Pesquisa arqueológica na região de Ponta Grossa

Estudo realizado entre os municípios de Palmeira e Ponta Grossa, está vinculado a processo de Licenciamento Ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 191 Entre os meses de abril e maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas de influência de uma rodovia que passará por obras de melhoria e aumento de capacidade. A área de estudo transpassa os cursos dos rios Capivari, Caniú e Arroio Sutil, todos tributários da margem esquerda do Rio Tibagi. A região, de alto potencial arqueológico, apresenta relevo suave, característico das áreas de campos de altitude do Segundo Planalto Paranaense. De acordo com o arqueólogo coordenador de campo da pesquisa, Oscar Pozzebon, “os estudos realizados na região no âmbito de outros projetos demonstram o grande potencial para a ocorrência de sítios pré-coloniais lito-cerâmicos ou formados por abrigos sob rocha com pinturas rupestres. Também há registros de sítios arqueológicos históricos, relacionados às primeiras fazendas e vilas instaladas sobre os Campos.” no-repeat;left top;; auto O arqueólogo complementa informando que “tais sítios geralmente estão implantados nos topos das vertentes, próximos das nascentes, ou à margem dos rios, locais estratégicos para obtenção de recursos fundamentais à subsistência.” Valdir Schwengber, coordenador geral do projeto explica que, em estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico toda a área destinada aos empreendimentos é investigada, contudo, aquelas elencadas como sendo de maior potencial recebem maior atenção. Conforme detalha o arqueólogo, “Com a intensificação das intervenções em áreas de médio e alto potencial, busca-se alcançar maior eficiência na pesquisa arqueológica que, nesse contexto, tem como objetivo a identificação de sítios arqueológicos que eventualmente existam nas áreas de influência dos empreendimentos”. Na pesquisa em questão foi aplicada uma malha de 292 poços-teste, distribuídos de forma concentrada nas áreas de maior potencial, e foram executados caminhamentos sistemáticos em toda a área que será afetada. Como resultado, não foram encontrados sítios arqueológicos inéditos ao longo do trecho investigado. Cumprindo com a função social da pesquisa, junto dos estudos de campo foram realizadas atividades de divulgação e esclarecimento acerca do patrimônio acautelado junto às comunidades localizadas nas imediações do empreendimento. Tal etapa também contribui para que seja difundido entre a comunidade a importância dos estudos relacionados ao Patrimônio Cultural no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto | Estudo realizado entre os municípios de Palmeira e Ponta Grossa, está vinculado a processo de Licenciamento Ambiental. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 191 Entre os meses de abril e maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas de influência de uma rodovia que passará por obras de melhoria e aumento de capacidade. A área de estudo transpassa os cursos dos rios Capivari, Caniú e Arroio Sutil, todos tributários da margem esquerda do Rio Tibagi. A região, de alto potencial arqueológico, apresenta relevo suave, característico das áreas de campos de altitude do Segundo Planalto Paranaense. De acordo com o arqueólogo coordenador de campo da pesquisa, Oscar Pozzebon, “os estudos realizados na região no âmbito de outros projetos demonstram o grande potencial para a ocorrência de sítios pré-coloniais lito-cerâmicos ou formados por abrigos sob rocha com pinturas rupestres. Também há registros de sítios arqueológicos históricos, relacionados às primeiras fazendas e vilas instaladas sobre os Campos.” no-repeat;left top;; auto O arqueólogo complementa informando que “tais sítios geralmente estão implantados nos topos das vertentes, próximos das nascentes, ou à margem dos rios, locais estratégicos para obtenção de recursos fundamentais à subsistência.” Valdir Schwengber, coordenador geral do projeto explica que, em estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico toda a área destinada aos empreendimentos é investigada, contudo, aquelas elencadas como sendo de maior potencial recebem maior atenção. Conforme detalha o arqueólogo, “Com a intensificação das intervenções em áreas de médio e alto potencial, busca-se alcançar maior eficiência na pesquisa arqueológica que, nesse contexto, tem como objetivo a identificação de sítios arqueológicos que eventualmente existam nas áreas de influência dos empreendimentos”. Na pesquisa em questão foi aplicada uma malha de 292 poços-teste, distribuídos de forma concentrada nas áreas de maior potencial, e foram executados caminhamentos sistemáticos em toda a área que será afetada. Como resultado, não foram encontrados sítios arqueológicos inéditos ao longo do trecho investigado. Cumprindo com a função social da pesquisa, junto dos estudos de campo foram realizadas atividades de divulgação e esclarecimento acerca do patrimônio acautelado junto às comunidades localizadas nas imediações do empreendimento. Tal etapa também contribui para que seja difundido entre a comunidade a importância dos estudos relacionados ao Patrimônio Cultural no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto
Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

O Professor Luiz Oosterbeek traz uma reflexão sobre o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 193 A convite da Espaço, o Professor Luiz Oosterbeek traz uma reflexão em vídeo, sobre o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. Luiz Oosterbeek é Presidente do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas, titular da Cátedra UNESCO-IPT em Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território. No dia 21 de maio, o mundo comemora o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, uma data que destaca a importância de promover a diversidade cultural, o diálogo intercultural e o desenvolvimento sustentável. no-repeat;left top;; auto Instituída pela UNESCO, esta celebração nos convida a refletir sobre o papel crucial que a diversidade cultural desempenha na construção de sociedades inclusivas, justas e resilientes. A diversidade cultural é uma força vital que impulsiona a criatividade, a inovação e o desenvolvimento econômico. Ela nos permite aprender com as diferentes perspectivas e tradições, enriquecendo nossas vidas e fortalecendo nossas comunidades. No entanto, para que essa riqueza seja plenamente aproveitada, é essencial promover o diálogo e a compreensão mútua entre diferentes culturas. A diversidade cultural é considerada um patrimônio comum da humanidade. É um recurso que precisa ser protegido e promovido para o benefício de todas as gerações. no-repeat;left top;; auto | O Professor Luiz Oosterbeek traz uma reflexão sobre o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 193 A convite da Espaço, o Professor Luiz Oosterbeek traz uma reflexão em vídeo, sobre o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. Luiz Oosterbeek é Presidente do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas, titular da Cátedra UNESCO-IPT em Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território. No dia 21 de maio, o mundo comemora o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, uma data que destaca a importância de promover a diversidade cultural, o diálogo intercultural e o desenvolvimento sustentável. no-repeat;left top;; auto Instituída pela UNESCO, esta celebração nos convida a refletir sobre o papel crucial que a diversidade cultural desempenha na construção de sociedades inclusivas, justas e resilientes. A diversidade cultural é uma força vital que impulsiona a criatividade, a inovação e o desenvolvimento econômico. Ela nos permite aprender com as diferentes perspectivas e tradições, enriquecendo nossas vidas e fortalecendo nossas comunidades. No entanto, para que essa riqueza seja plenamente aproveitada, é essencial promover o diálogo e a compreensão mútua entre diferentes culturas. A diversidade cultural é considerada um patrimônio comum da humanidade. É um recurso que precisa ser protegido e promovido para o benefício de todas as gerações. no-repeat;left top;; auto
Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em Paranaguá, Paraná

Estudos foram desenvolvidos nas áreas de influência de empreendimento de transmissão de energia elétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 194 No mês de maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia executou atividades de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em toda a extensão de uma linha de distribuição de alta tensão (LDAT) que será instalada no município de Paranaguá. Com 3,4 km de extensão total, a LDAT será instalada entre a subestação Posto Fiscal, situada às margens da Rodovia PR-277 e seguirá pela margem esquerda do rio Emboguaçu Mirim até atingir seu ponto final. As áreas de influência da LDAT caracterizam-se pelo seu alto potencial arqueológico, que é caracterizado pela existência de vários sambaquis mapeados, principalmente, nas margens da baía de Paranaguá, na foz de rios como Emboguaçu, Emboguaçu Mirim, Itiberê e outros. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Contudo, como parte das ações de campo, foi promovida a divulgação dos sítios arqueológicos existentes nas imediações da LDAT e foram realizados esclarecimentos junto à comunidade local, tendo como objeto a pesquisa e o contexto arqueológico da região. Cabe ressaltar que estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico estão associados a processos de licenciamento ambiental de empreendimentos, e visam o cumprimento da legislação vigente que trata da proteção do Patrimônio Arqueológico, como as Leis n° 3924/61 e 9605/98. no-repeat;left top;; auto | Estudos foram desenvolvidos nas áreas de influência de empreendimento de transmissão de energia elétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 194 No mês de maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia executou atividades de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em toda a extensão de uma linha de distribuição de alta tensão (LDAT) que será instalada no município de Paranaguá. Com 3,4 km de extensão total, a LDAT será instalada entre a subestação Posto Fiscal, situada às margens da Rodovia PR-277 e seguirá pela margem esquerda do rio Emboguaçu Mirim até atingir seu ponto final. As áreas de influência da LDAT caracterizam-se pelo seu alto potencial arqueológico, que é caracterizado pela existência de vários sambaquis mapeados, principalmente, nas margens da baía de Paranaguá, na foz de rios como Emboguaçu, Emboguaçu Mirim, Itiberê e outros. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Contudo, como parte das ações de campo, foi promovida a divulgação dos sítios arqueológicos existentes nas imediações da LDAT e foram realizados esclarecimentos junto à comunidade local, tendo como objeto a pesquisa e o contexto arqueológico da região. Cabe ressaltar que estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico estão associados a processos de licenciamento ambiental de empreendimentos, e visam o cumprimento da legislação vigente que trata da proteção do Patrimônio Arqueológico, como as Leis n° 3924/61 e 9605/98. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em Barreiras, Estado da Bahia

Estudos foram desenvolvidos nas áreas de influência de um empreendimento de transmissão de energia elétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 195 No mês de maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia executou atividades de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em toda a extensão de uma linha de distribuição de alta tensão (LDAT) que será instalada no município de Paranaguá. Com 3,4 km de extensão total, a LDAT será instalada entre a subestação Posto Fiscal, situada às margens da Rodovia PR-277 e seguirá pela margem esquerda do rio Emboguaçu Mirim até atingir seu ponto final. As áreas de influência da LDAT caracterizam-se pelo seu alto potencial arqueológico, que é caracterizado pela existência de vários sambaquis mapeados, principalmente, nas margens da baía de Paranaguá, na foz de rios como Emboguaçu, Emboguaçu Mirim, Itiberê e outros. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Contudo, como parte das ações de campo, foi promovida a divulgação dos sítios arqueológicos existentes nas imediações da LDAT e foram realizados esclarecimentos junto à comunidade local, tendo como objeto a pesquisa e o contexto arqueológico da região. Cabe ressaltar que estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico estão associados a processos de licenciamento ambiental de empreendimentos, e visam o cumprimento da legislação vigente que trata da proteção do Patrimônio Arqueológico, como as Leis n° 3924/61 e 9605/98. no-repeat;left top;; auto | Estudos foram desenvolvidos nas áreas de influência de um empreendimento de transmissão de energia elétrica. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 195 No mês de maio de 2024 a equipe da Espaço Arqueologia executou atividades de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em toda a extensão de uma linha de distribuição de alta tensão (LDAT) que será instalada no município de Paranaguá. Com 3,4 km de extensão total, a LDAT será instalada entre a subestação Posto Fiscal, situada às margens da Rodovia PR-277 e seguirá pela margem esquerda do rio Emboguaçu Mirim até atingir seu ponto final. As áreas de influência da LDAT caracterizam-se pelo seu alto potencial arqueológico, que é caracterizado pela existência de vários sambaquis mapeados, principalmente, nas margens da baía de Paranaguá, na foz de rios como Emboguaçu, Emboguaçu Mirim, Itiberê e outros. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Contudo, como parte das ações de campo, foi promovida a divulgação dos sítios arqueológicos existentes nas imediações da LDAT e foram realizados esclarecimentos junto à comunidade local, tendo como objeto a pesquisa e o contexto arqueológico da região. Cabe ressaltar que estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico estão associados a processos de licenciamento ambiental de empreendimentos, e visam o cumprimento da legislação vigente que trata da proteção do Patrimônio Arqueológico, como as Leis n° 3924/61 e 9605/98. no-repeat;left top;; auto
Ilha de Santa Catarina é cenário de pesquisa subaquática e terrestre

Levantamento foi realizado em Florianópolis, local de alto potencial arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 178 Uma pesquisa envolvendo métodos de prospecção em ambiente costeiro e arqueologia subaquática foi desenvolvida pela equipe da Espaço nos meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024 na capital catarinense de Florianópolis. O projeto, que visa o alargamento de um importante balneário, motivou os estudos que contaram com metodologias cientificamente reconhecidas para os diferentes ambientes, tendo como base a Teoria de “Padrão de Assentamento”. Segundo o Arqueólogo coordenador de campo, Alessandro De Bona Melo, a área é de alto potencial arqueológico, tendo em vista que há um importante sítio arqueológico que foi escavado e estudado em área muito próxima ao empreendimento. Trata-se do Sítio Arqueológico Rio do Meio, classificado por Gilson e Lessa (2021) como um assentamento associado ao tipo raso com