Iniciativas da Espaço Arqueologia são apresentadas em encontro da Sociedade de Arqueologia Brasileira

Equipe participou de mesa-redonda sobre o futuro da ciência no Brasil, além de simpósios temáticos. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 136 Na última semana, a Espaço Arqueologia participou do XII Encontro da SAB Sul, núcleo regional da Sociedade Brasileira de Arqueologia. O evento foi realizado na Unochapecó, instituição do oeste de Santa Catarina, e teve como eixo o tema “Arqueologias do Sul: diálogos científicos em tempos de crise”. A abertura do evento contou com a mesa-redonda “Crise na Ciência e Perspectivas para o Futuro”, composta pela Profa. Dra. Simone Stülp, Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul; Regina Helena Meirelles Santiago, Superintendente do IPHAN/SC; Prof. Dr. Rafael Milheira, da Universidade Federal de Pelotas; e pelo arqueólogo Dr. Raul Novasco, coordenador de projetos da Espaço Arqueologia. A mesa-redonda teve como proposta discutir as perspectivas para a Ciência a curto e médio prazo, a partir do cenário de crise econômica, sanitária e ética pela qual estamos passando. Nesse sentido, a Espaço Arqueologia foi convidada para apresentar suas estratégias e nova estrutura organizacional, criadas e colocadas em prática a partir do aniversário de 10 anos da empresa. no-repeat;left top;; auto O espaço privilegiado e de destaque permitiu a apresentação das diferentes iniciativas realizadas e compromissos assumidos pela Espaço Arqueologia, no sentido de fortalecer as relações entre os entes responsáveis pela efetivação de práticas que visam a gestão e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro. Os colaboradores representantes da empresa participaram ativamente dos 4 dias de encontro. Além da mesa-redonda, a equipe colaborou na discussão de 8 simpósios, nos quais abordaram os seguintes temas: O Cacique Tubarão: Um sítio guarani de contato no sul de Santa Catarina; Práticas mortuárias no sambaqui Ilhota 2 – Litoral de Santa Catarina; Arqueologia no Baixo Curso do Rio Iratim; Arqueologia Histórica no litoral centro-norte do estado de Santa Catarina: o sítio Piçarras 2; Arqueologia e diálogo com comunidades tradicionais no contexto do licenciamento ambiental; Memórias e narrativas do patrimônio cultural no Rio da Luz e em Testo Alto; Projeto Ecoar e a formação de professores multiplicadores; Arqueologia e História: Um diálogo a partir do estudo dos sítios Piçarras 2, Estrada da Figueira, Cova Funda 2 e Fazenda Timbutuva 8. no-repeat;left top;; auto | Equipe participou de mesa-redonda sobre o futuro da ciência no Brasil, além de simpósios temáticos. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 136 Na última semana, a Espaço Arqueologia participou do XII Encontro da SAB Sul, núcleo regional da Sociedade Brasileira de Arqueologia. O evento foi realizado na Unochapecó, instituição do oeste de Santa Catarina, e teve como eixo o tema “Arqueologias do Sul: diálogos científicos em tempos de crise”. A abertura do evento contou com a mesa-redonda “Crise na Ciência e Perspectivas para o Futuro”, composta pela Profa. Dra. Simone Stülp, Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul; Regina Helena Meirelles Santiago, Superintendente do IPHAN/SC; Prof. Dr. Rafael Milheira, da Universidade Federal de Pelotas; e pelo arqueólogo Dr. Raul Novasco, coordenador de projetos da Espaço Arqueologia. A mesa-redonda teve como proposta discutir as perspectivas para a Ciência a curto e médio prazo, a partir do cenário de crise econômica, sanitária e ética pela qual estamos passando. Nesse sentido, a Espaço Arqueologia foi convidada para apresentar suas estratégias e nova estrutura organizacional, criadas e colocadas em prática a partir do aniversário de 10 anos da empresa. no-repeat;left top;; auto O espaço privilegiado e de destaque permitiu a apresentação das diferentes iniciativas realizadas e compromissos assumidos pela Espaço Arqueologia, no sentido de fortalecer as relações entre os entes responsáveis pela efetivação de práticas que visam a gestão e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro. Os colaboradores representantes da empresa participaram ativamente dos 4 dias de encontro. Além da mesa-redonda, a equipe colaborou na discussão de 8 simpósios, nos quais abordaram os seguintes temas: O Cacique Tubarão: Um sítio guarani de contato no sul de Santa Catarina; Práticas mortuárias no sambaqui Ilhota 2 – Litoral de Santa Catarina; Arqueologia no Baixo Curso do Rio Iratim; Arqueologia Histórica no litoral centro-norte do estado de Santa Catarina: o sítio Piçarras 2; Arqueologia e diálogo com comunidades tradicionais no contexto do licenciamento ambiental; Memórias e narrativas do patrimônio cultural no Rio da Luz e em Testo Alto; Projeto Ecoar e a formação de professores multiplicadores; Arqueologia e História: Um diálogo a partir do estudo dos sítios Piçarras 2, Estrada da Figueira, Cova Funda 2 e Fazenda Timbutuva 8. no-repeat;left top;; auto

