Região serrana de Santa Catarina é cenário de pesquisa arqueológica

Equipe da Espaço Arqueologia identificou duas casas subterrâneas em São José do Cerrito e Campo Belo do Sul. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 144 Entre o público interessado em Arqueologia e Patrimônio Cultural, São José do Cerrito é reconhecido há décadas por seu número expressivo de casas subterrâneas, sítio arqueológico característico das terras altas do sul do Brasil. O reconhecimento oficial veio por meio da Lei n° 18202/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e promulgada pelo Governador do Estado no dia 13 de setembro de 2021. As casas subterrâneas são caracterizadas como depressões escavadas no solo com formato circular, com diâmetros que podem variar de 1 a 23 metros, e profundidades de até 7 metros. No seu interior são encontrados, geralmente, contextos de combustão (fogueiras), artefatos líticos e fragmentos de cerâmica. De acordo com Raul Novasco, pesquisador da Espaço Arqueologia e especialista em contextos com casas subterrâneas, essas estruturas estão associadas às populações Jê Meridionais, sendo que, até o momento, seu horizonte cronológico varia entre 1400 e 110 anos A. P. (antes do presente). no-repeat;left top;; auto “Os sítios com casas subterrâneas guardam em si grande variabilidade, as quais são verificadas nas suas formas e localização, nos artefatos que são encontrados no seu interior, bem como, nas datações, que marcam diferentes períodos da História das populações que construíram essas estruturas”, complementa o pesquisador. Confirmando o título atribuído ao município de São José do Cerrito, a equipe da Espaço Arqueologia mapeou um sítio arqueológico inédito durante o processo de licenciamento de uma Pequena Central Hidrelétrica, prevista para ser instalada no curso do Rio Caveiras. O sítio, composto por duas casas subterrâneas, apresenta características comuns àquelas mencionadas na bibliografia especializada. Jedson Cerezer, um dos coordenadores da pesquisa que resultou na identificação do sítio inédito confirma que São José do Cerrito merece o título que lhe foi atribuído pela Alesc. Segundo o pesquisador, “o município tem se apropriado de forma muito positiva do patrimônio arqueológico presente no seu território. Esperamos que a pesquisa represente mais um tijolo na construção de uma consciência coletiva que valorize ainda mais esse Patrimônio, que é de todo o povo Cerritense”. No momento, a identificação do sítio será reportada ao Iphan, órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico nacional. Na sequência, medidas de salvamento e salvaguarda devem ser adotadas, cumprindo com o que prevê a Lei n° 3924/61. no-repeat;left top;; auto | Equipe da Espaço Arqueologia identificou duas casas subterrâneas em São José do Cerrito e Campo Belo do Sul. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 144 Entre o público interessado em Arqueologia e Patrimônio Cultural, São José do Cerrito é reconhecido há décadas por seu número expressivo de casas subterrâneas, sítio arqueológico característico das terras altas do sul do Brasil. O reconhecimento oficial veio por meio da Lei n° 18202/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e promulgada pelo Governador do Estado no dia 13 de setembro de 2021. As casas subterrâneas são caracterizadas como depressões escavadas no solo com formato circular, com diâmetros que podem variar de 1 a 23 metros, e profundidades de até 7 metros. No seu interior são encontrados, geralmente, contextos de combustão (fogueiras), artefatos líticos e fragmentos de cerâmica. De acordo com Raul Novasco, pesquisador da Espaço Arqueologia e especialista em contextos com casas subterrâneas, essas estruturas estão associadas às populações Jê Meridionais, sendo que, até o momento, seu horizonte cronológico varia entre 1400 e 110 anos A. P. (antes do presente). no-repeat;left top;; auto “Os sítios com casas subterrâneas guardam em si grande variabilidade, as quais são verificadas nas suas formas e localização, nos artefatos que são encontrados no seu interior, bem como, nas datações, que marcam diferentes períodos da História das populações que construíram essas estruturas”, complementa o pesquisador. Confirmando o título atribuído ao município de São José do Cerrito, a equipe da Espaço Arqueologia mapeou um sítio arqueológico inédito durante o processo de licenciamento de uma Pequena Central Hidrelétrica, prevista para ser instalada no curso do Rio Caveiras. O sítio, composto por duas casas subterrâneas, apresenta características comuns àquelas mencionadas na bibliografia especializada. Jedson Cerezer, um dos coordenadores da pesquisa que resultou na identificação do sítio inédito confirma que São José do Cerrito merece o título que lhe foi atribuído pela Alesc. Segundo o pesquisador, “o município tem se apropriado de forma muito positiva do patrimônio arqueológico presente no seu território. Esperamos que a pesquisa represente mais um tijolo na construção de uma consciência coletiva que valorize ainda mais esse Patrimônio, que é de todo o povo Cerritense”. No momento, a identificação do sítio será reportada ao Iphan, órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico nacional. Na sequência, medidas de salvamento e salvaguarda devem ser adotadas, cumprindo com o que prevê a Lei n° 3924/61. no-repeat;left top;; auto

