Avaliação de Impacto no vale do Rio do Peixe

Equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos em área de futuro aproveitamento hidrelétrico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 185 Como parte dos estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), a equipe da Espaço Arqueologia executou prospecções ao longo do curso do Rio do Peixe, entre os municípios de Ipira e Piratuba em Santa Catarina. A área é caracterizada pelo vale encaixado e profundo, com encostas de declividade acentuada e topos alongados. Do ponto de vista do potencial arqueológico, na paisagem local se destacam os terraços localizados nas margens do rio, que possuem relevo mais suave e melhores condições para o estabelecimento de populações humanas. No trecho do Rio do Peixe que foi objeto de estudo, essas áreas geralmente não são afetadas pelos empreendimentos hidrelétricos de pequeno porte, uma vez que, em geral, os reservatórios desses aproveitamentos não excedem a calha natural do rio, que é bastante encaixada. De acordo com Valdir Schwengber, coordenador da pesquisa, devido a geografia local, o arranjo dessas usinas privilegia soluções que potencializam as quedas naturais, em detrimento da construção de barramentos altos e a formação de grandes reservatórios. no-repeat;left top;; auto O arqueólogo complementa: “A solução encontrada pela engenharia nesse ponto do vale do Peixe acaba resultando, também, em menores impactos ao Patrimônio Arqueológico, uma vez que os sítios arqueológicos mapeados nos estudos preventivos se situam, em grande parte, nas áreas de influência indireta, onde estão os terraços e encostas mais suaves.” Nessa pesquisa, com as prospecções intensivas realizadas em toda a área prevista para instalação da PCH, não foram encontrados sítios arqueológicos inéditos em suas áreas de influência, contudo, foram revisitados dois sítios que haviam sido registrados no ano de 2011, nos estudos preliminares de viabilidade do empreendimento. São os sítios arqueológicos Linha Pinheiro II (em Ipira) e Linha Hachmann (em Piratuba). Ambos são sítios líticos pré-coloniais, implantados em terraços, fora das áreas diretamente afetadas pelo reservatório projetado para a PCH. Além das atividades de prospecção, foram realizadas ações de divulgação do patrimônio arqueológico local com as comunidades do entorno do empreendimento, oportunidade em que a equipe aproveitou para esclarecer dúvidas dos moradores da região do Vale do Rio do Peixe e conhecer um pouco mais de suas histórias. no-repeat;left top;; auto | Equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos em área de futuro aproveitamento hidrelétrico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 185 Como parte dos estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), a equipe da Espaço Arqueologia executou prospecções ao longo do curso do Rio do Peixe, entre os municípios de Ipira e Piratuba em Santa Catarina. A área é caracterizada pelo vale encaixado e profundo, com encostas de declividade acentuada e topos alongados. Do ponto de vista do potencial arqueológico, na paisagem local se destacam os terraços localizados nas margens do rio, que possuem relevo mais suave e melhores condições para o estabelecimento de populações humanas. No trecho do Rio do Peixe que foi objeto de estudo, essas áreas geralmente não são afetadas pelos empreendimentos hidrelétricos de pequeno porte, uma vez que, em geral, os reservatórios desses aproveitamentos não excedem a calha natural do rio, que é bastante encaixada. De acordo com Valdir Schwengber, coordenador da pesquisa, devido a geografia local, o arranjo dessas usinas privilegia soluções que potencializam as quedas naturais, em detrimento da construção de barramentos altos e a formação de grandes reservatórios. no-repeat;left top;; auto O arqueólogo complementa: “A solução encontrada pela engenharia nesse ponto do vale do Peixe acaba resultando, também, em menores impactos ao Patrimônio Arqueológico, uma vez que os sítios arqueológicos mapeados nos estudos preventivos se situam, em grande parte, nas áreas de influência indireta, onde estão os terraços e encostas mais suaves.” Nessa pesquisa, com as prospecções intensivas realizadas em toda a área prevista para instalação da PCH, não foram encontrados sítios arqueológicos inéditos em suas áreas de influência, contudo, foram revisitados dois sítios que haviam sido registrados no ano de 2011, nos estudos preliminares de viabilidade do empreendimento. São os sítios arqueológicos Linha Pinheiro II (em Ipira) e Linha Hachmann (em Piratuba). Ambos são sítios líticos pré-coloniais, implantados em terraços, fora das áreas diretamente afetadas pelo reservatório projetado para a PCH. Além das atividades de prospecção, foram realizadas ações de divulgação do patrimônio arqueológico local com as comunidades do entorno do empreendimento, oportunidade em que a equipe aproveitou para esclarecer dúvidas dos moradores da região do Vale do Rio do Peixe e conhecer um pouco mais de suas histórias. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa arqueológica em Campo Largo – PR