Estudo arqueológico na região central da Bahia

Projeto de pesquisa traz informações sobre a paisagem e diferentes tipos de sítios encontrados na região. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 152 A faixa central do território baiano, que se localiza entre a Chapada Diamantina e a margem direita do Rio São Francisco, tem nos sítios arqueológicos com pinturas rupestres as principais representações da ocupação pré-colonial regional. Os estudos realizados pela Espaço Arqueologia em empreendimentos de geração de energia elétrica entre os municípios de Xique-Xique, Gentio do Ouro, Seabra, Ibitiara, e outros, demonstram que aspectos geográficos (principalmente geologia e geomorfologia), são indicadores dos locais com maior ocorrência desse tipo de sítio. Por exemplo: entre os municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro, onde predominam os afloramentos de arenitos que se destacam como esculturas na paisagem (campos de inselbergs, na linguagem técnica), é comum a identificação de sítios com painéis de pintura rupestre. no-repeat;left top;; auto Em direção ao sul, a paisagem muda, e as esculturas em arenito dão lugar a cadeias de morros alinhados compostos por rochas mais resistentes (os quartzarenitos) e afloramentos menos verticalizados. Contudo, nos poucos locais em que há afloramentos de arenito, são encontrados sítios com pinturas rupestres. Nessas áreas, onde os arenitos dão lugar aos quartzarenitos, outros tipos de sítios são encontrados. Na última pesquisa realizada pela equipe, nos municípios de Brotas de Macaúbas e Seabra, um sítio lítico e um sítio cerâmico foram mapeados, ambos pré-coloniais. A pesquisa ainda está em sua primeira etapa, mas já foi possível verificar que, com a mudança da paisagem e a variação de disponibilidade de recursos, diferentes funções eram atribuídas aos lugares inseridos no território dos grupos humanos do passado. Para o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer “ler a paisagem a partir dos seus aspectos geográficos, ajuda na interpretação sobre o uso de diferentes recursos pelos povos do passado, assim como permite definir, de forma preditiva, o potencial arqueológico local e as tipologias de sítio com maior probabilidade de ocorrência.” Valdir Schwengber, coordenador geral dos projetos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia na Bahia, conclui que “estudos regionais, que abrangem diferentes compartimentos ambientais contribuem para o estabelecimento de panoramas mais amplos do processo de ocupação humana e, nos últimos anos, temos conseguido ter essa visão macro sobre essa região que se localiza entre o São Francisco e a Chapada Diamantina”. Até o momento, os estudos se detêm na avaliação do potencial arqueológico das áreas e no mapeamento dos sítios arqueológicos, sendo que em etapas futuras da pesquisa, será possível aprofundar informações acerca da cultura material que compõe esses sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto | Projeto de pesquisa traz informações sobre a paisagem e diferentes tipos de sítios encontrados na região. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 152 A faixa central do território baiano, que se localiza entre a Chapada Diamantina e a margem direita do Rio São Francisco, tem nos sítios arqueológicos com pinturas rupestres as principais representações da ocupação pré-colonial regional. Os estudos realizados pela Espaço Arqueologia em empreendimentos de geração de energia elétrica entre os municípios de Xique-Xique, Gentio do Ouro, Seabra, Ibitiara, e outros, demonstram que aspectos geográficos (principalmente geologia e geomorfologia), são indicadores dos locais com maior ocorrência desse tipo de sítio. Por exemplo: entre os municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro, onde predominam os afloramentos de arenitos que se destacam como esculturas na paisagem (campos de inselbergs, na linguagem técnica), é comum a identificação de sítios com painéis de pintura rupestre. no-repeat;left top;; auto Em direção ao sul, a paisagem muda, e as esculturas em arenito dão lugar a cadeias de morros alinhados compostos por rochas mais resistentes (os quartzarenitos) e afloramentos menos verticalizados. Contudo, nos poucos locais em que há afloramentos de arenito, são encontrados sítios com pinturas rupestres. Nessas áreas, onde os arenitos dão lugar aos quartzarenitos, outros tipos de sítios são encontrados. Na última pesquisa realizada pela equipe, nos municípios de Brotas de Macaúbas e Seabra, um sítio lítico e um sítio cerâmico foram mapeados, ambos pré-coloniais. A pesquisa ainda está em sua primeira etapa, mas já foi possível verificar que, com a mudança da paisagem e a variação de disponibilidade de recursos, diferentes funções eram atribuídas aos lugares inseridos no território dos grupos humanos do passado. Para o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer “ler a paisagem a partir dos seus aspectos geográficos, ajuda na interpretação sobre o uso de diferentes recursos pelos povos do passado, assim como permite definir, de forma preditiva, o potencial arqueológico local e as tipologias de sítio com maior probabilidade de ocorrência.” Valdir Schwengber, coordenador geral dos projetos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia na Bahia, conclui que “estudos regionais, que abrangem diferentes compartimentos ambientais contribuem para o estabelecimento de panoramas mais amplos do processo de ocupação humana e, nos últimos anos, temos conseguido ter essa visão macro sobre essa região que se localiza entre o São Francisco e a Chapada Diamantina”. Até o momento, os estudos se detêm na avaliação do potencial arqueológico das áreas e no mapeamento dos sítios arqueológicos, sendo que em etapas futuras da pesquisa, será possível aprofundar informações acerca da cultura material que compõe esses sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto

Região do Contestado recebe pesquisa arqueológica

Etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico aconteceu no vale do rio do Peixe, em Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 137 O rio do Peixe é um importante curso d’água de Santa Catarina. Ele nasce no município de Calmon, entre o meio-oeste e o planalto norte catarinense, numa altitude de 1250 metros acima do nível do mar. Ao longo de seus 299 km de extensão, muitas outras cidades se desenvolveram: Caçador, Rio das Antas, Videira, Iomerê, Pinheiro Preto, Tangará, Ibicaré, Herval d’ Oeste, Luzerna, Joaçaba, Lacerdópolis, Erval Velho, Campos Novos, Ouro, Capinzal, Ipira, Piratuba, Alto Bela Vista, Peritiba e Jaborá. O rio do Peixe tem sua foz localizada no rio Uruguai, em terras dos municípios de Alto Bela Vista (SC) e Marcelino Ramos (RS). Além de sua relevância social e econômica, o rio do Peixe também foi cenário para o desenrolar de fatos históricos como a construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul e a Guerra do Contestado (1912-1916). No entanto, antes do período denominado como “histórico”, ou seja, o período anterior à colonização de origem europeia, esta região foi ocupada por grupos humanos de caçadores-coletores, desde um passado mais longínquo, remontando cerca de 11.000 anos atrás, passando por ocupações de grupos indígenas, como os Jê Meridional, em períodos de até 1500 anos atrás, e os grupos Guarani, que tem sua área de ocupação restrita às imediações da foz do rio do Peixe. no-repeat;left top;; auto O histórico e a antiguidade do processo de ocupação humana dessa região têm sido estudados por diversos arqueólogos ao longo do tempo, cada qual, contribuindo com seus métodos e resultados para a construção de um panorama rico em informações. Dentre os sítios arqueológicos mapeados, estão dois pré-coloniais, líticos à céu aberto, compostos por instrumentos líticos lascados. Desta forma, tendo como um dos objetivos contribuir para a geração do conhecimento envolvendo o contexto arqueológico regional, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia avaliou os impactos ao patrimônio arqueológico de uma área prevista para a instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) a ser implantada no curso do rio do Peixe, entre os municípios de Capinzal e Ouro. Esta etapa de pesquisa está prevista na Instrução Normativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) nº 001/2015, e inclui levantamentos bibliográficos e, de campo, envolvendo ações de prospecções de superfície e subsuperfície no terreno, com a execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado dessa pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos. Para além da pesquisa de campo, outra ação importante foi a divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa arqueológica e os bens culturais acautelados da região. Nesta atividade, além das informações prestadas, a comunidade local também recebeu materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro com informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental; e o segundo com informações referentes aos principais aspectos culturais dos grupos humanos que habitaram o Planalto Meridional antes do contato com os colonizadores. Sendo assim, o saldo desta pesquisa demonstrou resultados positivos, uma vez que a cada estudo de arqueologia realizado, novas informações são geradas e mais pessoas passam a conhecer um pouco mais sobre o patrimônio arqueológico em sua região. no-repeat;left top;; auto | Etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico aconteceu no vale do rio do Peixe, em Santa Catarina. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 137 O rio do Peixe é um importante curso d’água de Santa Catarina. Ele nasce no município de Calmon, entre o meio-oeste e o planalto norte catarinense, numa altitude de 1250 metros acima do nível do mar. Ao longo de seus 299 km de extensão, muitas outras cidades se desenvolveram: Caçador, Rio das Antas, Videira, Iomerê, Pinheiro Preto, Tangará, Ibicaré, Herval d’ Oeste, Luzerna, Joaçaba, Lacerdópolis, Erval Velho, Campos Novos, Ouro, Capinzal, Ipira, Piratuba, Alto Bela Vista, Peritiba e Jaborá. O rio do Peixe tem sua foz localizada no rio Uruguai, em terras dos municípios de Alto Bela Vista (SC) e Marcelino Ramos (RS). Além de sua relevância social e econômica, o rio do Peixe também foi cenário para o desenrolar de fatos históricos como a construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul e a Guerra do Contestado (1912-1916). No entanto, antes do período denominado como “histórico”, ou seja, o período anterior à colonização de origem europeia, esta região foi ocupada por grupos humanos de caçadores-coletores, desde um passado mais longínquo, remontando cerca de 11.000 anos atrás, passando por ocupações de grupos indígenas, como os Jê Meridional, em períodos de até 1500 anos atrás, e os grupos Guarani, que tem sua área de ocupação restrita às imediações da foz do rio do Peixe. no-repeat;left top;; auto O histórico e a antiguidade do processo de ocupação humana dessa região têm sido estudados por diversos arqueólogos ao longo do tempo, cada qual, contribuindo com seus métodos e resultados para a construção de um panorama rico em informações. Dentre os sítios arqueológicos mapeados, estão dois pré-coloniais, líticos à céu aberto, compostos por instrumentos líticos lascados. Desta forma, tendo como um dos objetivos contribuir para a geração do conhecimento envolvendo o contexto arqueológico regional, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia avaliou os impactos ao patrimônio arqueológico de uma área prevista para a instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) a ser implantada no curso do rio do Peixe, entre os municípios de Capinzal e Ouro. Esta etapa de pesquisa está prevista na Instrução Normativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) nº 001/2015, e inclui levantamentos bibliográficos e, de campo, envolvendo ações de prospecções de superfície e subsuperfície no terreno, com a execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado dessa pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos. Para além da pesquisa de campo, outra ação importante foi a divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa arqueológica e os bens culturais acautelados da região. Nesta atividade, além das informações prestadas, a comunidade local também recebeu materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro com informações relacionadas ao