Espaço Arqueologia realiza estudo em Balneário Piçarras, litoral norte de Santa Catarina

Local da pesquisa abrigará empreendimento imobiliário, que se encontra em processo de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 145 No fim de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia se dedicou aos estudos do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Balneário Piçarras. O desenvolvimento de estudos como esse tem o objetivo de cumprir Leis e demais dispositivos legais que tratam da preservação, valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico brasileiro. Já o órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico no Brasil, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é a autarquia para o qual os resultados da pesquisa são enviados. No caso do estudo realizado pela Espaço Arqueologia no município de Balneário Piçarras, em que não foram identificados vestígios arqueológicos na área que abrigará o condomínio residencial, o Iphan deve se manifestar pela anuência das Licenças Ambientais que estão sendo solicitadas pela empresa idealizadora do imóvel. no-repeat;left top;; auto Vale lembrar que todo empreendimento que se enquadra em processos de Licenciamento Ambiental, independente da complexidade e dimensões, deve ser submetido à apreciação do Iphan no início de sua concepção, por meio de uma Ficha de Caracterização de Atividade (FCA). Caso tenha dúvidas ou queira saber mais sobre os trâmites que envolvem o componente arqueológico no Licenciamento Ambiental, entre em contato conosco. no-repeat;left top;; auto | Local da pesquisa abrigará empreendimento imobiliário, que se encontra em processo de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 145 No fim de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia se dedicou aos estudos do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Balneário Piçarras. O desenvolvimento de estudos como esse tem o objetivo de cumprir Leis e demais dispositivos legais que tratam da preservação, valorização e salvaguarda do Patrimônio Arqueológico brasileiro. Já o órgão responsável pela gestão do Patrimônio Arqueológico no Brasil, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é a autarquia para o qual os resultados da pesquisa são enviados. No caso do estudo realizado pela Espaço Arqueologia no município de Balneário Piçarras, em que não foram identificados vestígios arqueológicos na área que abrigará o condomínio residencial, o Iphan deve se manifestar pela anuência das Licenças Ambientais que estão sendo solicitadas pela empresa idealizadora do imóvel. no-repeat;left top;; auto Vale lembrar que todo empreendimento que se enquadra em processos de Licenciamento Ambiental, independente da complexidade e dimensões, deve ser submetido à apreciação do Iphan no início de sua concepção, por meio de uma Ficha de Caracterização de Atividade (FCA). Caso tenha dúvidas ou queira saber mais sobre os trâmites que envolvem o componente arqueológico no Licenciamento Ambiental, entre em contato conosco. no-repeat;left top;; auto

Área de mineração no litoral catarinense é objeto de estudo arqueológico

Pesquisa faz parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do empreendimento. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 146 Entre os municípios de Camboriú e Balneário Camboriú, há a ampliação de uma jazida de rocha para britagem – área que foi objeto de estudos realizados pela Espaço Arqueologia. Localizada a 7 quilômetros da linha de praia, a área da pesquisa se caracteriza como uma colina de encostas íngremes e topo anguloso. Essas formações são comuns na região e são o resultado da erosão sofrida pelos granitos e gnaisses, rochas que compõem a geologia local. Parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, investigações sistemáticas sobre a área do empreendimento possibilitou a avaliação se sua implantação incorrerá em danos ao patrimônio arqueológico. Por sua localização e relevo, a equipe de pesquisadores avaliou a área como sendo de alto potencial arqueológico, principalmente para a existência de vestígios relacionados aos povos caçadores-coletores. Desse modo, caminhamentos sistemáticos em superfície e escavação de poços-teste em subsuperfície, resultaram na não identificação de vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Paralelo aos trabalhos de prospecção em campo, foram feitas atividades de divulgação junto aos moradores locais e em estabelecimentos comerciais situados nas imediações da área do estudo. Os participantes receberam um folder contendo informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental de empreendimentos e conteúdos voltados ao contexto arqueológico regional. no-repeat;left top;; auto | Pesquisa faz parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do empreendimento. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 146 Entre os municípios de Camboriú e Balneário Camboriú, há a ampliação de uma jazida de rocha para britagem – área que foi objeto de estudos realizados pela Espaço Arqueologia. Localizada a 7 quilômetros da linha de praia, a área da pesquisa se caracteriza como uma colina de encostas íngremes e topo anguloso. Essas formações são comuns na região e são o resultado da erosão sofrida pelos granitos e gnaisses, rochas que compõem a geologia local. Parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, investigações sistemáticas sobre a área do empreendimento possibilitou a avaliação se sua implantação incorrerá em danos ao patrimônio arqueológico. Por sua localização e relevo, a equipe de pesquisadores avaliou a área como sendo de alto potencial arqueológico, principalmente para a existência de vestígios relacionados aos povos caçadores-coletores. Desse modo, caminhamentos sistemáticos em superfície e escavação de poços-teste em subsuperfície, resultaram na não identificação de vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Paralelo aos trabalhos de prospecção em campo, foram feitas atividades de divulgação junto aos moradores locais e em estabelecimentos comerciais situados nas imediações da área do estudo. Os participantes receberam um folder contendo informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental de empreendimentos e conteúdos voltados ao contexto arqueológico regional. no-repeat;left top;; auto