Pesquisadores da Espaço Arqueologia vão novamente ao Paraná para a realização de estudos de arqueologia preventiva left #ffffff no-repeat;left top;; auto 174 Pesquisadores da Espaço Arqueologia realizaram etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em área de implantação de Condomínio Residencial, no município de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Campo Largo abriga 32 sítios arqueológicos, abrangendo desde sítios pré-históricos até históricos, evidenciando uma ocupação humana desde a transição do Pleistoceno ao Holoceno, com grupos de caçadores-coletores até o período moderno. Destes sítios, destacam-se os grupos caçadores-coletores, com as tradições arqueológicas Umbu e Humaitá, os horticultores e ceramistas da tradição Itararé-Taquara, e os Tupiguarani, que ocuparam grande parte do território paranaense, especialmente, ao longo dos vales dos rios Paraná, Ivaí, Tibagi e Iguaçu. Além dos sítios pré-históricos, o município conta com o sítio Fazenda Timbutuva 8, composto por ruínas históricas da antiga Mina Timbutuva S.A., fundada em 1932 com equipamentos importados da Alemanha. Este complexo industrial incluía britadores, laboratório, depósito de pólvora e uma vila operária com cerca de 300 trabalhadores. no-repeat;left top;; auto Portanto, Campo Largo possui uma rica variedade de dados que abarcam desde os contextos de ocupação humana pré-históricos até o período da década de 1930, marcado por uma nova corrida pelo ouro com a utilização de tecnologias modernas para a época. Assim, é crucial que os contextos arqueológicos pré-coloniais e históricos sejam estudados com igual importância, visando construir um panorama abrangente do território. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum novo sítio arqueológico foi encontrado. No entanto, é crucial destacar que essas pesquisas desempenharam um papel fundamental para cumprir as normas legais do processo de licenciamento, além de contribuir significativamente para a divulgação e conscientização sobre o patrimônio arqueológico tanto local quanto regional. no-repeat;left top;; auto | Pesquisadores da Espaço Arqueologia vão novamente ao Paraná para a realização de estudos de arqueologia preventiva left #ffffff no-repeat;left top;; auto 174 Pesquisadores da Espaço Arqueologia realizaram etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em área de implantação de Condomínio Residencial, no município de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Campo Largo abriga 32 sítios arqueológicos, abrangendo desde sítios pré-históricos até históricos, evidenciando uma ocupação humana desde a transição do Pleistoceno ao Holoceno, com grupos de caçadores-coletores até o período moderno. Destes sítios, destacam-se os grupos caçadores-coletores, com as tradições arqueológicas Umbu e Humaitá, os horticultores e ceramistas da tradição Itararé-Taquara, e os Tupiguarani, que ocuparam grande parte do território paranaense, especialmente, ao longo dos vales dos rios Paraná, Ivaí, Tibagi e Iguaçu. Além dos sítios pré-históricos, o município conta com o sítio Fazenda Timbutuva 8, composto por ruínas históricas da antiga Mina Timbutuva S.A., fundada em 1932 com equipamentos importados da Alemanha. Este complexo industrial incluía britadores, laboratório, depósito de pólvora e uma vila operária com cerca de 300 trabalhadores. no-repeat;left top;; auto Portanto, Campo Largo possui uma rica variedade de dados que abarcam desde os contextos de ocupação humana pré-históricos até o período da década de 1930, marcado por uma nova corrida pelo ouro com a utilização de tecnologias modernas para a época. Assim, é crucial que os contextos arqueológicos pré-coloniais e históricos sejam estudados com igual importância, visando construir um panorama abrangente do território. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum novo sítio arqueológico foi encontrado. No entanto, é crucial destacar que essas pesquisas desempenharam um papel fundamental para cumprir as normas legais do processo de licenciamento, além de contribuir significativamente para a divulgação e conscientização sobre o patrimônio arqueológico tanto local quanto regional. no-repeat;left top;; auto

Sítios arqueológicos inéditos são mapeados no vale do Rio Cantu

Os sítios foram mapeados no âmbito de um projeto de prospecção complementar de uma Pequena Central Hidrelétrica, no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 189 O Rio Cantu tem suas nascentes na região central do estado do Paraná. Seu curso segue na direção leste-oeste até a sua foz, na margem direita do Rio Piquiri, região oeste do Estado. Conforme demonstram as pesquisas arqueológicas realizadas nas últimas décadas, em toda a sua extensão, o Cantu drena terrenos que foram densamente ocupados no período pré-colonial. No seu baixo curso, entre os municípios de Nova Cantu, Altamira do Paraná e Laranjal, a equipe da Espaço Arqueologia realizou um estudo de prospecção complementar sobre o arranjo de uma PCH que sofreu alterações de projeto, e atestou a densidade de sítios arqueológicos existentes nas margens do Cantu. Os estudos realizados em 2014 sobre o arranjo inicial da PCH resultaram na identificação de 14 (quatorze) sítios arqueológicos, entre os quais há sítios líticos associados a caçadores-coletores e sítios lito-cerâmicos, associados aos Guarani. Na etapa complementar, executada sobre uma área de pequenas dimensões, foram identificados outros 2 (dois) sítios, ambos líticos. no-repeat;left top;; auto Alguns dos sítios arqueológicos mapeados nas áreas de influência desse empreendimento deverão ser submetidos a ações de salvamento arqueológico no futuro e trarão informações importantes sobre a ocupação pré-colonial da região, seja em aspectos culturais, tecnológicos ou territoriais. A relevância da região para o entendimento sobre o processo de formação dos territórios e fronteiras culturais no período que antecede a colonização já foi atestada em outros projetos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia. Também no curso do Rio Cantu, nas áreas afetadas pela instalação da PCH Cantu 2, a equipe da Espaço Arqueologia, no ano de 2015, mapeou e escavou sítios arqueológicos associados aos caçadores-coletores, aos povos Jê Meridionais e aos Guarani. As diferentes tipologias de sítios demonstram que distintas populações ocuparam e disputaram esse espaço, tornando-os parte de seu território. As novas pesquisas, além de ampliar a amostragem que se tem para a região, podem contribuir para a composição de um quadro interpretativo mais sólido sobre os movimentos empreendidos pelas populações pré-coloniais no baixo curso do rio Cantu que, de acordo com os estudos até agora realizados, pode ser uma das vias de entrada dos povos Guarani para os planaltos do centro-sul paranaense. Outro aspecto importante das pesquisas diz respeito às ações educativas e de divulgação que ocorrem associadas aos estudos dos sítios arqueológicos. Nos municípios em que a Espaço realizou a prospecção complementar, foram feitas ações de divulgação junto aos moradores locais e contatos prévios com as secretarias de Educação dos municípios, visando informar sobre os resultados obtidos até o momento com as pesquisas e possíveis programas de Educação Patrimonial que podem ser desenvolvidos com a continuidade dos estudos. no-repeat;left top;; auto | Os sítios foram mapeados no âmbito de um projeto de prospecção complementar de uma Pequena Central Hidrelétrica, no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 189 O Rio Cantu tem suas nascentes na região central do estado do Paraná. Seu curso segue na direção leste-oeste até a sua foz, na margem direita do Rio Piquiri, região oeste do Estado. Conforme demonstram as pesquisas arqueológicas realizadas nas últimas décadas, em toda a sua extensão, o Cantu drena terrenos que foram densamente ocupados no período pré-colonial. No seu baixo curso, entre os municípios de Nova Cantu, Altamira do Paraná e Laranjal, a equipe da Espaço Arqueologia realizou um estudo de prospecção complementar sobre o arranjo de uma PCH que sofreu alterações de projeto, e atestou a densidade de sítios arqueológicos existentes nas margens do Cantu. Os estudos realizados em 2014 sobre o arranjo inicial da PCH resultaram na identificação de 14 (quatorze) sítios arqueológicos, entre os quais há sítios líticos associados a caçadores-coletores e sítios lito-cerâmicos, associados aos Guarani. Na etapa complementar, executada sobre uma área de pequenas dimensões, foram identificados outros 2 (dois) sítios, ambos líticos. no-repeat;left top;; auto Alguns dos sítios arqueológicos mapeados nas áreas de influência desse empreendimento deverão ser submetidos a ações de salvamento arqueológico no futuro e trarão informações importantes sobre a ocupação pré-colonial da região, seja em aspectos culturais, tecnológicos ou territoriais. A relevância da região para o entendimento sobre o processo de formação dos territórios e fronteiras culturais no período que antecede a colonização já foi atestada em outros projetos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia. Também no curso do Rio Cantu, nas áreas afetadas pela instalação da PCH Cantu 2, a equipe da Espaço Arqueologia, no ano de 2015, mapeou e escavou sítios arqueológicos associados aos caçadores-coletores, aos povos Jê Meridionais e aos Guarani. As diferentes tipologias de sítios demonstram que distintas populações ocuparam e disputaram esse espaço, tornando-os parte de seu território. As novas pesquisas, além de ampliar a amostragem que se tem para a região, podem contribuir para a composição de um quadro interpretativo mais sólido sobre os movimentos empreendidos pelas populações pré-coloniais no baixo curso do rio Cantu que, de acordo com os estudos até agora realizados, pode ser uma das vias de entrada dos povos Guarani para os planaltos do centro-sul paranaense. Outro aspecto importante das pesquisas diz respeito às ações educativas e de divulgação que ocorrem associadas aos estudos dos sítios arqueológicos. Nos municípios em que a Espaço realizou a prospecção complementar, foram feitas ações de divulgação junto aos moradores locais e contatos prévios com as secretarias de Educação dos municípios, visando informar sobre os resultados obtidos até o momento com as pesquisas e possíveis programas de Educação Patrimonial que podem ser desenvolvidos com a continuidade dos estudos. no-repeat;left top;; auto