Pesquisa arqueológica no vale do Rio Chapecó, no oeste catarinense

Área de futuro aproveitamento hidrelétrico é objeto de estudos preventivos. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 153 Ao longo do primeiro trimestre de 2023, a Espaço Arqueologia atuou no programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento hidrelétrico, projetado para ser instalado no curso do Rio Chapecó. Os resultados das etapas de pesquisas bibliográficas e trabalhos de campo, demonstraram que a área, assim como toda a região, possui alto potencial arqueológico. Apesar de novos sítios arqueológicos não terem sido mapeados, alguns vestígios isolados (materiais líticos lascados) foram encontrados pela equipe. A identificação desses materiais, assim como o contexto revelado pelas pesquisas bibliográficas, reforça a relevância dessa região para a arqueologia de Santa Catarina. O Rio Chapecó é um dos principais cursos hídricos da região oeste catarinense. Com suas nascentes na região dos campos de Palmas e foz na margem direita do rio Uruguai, esse rio integra um território que, desde os tempos pré-coloniais, vem sendo densamente ocupado por populações humanas. no-repeat;left top;; auto Estudos desenvolvidos recentemente pela equipe do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM-UNOCHAPECÓ) em parceria com o Le Muséum national d’Histoire naturelle (Museu de História Natural de Paris), indicam que populações de caçadores-coletores já ocupavam essa região há, pelo menos, 11 mil anos. Além dos caçadores-coletores, outros grupos ocuparam essa região em períodos diferentes. Em pesquisas no município de Passos Maia, a equipe da Espaço Arqueologia escavou casas subterrâneas e identificou sítios cerâmicos vinculados aos povos Jê Meridionais. Uma das casas subterrâneas escavada foi datada em 1140 anos Antes de Presente (AP), demonstrando que esses povos, ancestrais dos Kaingangs e Xoklengs, já habitavam a região há bastante tempo. Já nas imediações da foz do Chapecó, são encontrados vários sítios arqueológicos associados aos povos Guarani, que possuem datas mais recentes (por volta de 700 anos AP), mas indicam significativa densidade populacional. A complexidade do processo de ocupação da região se estende para os tempos mais recentes, com a chegada dos primeiros colonizadores e a intensificação das disputas por esse território entre diferentes povos. Tais dinâmicas de ocupação, assim como diferentes aspectos da cultura das diferentes populações que já viveram na região, somente podem ser discutidos a partir do estudo sobre os remanescentes arqueológicos e aprofundamento de pesquisas etno-históricas. Por isso, a execução de programas de pesquisa vinculados aos processos de Licenciamento Ambiental é fundamental, pois, ao mesmo tempo em que se promove a valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico, avança-se na produção e disseminação do conhecimento. no-repeat;left top;; auto | Área de futuro aproveitamento hidrelétrico é objeto de estudos preventivos. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 153 Ao longo do primeiro trimestre de 2023, a Espaço Arqueologia atuou no programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento hidrelétrico, projetado para ser instalado no curso do Rio Chapecó. Os resultados das etapas de pesquisas bibliográficas e trabalhos de campo, demonstraram que a área, assim como toda a região, possui alto potencial arqueológico. Apesar de novos sítios arqueológicos não terem sido mapeados, alguns vestígios isolados (materiais líticos lascados) foram encontrados pela equipe. A identificação desses materiais, assim como o contexto revelado pelas pesquisas bibliográficas, reforça a relevância dessa região para a arqueologia de Santa Catarina. O Rio Chapecó é um dos principais cursos hídricos da região oeste catarinense. Com suas nascentes na região dos campos de Palmas e foz na margem direita do rio Uruguai, esse rio integra um território que, desde os tempos pré-coloniais, vem sendo densamente ocupado por populações humanas. no-repeat;left top;; auto Estudos desenvolvidos recentemente pela equipe do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM-UNOCHAPECÓ) em parceria com o Le Muséum national d’Histoire naturelle (Museu de História Natural de Paris), indicam que populações de caçadores-coletores já ocupavam essa região há, pelo menos, 11 mil anos. Além dos caçadores-coletores, outros grupos ocuparam essa região em períodos diferentes. Em pesquisas no município de Passos Maia, a equipe da Espaço Arqueologia escavou casas subterrâneas e identificou sítios cerâmicos vinculados aos povos Jê Meridionais. Uma das casas subterrâneas escavada foi datada em 1140 anos Antes de Presente (AP), demonstrando que esses povos, ancestrais dos Kaingangs e Xoklengs, já habitavam a região há bastante tempo. Já nas imediações da foz do Chapecó, são encontrados vários sítios arqueológicos associados aos povos Guarani, que possuem datas mais recentes (por volta de 700 anos AP), mas indicam significativa densidade populacional. A complexidade do processo de ocupação da região se estende para os tempos mais recentes, com a chegada dos primeiros colonizadores e a intensificação das disputas por esse território entre diferentes povos. Tais dinâmicas de ocupação, assim como diferentes aspectos da cultura das diferentes populações que já viveram na região, somente podem ser discutidos a partir do estudo sobre os remanescentes arqueológicos e aprofundamento de pesquisas etno-históricas. Por isso, a execução de programas de pesquisa vinculados aos processos de Licenciamento Ambiental é fundamental, pois, ao mesmo tempo em que se promove a valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico, avança-se na produção e disseminação do conhecimento. no-repeat;left top;; auto

Estudantes no litoral sul de Santa Catarina recebem oficina de cerâmica

“Gostei da atividade, porque eu me diverti muito fazendo o vaso com argila”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 138 Foi com esse entusiasmo que uma estudante do 4º ano da Escola de Educação Básica Marechal Luz reagiu depois de produzir sua própria peça de argila durante a oficina ministrada pela equipe de Educação Patrimonial da Espaço Arqueologia. O projeto que envolve a delimitação e cercamento do sambaqui Ponta do Morro possibilitou que a ação fosse realizada no município de Jaguaruna em novembro de 2022. A manhã de atividades foi ofertada aos estudantes do 3º e 4º ano do ensino fundamental I e, dentre as ações, a equipe apresentou as características da arqueologia regional, como os sambaquis, e a importância da valorização e preservação do patrimônio arqueológico. Foi falado, também, sobre a ocupação dos grupos humanos no litoral catarinense e das atividades/tecnologias que ali se desenvolveram, dentre elas, a produção cerâmica, sem deixar de enfocar o contexto arqueológico do sambaqui Ponta do Morro. no-repeat;left top;; auto Após a introdução, foi exibido um vídeo produzido pela Espaço Arqueologia sobre o passo a passo para a confecção do utensílio, cuja matéria prima é a argila. Em seguida, os estudantes participaram de uma pequena exposição em que os educadores patrimoniais apresentaram maquetes de sambaqui e casa subterrânea, além e artefatos indígenas, juntamente com um banner alusivo a arqueologia no litoral sul catarinense. Depois, foi realizada a oficina de cerâmica, com participação de professores e estudantes. A avaliação do evento foi extremamente positiva, destacando-se os seguintes comentários: “Gostei da atividade, porque eu me diverti muito fazendo o vaso com argila”; “Eu me sujei toda, mas adorei”; “Consegui fazer o vaso. A palestra foi muito legal e me ensinou a fazer o vaso de argila. Ficou bom, eu gostei do meu vaso”, escreveu uma estudante. Outro foi mais objetivo, dizendo: – “Eu amei a oficina!”. Durante o encontro vários questionamentos foram feitos, especialmente sobre o trabalho do arqueólogo e os vestígios encontrados em escavações. A curiosidade e o interesse deles ficaram ainda mais evidentes quando foi abordado os sítios arqueológicos no município de Jaguaruna. no-repeat;left top;; auto | “Gostei da atividade, porque eu me diverti muito fazendo o vaso com argila”. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 138 Foi com esse entusiasmo que uma estudante do 4º ano da Escola de Educação Básica Marechal Luz reagiu depois de produzir sua própria peça de argila durante a oficina ministrada pela equipe de Educação Patrimonial da Espaço Arqueologia. O projeto que envolve a delimitação e cercamento do sambaqui Ponta do Morro possibilitou que a ação fosse realizada no município de Jaguaruna em novembro de 2022. A manhã de atividades foi ofertada aos estudantes do 3º e 4º ano do ensino fundamental I e, dentre as ações, a equipe apresentou as características da arqueologia regional, como os sambaquis, e a importância da valorização e preservação do patrimônio arqueológico. Foi falado, também, sobre a ocupação dos grupos humanos no litoral catarinense e das atividades/tecnologias que ali se desenvolveram, dentre elas, a produção cerâmica, sem deixar de enfocar o contexto arqueológico do sambaqui Ponta do Morro. no-repeat;left top;; auto Após a introdução, foi exibido um vídeo produzido pela Espaço Arqueologia sobre o passo a passo para a confecção do utensílio, cuja matéria prima é a argila. Em seguida, os estudantes participaram de uma pequena exposição em que os educadores patrimoniais apresentaram maquetes de sambaqui e casa subterrânea, além e artefatos indígenas, juntamente com um banner alusivo a arqueologia no litoral sul catarinense. Depois, foi realizada a oficina de cerâmica, com participação de professores e estudantes. A avaliação do evento foi extremamente positiva, destacando-se os seguintes comentários: “Gostei da atividade, porque eu me diverti muito fazendo o vaso com argila”; “Eu me sujei toda, mas adorei”; “Consegui fazer o vaso. A palestra foi muito legal e me ensinou a fazer o vaso de argila. Ficou bom, eu gostei do meu vaso”, escreveu uma estudante. Outro foi mais objetivo, dizendo: – “Eu amei a oficina!”. Durante o encontro vários questionamentos foram feitos, especialmente sobre o trabalho do arqueólogo e os vestígios encontrados em escavações. A curiosidade e o interesse deles ficaram ainda mais evidentes quando foi abordado os sítios arqueológicos no município de Jaguaruna. no-repeat;left top;; auto