Arqueologia preventiva na região metropolitana de Florianópolis

Área de empreendimento imobiliário é estudada por pesquisadores. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 147 Localizado na região da Grande Florianópolis, Palhoça possui registrados em seu território 24 (vinte e quatro) sítios arqueológicos. A maior parte desses sítios estão na linha de costa, e se caracterizam como sambaquis, oficinas líticas e mounds de sepultamentos (tipologia que difere dos sambaquis). Próximo às encostas do interior, são encontrados sítios associados a caçadores-coletores e povos Tupi-guarani do período pré-colonial; além de sítios históricos, em que são encontrados remanescentes das ocupações dos séculos 19 e 20. Os monumentais sítios litorâneos foram identificados na década de 1960, durante as pesquisas de mapeamento realizadas pelo arqueólogo João Alfredo Rohr, padre jesuíta que percorreu todo o litoral de Santa Catarina e partes do interior, registrando sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Os demais sítios, por serem superficiais, foram mapeados em estudos arqueológicos desenvolvidos em processos de licenciamento ambiental. As obras de duplicação da BR-101, a instalação da praça de Pedágio de Palhoça, e a construção do Contorno Rodoviário de Florianópolis, por exemplo, são obras em que sítios arqueológicos foram registrados e escavados. Seguindo o mesmo objetivo dessas pesquisas, ou seja, verificar a existência de sítios arqueológicos em áreas de empreendimentos, a Espaço Arqueologia realizou um estudo preventivo na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Palhoça, na localidade de Passa Vinte. Para tal, foram realizados caminhamentos sistemáticos e poços-teste foram escavados em toda a área diretamente afetada. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos na área do empreendimento. Cabe destacar a importância de estudos preventivos que, além de fazer cumprir as Leis n° 3924/61 e 9605/98, permitem que sítios arqueológicos sejam identificados em todas as porções dos territórios, ampliando o panorama cultural e o horizonte cronológico do processo de ocupação do Brasil. no-repeat;left top;; auto | Área de empreendimento imobiliário é estudada por pesquisadores. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 147 Localizado na região da Grande Florianópolis, Palhoça possui registrados em seu território 24 (vinte e quatro) sítios arqueológicos. A maior parte desses sítios estão na linha de costa, e se caracterizam como sambaquis, oficinas líticas e mounds de sepultamentos (tipologia que difere dos sambaquis). Próximo às encostas do interior, são encontrados sítios associados a caçadores-coletores e povos Tupi-guarani do período pré-colonial; além de sítios históricos, em que são encontrados remanescentes das ocupações dos séculos 19 e 20. Os monumentais sítios litorâneos foram identificados na década de 1960, durante as pesquisas de mapeamento realizadas pelo arqueólogo João Alfredo Rohr, padre jesuíta que percorreu todo o litoral de Santa Catarina e partes do interior, registrando sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Os demais sítios, por serem superficiais, foram mapeados em estudos arqueológicos desenvolvidos em processos de licenciamento ambiental. As obras de duplicação da BR-101, a instalação da praça de Pedágio de Palhoça, e a construção do Contorno Rodoviário de Florianópolis, por exemplo, são obras em que sítios arqueológicos foram registrados e escavados. Seguindo o mesmo objetivo dessas pesquisas, ou seja, verificar a existência de sítios arqueológicos em áreas de empreendimentos, a Espaço Arqueologia realizou um estudo preventivo na área de um empreendimento imobiliário, que será instalado no município de Palhoça, na localidade de Passa Vinte. Para tal, foram realizados caminhamentos sistemáticos e poços-teste foram escavados em toda a área diretamente afetada. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos na área do empreendimento. Cabe destacar a importância de estudos preventivos que, além de fazer cumprir as Leis n° 3924/61 e 9605/98, permitem que sítios arqueológicos sejam identificados em todas as porções dos territórios, ampliando o panorama cultural e o horizonte cronológico do processo de ocupação do Brasil. no-repeat;left top;; auto