Estudo arqueológico em empreendimento rodoviário no Paraná

Espaço Arqueologia realiza estudo arqueológico sobre as áreas de influência de um empreendimento rodoviário em Arapoti/PR left #ffffff no-repeat;left top;; auto 188 Arapoti é um município situado no Estado do Paraná, entre os Campos Gerais e o Norte Pioneiro. Arapoti tem sua origem etimológica no tupi, significando “campos floridos”, e carrega uma significativa importância histórica, uma vez que integrava Jaguariaíva no século XVIII e servia como ponto de parada para tropeiros e bandeirantes que percorriam o antigo caminho de Sorocaba, que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul. Atualmente, Arapoti possui 129 sítios arqueológicos registrados junto ao IPHAN. Estes sítios englobam desde vestígios pré-coloniais de grupos caçadores-coletores e horticultores ceramistas até sítios históricos, como as ruínas da Fazenda Boa Vista. Este último corresponde à antiga sede de uma fazenda de pecuária bovina vinculada ao “Caminho das Tropas”, com possível ocupação no século XVIII. no-repeat;left top;; auto O contexto é complexo, uma vez que apresenta evidências da presença de diferentes grupos ao longo do tempo: desde caçadores-coletores antigos até horticultores ligados às famílias linguísticas Jê Meridional e Tupi-guarani, além dos luso-brasileiros em períodos mais recentes. O notável potencial arqueológico da região em que ocorrerá a implantação do Contorno Rodoviário de Arapoti, reforça ainda mais a necessidade de estudos de arqueologia preventiva em diferentes níveis de empreendimentos, contribuindo assim para a salvaguarda e preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. No caso da pesquisa executada pela Espaço Arqueologia, que contou com a escavação de poços-teste e verificações de superfície por toda a área do empreendimento, não foram identificados sítios arqueológicos. Além da investigação em campo, foram realizadas ações de divulgação do patrimônio acautelado e extroversão da pesquisa junto dos moradores do interior e área urbana de Arapoti. no-repeat;left top;; auto | Espaço Arqueologia realiza estudo arqueológico sobre as áreas de influência de um empreendimento rodoviário em Arapoti/PR left #ffffff no-repeat;left top;; auto 188 Arapoti é um município situado no Estado do Paraná, entre os Campos Gerais e o Norte Pioneiro. Arapoti tem sua origem etimológica no tupi, significando “campos floridos”, e carrega uma significativa importância histórica, uma vez que integrava Jaguariaíva no século XVIII e servia como ponto de parada para tropeiros e bandeirantes que percorriam o antigo caminho de Sorocaba, que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul. Atualmente, Arapoti possui 129 sítios arqueológicos registrados junto ao IPHAN. Estes sítios englobam desde vestígios pré-coloniais de grupos caçadores-coletores e horticultores ceramistas até sítios históricos, como as ruínas da Fazenda Boa Vista. Este último corresponde à antiga sede de uma fazenda de pecuária bovina vinculada ao “Caminho das Tropas”, com possível ocupação no século XVIII. no-repeat;left top;; auto O contexto é complexo, uma vez que apresenta evidências da presença de diferentes grupos ao longo do tempo: desde caçadores-coletores antigos até horticultores ligados às famílias linguísticas Jê Meridional e Tupi-guarani, além dos luso-brasileiros em períodos mais recentes. O notável potencial arqueológico da região em que ocorrerá a implantação do Contorno Rodoviário de Arapoti, reforça ainda mais a necessidade de estudos de arqueologia preventiva em diferentes níveis de empreendimentos, contribuindo assim para a salvaguarda e preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. No caso da pesquisa executada pela Espaço Arqueologia, que contou com a escavação de poços-teste e verificações de superfície por toda a área do empreendimento, não foram identificados sítios arqueológicos. Além da investigação em campo, foram realizadas ações de divulgação do patrimônio acautelado e extroversão da pesquisa junto dos moradores do interior e área urbana de Arapoti. no-repeat;left top;; auto