Arqueologia em Joinville, Santa Catarina

Município se destaca pela densidade de sambaquis e pela gestão do Patrimônio Arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 154 Joinville, município da região norte de Santa Catarina, possui mais de 40 sambaquis registrados em seu território, sendo alguns deles localizados na área urbana da cidade. Também é no município que se localizam alguns dos sambaquis mais bem estudados pela arqueologia catarinense, tais como o Cubatão 1 e o Morro do Ouro, que vêm sendo sistematicamente pesquisados há décadas. Essas pesquisas têm trazido importantes informações a respeito da engenharia envolvida na construção dos sambaquis, e sobre os hábitos alimentares das populações que os construíram. Os resultados obtidos até o momento e parte do acervo desses sambaquis podem ser acessados no Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville – MASJ, instituição que atua de forma sistemática na produção de conhecimento e valorização do Patrimônio Arqueológico da região norte de Santa Catarina. A visita pode ser feita de forma presencial ou on-line, acessando esse link: http://sambaquijoinville.sitevr.com.br/ no-repeat;left top;; auto A Espaço Arqueologia também tem atuado em pesquisas arqueológicas em Joinville, no âmbito de programas de arqueologia preventiva. Em atendimento à Lei n° 3924/61 e seguindo o que prevê a Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, áreas destinadas a empreendimentos de diversos setores são objeto de estudos que avaliam se sua implantação resultará em impactos ao Patrimônio Arqueológico. No último mês, nossa equipe realizou estudos no local em que será instalado um empreendimento imobiliário nas imediações da Rodovia BR-101. Como resultado, não foram identificados vestígios arqueológicos e foi possível inferir que as obras não trarão prejuízos ao Patrimônio Arqueológico. O arqueólogo Valdir Schwengber, coordenador do estudo realizado pela Espaço, destaca a importância das diferentes frentes de atuação das equipes e grupos de pesquisa arqueológica. Para ele “a continuidade de pesquisas em sítios arqueológicos já conhecidos e de significativo potencial informativo, assim como os estudos preventivos, correspondem a medidas de gestão e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico. Também são complementares, uma vez que os resultados obtidos em ambas contribuem para a produção de conhecimento e adoção de estratégias de preservação e valorização dos sítios arqueológicos da região de Joinville”. no-repeat;left top;; auto | Município se destaca pela densidade de sambaquis e pela gestão do Patrimônio Arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 154 Joinville, município da região norte de Santa Catarina, possui mais de 40 sambaquis registrados em seu território, sendo alguns deles localizados na área urbana da cidade. Também é no município que se localizam alguns dos sambaquis mais bem estudados pela arqueologia catarinense, tais como o Cubatão 1 e o Morro do Ouro, que vêm sendo sistematicamente pesquisados há décadas. Essas pesquisas têm trazido importantes informações a respeito da engenharia envolvida na construção dos sambaquis, e sobre os hábitos alimentares das populações que os construíram. Os resultados obtidos até o momento e parte do acervo desses sambaquis podem ser acessados no Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville – MASJ, instituição que atua de forma sistemática na produção de conhecimento e valorização do Patrimônio Arqueológico da região norte de Santa Catarina. A visita pode ser feita de forma presencial ou on-line, acessando esse link: http://sambaquijoinville.sitevr.com.br/ no-repeat;left top;; auto A Espaço Arqueologia também tem atuado em pesquisas arqueológicas em Joinville, no âmbito de programas de arqueologia preventiva. Em atendimento à Lei n° 3924/61 e seguindo o que prevê a Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, áreas destinadas a empreendimentos de diversos setores são objeto de estudos que avaliam se sua implantação resultará em impactos ao Patrimônio Arqueológico. No último mês, nossa equipe realizou estudos no local em que será instalado um empreendimento imobiliário nas imediações da Rodovia BR-101. Como resultado, não foram identificados vestígios arqueológicos e foi possível inferir que as obras não trarão prejuízos ao Patrimônio Arqueológico. O arqueólogo Valdir Schwengber, coordenador do estudo realizado pela Espaço, destaca a importância das diferentes frentes de atuação das equipes e grupos de pesquisa arqueológica. Para ele “a continuidade de pesquisas em sítios arqueológicos já conhecidos e de significativo potencial informativo, assim como os estudos preventivos, correspondem a medidas de gestão e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico. Também são complementares, uma vez que os resultados obtidos em ambas contribuem para a produção de conhecimento e adoção de estratégias de preservação e valorização dos sítios arqueológicos da região de Joinville”. no-repeat;left top;; auto

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em Viamão, Rio Grande do Sul