cerâmica. O sítio foi mapeado em 1987 pela equipe do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (atualmente MArquE) e, por meio da identificação de fragmentos de ossos de animais, conchas e cerâmica associados a manchas de coloração cinza escura, que contrastavam com a areia branca das dunas. no-repeat;left top;; auto Florianópolis, como um todo, é um local de interesse arqueológico, pois há diferentes tipologias de sítios arqueológicos e patrimônio edificado, inclusive contendo bens “Tombados” pela União. Como nos conta o também arqueólogo Oscar Pozzebon, membro integrante da equipe e mestre em arqueologia pelo Instituto Politécnico de Tomar – Portugal, há, até o momento, registrados e totalmente homologados no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão – SICG, 145 (cento e quarenta e cinco) sítios arqueológicos, entre os quais encontram-se contextos pré-coloniais, históricos e multicomponenciais. Há ainda 34 (trinta e quatro) sítios arqueológicos em processo de homologação e 42 (quarenta e dois) não homologados. Nas atividades desenvolvidas, não foram identificados novos sítios arqueológicos, tendo em vista que a área diretamente afetada é a faixa de areia sujeita à ação direta do movimento das ondas e da maré. Para o ambiente subaquático, também não foram evidenciados locais de interesse arqueológico que demandem novos estudos. Sendo assim, o relatório conclusivo foi encaminhado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para as devidas autorizações e emissão das licenças que possibilitem o início das obras. no-repeat;left top;; auto | Levantamento foi realizado em Florianópolis, local de alto potencial arqueológico. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 178 Uma pesquisa envolvendo métodos de prospecção em ambiente costeiro e arqueologia subaquática foi desenvolvida pela equipe da Espaço nos meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024 na capital catarinense de Florianópolis. O projeto, que visa o alargamento de um importante balneário, motivou os estudos que contaram com metodologias cientificamente reconhecidas para os diferentes ambientes, tendo como base a Teoria de “Padrão de Assentamento”. Segundo o Arqueólogo coordenador de campo, Alessandro De Bona Melo, a área é de alto potencial arqueológico, tendo em vista que há um importante sítio arqueológico que foi escavado e estudado em área muito próxima ao empreendimento. Trata-se do Sítio Arqueológico Rio do Meio, classificado por Gilson e Lessa (2021) como um assentamento associado ao tipo raso com cerâmica. O sítio foi mapeado em 1987 pela equipe do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (atualmente MArquE) e, por meio da identificação de fragmentos de ossos de animais, conchas e cerâmica associados a manchas de coloração cinza escura, que contrastavam com a areia branca das dunas. no-repeat;left top;; auto Florianópolis, como um todo, é um local de interesse arqueológico, pois há diferentes tipologias de sítios arqueológicos e patrimônio edificado, inclusive contendo bens “Tombados” pela União. Como nos conta o também arqueólogo Oscar Pozzebon, membro integrante da equipe e mestre em arqueologia pelo Instituto Politécnico de Tomar – Portugal, há, até o momento, registrados e totalmente homologados no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão – SICG, 145 (cento e quarenta e cinco) sítios arqueológicos, entre os quais encontram-se contextos pré-coloniais, históricos e multicomponenciais. Há ainda 34 (trinta e quatro) sítios arqueológicos em processo de homologação e 42 (quarenta e dois) não homologados. Nas atividades desenvolvidas, não foram identificados novos sítios arqueológicos, tendo em vista que a área diretamente afetada é a faixa de areia sujeita à ação direta do movimento das ondas e da maré. Para o ambiente subaquático, também não foram evidenciados locais de interesse arqueológico que demandem novos estudos. Sendo assim, o relatório conclusivo foi encaminhado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para as devidas autorizações e emissão das licenças que possibilitem o início das obras. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em Fazenda Rio Grande no Paraná

A equipe esteve na região metropolitana de Curitiba para realizar um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 196 Pesquisadores da Espaço Arqueologia estiveram na região metropolitana de Curitiba para a realização de um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, dessa vez, sobre um local em que será instalada uma futura área industrial. O município de Fazenda Rio Grande, onde foi realizada esta pesquisa, possui quatro sítios arqueológicos registrados junto ao IPHAN, dos tipos cerâmico e lito-cerâmico, todos do período pré-colonial. De acordo com o banco de dados de Portarias, alimentado pelo IPHAN entre os anos de 2006 a 2024, foram publicadas 37 portarias de autorização de pesquisa para Fazenda Rio Grande/PR, sendo a maior parte delas para estudos de arqueologia preventiva. Os estudos dessa natureza visam atender a Lei n° 3924/61, a qual dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos, e