Novos estudos subaquáticos são executados na Grande Florianópolis

Pesquisas foram executadas no âmbito de processos de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 190 A Ilha de Santa Catarina e seu entorno apresentam alto potencial para a ocorrência de sítios e vestígios arqueológicos depositados em ambientes submersos. Os naufrágios e vestígios relacionados ao período colonial e imperial do Brasil são os contextos que mais chamam atenção, contudo, de acordo com o Sistema de Informações de Naufrágios (SINAU), no município de Florianópolis estão registrados 31 (trinta e um) naufrágios, com datas que se estendem do século XVI até o século XXI. Além dos naufrágios, vestígios arqueológicos associados à ocupação pré-colonial também podem ser encontrados, como antigos sambaquis, que podem ter sido construídos na superfície de áreas que, atualmente, encontram-se abaixo do nível do mar. no-repeat;left top;; auto Dado esse potencial para a existência de contextos arqueológicos submersos, quando são previstos empreendimentos que atinjam, de alguma forma, o ambiente aquático (mar, lagoas e, eventualmente, alguns rios), é necessário que sejam executados estudos de Arqueologia Subaquática. No fim do ano de 2023, a equipe da Espaço Arqueologia executou estudos em Jurerê, previamente ao início das atividades de ampliação da faixa de areia da Praia. Dessa vez, os estudos ocorreram nas imediações da Beira Mar Continental (Florianópolis) e Beira Mar de Barreiros (São José), e estão associados à futuras obras de infraestrutura que ocorrerão nos municípios. Vale destacar que as pesquisas tiveram como delimitação poligonais pré-definidas para o estudo, que representam as áreas que serão utilizadas como jazida de areia para tais empreendimentos. Essas poligonais foram definidas respeitando certo distanciamento da Ponte Hercílio Luz e o ponto estimado de um naufrágio ali existente, e já conhecido na bibliografia. Para a execução da pesquisa, inicialmente foram realizados levantamentos de prospecção indireta, por meio de sonar de varredura lateral, utilizado para mapear o leito marinho. Com essa ação, foram identificados três pontos de atenção que aparecem como “anomalias” no gráfico apresentado pelo sonar. O segundo passo consistiu na realização dos mergulhos investigativos nos pontos em que foram identificadas as anomalias. Como resultado dos mergulhos constatou-se que uma das anomalias se trata de uma poita, estrutura de concreto utilizada atualmente por embarcações, e as outras duas correspondem a concentrações de rochas sem alterações antrópicas. Além das pesquisas de arqueologia subaquática, foram realizadas prospecções em ambiente terrestre e atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local. Não foram identificados contextos arqueológicos em ambiente terrestre ou subaquático, contudo, além de contribuir para o mapeamento desses locais, a pesquisa também permitiu a validação do método aplicado nesse tipo de pesquisa. no-repeat;left top;; auto | Pesquisas foram executadas no âmbito de processos de licenciamento ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 190 A Ilha de Santa Catarina e seu entorno apresentam alto potencial para a ocorrência de sítios e vestígios arqueológicos depositados em ambientes submersos. Os naufrágios e vestígios relacionados ao período colonial e imperial do Brasil são os contextos que mais chamam atenção, contudo, de acordo com o Sistema de Informações de Naufrágios (SINAU), no município de Florianópolis estão registrados 31 (trinta e um) naufrágios, com datas que se estendem do século XVI até o século XXI. Além dos naufrágios, vestígios arqueológicos associados à ocupação pré-colonial também podem ser encontrados, como antigos sambaquis, que podem ter sido construídos na superfície de áreas que, atualmente, encontram-se abaixo do nível do mar. no-repeat;left top;; auto Dado esse potencial para a existência de contextos arqueológicos submersos, quando são previstos empreendimentos que atinjam, de alguma forma, o ambiente aquático (mar, lagoas e, eventualmente, alguns rios), é necessário que sejam executados estudos de Arqueologia Subaquática. No fim do ano de 2023, a equipe da Espaço Arqueologia executou estudos em Jurerê, previamente ao início das atividades de ampliação da faixa de areia da Praia. Dessa vez, os estudos ocorreram nas imediações da Beira Mar Continental (Florianópolis) e Beira Mar de Barreiros (São José), e estão associados à futuras obras de infraestrutura que ocorrerão nos municípios. Vale destacar que as pesquisas tiveram como delimitação poligonais pré-definidas para o estudo, que representam as áreas que serão utilizadas como jazida de areia para tais empreendimentos. Essas poligonais foram definidas respeitando certo distanciamento da Ponte Hercílio Luz e o ponto estimado de um naufrágio ali existente, e já conhecido na bibliografia. Para a execução da pesquisa, inicialmente foram realizados levantamentos de prospecção indireta, por meio de sonar de varredura lateral, utilizado para mapear o leito marinho. Com essa ação, foram identificados três pontos de atenção que aparecem como “anomalias” no gráfico apresentado pelo sonar. O segundo passo consistiu na realização dos mergulhos investigativos nos pontos em que foram identificadas as anomalias. Como resultado dos mergulhos constatou-se que uma das anomalias se trata de uma poita, estrutura de concreto utilizada atualmente por embarcações, e as outras duas correspondem a concentrações de rochas sem alterações antrópicas. Além das pesquisas de arqueologia subaquática, foram realizadas prospecções em ambiente terrestre e atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local. Não foram identificados contextos arqueológicos em ambiente terrestre ou subaquático, contudo, além de contribuir para o mapeamento desses locais, a pesquisa também permitiu a validação do método aplicado nesse tipo de pesquisa. no-repeat;left top;; auto