Instrumentos feitos em pedra são encontrados em pesquisa arqueológica

Os artefatos líticos, como são conhecidos, foram identificados no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 132 A avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico é uma das etapas da pesquisa arqueológica e acontece em áreas para implantação de empreendimentos, como é o caso de uma pequena central hidrelétrica (PCH). Nesse contexto, a mobilização da equipe da Espaço Arqueologia no vale do rio Goioerê, no Paraná, resultou até o momento na identificação de dois sítios arqueológicos. Os sítios, compostos por artefatos líticos, podem estar relacionados à grupos humanos que ocuparam a região do planalto meridional brasileiro desde 11.000 anos antes do presente. Nas áreas estudadas, os pesquisadores encontraram materiais como raspadores e cortadores, lascas, lâminas e blocos com marcas de retiradas. Esses tipos de sítios correspondem aos já encontrados na região, que conta com registros em locais de relevo relativamente plano, com suaves ondulações, nas proximidades de corpos hídricos como rios e ribeirões. no-repeat;left top;; auto Esses ambientes eram estrategicamente escolhidos pelos grupos humanos do passado para montar um acampamento ou mesmo uma área de ocupação mais estável, onde poderiam aproveitar os recursos oferecidos para a satisfação das necessidades do grupo, principalmente se tratando de alimentação, a partir da caça de animais terrestres, de aves e também da pesca. Os instrumentos encontrados nas áreas dos sítios arqueológicos foram elaborados a partir de técnicas de percussão das rochas para obtenção de gumes cortantes e, dessa forma, conseguir instrumentos que pudessem auxiliar nas tarefas de preparação da caça, com a retirada do couro ou escamas e o corte da carne para o cozimento. As pesquisas estão em fase inicial de identificação, levantamento dos aspectos materiais, principais características e, fundamentalmente, o registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Um dos primeiros resultados positivos está ligado ao fato de esses dois sítios arqueológicos recém encontrados serem os primeiros registrados nos municípios de Moreira Sales e Tuneiras do Oeste, no Paraná. A partir dessa etapa primária, outras etapas de pesquisa serão planejadas e executadas, objetivando sempre extrair o máximo de informações sobre os sítios e também promover a preservação dos materiais arqueológicos, transformando a pesquisa em conhecimento para a comunidade. Dentro dessa perspectiva, nesta primeira etapa de campo, atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local estavam na agenda da equipe. Nestas atividades, conforme previsto no projeto, os pesquisadores percorreram a comunidade tanto no meio urbano, como no meio rural, para apresentar as informações sobre a pesquisa arqueológica e os bens protegidos por lei. Para reforçar as explicações, foram distribuídos materiais informativos compostos por folders. Os materiais foram elaborados a partir de conteúdos que abordam os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional, além da disponibilização do endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre essa e outras pesquisas arqueológicas. no-repeat;left top;; auto | Os artefatos líticos, como são conhecidos, foram identificados no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 132 A avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico é uma das etapas da pesquisa arqueológica e acontece em áreas para implantação de empreendimentos, como é o caso de uma pequena central hidrelétrica (PCH). Nesse contexto, a mobilização da equipe da Espaço Arqueologia no vale do rio Goioerê, no Paraná, resultou até o momento na identificação de dois sítios arqueológicos. Os sítios, compostos por artefatos líticos, podem estar relacionados à grupos humanos que ocuparam a região do planalto meridional brasileiro desde 11.000 anos antes do presente. Nas áreas estudadas, os pesquisadores encontraram materiais como raspadores e cortadores, lascas, lâminas e blocos com marcas de retiradas. Esses tipos de sítios correspondem aos já encontrados na região, que conta com registros em locais de relevo relativamente plano, com suaves ondulações, nas proximidades de corpos hídricos como rios e ribeirões. no-repeat;left top;; auto Esses ambientes eram estrategicamente escolhidos pelos grupos humanos do passado para montar um acampamento ou mesmo uma área de ocupação mais estável, onde poderiam aproveitar os recursos oferecidos para a satisfação das necessidades do grupo, principalmente se tratando de alimentação, a partir da caça de animais terrestres, de aves e também da pesca. Os instrumentos encontrados nas áreas dos sítios arqueológicos foram elaborados a partir de técnicas de percussão das rochas para obtenção de gumes cortantes e, dessa forma, conseguir instrumentos que pudessem auxiliar nas tarefas de preparação da caça, com a retirada do couro ou escamas e o corte da carne para o cozimento. As pesquisas estão em fase inicial de identificação, levantamento dos aspectos materiais, principais características e, fundamentalmente, o registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Um dos primeiros resultados positivos está ligado ao fato de esses dois sítios arqueológicos recém encontrados serem os primeiros registrados nos municípios de Moreira Sales e Tuneiras do Oeste, no Paraná. A partir dessa etapa primária, outras etapas de pesquisa serão planejadas e executadas, objetivando sempre extrair o máximo de informações sobre os sítios e também promover a preservação dos materiais arqueológicos, transformando a pesquisa em conhecimento para a comunidade. Dentro dessa perspectiva, nesta primeira etapa de campo, atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local estavam na agenda da equipe. Nestas atividades, conforme previsto no projeto, os pesquisadores percorreram a comunidade tanto no meio urbano, como no meio rural, para apresentar as informações sobre a pesquisa arqueológica e os bens protegidos por lei. Para reforçar as explicações, foram distribuídos materiais informativos compostos por folders. Os materiais foram elaborados a partir de conteúdos que abordam os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional, além da disponibilização do endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre essa e outras pesquisas arqueológicas. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa arqueológica no rio dos Butiás, município de Candói/PR