tem o objetivo de evitar que sítios arqueológicos sejam destruídos no processo de implantação de empreendimentos, sem que antes sejam devidamente pesquisados. no-repeat;left top;; auto Voltando à pesquisa executada pela equipe da Espaço, pode-se dizer que, devido a sua localização, seu relevo e proximidade com recursos hídricos, a área estudada é considerada de alto potencial arqueológico, uma vez que tais aspectos naturais favoreciam as antigas ocupações. Sobre a poligonal de delimitação do empreendimento, que possui cerca 56 hectares, foram realizados caminhamentos sistemáticos e escavações de poços-teste, conforme metodologia aprovada pelo IPHAN. Após realizada a investigação em campo, não foram identificados materiais ou contextos arqueológicos inéditos, portanto, não havendo restrições para a implantação do empreendimento, no que tange ao componente arqueológico. Além das pesquisas, a equipe realizou atividades de divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa arqueológica e os tipos de sítios encontrados no município. As ações tiveram como público participante moradores e trabalhadores das comunidades do entorno da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto | A equipe esteve na região metropolitana de Curitiba para realizar um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 196 Pesquisadores da Espaço Arqueologia estiveram na região metropolitana de Curitiba para a realização de um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, dessa vez, sobre um local em que será instalada uma futura área industrial. O município de Fazenda Rio Grande, onde foi realizada esta pesquisa, possui quatro sítios arqueológicos registrados junto ao IPHAN, dos tipos cerâmico e lito-cerâmico, todos do período pré-colonial. De acordo com o banco de dados de Portarias, alimentado pelo IPHAN entre os anos de 2006 a 2024, foram publicadas 37 portarias de autorização de pesquisa para Fazenda Rio Grande/PR, sendo a maior parte delas para estudos de arqueologia preventiva. Os estudos dessa natureza visam atender a Lei n° 3924/61, a qual dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos, e tem o objetivo de evitar que sítios arqueológicos sejam destruídos no processo de implantação de empreendimentos, sem que antes sejam devidamente pesquisados. no-repeat;left top;; auto Voltando à pesquisa executada pela equipe da Espaço, pode-se dizer que, devido a sua localização, seu relevo e proximidade com recursos hídricos, a área estudada é considerada de alto potencial arqueológico, uma vez que tais aspectos naturais favoreciam as antigas ocupações. Sobre a poligonal de delimitação do empreendimento, que possui cerca 56 hectares, foram realizados caminhamentos sistemáticos e escavações de poços-teste, conforme metodologia aprovada pelo IPHAN. Após realizada a investigação em campo, não foram identificados materiais ou contextos arqueológicos inéditos, portanto, não havendo restrições para a implantação do empreendimento, no que tange ao componente arqueológico. Além das pesquisas, a equipe realizou atividades de divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa arqueológica e os tipos de sítios encontrados no município. As ações tiveram como público participante moradores e trabalhadores das comunidades do entorno da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto
Estudos são realizados nas áreas de influência das obras de uma importante rodovia no Paraná

Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico é realizado entre os meses de janeiro e fevereiro de 2024 left #ffffff no-repeat;left top;; auto 181 O projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi realizado nas áreas de influência das obras de restauração e ampliação de capacidade, de uma importante rodovia da região Centro-Sul paranaense. A região, que se insere no domínio ambiental dos Campos de Guarapuava, recentemente foi objeto de outros estudos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia, que envolveram o mapeamento e a escavação de sítios arqueológicos pré-coloniais associados às populações de caçadores-coletores e aos povos Jê Meridionais e Guarani. Tais estudos, também realizados no âmbito de processos de licenciamento de empreendimentos, situados nos municípios de Pitanga, Turvo e Guarapuava, serviram como referência para a preparação e condução das atividades de avaliação de impacto, nas áreas de influência das obras que visam a melhoria da rodovia. no-repeat;left top;; auto Foram obtidas informações sobre padrões de assentamento, tipologia de sítios, e características sobre a cultura material que compõe os contextos arqueológicos, que nortearam a pesquisa atual. Dentre as tipologias de sítio, pode-se destacar três: as estações de obtenção de matéria-prima, os acampamentos e os monumentos cerimoniais. Os sítios Rio Coutinho (Guarapuava) e Rio Marrequinha 1 (Pitanga) são exemplos de estações de obtenção de matéria-prima para a produção de artefatos líticos. Esses sítios podem ser encontrados em topos de morro e em bases de vertente, em locais onde afloram na superfície, rochas