Etapa da pesquisa visa evitar danos ao Patrimônio Arqueológico

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Florianópolis. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 172 No litoral de Santa Catarina, o aumento da densidade demográfica tem demandado a implantação de novos empreendimentos imobiliários que, por sua vez, tem oportunizado avaliações de impactos ao patrimônio arqueológico sobre esses imóveis, propiciando uma melhor compreensão sobre a ocupação do território. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona, nesses empreendimentos, devem ser realizados estudos prévios, conforme preconiza a Instrução Normativa n° 01/2015, que os classifica como “de média e alta interferência nas condições vigentes do solo, envolvendo grandes áreas de intervenção com limitada ou inexistente flexibilidade para alterações de localização e traçado” (BRASIL, 2015, p. 6). no-repeat;left top;; auto No município de Florianópolis, mais precisamente na localidade de Carianos, a equipe de arqueologia da Espaço conduziu pesquisas em dois loteamentos, onde os estudos foram realizados. De acordo com o historiador e professor Alexandre de Medeiros Motta, pesquisas sobre o contexto arqueológico, histórico e etnográfico são realizadas previamente, para fornecer suporte à equipe de campo durante as ações no terreno, com o objetivo de considerar os diferentes aspectos e períodos de ocupação do território. Essas pesquisas não se limitam apenas a elementos que remetem ao comportamento humano; aspectos geológicos, geomorfológicos e ambientais também são estudados. Conforme o pesquisador da Espaço e Mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, “as áreas de influência do empreendimento estão localizadas integralmente na região do litoral central de Santa Catarina, que faz parte do domínio morfoclimático Mares de Morros. Esse domínio acompanha todo o litoral brasileiro e apresenta um relevo bastante irregular, resultado de ações erosivas sobre a estrutura cristalina proterozóica. Além disso, possui um clima predominantemente quente e úmido, tanto nas zonas tropicais como nas subtropicais.” Os estudos arqueológicos recebem maior importância durante as pesquisas de campo, que incluem escavações de poços-teste em áreas de prospecção sistemáticas com poligonais previamente definidas, onde aspectos inéditos das áreas em questão podem ser revelados. Além disso, há uma interação com membros da comunidade por meio de ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico ocorreu em Florianópolis. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 172 No litoral de Santa Catarina, o aumento da densidade demográfica tem demandado a implantação de novos empreendimentos imobiliários que, por sua vez, tem oportunizado avaliações de impactos ao patrimônio arqueológico sobre esses imóveis, propiciando uma melhor compreensão sobre a ocupação do território. Segundo o arqueólogo Alessandro De Bona, nesses empreendimentos, devem ser realizados estudos prévios, conforme preconiza a Instrução Normativa n° 01/2015, que os classifica como “de média e alta interferência nas condições vigentes do solo, envolvendo grandes áreas de intervenção com limitada ou inexistente flexibilidade para alterações de localização e traçado” (BRASIL, 2015, p. 6). no-repeat;left top;; auto No município de Florianópolis, mais precisamente na localidade de Carianos, a equipe de arqueologia da Espaço conduziu pesquisas em dois loteamentos, onde os estudos foram realizados. De acordo com o historiador e professor Alexandre de Medeiros Motta, pesquisas sobre o contexto arqueológico, histórico e etnográfico são realizadas previamente, para fornecer suporte à equipe de campo durante as ações no terreno, com o objetivo de considerar os diferentes aspectos e períodos de ocupação do território. Essas pesquisas não se limitam apenas a elementos que remetem ao comportamento humano; aspectos geológicos, geomorfológicos e ambientais também são estudados. Conforme o pesquisador da Espaço e Mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, “as áreas de influência do empreendimento estão localizadas integralmente na região do litoral central de Santa Catarina, que faz parte do domínio morfoclimático Mares de Morros. Esse domínio acompanha todo o litoral brasileiro e apresenta um relevo bastante irregular, resultado de ações erosivas sobre a estrutura cristalina proterozóica. Além disso, possui um clima predominantemente quente e úmido, tanto nas zonas tropicais como nas subtropicais.” Os estudos arqueológicos recebem maior importância durante as pesquisas de campo, que incluem escavações de poços-teste em áreas de prospecção sistemáticas com poligonais previamente definidas, onde aspectos inéditos das áreas em questão podem ser revelados. Além disso, há uma interação com membros da comunidade por meio de ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa. no-repeat;left top;; auto