Estudo faz parte de projeto desenvolvido em futura área de mineração. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 139 Assim como em praticamente todo o território brasileiro, as pesquisas arqueológicas no Rio Grande do Sul começaram a ser desenvolvidas de forma sistemática a partir da década de 1960, com a iniciativa de professores universitários e, também, por meio do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA), patrocinado pelo Smithsonian Institute, dos Estados Unidos da América. Entre 1960 e o final dos anos 1990, as pesquisas arqueológicas no Rio Grande do Sul foram, quase que exclusivamente, realizadas por grupos de pesquisa vinculados às universidades. A partir da década de 2000, com a publicação da Portaria IPHAN ° 230/2002, as avaliações arqueológicas passaram a fazer parte do rol de estudos solicitados em processos de licenciamento ambiental, fazendo crescer substancialmente o número de projetos de pesquisa em diferentes regiões, as quais, começam a ser abrangidas por estudos arqueológicos. Ao longo desses 60 anos, as diferentes pesquisas realizadas contribuíram para o conhecimento que se tem atualmente sobre a arqueologia do Rio Grande do Sul e para a construção de um panorama cultural e cronológico sobre a ocupação humana desse território, que pode ser resumido da seguinte forma: no-repeat;left top;; auto Ocupação de pescadores-caçadores-coletores na faixa litorânea (construtores de sambaquis e dos cerritos); caçadores-coletores nos campos e vales dos grandes rios; populações Jê e Guarani nos domínios morfoclimáticos recobertos por florestas subtropicais e nas porções central e norte do litoral sul rio-grandense. É no litoral central que se localiza o município de Viamão, onde a Espaço Arqueologia realizou pesquisas no âmbito do projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre uma área em que se pretende realizar mineração de areia. A pesquisa levou em conta o grande potencial arqueológico da região, principalmente para a ocorrência de sítios compostos por concentrações de cerâmica da Tradição Tupiguarani. Por isso, foram realizados caminhamentos sistemáticos e avaliações intensivas sobre a área do futuro empreendimento, os quais foram complementados pela escavação de uma malha de poços-teste, em todo o terreno. Como resultado da pesquisa, não foram identificados vestígios arqueológicos e, segundo o arqueólogo coordenador de campo, Raul Viana Novasco, é possível que a não existência de sítio no local esteja associada à pouca disponibilidade de recursos hídricos. De acordo com o pesquisador “A área apresenta características topográficas comuns aos locais em que geralmente se encontram sítios arqueológicos da Tradição Tupiguarani, contudo, está localizada a, aproximadamente, um quilômetro de distância da fonte de água mais próxima, e isso pode tornar esse local pouco atrativo para o estabelecimento de ocupações humanas no passado. ” Raul ainda destaca a importância de estudos preventivos como esse. Nas palavras do arqueólogo: “Apenas com a realização de estudos prévios, como esse, será possível identificar e estudar sítios arqueológicos nas mais diversas localidades e regiões do estado do Rio Grande do Sul que, apesar de já ter sido palco de importantes pesquisas, ainda guarda importantes informações acerca do passado, seja ele mais recente ou mais longínquo”. no-repeat;left top;; auto | Estudo faz parte de projeto desenvolvido em futura área de mineração. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 139 Assim como em praticamente todo o território brasileiro, as pesquisas arqueológicas no Rio Grande do Sul começaram a ser desenvolvidas de forma sistemática a partir da década de 1960, com a iniciativa de professores universitários e, também, por meio do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA), patrocinado pelo Smithsonian Institute, dos Estados Unidos da América. Entre 1960 e o final dos anos 1990, as pesquisas arqueológicas no Rio Grande do Sul foram, quase que exclusivamente, realizadas por grupos de pesquisa vinculados às universidades. A partir da década de 2000, com a publicação da Portaria IPHAN ° 230/2002, as avaliações arqueológicas passaram a fazer parte do rol de estudos solicitados em processos de licenciamento ambiental, fazendo crescer substancialmente o número de projetos de pesquisa em diferentes regiões, as quais, começam a ser abrangidas por estudos arqueológicos. Ao longo desses 60 anos, as diferentes pesquisas realizadas contribuíram para o conhecimento que se tem atualmente sobre a arqueologia do Rio Grande do Sul e para a construção de um panorama cultural e cronológico sobre a ocupação humana desse território, que pode ser resumido da seguinte forma: no-repeat;left top;; auto Ocupação de pescadores-caçadores-coletores na faixa litorânea (construtores de sambaquis e dos cerritos); caçadores-coletores nos campos e vales dos grandes rios; populações Jê e Guarani nos domínios morfoclimáticos recobertos por florestas subtropicais e nas porções central e norte do litoral sul rio-grandense. É no litoral central que se localiza o município de Viamão, onde a Espaço Arqueologia realizou pesquisas no âmbito do projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre uma área em que se pretende realizar mineração de areia. A pesquisa levou em conta o grande potencial arqueológico da região, principalmente para a ocorrência de sítios compostos por concentrações de cerâmica da Tradição Tupiguarani. Por isso, foram realizados caminhamentos sistemáticos e avaliações intensivas sobre a área do futuro empreendimento, os quais foram complementados pela escavação de uma malha de poços-teste, em todo o terreno. Como resultado da pesquisa, não foram identificados vestígios arqueológicos e, segundo o arqueólogo coordenador de campo, Raul Viana Novasco, é possível que a não existência de sítio no local esteja associada à pouca disponibilidade de recursos hídricos. De acordo com o pesquisador “A área apresenta características topográficas comuns aos locais em que geralmente se encontram sítios arqueológicos da Tradição Tupiguarani, contudo, está localizada a, aproximadamente, um quilômetro de distância da fonte de água mais próxima, e isso pode tornar esse local pouco atrativo para o estabelecimento de ocupações humanas no passado. ” Raul ainda destaca a importância de estudos preventivos como esse. Nas palavras do arqueólogo: “Apenas com a realização de estudos prévios, como esse, será possível identificar e estudar sítios arqueológicos nas mais diversas localidades e regiões do estado do Rio Grande do Sul que, apesar de já ter sido palco de importantes pesquisas, ainda guarda importantes informações acerca do passado, seja ele mais recente ou mais longínquo”. no-repeat;left