apropriadas para o lascamento. Os acampamentos são bem caracterizados pelos sítios Turvo 1, Turvo 2 e Turvo 3. Esses sítios estão localizados nos topos dos morros, nas proximidades das nascentes e banhados de elevação. Nos sítios Turvo 1 e Turvo 3, foram encontradas concentrações de cerâmica Itararé-Taquara; já no sítio Turvo 2, além da cerâmica Itararé-Taquara, também foram identificados fragmentos de cerâmica Tupiguarani, indicando contato entre as populações Jê e Guarani. Os monumentos são representados pelos ‘danceiros’, tal como o que compõe o sítio Faxinal da Boa Vista (Turvo). Os ‘danceiros’ são caracterizados como círculos construídos a partir da movimentação de terra, e podem atingir centenas de metros de diâmetro. Geralmente estão implantados no topo dos morros e, no seu centro, podem ser encontrados fragmentos de cerâmica Itararé-Taquara. É importante mencionar que os sítios arqueológicos citados estão implantados em terrenos semelhantes àqueles transpassados pela rodovia e, por isso, é importante que estudos preventivos sejam executados nas áreas que margeiam a pista atual e que, de alguma forma, serão impactadas pelas obras previstas. Dessa forma, para verificar a existência de sítios ou evidências arqueológicas como essas citadas, a equipe realizou caminhamentos sistemáticos e escavações de poços-teste nas áreas de influência do empreendimento, além de conversar com moradores locais. Como resultado das pesquisas, não foram identificadas evidências ou sítios arqueológicos nas áreas investigadas. Para o arqueólogo coordenador do projeto, Valdir Luiz Schwengber “a execução de estudos em empreendimentos lineares de grande extensão requerem da equipe esforços voltados à análise integrada dos elementos da paisagem e dos dados arqueológicos disponíveis.” O arqueólogo complementa afirmando que “o fato de já termos desenvolvido ao menos uma dezena de estudos na região nos permitiu sermos mais assertivos na definição das áreas de maior potencial arqueológico e na aplicação da metodologia mais adequada para um estudo como esse, que envolve diferentes compartimentos topográficos e ambientais.” Vale ressaltar que os estudos realizados visam o atendimento ao Art. 20 da Instrução Normativa IPHAN ne 01/2015 e representam o cumprimento da Lei n° 3924/61, que versa sobre a proteção do Patrimônio Arqueológico brasileiro. no-repeat;left top;; auto | Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico é realizado entre os meses de janeiro e fevereiro de 2024 left #ffffff no-repeat;left top;; auto 181 O projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi realizado nas áreas de influência das obras de restauração e ampliação de capacidade, de uma importante rodovia da região Centro-Sul paranaense. A região, que se insere no domínio ambiental dos Campos de Guarapuava, recentemente foi objeto de outros estudos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia, que envolveram o mapeamento e a escavação de sítios arqueológicos pré-coloniais associados às populações de caçadores-coletores e aos povos Jê Meridionais e Guarani. Tais estudos, também realizados no âmbito de processos de licenciamento de empreendimentos, situados nos municípios de Pitanga, Turvo e Guarapuava, serviram como referência para a preparação e condução das atividades de avaliação de impacto, nas áreas de influência das obras que visam a melhoria da rodovia. no-repeat;left top;; auto Foram obtidas informações sobre padrões de assentamento, tipologia de sítios, e características sobre a cultura material que compõe os contextos arqueológicos, que nortearam a pesquisa atual. Dentre as tipologias de sítio, pode-se destacar três: as estações de obtenção de matéria-prima, os acampamentos e os monumentos cerimoniais. Os sítios Rio Coutinho (Guarapuava) e Rio Marrequinha 1 (Pitanga) são exemplos de estações de obtenção de matéria-prima para a produção de artefatos líticos. Esses sítios podem ser encontrados em topos de morro e em bases de vertente, em locais onde afloram na superfície, rochas apropriadas para o lascamento. Os acampamentos são bem caracterizados pelos sítios Turvo 1, Turvo 2 e Turvo 3. Esses sítios estão localizados nos topos dos morros, nas proximidades das nascentes e banhados de elevação. Nos sítios Turvo 1 e Turvo 3, foram encontradas concentrações de cerâmica Itararé-Taquara; já no sítio Turvo 2, além da cerâmica Itararé-Taquara, também foram identificados fragmentos de cerâmica Tupiguarani, indicando contato entre as populações Jê e Guarani. Os monumentos são representados pelos ‘danceiros’, tal como o que compõe o sítio Faxinal da Boa Vista (Turvo). Os ‘danceiros’ são caracterizados como círculos construídos a partir da movimentação de terra, e podem atingir centenas de metros de diâmetro. Geralmente estão implantados no topo dos morros e, no seu centro, podem ser encontrados fragmentos de cerâmica Itararé-Taquara. É importante mencionar que os sítios arqueológicos citados estão implantados em terrenos semelhantes àqueles transpassados pela rodovia e, por isso, é importante que estudos preventivos sejam executados nas áreas que margeiam a pista atual e que, de alguma forma, serão impactadas pelas