Prospecção arqueológica no município de Araraquara, estado de São Paulo

Estudo foi realizado em área que será destinada à implantação de empreendimento imobiliário left #ffffff no-repeat;left top;; auto 157 No fim do mês de maio de 2023, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos arqueológicos em uma área destinada à instalação de um empreendimento imobiliário. Os estudos seguiram o rito das “Prospecções Arqueológicas”, estabelecidas pelo Art. 5° da Portaria IPHAN n° 230/2002. Apesar de ter sido revogada pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, nos processos iniciados antes de 25 de março de 2015, o trâmite pode seguir conforme os procedimentos previstos na referida Portaria. Dessa forma, na área do empreendimento, foram escavados poços-teste e realizados avaliações sistemáticas de superfície, no intuito de verificar a existência de vestígios arqueológicos nos locais afetados pelas obras do loteamento. Como resultado, não foram identificados sítios ou ocorrências arqueológicas. no-repeat;left top;; auto Atualmente, consta o registro de 3 (três) sítios arqueológicos na base de dados do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do IPHAN (SICG-IPHAN), no município de Araraquara, todos relacionados a ocupações históricas. Sítios pré-coloniais foram registrados nos municípios vizinhos, como em São Carlos e Boa Esperança do Sul. Esses, remontam às ocupações de diferentes populações que viveram na região antes da chegada dos colonizadores. São sítios associados aos caçadores-coletores, que ocuparam a região por volta de 11 mil anos atrás, e outros com vestígios de povos horticultores, que iniciaram sua ocupação no vale do Tietê por volta de 2 mil anos atrás. Os dados disponíveis para a Arqueologia da região são escassos, mas, com o crescimento no número de pesquisas arqueológicas, o horizonte cultural e cronológico da ocupação humana nessa porção do território paulista será mais bem conhecido. no-repeat;left top;; auto | Estudo foi realizado em área que será destinada à implantação de empreendimento imobiliário left #ffffff no-repeat;left top;; auto 157 No fim do mês de maio de 2023, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos arqueológicos em uma área destinada à instalação de um empreendimento imobiliário. Os estudos seguiram o rito das “Prospecções Arqueológicas”, estabelecidas pelo Art. 5° da Portaria IPHAN n° 230/2002. Apesar de ter sido revogada pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, nos processos iniciados antes de 25 de março de 2015, o trâmite pode seguir conforme os procedimentos previstos na referida Portaria. Dessa forma, na área do empreendimento, foram escavados poços-teste e realizados avaliações sistemáticas de superfície, no intuito de verificar a existência de vestígios arqueológicos nos locais afetados pelas obras do loteamento. Como resultado, não foram identificados sítios ou ocorrências arqueológicas. no-repeat;left top;; auto Atualmente, consta o registro de 3 (três) sítios arqueológicos na base de dados do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do IPHAN (SICG-IPHAN), no município de Araraquara, todos relacionados a ocupações históricas. Sítios pré-coloniais foram registrados nos municípios vizinhos, como em São Carlos e Boa Esperança do Sul. Esses, remontam às ocupações de diferentes populações que viveram na região antes da chegada dos colonizadores. São sítios associados aos caçadores-coletores, que ocuparam a região por volta de 11 mil anos atrás, e outros com vestígios de povos horticultores, que iniciaram sua ocupação no vale do Tietê por volta de 2 mil anos atrás. Os dados disponíveis para a Arqueologia da região são escassos, mas, com o crescimento no número de pesquisas arqueológicas, o horizonte cultural e cronológico da ocupação humana nessa porção do território paulista será mais bem conhecido. no-repeat;left top;; auto

Campos Gerais do Paraná é cenário de pesquisa

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico resultou em conhecimentos do ambiente e da geologia local. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 173 Pesquisadores da área de arqueologia da Espaço realizaram avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico em um empreendimento imobiliário no município de Porto Amazonas, no estado do Paraná. O empreendimento abrange uma área de aproximadamente 324 hectares que foi sistematicamente estudada pelos pesquisadores. Realizaram caminhamentos sistemáticos e escavações de poços-teste a cada 50 metros nas áreas com alto potencial arqueológico, e a cada 100 metros nas áreas com menor potencial arqueológico. O arqueólogo coordenador de campo e mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, explica que previamente, a equipe conduziu uma extensa pesquisa para reunir informações sobre os aspectos ambientais, como geologia, geomorfologia, clima e vegetação, a fim de planejar adequadamente as atividades de campo. no-repeat;left top;; auto Além disso, o arqueólogo e doutor em Quaternário Materiais e Culturas, Jedson Cerezer, destacou a importância de reunir dados referentes ao contexto histórico, etnográfico e arqueológico a partir de fontes de pesquisa secundárias. Isso ajudou a compreender as dinâmicas do comportamento humano naquela paisagem e conduzir as pesquisas no terreno de forma mais assertiva. Foram escavados 363 poços-teste nos mais de 324 hectares do empreendimento, que foram sistematicamente prospectados para avaliar os possíveis impactos ao patrimônio arqueológico brasileiro. Como resultado da pesquisa, foi obtido um amplo conhecimento do ambiente e da geologia local, com uma caracterização minuciosa do solo em profundidades de até 1 metro. Elementos como textura, coloração e dinâmicas de deposição foram cuidadosamente avaliados, e, como resultado da pesquisa realizada, não foram identificados sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico resultou em conhecimentos do ambiente e da geologia local. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 173 Pesquisadores da área de arqueologia da Espaço realizaram avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico em um empreendimento imobiliário no município de Porto Amazonas, no estado do Paraná. O empreendimento abrange uma área de aproximadamente 324 hectares que foi sistematicamente estudada pelos pesquisadores. Realizaram caminhamentos sistemáticos e escavações de poços-teste a cada 50 metros nas áreas com alto potencial arqueológico, e a cada 100 metros nas áreas com menor potencial arqueológico. O arqueólogo coordenador de campo e mestre em Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre, Oscar Pozzebon, explica que previamente, a equipe conduziu uma extensa pesquisa para reunir informações sobre os aspectos ambientais, como geologia, geomorfologia, clima e vegetação, a fim de planejar adequadamente as atividades de campo. no-repeat;left top;; auto Além disso, o arqueólogo e doutor em Quaternário Materiais e Culturas, Jedson Cerezer, destacou a importância de reunir dados referentes ao contexto histórico, etnográfico e arqueológico a partir de fontes de pesquisa secundárias. Isso ajudou a compreender as dinâmicas do comportamento humano naquela paisagem e conduzir as pesquisas no terreno de forma mais assertiva. Foram escavados 363 poços-teste nos mais de 324 hectares do empreendimento, que foram sistematicamente prospectados para avaliar os possíveis impactos ao patrimônio arqueológico brasileiro. Como resultado da pesquisa, foi obtido um amplo conhecimento do ambiente e da geologia local, com uma caracterização minuciosa do solo em profundidades de até 1 metro. Elementos como textura, coloração e dinâmicas de deposição foram cuidadosamente avaliados, e, como resultado da pesquisa realizada, não foram identificados sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto

Estudos arqueológicos são realizados no município de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, estado do Paraná