Pesquisa preventiva no litoral norte catarinense

Investigações arqueológicas em Balneário Piçarras estabelece um panorama sobre a ocupação humana na região left #ffffff no-repeat;left top;; auto 155 Nos últimos anos, nossa equipe realizou uma série de estudos no litoral norte de Santa Catarina. Motivadas pelos processos de licenciamento ambiental de áreas de interesse imobiliário, as pesquisas têm contribuído para a ampliação do conhecimento sobre a arqueologia regional, para a gestão dos sítios arqueológicos já registrados, e para o mapeamento e investigação de sítios inéditos. O mais recente estudo foi realizado sobre uma área que se localiza a pouco mais de 100 metros da margem direita do rio Piçarras, próximo à sua foz. De alto potencial, a área foi sistematicamente investigada e, como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos. O arqueólogo Alessandro De Bona Mello destaca que estudos preventivos como esse são importantes para o reconhecimento do potencial arqueológico em diferentes compartimentos ambientais. Para o pesquisador “A região, em seus diferentes compartimentos, possui grande potencial arqueológico e abriga diversas tipologias de sítios arqueológicos que correspondem a horizontes cronológicos e culturais específicos”. no-repeat;left top;; auto Valdir Schwengber, coordenador da pesquisa, complementa: “Podemos citar os sítios Piçarras 1 e Piçarras 2. O primeiro é um sítio sambaqui, que indica uma datação bastante recuada – em torno de 5 mil anos atrás, a ser confirmado com as pesquisas; o segundo, é um sítio histórico que estudamos recentemente, e remete ao século 18.” Ainda segundo Valdir, “O contexto arqueológico da região e, especificamente do município de Balneário Piçarras, é muito rico e precisa ser continuamente estudado para ampliar ainda mais o quebra-cabeças que é o panorama histórico da ocupação humana no município.” Para mais informações sobre o sítio Piçarras 2, pesquisado por nossa equipe, clique aqui. no-repeat;left top;; auto | Investigações arqueológicas em Balneário Piçarras estabelece um panorama sobre a ocupação humana na região left #ffffff no-repeat;left top;; auto 155 Nos últimos anos, nossa equipe realizou uma série de estudos no litoral norte de Santa Catarina. Motivadas pelos processos de licenciamento ambiental de áreas de interesse imobiliário, as pesquisas têm contribuído para a ampliação do conhecimento sobre a arqueologia regional, para a gestão dos sítios arqueológicos já registrados, e para o mapeamento e investigação de sítios inéditos. O mais recente estudo foi realizado sobre uma área que se localiza a pouco mais de 100 metros da margem direita do rio Piçarras, próximo à sua foz. De alto potencial, a área foi sistematicamente investigada e, como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos. O arqueólogo Alessandro De Bona Mello destaca que estudos preventivos como esse são importantes para o reconhecimento do potencial arqueológico em diferentes compartimentos ambientais. Para o pesquisador “A região, em seus diferentes compartimentos, possui grande potencial arqueológico e abriga diversas tipologias de sítios arqueológicos que correspondem a horizontes cronológicos e culturais específicos”. no-repeat;left top;; auto Valdir Schwengber, coordenador da pesquisa, complementa: “Podemos citar os sítios Piçarras 1 e Piçarras 2. O primeiro é um sítio sambaqui, que indica uma datação bastante recuada – em torno de 5 mil anos atrás, a ser confirmado com as pesquisas; o segundo, é um sítio histórico que estudamos recentemente, e remete ao século 18.” Ainda segundo Valdir, “O contexto arqueológico da região e, especificamente do município de Balneário Piçarras, é muito rico e precisa ser continuamente estudado para ampliar ainda mais o quebra-cabeças que é o panorama histórico da ocupação humana no município.” Para mais informações sobre o sítio Piçarras 2, pesquisado por nossa equipe, clique aqui. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa em área de futuro empreendimento imobiliário no litoral catarinense

Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico cumpre o que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 140 É do conhecimento dos pesquisadores que a paisagem litorânea de Santa Catarina apresenta alto potencial arqueológico. Isso se dá graças a seu histórico, que evidencia sambaquis e sítios cerâmicos milenares. É preciso lembrar que os sítios históricos da região também possuem relevância, com seus testemunhos materiais relacionados ao contexto das armações baleeiras e, comunidades de pescadores, instaladas na região entre os séculos XVIII e XIX. Hoje podemos citar os sítios já registrados no município de Penha, como Penha I, Penha II, Penha III e Carvoeira, de tipologia sambaqui, e ainda, o sítio Armação de Itapocorói, sendo este, um sítio histórico com remanescentes de uma armação baleeira. Esse contexto levou uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia até a região, para avaliar o impacto ao patrimônio arqueológico sobre uma área que receberá um empreendimento imobiliário, em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. As atividades envolveram pesquisas bibliográficas e de campo, com linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas investigadas. no-repeat;left top;; auto Ações de divulgação e esclarecimento sobre o estudo os bens culturais acautelados da região complementaram a pesquisa de campo. Na atividade, os pesquisadores prestaram informações, junto à comunidade local, sobre a pesquisa em curso, e mencionaram os sítios arqueológicos da região. Como suporte das conversas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental; e o segundo folder com informações referentes aos principais aspectos sobre a ocupação humana no Litoral Catarinense. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico cumpre o que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 140 É do conhecimento dos pesquisadores que a paisagem litorânea de Santa Catarina apresenta alto potencial arqueológico. Isso se dá graças a seu histórico, que evidencia sambaquis e sítios cerâmicos milenares. É preciso lembrar que os sítios históricos da região também possuem relevância, com seus testemunhos materiais relacionados ao contexto das armações baleeiras e, comunidades de pescadores, instaladas na região entre os séculos XVIII e XIX. Hoje podemos citar os sítios já registrados no município de Penha, como Penha I, Penha II, Penha III e Carvoeira, de tipologia sambaqui, e ainda, o sítio Armação de Itapocorói, sendo este, um sítio histórico com remanescentes de uma armação baleeira. Esse contexto levou uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia até a região, para avaliar o impacto ao patrimônio arqueológico sobre uma área que receberá um empreendimento imobiliário, em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015. As atividades envolveram pesquisas bibliográficas e de campo, com linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste. Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas investigadas. no-repeat;left top;; auto Ações de divulgação e esclarecimento sobre o estudo os bens culturais acautelados da região complementaram a pesquisa de campo. Na atividade, os pesquisadores prestaram informações, junto à comunidade local, sobre a pesquisa em curso, e mencionaram os sítios arqueológicos da região. Como suporte das conversas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental; e o segundo folder com informações referentes aos principais aspectos sobre a ocupação humana no Litoral Catarinense. no-repeat;left top;; auto