Estudo faz parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de uma Central Geradora Hidrelétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 113 De acordo com dados do IBGE, o município de Candói, localizado na região sul do estado do Paraná, possui 1513 km². Esse vasto território é dividido, quase que em proporções iguais, entre áreas de campos de relevo suave (parte leste do município) e as morrarias de vales encaixados (porção oeste do município). Essa diversidade de relevo, refletida na paisagem, também resulta em significativa diversidade ambiental. Nesse território, em que se destacam a margem direita do rio Iguaçu, os cursos dos rios Cavernoso, Candói e Jordão, e a área de transição ambiental entre campos/morros, formam-se diferentes zonas de obtenção de recursos naturais. Tais zonas, configuram-se, desde tempos mais remotos, em locais de grande interesse para as populações humanas, tornando-as, portanto, áreas de alto potencial arqueológico. no-repeat;left top;; auto Tal potencial arqueológico pode ser constatado na pesquisa realizada nas áreas afetadas por usinas hidrelétricas no rio Cavernoso, na qual foram identificados quatro sítios arqueológicos. Esses sítios, caracterizados como pré-coloniais, são compostos por fragmentos de cerâmica e artefatos líticos produzidos por populações da família linguística Jê Meridional. Considerando o alto potencial arqueológico da região, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos na área de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) localizada no curso do rio dos Butiás, tributário do rio Jordão. A área da pesquisa se situa integralmente nos domínios ambientais dos campos de relevo suave, hoje utilizados para o plantio de grãos. A partir de pesquisas realizadas em locais com características ambientais semelhantes, a equipe que realizou o estudo considerou as margens do rio e o entorno dos grandes banhados de elevação como as áreas de maior potencial arqueológico. Nesses locais, foram realizadas as pesquisas sistemáticas intensivas por meio da escavação de poços-teste e da execução de caminhamentos sistemáticos. Como resultado, nenhum sítio arqueológico foi identificado na área do empreendimento. Além das atividades de pesquisa realizadas na área do empreendimento, a equipe da Espaço Arqueologia também realizou ações de extroversão do Patrimônio Acautelado existente em Candói, as quais, foram direcionadas a moradores e instituições públicas do Município. no-repeat;left top;; auto | Estudo faz parte do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de uma Central Geradora Hidrelétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 113 De acordo com dados do IBGE, o município de Candói, localizado na região sul do estado do Paraná, possui 1513 km². Esse vasto território é dividido, quase que em proporções iguais, entre áreas de campos de relevo suave (parte leste do município) e as morrarias de vales encaixados (porção oeste do município). Essa diversidade de relevo, refletida na paisagem, também resulta em significativa diversidade ambiental. Nesse território, em que se destacam a margem direita do rio Iguaçu, os cursos dos rios Cavernoso, Candói e Jordão, e a área de transição ambiental entre campos/morros, formam-se diferentes zonas de obtenção de recursos naturais. Tais zonas, configuram-se, desde tempos mais remotos, em locais de grande interesse para as populações humanas, tornando-as, portanto, áreas de alto potencial arqueológico. no-repeat;left top;; auto Tal potencial arqueológico pode ser constatado na pesquisa realizada nas áreas afetadas por usinas hidrelétricas no rio Cavernoso, na qual foram identificados quatro sítios arqueológicos. Esses sítios, caracterizados como pré-coloniais, são compostos por fragmentos de cerâmica e artefatos líticos produzidos por populações da família linguística Jê Meridional. Considerando o alto potencial arqueológico da região, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos na área de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) localizada no curso do rio dos Butiás, tributário do rio Jordão. A área da pesquisa se situa integralmente nos domínios ambientais dos campos de relevo suave, hoje utilizados para o plantio de grãos. A partir de pesquisas realizadas em locais com características ambientais semelhantes, a equipe que realizou o estudo considerou as margens do rio e o entorno dos grandes banhados de elevação como as áreas de maior potencial arqueológico. Nesses locais, foram realizadas as pesquisas sistemáticas intensivas por meio da escavação de poços-teste e da execução de caminhamentos sistemáticos. Como resultado, nenhum sítio arqueológico foi identificado na área do empreendimento. Além das atividades de pesquisa realizadas na área do empreendimento, a equipe da Espaço Arqueologia também realizou ações de extroversão do Patrimônio Acautelado existente em Candói, as quais, foram direcionadas a moradores e instituições públicas do Município. no-repeat;left top;; auto

