchas de terra preta, para com isso inferir interpretações sobre o modo de vida guarani do período pré-colonial brasileiro”, aponta o arqueólogo Raul Novasco. Diferentes tipos de vasilhas cerâmicas, com tamanhos e caraterísticas muito variadas, eram utilizadas pelos Guarani no período pré-colonial, é o que nos conta o arqueólogo e especialista em cerâmica guarani Jedson Cerezer. Segundo o pesquisador, “os vasilhames tinham as funções de panelas, talhas, copos e tigelas, cada qual com características próprias, morfologias e tratamentos de superfícies”. E completa: “as panelas apesentam a superfície externa finamente trabalhada, formando texturas que recebem o nome de corrugado ou ungulado. Já as talhas e os copos, tem pinturas em cores como o vermelho em fundo branco ou o branco em fundo vermelho, por vezes há detalhes em preto, sempre formando padrões geométricos, sejam em associação com curvas, linhas e pontos”. Veja um vídeo da manufatura da cerâmica guarani corrugada clicando aqui. Outro ponto abordado pela pesquisa foi a tecnologia de produção, conforme nos conta o arqueólogo Thiago Torquato. “O processo de produção das vasilhas é dividido entre misturar areia na argila para formar uma pasta, modelar a peça com a sobreposição de rolinhos até atingir o formato desejado” e complementa “depois, as peças ficavam secando à sobra para serem queimadas em estruturas de combustão tipo fogueira, onde a temperatura mínima deveria chegar na casa dos 700/800 graus Celsius”. Depois dessas fases de produção as peças podiam receber algum tipo de tratamento decorativo, como as pinturas, ou serem usadas prontamente, tanto para preparar alimentos ao fogo como para armazenar e servir bebidas. A principal bebida era, segundo documentos etnohistóricos, uma versão especial de “cerveja” – bebida alcoólica que era produzida com a fermentação, sobretudo da mistura de mandioca com água. Todos os materiais coletados foram acondicionados em embalagens apropriadas para a sua preservação e serão encaminhados a uma instituição de guarda permanente juntamente com os documentos e resultados gerados na investigação. no-repeat;left top;; auto | Fragmentos do material foram identificados em dois sítios arqueológicos em Araranguá. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 170 Pesquisadores da Espaço Arqueologia escavaram dois sítios arqueológicos em áreas que estão sendo licenciadas para a extração de areia quartzosa no município de Araranguá, mais precisamente no bairro Hercílio Luz. As características dos sítios confirmam se tratar de uma ocupação territorial com cerâmicas classificadas na arqueologia como “Cerâmica Guarani” ou cerâmicas da Tradição arqueológica Tupiguarani. As escavações evidenciaram, em um dos sítios, três estruturas com manchas de terra preta, que podem ser referentes a um espaço residencial com no mínimo três estruturas edificadas. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona “as manchas de terra preta em sítios com cerâmica guarani são geralmente associadas aos pisos das casas, onde as fogueiras eram usadas na preparação dos alimentos e outras atividades do cotidiano”. no-repeat;left top;; auto Cerca de mil fragmentos de vasilhas cerâmicas foram escavados cuidadosamente, todos eles tiveram um registro tridimensional com a ajuda de equipamentos e desenhos técnicos. “Esses registros são fundamentais para preservar as informações do contexto arqueológico, permitindo que as análises de laboratório possam complementar os dados de campo, estabelecendo a relação entre os fragmentos e as manchas de terra preta, para com isso inferir interpretações sobre o modo de vida guarani do período pré-colonial brasileiro”, aponta o arqueólogo Raul Novasco. Diferentes tipos de vasilhas cerâmicas, com tamanhos e caraterísticas muito variadas, eram utilizadas pelos Guarani no período pré-colonial, é o que nos conta o arqueólogo e especialista em cerâmica guarani Jedson Cerezer. Segundo o pesquisador, “os vasilhames tinham as funções de panelas, talhas, copos e tigelas, cada qual com características próprias, morfologias e tratamentos de superfícies”. E completa: “as panelas apesentam a superfície externa finamente trabalhada, formando texturas que recebem o nome de corrugado ou ungulado. Já as talhas e os copos, tem pinturas em cores como o vermelho em fundo branco ou o branco em fundo vermelho, por vezes há detalhes em preto, sempre formando padrões geométricos, sejam em associação com curvas, linhas e pontos”. Veja um vídeo da manufatura da cerâmica guarani corrugada clicando aqui. Outro ponto abordado pela pesquisa foi a tecnologia de produção, conforme nos conta o arqueólogo Thiago Torquato. “O processo de produção das vasilhas é dividido entre misturar areia na argila para formar uma pasta, modelar a peça com a sobreposição de rolinhos até atingir o formato desejado” e complementa “depois, as peças ficavam secando à sobra para serem queimadas em estruturas de combustão tipo fogueira, onde a temperatura mínima deveria chegar na casa dos 700/800 graus Celsius”. Depois dessas fases de produção as peças podiam receber algum tipo de tratamento decorativo, como as pinturas, ou serem usadas prontamente, tanto para preparar alimentos ao fogo como para armazenar e servir bebidas. A principal bebida era, segundo documentos etnohistóricos, uma versão especial de “cerveja” – bebida alcoólica que era produzida com a fermentação, sobretudo da mistura