Araranguá, no litoral sul catarinense, é local de estudo arqueológico

Dois sítios foram identificados durante a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 141 Localizado no sul de Santa Catarina, o Rio Araranguá é um importante curso d’água que tem suas nascentes em áreas de encosta da Serra Geral, sendo na prática formado a partir da junção dos Rios Mãe Luzia e Itoupava, já em terras do município de Araranguá. Em seu percurso de aproximadamente 38 quilômetros, o rio corta áreas rurais e também a área urbana do município, até desaguar no Oceano Atlântico. De forma natural, ao longo do tempo, a dinâmica hídrica das variações do nível do mar e das cheias do rio foram formando terraços e feições do relevo que serviram, desde tempos remotos, para o assentamento de grupos humanos. A região é caracterizada pela ocupação de grupos caçadores-coletores, mais para o interior; grupos sambaquieiros ocupando as áreas mais próximas ao litoral; e, também nesta faixa, mas em tempos mais recentes, ocupações associadas aos Guarani. Desta forma, considerando-se o alto potencial arqueológico da região, bem como, o histórico das pesquisas já realizadas nesta paisagem, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou a etapa de Prospecção Arqueológica sobre a área de um empreendimento do setor de mineração, a ser instalado no município de Araranguá. no-repeat;left top;; auto Durante a pesquisa de campo, os arqueólogos percorreram toda a extensão da área delimitada, utilizando-se da metodologia prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento sistemático e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como já era de conhecimento da equipe de pesquisa, a área deste estudo conta com a delimitação e registro de um sítio arqueológico pré-colonial denominado SC-ARA-007, identificado no início da década de 2000, composto por manchas de sedimento escurecido e fragmentos cerâmicos, característicos dos modos de vida dos grupos Guarani que habitaram a região. No intuito de atualizar o cadastro do sítio, e apresentar informações detalhadas ao IPHAN sobre seu estado de conservação e situação em relação ao empreendimento, a equipe realizou uma nova delimitação de suas áreas de influência, com a aplicação de malhas de poços-teste, definição de poligonal com uso de GPS e drone. Na sequência dos trabalhos, os pesquisadores encontraram um outro local contendo um significativo conjunto de fragmentos cerâmicos, de diversos tamanhos, formas e decorações dispersos sobre a superfície do solo, indicando um espaço de ocupação pretérita. Logo, conclui-se que se tratava de um sítio arqueológico inédito, também composto por cerâmica Guarani. Da mesma forma, os pesquisadores realizaram os procedimentos de registro e delimitação deste sítio arqueológico, de modo que as informações extraídas pudessem subsidiar o preenchimento da ficha de cadastro para registro do sítio junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No âmbito de realização dos estudos arqueológicos, também foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, conforme previsto no projeto. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral, sobre a necessidade de realização desta pesquisa, assim como, foram prestadas informações sobre os sítios arqueológicos existentes na região, os quais são protegidos por lei. Nestas ações foram distribuídos materiais didático-informativos com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito dos processos de licenciamento ambiental e sobre o processo de ocupação humana do litoral catarinense. Conforme destaca o arqueólogo Alessandro De Bona Mello, um dos responsáveis pela pesquisa: “Esta área foi objeto de estudos há menos de 10 anos, por outras equipes, contudo, os resultados que obtivemos demonstram que, além de investigar novas áreas, também é importante revisitar aquelas pesquisadas anos atrás, em diferentes contextos. Valdir Schwengber, coordenador geral da pesquisa acrescenta que “Os estudos realizados sobre os sítios arqueológicos nesta região, assim como, as atividades de socialização da pesquisa junto à comunidade local, trazem resultados muito positivos, pois, despertam o interesse pelo tema, bem como, contribuem para a preservação do patrimônio arqueológico”. no-repeat;left top;; auto | Dois sítios foram identificados durante a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 141 Localizado no sul de Santa Catarina, o Rio Araranguá é um importante curso d’água que tem suas nascentes em áreas de encosta da Serra Geral, sendo na prática formado a partir da junção dos Rios Mãe Luzia e Itoupava, já em terras do município de Araranguá. Em seu percurso de aproximadamente 38 quilômetros, o rio corta áreas rurais e também a área urbana do município, até desaguar no Oceano Atlântico. De forma natural, ao longo do tempo, a dinâmica hídrica das variações do nível do mar e das cheias do rio foram formando terraços e feições do relevo que serviram, desde tempos remotos, para o assentamento de grupos humanos. A região é caracterizada pela ocupação de grupos caçadores-coletores, mais para o interior; grupos sambaquieiros ocupando as áreas mais próximas ao litoral; e, também nesta faixa, mas em tempos mais recentes, ocupações associadas aos Guarani. Desta forma, considerando-se o alto potencial arqueológico da região, bem como, o histórico das pesquisas já realizadas nesta paisagem, uma equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou a etapa de Prospecção Arqueológica sobre a área de um empreendimento do setor de mineração, a ser instalado no município de Araranguá. no-repeat;left top;; auto Durante a pesquisa de campo, os arqueólogos percorreram toda a extensão da área delimitada, utilizando-se da metodologia prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento sistemático e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como já era de conhecimento da equipe de pesquisa, a área deste estudo conta com a delimitação e registro de um sítio arqueológico pré-colonial denominado SC-ARA-007, identificado no início da década de 2000, composto por manchas de sedimento escurecido e fragmentos cerâmicos, característicos dos modos de vida dos grupos Guarani que habitaram a região. No intuito de atualizar o cadastro do sítio, e apresentar informações detalhadas ao IPHAN sobre seu estado de conservação e situação em relação ao empreendimento, a equipe realizou uma nova delimitação de suas áreas de