Chapada Diamantina é cenário de estudo arqueológico

Licenciamento de empreendimento de energia eólica possibilitou a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 133 Nos últimos 10 anos, graças aos estudos vinculados ao licenciamento ambiental de empreendimentos de geração e transmissão de energia, novas contribuições foram geradas para a Arqueologia da região do semiárido da Bahia. Entre Xique-Xique e Gentio do Ouro, por exemplo, temos o mapeamento de um grande número de sítios de arte-rupestre, o estudo de sítios líticos pré-coloniais a céu aberto e o cadastro de estruturas históricas de grande importância para a comunidade regional. Ao passo que novas áreas são avaliadas para ampliar os parques de geração de energia, estudos de Arqueologia são demandados em áreas ainda não pesquisadas e, como consequência, regiões passam a ser conhecidas do ponto de vista arqueológico e do povoamento antigo. no-repeat;left top;; auto Esse é o caso de Seabra, Ibitiara e Novo Horizonte, localizados na região da Chapada Diamantina. Nesses municípios, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos de Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (APIPA) no intuito de obter um quadro diagnóstico da arqueologia local. Até o momento não existem sítios arqueológicos registrados, o que demonstra a falta de estudos sistemáticos nos municípios, em específico. As pesquisas da Espaço Arqueologia se encontram em andamento, mas já é possível dizer que, como em Xique-Xique, essa região possui grande potencial para a existência de sítios arqueológicos com arte-rupestre pintada, além de registros históricos dos séculos XIX e XX associados às ocupações não-indígenas. no-repeat;left top;; auto | Licenciamento de empreendimento de energia eólica possibilitou a pesquisa. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 133 Nos últimos 10 anos, graças aos estudos vinculados ao licenciamento ambiental de empreendimentos de geração e transmissão de energia, novas contribuições foram geradas para a Arqueologia da região do semiárido da Bahia. Entre Xique-Xique e Gentio do Ouro, por exemplo, temos o mapeamento de um grande número de sítios de arte-rupestre, o estudo de sítios líticos pré-coloniais a céu aberto e o cadastro de estruturas históricas de grande importância para a comunidade regional. Ao passo que novas áreas são avaliadas para ampliar os parques de geração de energia, estudos de Arqueologia são demandados em áreas ainda não pesquisadas e, como consequência, regiões passam a ser conhecidas do ponto de vista arqueológico e do povoamento antigo. no-repeat;left top;; auto Esse é o caso de Seabra, Ibitiara e Novo Horizonte, localizados na região da Chapada Diamantina. Nesses municípios, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos de Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (APIPA) no intuito de obter um quadro diagnóstico da arqueologia local. Até o momento não existem sítios arqueológicos registrados, o que demonstra a falta de estudos sistemáticos nos municípios, em específico. As pesquisas da Espaço Arqueologia se encontram em andamento, mas já é possível dizer que, como em Xique-Xique, essa região possui grande potencial para a existência de sítios arqueológicos com arte-rupestre pintada, além de registros históricos dos séculos XIX e XX associados às ocupações não-indígenas. no-repeat;left top;; auto

Patrimônio arqueológico no município de Pinhão, Paraná

Mais de 50 sítios arqueológicos foram mapeados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). left #ffffff no-repeat;left top;; auto 114 Pinhão está localizado na região centro sul do Paraná. Seu território abrange o domínio ambiental dos Campos de Guarapuava e, mais ao sul, o vale do rio Iguaçu. Até o momento, as pesquisas arqueológicas realizadas no município resultaram na identificação de 57 (cinquenta e sete) sítios arqueológicos. Todos esses sítios foram mapeados em projetos de Arqueologia Preventiva executados em áreas de usinas hidrelétricas. É um número expressivo de sítios arqueológicos registrados, os quais, ajudam a compor um quadro cultural e cronológico para a ocupação humana dessa região. Segundo o arqueólogo Lindomar Mafioletti Júnior, que recentemente realizou levantamentos bibliográficos acerca do contexto arqueológico de Pinhão, “alguns sítios, relacionados às populações de caçadores-coletores, são o registro das ocupações mais antigas, que podem chegar a 10 mil anos”. no-repeat;left top;; auto Ainda de acordo com o pesquisador, “mais numerosos são os sítios associados aos povos Jê Meridionais, que tem como principal elemento da cultura material, a cerâmica Itararé-Taquara. Há também alguns sítios atribuídos aos povos Guarani e, os mais recentes, que remetem às primeiras ocupações luso-brasileiras empreendidas nos Campos de Guarapuava”. No mês de janeiro de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia esteve em Pinhão, para a execução de um Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de uma Central Geradora Hidrelétrica. Com os estudos realizados, nenhum sítio arqueológico inédito foi encontrado, contudo, a equipe pode constatar o alto potencial da região, atribuído em decorrência dos padrões ambientais verificados na paisagem da área pesquisada. Se você tem curiosidade de saber quais são os sítios arqueológicos e demais bens culturais acautelados presentes em sua região, acesse a plataforma do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do IPHAN (SICG IPHAN). Click no link abaixo, e acesse utilizando seu cadastro do Portal Gov.Br. https://sicg.iphan.gov.br/sicg/login no-repeat;left top;; auto | Mais de 50 sítios arqueológicos foram mapeados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). left #ffffff no-repeat;left top;; auto 114 Pinhão está localizado na região centro sul do Paraná. Seu território abrange o domínio ambiental dos Campos de Guarapuava e, mais ao sul, o vale do rio Iguaçu. Até o momento, as pesquisas arqueológicas realizadas no município resultaram na identificação de 57 (cinquenta e sete) sítios arqueológicos. Todos esses sítios foram mapeados em projetos de Arqueologia Preventiva executados em áreas de usinas hidrelétricas. É um número expressivo de sítios arqueológicos registrados, os quais, ajudam a compor um quadro cultural e cronológico para a ocupação humana dessa região. Segundo o arqueólogo Lindomar Mafioletti Júnior, que recentemente realizou levantamentos bibliográficos acerca do contexto arqueológico de Pinhão, “alguns sítios, relacionados às populações de caçadores-coletores, são o registro das ocupações mais antigas, que podem chegar a 10 mil anos”. no-repeat;left top;; auto Ainda de acordo com o pesquisador, “mais numerosos são os sítios associados aos povos Jê Meridionais, que tem como principal elemento da cultura material, a cerâmica Itararé-Taquara. Há também alguns sítios atribuídos aos povos Guarani e, os mais recentes, que remetem às primeiras ocupações luso-brasileiras empreendidas nos Campos de Guarapuava”. No mês de janeiro de 2022, a equipe da Espaço Arqueologia esteve em Pinhão, para a execução de um Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de uma Central Geradora Hidrelétrica. Com os estudos realizados, nenhum sítio arqueológico inédito foi encontrado, contudo, a equipe pode constatar o alto potencial da região, atribuído em decorrência dos padrões ambientais verificados na paisagem da área pesquisada. Se você tem curiosidade de saber quais são os sítios arqueológicos e demais bens culturais acautelados presentes em sua região, acesse a plataforma do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do IPHAN (SICG IPHAN). Click no link abaixo, e acesse utilizando seu cadastro do Portal Gov.Br. https://sicg.iphan.gov.br/sicg/login no-repeat;left top;; auto