Sítios arqueológicos inéditos em Campo Largo, Paraná

A identificação aconteceu durante um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 171 Três sítios pré-coloniais, caracterizados pela concentração de materiais líticos lascados, foram identificados no decorrer de um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Campo Largo, estado do Paraná. Segundo o arqueólogo Oscar Pozzebon, um dos coordenadores da pesquisa, os sítios foram mapeados em áreas de relevo suave, próximos aos córregos que cortam o terreno avaliado. “Chama atenção o fato de os sítios estarem nas proximidades de áreas em que afloram blocos de quartzo, matéria-prima utilizada para a confecção dos artefatos líticos”, afirma o pesquisador. Thiago Torquato, arqueólogo especialista em tecnologia lítica, complementa informando que “devido sua estrutura, o quartzo que aflora na região é uma matéria-prima pouco apropriada para o lascamento, por isso os artefatos encontrados geralmente são pequenos e caracterizam-se como lascas e núcleos cujas arestas são utilizadas para raspar.” no-repeat;left top;; auto As marcas resultantes dessa utilização, denominadas retoques funcionais, são os principais elementos que ajudam na caracterização dos artefatos. “Os retoques funcionais são encontrados nas extremidades das lascas e núcleos e nos ajudam a confirmar a natureza arqueológica dos materiais líticos”, conclui Torquato. Na atual etapa da pesquisa, as informações sobre os sítios arqueológicos serão apresentadas ao IPHAN para que o órgão efetive seu registro no Sistema Integrado e Conhecimento e Gestão (SICG) e indique quais medidas deverão ser tomadas para garantir a salvaguarda dos bens arqueológicos encontrados nos sítios. no-repeat;left top;; auto | A identificação aconteceu durante um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 171 Três sítios pré-coloniais, caracterizados pela concentração de materiais líticos lascados, foram identificados no decorrer de um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Campo Largo, estado do Paraná. Segundo o arqueólogo Oscar Pozzebon, um dos coordenadores da pesquisa, os sítios foram mapeados em áreas de relevo suave, próximos aos córregos que cortam o terreno avaliado. “Chama atenção o fato de os sítios estarem nas proximidades de áreas em que afloram blocos de quartzo, matéria-prima utilizada para a confecção dos artefatos líticos”, afirma o pesquisador. Thiago Torquato, arqueólogo especialista em tecnologia lítica, complementa informando que “devido sua estrutura, o quartzo que aflora na região é uma matéria-prima pouco apropriada para o lascamento, por isso os artefatos encontrados geralmente são pequenos e caracterizam-se como lascas e núcleos cujas arestas são utilizadas para raspar.” no-repeat;left top;; auto As marcas resultantes dessa utilização, denominadas retoques funcionais, são os principais elementos que ajudam na caracterização dos artefatos. “Os retoques funcionais são encontrados nas extremidades das lascas e núcleos e nos ajudam a confirmar a natureza arqueológica dos materiais líticos”, conclui Torquato. Na atual etapa da pesquisa, as informações sobre os sítios arqueológicos serão apresentadas ao IPHAN para que o órgão efetive seu registro no Sistema Integrado e Conhecimento e Gestão (SICG) e indique quais medidas deverão ser tomadas para garantir a salvaguarda dos bens arqueológicos encontrados nos sítios. no-repeat;left top;; auto
Etapa da pesquisa visa evitar danos ao Patrimônio Arqueológico

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Florianópolis. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 172 No litoral de Santa Catarina, o aumento da densidade demográfica tem demandado a implantação de novos empreendimentos imobiliários que, por sua vez, tem oportunizado avaliações de impactos ao patrimônio arqueológico sobre esses imóveis, propiciando uma melhor compreensão sobre a ocupação do território. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona, nesses empreendimentos, devem ser realizados estudos prévios, conforme preconiza a Instrução Normativa n° 01/2015, que os classifica como “de média e alta interferência nas condições vigentes do solo, envolvendo grandes áreas de intervenção com limitada ou inexistente flexibilidade para alterações de localização e traçado” (BRASIL, 2015, p. 6). no-repeat;left top;; auto No município de Florianópolis, mais precisamente na localidade de Carianos, a equipe de arqueologia da Espaço conduziu pesquisas em dois loteamentos, onde os estudos foram realizados. De acordo com o historiador e professor Alexandre de Medeiros Motta, pesquisas sobre o contexto arqueológico, histórico e etnográfico são realizadas previamente, para fornecer suporte à equipe de campo durante as ações no terreno, com o objetivo de considerar os diferentes aspectos e períodos de ocupação do território. Essas pesquisas não se limitam apenas a elementos que remetem ao comportamento humano; aspectos geológicos, geomorfológicos e ambientais também são estudados. Conforme o pesquisador da Espaço e Mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, “as áreas de influência do empreendimento estão localizadas integralmente na região do litoral central de Santa Catarina, que faz parte do domínio morfoclimático Mares de Morros. Esse domínio acompanha todo o litoral brasileiro e apresenta um relevo bastante irregular, resultado de ações erosivas sobre a estrutura cristalina proterozóica. Além disso, possui um clima predominantemente quente e úmido, tanto nas zonas tropicais como nas subtropicais.” Os estudos arqueológicos recebem maior importância durante as pesquisas de campo, que incluem escavações de poços-teste em áreas de prospecção sistemáticas com poligonais previamente definidas, onde aspectos inéditos das áreas em questão podem ser revelados. Além disso, há uma interação com membros da comunidade por meio de ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Florianópolis. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 172 No litoral de Santa Catarina, o aumento da densidade demográfica tem demandado a implantação de novos empreendimentos imobiliários que, por sua vez, tem oportunizado avaliações de impactos ao patrimônio arqueológico sobre esses imóveis, propiciando uma melhor compreensão sobre a ocupação do território. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona, nesses empreendimentos, devem ser realizados estudos prévios, conforme preconiza a Instrução Normativa n° 01/2015, que os classifica como “de média e alta interferência nas condições vigentes do solo, envolvendo grandes áreas de intervenção com limitada ou inexistente flexibilidade para alterações de localização e traçado” (BRASIL, 2015, p. 6). no-repeat;left top;; auto No município de Florianópolis, mais precisamente na localidade de Carianos, a equipe de arqueologia da Espaço conduziu pesquisas em dois loteamentos, onde os estudos foram realizados. De acordo com o historiador e professor Alexandre de Medeiros Motta, pesquisas sobre o contexto arqueológico, histórico e etnográfico são realizadas previamente, para fornecer suporte à equipe de campo durante as ações no terreno, com o objetivo de considerar os diferentes aspectos e períodos de ocupação do território. Essas pesquisas não se limitam apenas a elementos que remetem ao comportamento humano; aspectos geológicos, geomorfológicos e ambientais também são estudados. Conforme o pesquisador da Espaço e Mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, “as áreas de influência do empreendimento estão localizadas integralmente na região do litoral central de Santa Catarina, que faz parte do domínio morfoclimático Mares de Morros. Esse domínio acompanha todo o litoral brasileiro e apresenta um relevo bastante irregular, resultado de ações erosivas sobre a estrutura cristalina proterozóica. Além disso, possui um clima predominantemente quente e úmido, tanto nas zonas tropicais como nas subtropicais.” Os estudos arqueológicos recebem maior importância durante as pesquisas de campo, que incluem escavações de poços-teste em áreas de prospecção sistemáticas com poligonais previamente definidas, onde aspectos inéditos das áreas em questão podem ser revelados. Além disso, há uma interação com membros da comunidade por meio de ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa em área de futuro empreendimento imobiliário no litoral catarinense

Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico cumpre o que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 140 É do conhecimento dos pesquisadores que a paisagem litorânea de Santa Catarina apresenta alto potencial arqueológico. Isso se dá graças a seu histórico, que evidencia sambaquis e sítios cerâmicos milenares. É preciso lembrar que os sítios históricos da região também possuem relevância, com seus testemunhos materiais relacionados ao contexto das armações baleeiras e, comunidades de pescadores, instaladas na região entre os séculos XVIII e XIX. Hoje podemos citar os sítios já registrados no município de Penha, como Penha I, Penha II, Penha III e Carvoeira, de tipologia sambaqui, e ainda, o sítio Armação de Itapocorói, sendo este, um sítio histórico com remanescentes de uma armação baleeira. Esse contexto levou uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia até a região, para avaliar o impacto ao patrimônio arqueológico sobre uma área que receberá um empreendimento imobiliário, em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. As atividades envolveram pesquisas bibliográficas e de campo, com linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas investigadas. no-repeat;left top;; auto Ações de divulgação e esclarecimento sobre o estudo os bens culturais acautelados da região complementaram a pesquisa de campo. Na atividade, os pesquisadores prestaram informações, junto à comunidade local, sobre a pesquisa em curso, e mencionaram os sítios arqueológicos da região. Como suporte das conversas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental; e o segundo folder com informações referentes aos principais aspectos sobre a ocupação humana no Litoral Catarinense. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico cumpre o que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 140 É do conhecimento dos pesquisadores que a paisagem litorânea de Santa Catarina apresenta alto potencial arqueológico. Isso se dá graças a seu histórico, que evidencia sambaquis e sítios cerâmicos milenares. É preciso lembrar que os sítios históricos da região também possuem relevância, com seus testemunhos materiais relacionados ao contexto das armações baleeiras e, comunidades de pescadores, instaladas na região entre os séculos XVIII e XIX. Hoje podemos citar os sítios já registrados no município de Penha, como Penha I, Penha II, Penha III e Carvoeira, de tipologia sambaqui, e ainda, o sítio Armação de Itapocorói, sendo este, um sítio histórico com remanescentes de uma armação baleeira. Esse contexto levou uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia até a região, para avaliar o impacto ao patrimônio arqueológico sobre uma área que receberá um empreendimento imobiliário, em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. As atividades envolveram pesquisas bibliográficas e de campo, com linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas investigadas. no-repeat;left top;; auto Ações de divulgação e esclarecimento sobre o estudo os bens culturais acautelados da região complementaram a pesquisa de campo. Na atividade, os pesquisadores prestaram informações, junto à comunidade local, sobre a pesquisa em curso, e mencionaram os sítios arqueológicos da região. Como suporte das conversas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental; e o segundo folder com informações referentes aos principais aspectos sobre a ocupação humana no Litoral Catarinense. no-repeat;left top;; auto
Araranguá, no litoral sul catarinense, é local de estudo arqueológico

Dois sítios foram identificados durante a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 141 Localizado no sul de Santa Catarina, o Rio Araranguá é um importante curso d’água que tem suas nascentes em áreas de encosta da Serra Geral, sendo na prática formado a partir da junção dos Rios Mãe Luzia e Itoupava, já em terras do município de Araranguá. Em seu percurso de aproximadamente 38 quilômetros, o rio corta áreas rurais e também a área urbana do município, até desaguar no Oceano Atlântico. De forma natural, ao longo do tempo, a dinâmica hídrica das variações do nível do mar e das cheias do rio foram formando terraços e feições do relevo que serviram, desde tempos remotos, para o assentamento de grupos humanos. A região é caracterizada pela ocupação de grupos caçadores-coletores, mais para o interior; grupos sambaquieiros ocupando as áreas mais próximas ao litoral; e, também nesta faixa, mas em tempos mais recentes, ocupações associadas aos Guarani. Desta forma, considerando-se o alto potencial arqueológico da região, bem como, o histórico das pesquisas já realizadas nesta paisagem, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou a etapa de Prospecção Arqueológica sobre a área de um empreendimento do setor de mineração, a ser instalado no município de Araranguá. no-repeat;left top;; auto Durante a pesquisa de campo, os arqueólogos percorreram toda a extensão da área delimitada, utilizando-se da metodologia prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento sistemático e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como já era de conhecimento da equipe de pesquisa, a área deste estudo conta com a delimitação e registro de um sítio arqueológico pré-colonial denominado SC-ARA-007, identificado no início da década de 2000, composto por manchas de sedimento escurecido e fragmentos cerâmicos, característicos dos modos de vida dos grupos Guarani que habitaram a região. No intuito de atualizar o cadastro do sítio, e apresentar informações detalhadas ao IPHAN sobre seu estado de conservação e situação em relação ao empreendimento, a equipe realizou uma nova delimitação de suas áreas de influência, com a aplicação de malhas de poços-teste, definição de poligonal com uso de GPS e drone. Na sequência dos trabalhos, os pesquisadores encontraram um outro local contendo um significativo conjunto de fragmentos cerâmicos, de diversos tamanhos, formas e decorações dispersos sobre a superfície do solo, indicando um espaço de ocupação pretérita. Logo, conclui-se que se tratava de um sítio arqueológico inédito, também composto por cerâmica Guarani. Da mesma forma, os pesquisadores realizaram os procedimentos de registro e delimitação deste sítio arqueológico, de modo que as informações extraídas pudessem subsidiar o preenchimento da ficha de cadastro para registro do sítio junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No âmbito de realização dos estudos arqueológicos, também foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, conforme previsto no projeto. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral, sobre a necessidade de realização desta pesquisa, assim como, foram prestadas informações sobre os sítios arqueológicos existentes na região, os quais são protegidos por lei. Nestas ações foram distribuídos materiais didático-informativos com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito dos processos de licenciamento ambiental e sobre o processo de ocupação humana do litoral catarinense. Conforme destaca o arqueólogo Alessandro De Bona Mello, um dos responsáveis pela pesquisa: “Esta área foi objeto de estudos há menos de 10 anos, por outras equipes, contudo, os resultados que obtivemos demonstram que, além de investigar novas áreas, também é importante revisitar aquelas pesquisadas anos atrás, em diferentes contextos. Valdir Schwengber, coordenador geral da pesquisa acrescenta que “Os estudos realizados sobre os sítios arqueológicos nesta região, assim como, as atividades de socialização da pesquisa junto à comunidade local, trazem resultados muito positivos, pois, despertam o interesse pelo tema, bem como, contribuem para a preservação do patrimônio arqueológico”. no-repeat;left top;; auto | Dois sítios foram identificados durante a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 141 Localizado no sul de Santa Catarina, o Rio Araranguá é um importante curso d’água que tem suas nascentes em áreas de encosta da Serra Geral, sendo na prática formado a partir da junção dos Rios Mãe Luzia e Itoupava, já em terras do município de Araranguá. Em seu percurso de aproximadamente 38 quilômetros, o rio corta áreas rurais e também a área urbana do município, até desaguar no Oceano Atlântico. De forma natural, ao longo do tempo, a dinâmica hídrica das variações do nível do mar e das cheias do rio foram formando terraços e feições do relevo que serviram, desde tempos remotos, para o assentamento de grupos humanos. A região é caracterizada pela ocupação de grupos caçadores-coletores, mais para o interior; grupos sambaquieiros ocupando as áreas mais próximas ao litoral; e, também nesta faixa, mas em tempos mais recentes, ocupações associadas aos Guarani. Desta forma, considerando-se o alto potencial arqueológico da região, bem como, o histórico das pesquisas já realizadas nesta paisagem, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou a etapa de Prospecção Arqueológica sobre a área de um empreendimento do setor de mineração, a ser instalado no município de Araranguá. no-repeat;left top;; auto Durante a pesquisa de campo, os arqueólogos percorreram toda a extensão da área delimitada, utilizando-se da metodologia prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento sistemático e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como já era de conhecimento da equipe de pesquisa, a área deste estudo conta com a delimitação e registro de um sítio arqueológico pré-colonial denominado SC-ARA-007, identificado no início da década de 2000, composto por manchas de sedimento escurecido e fragmentos cerâmicos, característicos dos modos de vida dos grupos Guarani que habitaram a região. No intuito de atualizar o cadastro do sítio, e apresentar informações detalhadas ao IPHAN sobre seu estado de conservação e situação em relação ao empreendimento, a equipe realizou uma nova delimitação de suas áreas de
Equipe desenvolve novos estudos arqueológicos na capital do Mato Grosso do Sul

Licenciamento de loteamentos residenciais motivou as pesquisas. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 142 Estudos arqueológicos, etnográficos e etno-históricos dos últimos 100 anos demonstram a diversidade cultural do Mato Grosso do Sul. O Pantanal e o Cerrado, biomas que cobrem o estado, vem sendo ocupados há milhares de anos por diferentes populações humanas. Em contextos cronológicos e geográficos distintos, essas populações vivenciaram seus territórios e, com isso, desenvolveram seus modos de vida e sua cultura material. As pesquisas arqueológicas, por muito tempo focadas no Pantanal e na região nordeste do Mato Grosso do Sul, hoje, com a contrinuição dos estudos de Arqueologia Preventiva, já abrangem todo o Estado, e permitiram o registro de mais de 400 sítios arqueológicos. Na capital Campo Grande, estão registrados na base de dados do Iphan, até o fechamento dessa nota, 18 sítios arqueológicos de diferentes tipologias. Além dos sítios arqueológicos, também há 18 imóveis de valor histórico em processo de estudo para acautelamento do órgão. no-repeat;left