As pesquisas ocorreram no âmbito do licenciamento de loteamentos residenciais left #ffffff no-repeat;left top;; auto 158 Inseridas no Planalto Meridional Brasileiro, as áreas pesquisadas, possuem características fisiográficas comuns às terras altas do sul do Brasil, compreendendo aspectos do relevo como topos de morros com cotas entre 850 e 920 metros acima do nível do mar, onde se encontram nascentes e corpos d’água de pequeno porte, assim como, aspectos da flora, com destaque principal para a mata de araucária. De acordo com o histórico das pesquisas arqueológicas já realizadas, este ambiente, vem sendo ocupado há milhares de anos por diferentes populações humanas, cada qual, com seus modos de vida e sua cultura material. Os vestígios materiais da presença desses grupos, ainda podem ser encontrados em sítios arqueológicos. Para o município de Pinhais/PR, até o momento, ainda não existem registros de sítios arqueológicos, contudo, para os municípios vizinhos e em toda a região metropolitana de Curitiba, há dezenas de sítios registrados, entre os quais constam sítios pré-coloniais e históricos, que indicam um processo de ocupação humana que teve início na transição do pleistoceno com o holoceno com grupos caçadores coletores (cerca de 10 mil anos A.P.), seguindo, por volta de 2 mil anos A. P. (antes do presente), com as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. no-repeat;left top;; auto Considerando este histórico, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos arqueológicos em duas áreas do município de Pinhais-PR, sobre as quais serão instalados empreendimentos imobiliários. Essas pesquisas tiveram como objetivo principal, a verificação da existência de sítios ou evidências arqueológicas nos locais afetados pelos empreendimentos e, com isso, realizar uma avaliação sobre os possíveis impactos que poderiam ocorrem com o patrimônio arqueológico. A metodologia de pesquisa consistiu na realização de caminhamentos sistemáticos e na escavação de poços-teste em toda a área do estudo. Como resultado, não foram identificados vestígios e sítios arqueológicos nas duas áreas pesquisadas. Ainda no âmbito de desenvolvimento dessas pesquisas, foram realizadas atividades de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre as pesquisas realizadas. As ações consistiram em conversas entre os pesquisadores e os moradores sediados nas proximidades das áreas estudadas, tendo como temas, a arqueologia, os sítios arqueológicos característicos da região e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. Para auxiliar nas conversas e permitir uma leitura posterior, foram entregues materiais informativos com conteúdo abordando as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental. As pesquisas ora realizadas, além de contribuir para o conhecimento científico acerca do histórico de ocupação humana da região, representam, ainda, o cumprimento da Lei n° 3924/61, que proíbe a destruição de sítios arqueológicos, cumprindo também, as orientações da Instrução Normativa n° 01/2015, do Iphan, que regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto | As pesquisas ocorreram no âmbito do licenciamento de loteamentos residenciais left #ffffff no-repeat;left top;; auto 158 Inseridas no Planalto Meridional Brasileiro, as áreas pesquisadas, possuem características fisiográficas comuns às terras altas do sul do Brasil, compreendendo aspectos do relevo como topos de morros com cotas entre 850 e 920 metros acima do nível do mar, onde se encontram nascentes e corpos d’água de pequeno porte, assim como, aspectos da flora, com destaque principal para a mata de araucária. De acordo com o histórico das pesquisas arqueológicas já realizadas, este ambiente, vem sendo ocupado há milhares de anos por diferentes populações humanas, cada qual, com seus modos de vida e sua cultura material. Os vestígios materiais da presença desses grupos, ainda podem ser encontrados em sítios arqueológicos. Para o município de Pinhais/PR, até o momento, ainda não existem registros de sítios arqueológicos, contudo, para os municípios vizinhos e em toda a região metropolitana de Curitiba, há dezenas de sítios registrados, entre os quais constam sítios pré-coloniais e históricos, que indicam um processo de ocupação humana que teve início na transição do pleistoceno com o holoceno com grupos caçadores coletores (cerca de 10 mil anos A.P.), seguindo, por volta de 2 mil anos A. P. (antes do presente), com as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. no-repeat;left top;; auto Considerando este histórico, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos arqueológicos em duas áreas do município de Pinhais-PR, sobre as quais serão instalados empreendimentos imobiliários. Essas pesquisas tiveram como objetivo principal, a verificação da existência de sítios ou evidências arqueológicas nos locais afetados pelos empreendimentos e, com isso, realizar uma avaliação sobre os possíveis impactos que poderiam ocorrem com o patrimônio arqueológico. A metodologia de pesquisa consistiu na realização de caminhamentos sistemáticos e na escavação de poços-teste em toda a área do estudo. Como resultado, não foram identificados vestígios e sítios arqueológicos nas duas áreas pesquisadas. Ainda no âmbito de desenvolvimento dessas pesquisas, foram realizadas atividades de divulgação sobre os bens acautelados e esclarecimentos sobre as pesquisas realizadas. As ações consistiram em conversas entre os pesquisadores e os moradores sediados nas proximidades das áreas estudadas, tendo como temas, a arqueologia, os sítios arqueológicos característicos da região e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. Para auxiliar nas conversas e permitir uma leitura posterior, foram entregues materiais informativos com conteúdo abordando as etapas de execução das pesquisas arqueológicas em empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental. As pesquisas ora realizadas, além de contribuir para o conhecimento científico acerca do histórico de ocupação humana da região, representam, ainda, o cumprimento da Lei n° 3924/61, que proíbe a destruição de sítios arqueológicos, cumprindo também, as orientações da Instrução Normativa n° 01/2015, do Iphan, que regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto

Área costeira com 11 mil anos de formação é cenário de pesquisa

Arqueólogos da Espaço foram até São Francisco do Sul para realizar avaliação. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 176 A equipe da Espaço Arqueologia executou no mês de novembro de 2023 o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre uma área de extração de areia, no município de São Francisco do Sul. A área é característica das planícies sedimentares do litoral catarinense e está localizada nas imediações do canal do Linguado. Estudos arqueológicos demonstram que as planícies litorâneas de Santa Catarina vêm sendo ininterruptamente ocupadas há, pelo menos, 6 mil anos. Ao longo desse tempo, diferentes povos, culturas e sociedades desenvolveram seu modo de vida por meio da vivência, compreensão e apreensão da paisagem que caracteriza a região. Caracterizam o processo de ocupação no período pré-colonial os sítios arqueológicos do tipo sambaqui (monumentos e assentamentos construídos com conchas) e os sítios em que são encontrados vestígios cerâmicos associados aos povos Jê Meridionais e Guarani. no-repeat;left top;; auto No litoral norte de Santa Catarina, mais especificamente na região da Baía da Babitonga, os sambaquis assumem certo protagonismo nos estudos arqueológicos, dada sua monumentalidade e seu potencial informativo, no que diz respeito aos estudos de paleopaisagem. Recentemente, a equipe da Espaço Arqueologia realizou um estudo sobre o sítio arqueológico Monte de Trigo, localizado a poucos quilômetros da área pesquisada no projeto de Avaliação de Impacto de que trata esta matéria. Nesse sítio, a partir do estudo das diferentes camadas que compõe sua estratigrafia, foi possível mapear cronologicamente a sequência de eventos de aumento e diminuição dos níveis de umidade no ambiente desde, aproximadamente, 7 mil anos atrás. O arqueólogo coordenador de campo, Jedson Francisco Cerezer, doutor em Quaternário, Materiais e Culturas pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Portugal, esclarece que as diferentes camadas de sedimentos identificadas no sambaqui Monte de Trigo evidenciam as variações do clima ao longo dos últimos milênios e, com isso, é possível entender o processo de formação da paisagem local como hoje conhecemos. Segundo o pesquisador, “para o estudo de Avaliação de Impacto da área de mineração os dados obtidos no sítio Monte de Trigo foram revisitados pois compreender a dinâmica de formação dessas planícies sedimentares é fundamental para estimar o potencial arqueológico da área e inferir quais tipos de contextos arqueológicos podem ser encontrados”. Ainda de acordo com Cerezer, “nas prospecções realizadas na área do empreendimento, foi possível evidenciar até quatro diferentes camadas de sedimento, cada uma registrando uma condição climática distinta e uma situação específica do nível do mar”. Em complemento, o arqueólogo Alessandro De Bona Mello relata que não foram encontrados vestígios arqueológicos na área pesquisada pois, muito possivelmente, esteve submersa ao longo de maior parte do holoceno. Nas palavras no pesquisador “Ao percorrer o terreno é possível constatar que está e esteve sujeito a inundações por muito tempo e as informações obtidas nos poços-teste confirmam isso. De toda forma, pelo contexto regional, se trata de uma área de alto potencial arqueológico e, por isso, foi sistematicamente investigada”. Ao fim da pesquisa, toda a área de interesse do empreendimento foi coberta por caminhamentos sistemáticos e foram escavados mais de 210 poços-teste, cuja profundidade variou de 30 a 100 centímetros, condicionada pelo nível do lençol freático. Jedson Cerezer conclui afirmando que “estudos como esse são fundamentais para que contextos soterrados e até então desconhecidos sejam encontrados e pesquisados. A arqueologia preventiva tem papel fundamental na salvaguarda e desenvolvimento de estudos aprofundados em contextos que, normalmente, não seriam objeto de projetos de investigação.” no-repeat;left top;; auto | Arqueólogos da Espaço foram até São Francisco do Sul para realizar avaliação. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 176 A equipe da Espaço Arqueologia executou no mês de novembro de 2023 o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre uma área de extração de areia, no município de São Francisco do Sul. A área é característica das planícies sedimentares do litoral catarinense e está localizada nas imediações do canal do Linguado. Estudos arqueológicos demonstram que as planícies litorâneas de Santa Catarina vêm sendo ininterruptamente ocupadas há, pelo menos, 6 mil anos. Ao longo desse tempo, diferentes povos, culturas e sociedades desenvolveram seu modo de vida por meio da vivência, compreensão e apreensão da paisagem que caracteriza a região. Caracterizam o processo de ocupação no período pré-colonial os sítios arqueológicos do tipo sambaqui (monumentos e assentamentos construídos com conchas) e os sítios em que são encontrados vestígios cerâmicos associados aos povos Jê Meridionais e Guarani. no-repeat;left top;; auto No litoral norte de Santa Catarina, mais especificamente na região da Baía da Babitonga, os sambaquis assumem certo protagonismo nos estudos arqueológicos, dada sua monumentalidade e seu potencial informativo, no que diz respeito aos estudos de paleopaisagem. Recentemente, a equipe da Espaço Arqueologia realizou um estudo sobre o sítio arqueológico Monte de Trigo, localizado a poucos quilômetros da área pesquisada no projeto de Avaliação de Impacto de que trata esta matéria. Nesse sítio, a partir do estudo das diferentes camadas que compõe sua estratigrafia, foi possível mapear cronologicamente a sequência de eventos de aumento e diminuição dos níveis de umidade no ambiente desde, aproximadamente, 7 mil anos atrás. O arqueólogo coordenador de campo, Jedson Francisco Cerezer, doutor em Quaternário, Materiais e Culturas pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Portugal, esclarece que as diferentes camadas de sedimentos identificadas no sambaqui Monte de Trigo evidenciam as variações do clima ao longo dos últimos milênios e, com isso, é possível entender o processo de formação da paisagem local como hoje conhecemos. Segundo o pesquisador, “para o estudo de Avaliação de Impacto da área de mineração os dados obtidos no sítio Monte de Trigo foram revisitados pois compreender a dinâmica de formação dessas planícies sedimentares é fundamental para estimar o potencial arqueológico da área e inferir quais tipos de contextos arqueológicos podem ser encontrados”. Ainda de acordo com Cerezer, “nas prospecções realizadas na área do empreendimento, foi possível evidenciar até quatro diferentes camadas de sedimento, cada uma registrando uma condição climática distinta e uma situação específica do nível do mar”.