Arqueologia preventiva no Alto Tietê

Avaliação de impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Suzano, região metropolitana de São Paulo left #ffffff no-repeat;left top;; auto 134 A etapa de pesquisa que consiste a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico está prevista na Instrução Normativa nº 001/2015, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e está ligado ao desenvolvimento de levantamentos bibliográficos e atividades de campo, incluindo ações de prospecções de superfície e subsuperfície no terreno. O objetivo dessa etapa é verificar se, nas áreas previstas para o empreendimento, há sítios arqueológicos e, caso haja, quais impactos podem ser gerados ao seu contexto. A realização desse estudo marca o cumprimento da Lei n° 3924/61, que protege os sítios arqueológicos, e da Lei n° 9605/98, que define como crime ambiental a destruição dos mesmos. Assim, buscando cumprir com a legislação vigente, uma equipe de arqueólogos da Espaço Arqueologia realizou a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento imobiliário, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. no-repeat;left top;; auto Situado no Alto Tietê, o local fica a leste da grande São Paulo. Lá, linhas de caminhamento sistemático e escavação de poços-teste não evidenciaram vestígios arqueológicos. Desse modo, a pré-história na região ainda se encontra em estudo. Mas, pela distribuição dos sítios cerâmicos já estudados no Alto Tietê, tudo indica que houve interações entre os grupos indígenas Tupi e Jê. Vasta porção de terras do hoje conhecido estado paulista, foi ocupado pelos Jê, enquanto os Tupi estabeleceram-se em quase todo o seu território, divididos em Tupinambás e Tupiniquins. Assim é possível dizer que, em tempos remotos, São Paulo havia se tornado uma região de fronteira entre grupos ceramistas pré-coloniais, tanto Tupiguarani, quanto Jê. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Suzano, região metropolitana de São Paulo left #ffffff no-repeat;left top;; auto 134 A etapa de pesquisa que consiste a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico está prevista na Instrução Normativa nº 001/2015, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e está ligado ao desenvolvimento de levantamentos bibliográficos e atividades de campo, incluindo ações de prospecções de superfície e subsuperfície no terreno. O objetivo dessa etapa é verificar se, nas áreas previstas para o empreendimento, há sítios arqueológicos e, caso haja, quais impactos podem ser gerados ao seu contexto. A realização desse estudo marca o cumprimento da Lei n° 3924/61, que protege os sítios arqueológicos, e da Lei n° 9605/98, que define como crime ambiental a destruição dos mesmos. Assim, buscando cumprir com a legislação vigente, uma equipe de arqueólogos da Espaço Arqueologia realizou a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento imobiliário, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. no-repeat;left top;; auto Situado no Alto Tietê, o local fica a leste da grande São Paulo. Lá, linhas de caminhamento sistemático e escavação de poços-teste não evidenciaram vestígios arqueológicos. Desse modo, a pré-história na região ainda se encontra em estudo. Mas, pela distribuição dos sítios cerâmicos já estudados no Alto Tietê, tudo indica que houve interações entre os grupos indígenas Tupi e Jê. Vasta porção de terras do hoje conhecido estado paulista, foi ocupado pelos Jê, enquanto os Tupi estabeleceram-se em quase todo o seu território, divididos em Tupinambás e Tupiniquins. Assim é possível dizer que, em tempos remotos, São Paulo havia se tornado uma região de fronteira entre grupos ceramistas pré-coloniais, tanto Tupiguarani, quanto Jê. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa arqueológica em municípios mato-grossenses reforça a importância da região para o patrimônio arqueológico e histórico nacional