top;; auto É consenso entre arqueólogos(as) e pesquisadores(as) das diferentes áreas do Patrimônio Cultural, que os números encontrados nas bases de dados não refletem a densidade e o potencial arqueológico/patrimonial do Brasil. Por isso, os estudos preventivos, associados aos processos de licenciamento ambiental são necessários para mapear os diferentes bens e atuar em sua valorização e salvaguarda. Nesse sentido, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos sobre uma área do município de Campo Grande, em que serão instalados empreendimentos imobiliários. As pesquisas tiveram como objetivo verificar a existência de sítios ou evidências nos locais afetados pelos empreendimentos e, com isso, avaliar o impacto que sua instalação pode gerar ao patrimônio arqueológico. Para isso, foram executados caminhamentos intensivos e escavados poços-teste sistemáticos e amostrais em toda a área do estudo. Como resultado, não foram identificados vestígios e sítios arqueológicos nas áreas pesquisadas. Vale destacar que os estudos realizados representam o cumprimento da Lei n° 3924/61, que proíbe a destruição de sítios arqueológicos, e respeita as orientações da Instrução Normativa n° 01/2015, do Iphan, que regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto | Licenciamento de loteamentos residenciais motivou as pesquisas. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 142 Estudos arqueológicos, etnográficos e etno-históricos dos últimos 100 anos demonstram a diversidade cultural do Mato Grosso do Sul. O Pantanal e o Cerrado, biomas que cobrem o estado, vem sendo ocupados há milhares de anos por diferentes populações humanas. Em contextos cronológicos e geográficos distintos, essas populações vivenciaram seus territórios e, com isso, desenvolveram seus modos de vida e sua cultura material. As pesquisas arqueológicas, por muito tempo focadas no Pantanal e na região nordeste do Mato Grosso do Sul, hoje, com a contrinuição dos estudos de Arqueologia Preventiva, já abrangem todo o Estado, e permitiram o registro de mais de 400 sítios arqueológicos. Na capital Campo Grande, estão registrados na base de dados do Iphan, até o fechamento dessa nota, 18 sítios arqueológicos de diferentes tipologias. Além dos sítios arqueológicos, também há 18 imóveis de valor histórico em processo de estudo para acautelamento do órgão. no-repeat;left top;; auto É consenso entre arqueólogos(as) e pesquisadores(as) das diferentes áreas do Patrimônio Cultural, que os números encontrados nas bases de dados não refletem a densidade e o potencial arqueológico/patrimonial do Brasil. Por isso, os estudos preventivos, associados aos processos de licenciamento ambiental são necessários para mapear os diferentes bens e atuar em sua valorização e salvaguarda. Nesse sentido, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos sobre uma área do município de Campo Grande, em que serão instalados empreendimentos imobiliários. As pesquisas tiveram como objetivo verificar a existência de sítios ou evidências nos locais afetados pelos empreendimentos e, com isso, avaliar o impacto que sua instalação pode gerar ao patrimônio arqueológico. Para isso, foram executados caminhamentos intensivos e escavados poços-teste sistemáticos e amostrais em toda a área do estudo. Como resultado, não foram identificados vestígios e sítios arqueológicos nas áreas pesquisadas. Vale destacar que os estudos realizados representam o cumprimento da Lei n° 3924/61, que proíbe a destruição de sítios arqueológicos, e respeita as orientações da Instrução Normativa n° 01/2015, do Iphan, que regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto
Pesquisadores identificam três sítios arqueológicos no Mato Grosso do Sul

Materiais lítico e cerâmico foram encontrados durante avaliação de impacto de um empreendimento hidrelétrico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 143 A equipe da Espaço Arqueologia executou um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no curso do Ribeirão das Botas, estado do Mato Grosso do Sul, onde foram identificados três sítios arqueológicos do período pré-colonial. Os sítios, compostos por materiais líticos (artefatos feitos em pedra) e fragmentos de cerâmica, estão associados a ocupações antigas, relacionadas aos povos que viviam na região antes do contato com os colonizadores europeus. Conforme explica o arqueólogo Dr. Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, “Na fase em que o estudo se encontra, na qual apenas é feita a identificação e registro dos sítios, somente é possível classificar os vestígios arqueológicos como sendo pré-coloniais. Na etapa seguinte, que deverá contar com a escavação dos sítios, serão obtidas informações detalhadas sobre a cultura material e a cronologia que caracteriza os contextos arqueológicos encontrados.” no-repeat;left top;; auto Ainda segundo o pesquisador, a identificação dos sítios será informada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, que dará sequência ao registo oficial dos sítios e conduzirá o trâmite legal necessário para a continuidade das pesquisas. no-repeat;left top;; auto | Materiais lítico e cerâmico foram encontrados durante avaliação de impacto de um empreendimento hidrelétrico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 143 A equipe da Espaço Arqueologia executou um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no curso do Ribeirão das Botas, estado do Mato Grosso do Sul, onde foram identificados três sítios arqueológicos do período pré-colonial. Os sítios, compostos por materiais líticos (artefatos feitos em pedra) e fragmentos de cerâmica, estão associados a ocupações antigas, relacionadas aos povos que viviam na região antes do contato com os colonizadores europeus. Conforme explica o arqueólogo Dr. Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, “Na fase em que o estudo se encontra, na qual apenas é feita a identificação e registro dos sítios, somente é possível classificar os vestígios arqueológicos como sendo pré-coloniais. Na etapa seguinte, que deverá contar com a escavação dos sítios, serão obtidas informações detalhadas sobre a cultura material e a cronologia que caracteriza os contextos arqueológicos encontrados.” no-repeat;left top;; auto Ainda segundo o pesquisador, a identificação dos sítios será informada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, que dará sequência ao registo oficial dos sítios e conduzirá o trâmite legal necessário para a continuidade das pesquisas. no-repeat;left top;; auto
Região serrana de Santa Catarina é cenário de pesquisa arqueológica

Equipe da Espaço Arqueologia identificou duas casas subterrâneas em São José do Cerrito e Campo Belo do Sul. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 144 Entre o público interessado em Arqueologia e Patrimônio Cultural, São José do Cerrito é reconhecido há décadas por seu número expressivo de casas subterrâneas, sítio arqueológico característico das terras altas do sul do Brasil. O reconhecimento oficial veio por meio da Lei n° 18202/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e promulgada pelo Governador do Estado no dia 13 de setembro de 2021. As casas subterrâneas são caracterizadas como depressões escavadas no solo com formato circular, com diâmetros que podem variar de 1 a 23 metros, e profundidades de até 7 metros. No seu interior são encontrados, geralmente, contextos de combustão (fogueiras), artefatos líticos e fragmentos de cerâmica. De acordo com Raul Novasco, pesquisador da Espaço Arqueologia e especialista em contextos com casas subterrâneas, essas estruturas estão associadas às populações Jê Meridionais, sendo que, até o momento, seu horizonte cronológico varia entre 1400 e 110 anos A. P. (antes do presente). no-repeat;left top;; auto “Os sítios com casas subterrâneas guardam em si grande variabilidade, as quais são verificadas nas suas formas e localização, nos artefatos que são encontrados no seu interior, bem como, nas datações, que marcam diferentes períodos da História das populações que construíram essas estruturas”, complementa o pesquisador. Confirmando o título atribuído ao município de São José do Cerrito, a equipe da Espaço Arqueologia mapeou um sítio arqueológico inédito durante o processo de licenciamento de uma Pequena Central Hidrelétrica, prevista para ser instalada no curso do Rio Caveiras. O sítio, composto por duas casas subterrâneas, apresenta características comuns àquelas mencionadas na bibliografia especializada. Jedson Cerezer, um dos coordenadores da pesquisa que resultou na identificação do sítio inédito confirma que São José do Cerrito merece o título que lhe foi atribuído pela Alesc. Segundo o pesquisador, “o município tem se apropriado de forma muito positiva do patrimônio arqueológico presente no seu território. Esperamos que a pesquisa represente mais um tijolo na construção de uma consciência coletiva que valorize ainda mais esse Patrimônio, que é de todo o povo Cerritense”. No momento, a identificação do sítio será reportada ao Iphan, órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico nacional. Na sequência, medidas de salvamento e salvaguarda devem ser adotadas, cumprindo com o que prevê a Lei n° 3924/61. no-repeat;left top;; auto | Equipe da Espaço Arqueologia identificou duas casas subterrâneas em São José do Cerrito e Campo Belo do Sul. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 144 Entre o público interessado em Arqueologia e Patrimônio Cultural, São José do Cerrito é reconhecido há décadas por seu número expressivo de casas subterrâneas, sítio arqueológico característico das terras altas do sul do Brasil. O reconhecimento oficial veio por meio da Lei n° 18202/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e promulgada pelo Governador do Estado no dia 13 de setembro de 2021. As casas subterrâneas são caracterizadas como depressões escavadas no solo com formato circular, com diâmetros que podem variar de 1 a 23 metros, e profundidades de até 7 metros. No seu interior são encontrados, geralmente, contextos de combustão (fogueiras), artefatos líticos e fragmentos de cerâmica. De acordo com Raul Novasco, pesquisador da Espaço Arqueologia e especialista em contextos com casas subterrâneas, essas estruturas estão associadas às populações Jê Meridionais, sendo que, até o momento, seu horizonte cronológico varia entre 1400 e 110 anos A. P. (antes do presente). no-repeat;left top;; auto “Os sítios com casas subterrâneas guardam em si grande variabilidade, as quais são verificadas nas suas formas e localização, nos artefatos que são encontrados no seu interior, bem como, nas datações, que marcam diferentes períodos da História das populações que construíram essas estruturas”, complementa o pesquisador. Confirmando o título atribuído ao município de São José do Cerrito, a equipe da Espaço Arqueologia mapeou um sítio arqueológico inédito durante o processo de licenciamento de uma Pequena Central Hidrelétrica, prevista para ser instalada no curso do Rio Caveiras. O sítio, composto por duas casas subterrâneas, apresenta características comuns àquelas mencionadas na bibliografia especializada. Jedson Cerezer, um dos coordenadores da pesquisa que resultou na identificação do sítio inédito confirma que São José do Cerrito merece o título que lhe foi atribuído pela Alesc. Segundo o pesquisador, “o município tem se apropriado de forma muito positiva do patrimônio arqueológico presente no seu território. Esperamos que a pesquisa represente mais um tijolo na construção de uma consciência coletiva que valorize ainda mais esse Patrimônio, que é de todo o povo Cerritense”. No momento, a identificação do sítio será reportada ao Iphan, órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico nacional. Na sequência, medidas de salvamento e salvaguarda devem ser adotadas, cumprindo com o que prevê a Lei n° 3924/61. no-repeat;left top;; auto
Espaço Arqueologia realiza estudo em Balneário Piçarras, litoral norte de Santa Catarina

Local da pesquisa abrigará empreendimento imobiliário, que se encontra em processo de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 145 No fim de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia se dedicou aos estudos do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Balneário Piçarras. O desenvolvimento de estudos como esse tem o objetivo de cumprir Leis e demais dispositivos legais que tratam da preservação, valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico brasileiro. Já o órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico no Brasil, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é a autarquia para o qual os resultados da pesquisa são enviados. No caso do estudo realizado pela Espaço Arqueologia no município de Balneário Piçarras, em que não foram identificados vestígios arqueológicos na área que abrigará o condomínio residencial, o Iphan deve se manifestar pela anuência das Licenças Ambientais que estão sendo solicitadas pela empresa idealizadora do imóvel. no-repeat;left top;; auto Vale lembrar que todo empreendimento que se enquadra em processos de Licenciamento Ambiental, independente da complexidade e dimensões, deve ser submetido à apreciação do Iphan no início de sua concepção, por meio de uma Ficha de Caracterização de Atividade (FCA). Caso tenha dúvidas ou queira saber mais sobre os trâmites que envolvem o componente arqueológico no Licenciamento Ambiental, entre em contato conosco. no-repeat;left top;; auto | Local da pesquisa abrigará empreendimento imobiliário, que se encontra em processo de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 145 No fim de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia se dedicou aos estudos do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Balneário Piçarras. O desenvolvimento de estudos como esse tem o objetivo de cumprir Leis e demais dispositivos legais que tratam da preservação, valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico brasileiro. Já o órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico no Brasil, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é a autarquia para o qual os resultados da pesquisa são enviados. No caso do estudo realizado pela Espaço Arqueologia no município de Balneário Piçarras, em que não foram identificados vestígios arqueológicos na área que abrigará o condomínio residencial, o Iphan deve se manifestar pela anuência das Licenças Ambientais que estão sendo solicitadas pela empresa idealizadora do imóvel. no-repeat;left top;; auto Vale lembrar que todo empreendimento que se enquadra em processos de Licenciamento Ambiental, independente da complexidade e dimensões, deve ser submetido à apreciação do Iphan no início de sua concepção, por meio de uma Ficha de Caracterização de Atividade (FCA). Caso tenha dúvidas ou queira saber mais sobre os trâmites que envolvem o componente arqueológico no Licenciamento Ambiental, entre em contato conosco. no-repeat;left top;; auto