Um sítio inédito foi encontrado na região pelos pesquisadores da Espaço Arqueologia. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 115 Paranatinga é um município mato-grossense de grande riqueza cultural. Em seus limites atuais, há desde aldeias indígenas, como os povos Bakairi e Xavante, até ruinas da década de 1920, que remontam as missões do Marechal Cândido Rondon. A atuação do militar e sertanista, Rondon, foi imprescindível para a integração do estado do Mato Grosso com a então capital brasileira, Rio de Janeiro. Ele também incentivou a criação da reserva indígena conhecida hoje como Parque Nacional do Xingu. No território de Paranatinga há também 46 sítios arqueológicos registrados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (IPHAN). Dentre estes, destaca-se a gruta de Kamukuwaká, que é sagrada para os povos do Alto do Xingu, e foco do projeto de preservação coordenado pelos indígenas Wauja. no-repeat;left top;; auto O projeto de Registro e Conservação da Paisagem Cultural de Kamukuwaká foi um dos grandes vencedores do 33º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo IPHAN, no ano de 2021. A gruta abriga um histórico de rituais e a trajetória dos povos que vivem no Alto do Xingu, contada por meio de gravuras rupestres, que podem remeter a milênios. Saiba mais sobre o projeto clicando aqui. Tombada como Patrimônio Cultural do Brasil, desde o ano de 2016, a gruta localiza-se hoje em uma área particular, numa fazenda às margens da cachoeira Salto, no rio Batovi, no município de Paranatinga. É neste rico contexto cultural que a equipe da Espaço Arqueologia realizou uma pesquisa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (PAIPA), prevista na Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015, em uma área onde será implantado uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), entre os municípios de Paranatinga e Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso. Este tipo de pesquisa é fundamental para a salvaguarda dos sítios arqueológicos já registrados, como também dos que ainda estão por ser descobertos, como é o caso de um sítio pré-colonial inédito, de tipologia lítica, identificado pela equipe no mês de fevereiro de 2022, na região de Paranatinga. Segundo o arqueólogo Ricardo Sampaio Mêra, o sítio inédito identificado nesta pesquisa, reforça a importância da região para o patrimônio histórico e cultural brasileiro. no-repeat;left top;; auto | Um sítio inédito foi encontrado na região pelos pesquisadores da Espaço Arqueologia. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 115 Paranatinga é um município mato-grossense de grande riqueza cultural. Em seus limites atuais, há desde aldeias indígenas, como os povos Bakairi e Xavante, até ruinas da década de 1920, que remontam as missões do Marechal Cândido Rondon. A atuação do militar e sertanista, Rondon, foi imprescindível para a integração do estado do Mato Grosso com a então capital brasileira, Rio de Janeiro. Ele também incentivou a criação da reserva indígena conhecida hoje como Parque Nacional do Xingu. No território de Paranatinga há também 46 sítios arqueológicos registrados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (IPHAN). Dentre estes, destaca-se a gruta de Kamukuwaká, que é sagrada para os povos do Alto do Xingu, e foco do projeto de preservação coordenado pelos indígenas Wauja. no-repeat;left top;; auto O projeto de Registro e Conservação da Paisagem Cultural de Kamukuwaká foi um dos grandes vencedores do 33º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo IPHAN, no ano de 2021. A gruta abriga um histórico de rituais e a trajetória dos povos que vivem no Alto do Xingu, contada por meio de gravuras rupestres, que podem remeter a milênios. Saiba mais sobre o projeto clicando aqui. Tombada como Patrimônio Cultural do Brasil, desde o ano de 2016, a gruta localiza-se hoje em uma área particular, numa fazenda às margens da cachoeira Salto, no rio Batovi, no município de Paranatinga. É neste rico contexto cultural que a equipe da Espaço Arqueologia realizou uma pesquisa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (PAIPA), prevista na Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015, em uma área onde será implantado uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), entre os municípios de Paranatinga e Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso. Este tipo de pesquisa é fundamental para a salvaguarda dos sítios arqueológicos já registrados, como também dos que ainda estão por ser descobertos, como é o caso de um sítio pré-colonial inédito, de tipologia lítica, identificado pela equipe no mês de fevereiro de 2022, na região de Paranatinga. Segundo o arqueólogo Ricardo Sampaio Mêra, o sítio inédito identificado nesta pesquisa, reforça a importância da região para o patrimônio histórico e cultural brasileiro. no-repeat;left top;; auto