Sítios arqueológicos inéditos são identificados no Rio Chopim, Paraná

A Pesquisa foi desenvolvida no âmbito de estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 197 Em estudo recente, realizado no médio curso do Rio Chopim, entre os municípios de Clevelândia e Honório Serpa, a equipe da Espaço Arqueologia identificou três sítios arqueológicos inéditos. Os sítios pré-coloniais são compostos por material lítico lascado, identificados na margem esquerda do rio Chopim. O estudo foi motivado pelo processo de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico de cinco aproveitamentos hidrelétricos projetados para essa porção do curso do Rio Chopim. Os sítios arqueológicos foram mapeados nas áreas de influência de um desses aproveitamentos projetados. Tais pesquisas seguem o rito administrativo previsto na Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015, que estabelecem os procedimentos que empreendimentos submetidos ao licenciamento ambiental precisam seguir para obter a anuência das Licenças por parte do IPHAN. no-repeat;left top;; auto Ainda sobre os três sítios arqueológicos, o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber coordenador geral da pesquisa, explica que a cultura material que compõe os sítios é caracterizada por conjuntos de artefatos lascados, produzidos a partir de blocos e seixos de arenito silicificado. Há também o aproveitamento da calcedônia, matéria-prima encontrada na região em menor proporção. Schwengber complementa informando que: “Os sítios seguem um padrão de assentamento bem conhecido para a região. Eles estão implantados sobre suaves topos alongados, localizados nas imediações de nascentes ou banhados de elevação.” O arqueólogo complementa afirmando que: “Assim como os grandes rios, a exemplo do Chopim, os pequenos cursos de água e áreas úmidas como as nascentes e os banhados representam importantes fontes de recursos para as populações pretéritas, dado a grande concentração de biodiversidade.” Sobre as etapas seguintes da pesquisa, é informado que, conforme previsto na IN n° 01/2015, os relatórios produzidos ao longo dos estudos serão submetidos ao IPHAN que determinará os próximos passos para que os empreendimentos hidrelétricos possam receber a anuência do órgão para as Licenças Ambientais requeridas. Para além dos estudos desenvolvidos, a equipe da Espaço promoveu a divulgação da pesquisa junto à comunidade local. Tal divulgação ocorreu por meio de conversas com os moradores e distribuição de materiais informativos, onde os tipos de sítios arqueológicos comumente encontrados na região são apresentados. Com tais ações, cumpre-se com a função social da Arqueologia e busca-se promover a salvaguarda do Patrimônio Arqueológico. no-repeat;left top;; auto | A Pesquisa foi desenvolvida no âmbito de estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 197 Em estudo recente, realizado no médio curso do Rio Chopim, entre os municípios de Clevelândia e Honório Serpa, a equipe da Espaço Arqueologia identificou três sítios arqueológicos inéditos. Os sítios pré-coloniais são compostos por material lítico lascado, identificados na margem esquerda do rio Chopim. O estudo foi motivado pelo processo de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico de cinco aproveitamentos hidrelétricos projetados para essa porção do curso do Rio Chopim. Os sítios arqueológicos foram mapeados nas áreas de influência de um desses aproveitamentos projetados. Tais pesquisas seguem o rito administrativo previsto na Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015, que estabelecem os procedimentos que empreendimentos submetidos ao licenciamento ambiental precisam seguir para obter a anuência das Licenças por parte do IPHAN. no-repeat;left top;; auto Ainda sobre os três sítios arqueológicos, o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber coordenador geral da pesquisa, explica que a cultura material que compõe os sítios é caracterizada por conjuntos de artefatos lascados, produzidos a partir de blocos e seixos de arenito silicificado. Há também o aproveitamento da calcedônia, matéria-prima encontrada na região em menor proporção. Schwengber complementa informando que: “Os sítios seguem um padrão de assentamento bem conhecido para a região. Eles estão implantados sobre suaves topos alongados, localizados nas imediações de nascentes ou banhados de elevação.” O arqueólogo complementa afirmando que: “Assim como os grandes rios, a exemplo do Chopim, os pequenos cursos de água e áreas úmidas como as nascentes e os banhados representam importantes fontes de recursos para as populações pretéritas, dado a grande concentração de biodiversidade.” Sobre as etapas seguintes da pesquisa, é informado que, conforme previsto na IN n° 01/2015, os relatórios produzidos ao longo dos estudos serão submetidos ao IPHAN que determinará os próximos passos para que os empreendimentos hidrelétricos possam receber a anuência do órgão para as Licenças Ambientais requeridas. Para além dos estudos desenvolvidos, a equipe da Espaço promoveu a divulgação da pesquisa junto à comunidade local. Tal divulgação ocorreu por meio de conversas com os moradores e distribuição de materiais informativos, onde os tipos de sítios arqueológicos comumente encontrados na região são apresentados. Com tais ações, cumpre-se com a função social da Arqueologia e busca-se promover a salvaguarda do Patrimônio Arqueológico. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica na Serra Catarinense

Etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico aconteceu em uma das cidades mais frias do país. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 182 Pesquisadores da Espaço Arqueologia estão conduzindo uma importante pesquisa para Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em um empreendimento imobiliário, tipo condomínio, na zona rural do município de São Joaquim, em Santa Catarina. A área de pesquisa enquadra-se no que é conhecido como as terras altas do sul do Brasil, ou seja, o Planalto Meridional Brasileiro. Devido à formação geológica da Serra Catarinense, durante a escavação de poços-teste, constatou-se que se trata de solos pouco desenvolvidos, com profundidade média de 40/50 cm, exceto em áreas de baixa vertente onde ocorre o acúmulo de sedimentos provenientes dos processos erosivos do terreno. Nesta pesquisa, a coleta de dados por meio de sondagens, combinada com informações bibliográficas, proporcionou segurança ao identificar as áreas de maior potencial arqueológico, permitindo assim aplicar metodologias refinadas de investigação no terreno visando à proteção do patrimônio arqueológico brasileiro. no-repeat;left top;; auto De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, para a região, consta nas bases de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) 45 registros entre sítios arqueológicos pré-coloniais e históricos na região. Dos 22 sítios pré-coloniais registrados, 3 são líticos superficiais, 5 são lito-cerâmicos superficiais, 3 são compostos por casas subterrâneas, 2 são caracterizados como abrigos sob rocha com sepultamentos e 9 são oficinas líticas, compostas por praias de seixos depositados às margens dos rios, onde são encontrados materiais líticos lascados. Por outro lado há 23 sítios históricos, destes, 8 caracterizam-se como cemitérios, com cronologia variando do século XIX ao XX, 2 são compostos por ruínas de antigas edificações, 5 correspondem a concentrações de vestígios construtivos e domésticos históricos em superfície, 3 são muros de taipas ou mangueiras, associados ao ciclo das tropas, assim como os 5 sítios caracterizados como passos de gado, locais com ou sem modificações, onde as tropas transpunham os cursos de água que drenam a região. Durante as atividades de pesquisa na área do empreendimento, não foram identificados testemunhos que configuram sítios históricos ou arqueológicos, sendo doravante dado continuidade aos trâmites para obtenção das licenças necessárias à sua instalação. no-repeat;left top;; auto | Etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico aconteceu em uma das cidades mais frias do país. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 182 Pesquisadores da Espaço Arqueologia estão conduzindo uma importante pesquisa para Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em um empreendimento imobiliário, tipo condomínio, na zona rural do município de São Joaquim, em Santa Catarina. A área de pesquisa enquadra-se no que é conhecido como as terras altas do sul do Brasil, ou seja, o Planalto Meridional Brasileiro. Devido à formação geológica da Serra Catarinense, durante a escavação de poços-teste, constatou-se que se trata de solos pouco desenvolvidos, com profundidade média de 40/50 cm, exceto em áreas de baixa vertente onde ocorre o acúmulo de sedimentos provenientes dos processos erosivos do terreno. Nesta pesquisa, a coleta de dados por meio de sondagens, combinada com informações bibliográficas, proporcionou segurança ao identificar as áreas de maior potencial arqueológico, permitindo assim aplicar metodologias refinadas de investigação no terreno visando à proteção do patrimônio arqueológico brasileiro. no-repeat;left top;; auto De acordo com o arqueólogo Raul Novasco, para a região, consta nas bases de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) 45 registros entre sítios arqueológicos pré-coloniais e históricos na região. Dos 22 sítios pré-coloniais registrados, 3 são líticos superficiais, 5 são lito-cerâmicos superficiais, 3 são compostos por casas subterrâneas, 2 são caracterizados como abrigos sob rocha com sepultamentos e 9 são oficinas líticas, compostas por praias de seixos depositados às margens dos rios, onde são encontrados materiais líticos lascados. Por outro lado há 23 sítios históricos, destes, 8 caracterizam-se como cemitérios, com cronologia variando do século XIX ao XX, 2 são compostos por ruínas de antigas edificações, 5 correspondem a concentrações de vestígios construtivos e domésticos históricos em superfície, 3 são muros de taipas ou mangueiras, associados ao ciclo das tropas, assim como os 5 sítios caracterizados como passos de gado, locais com ou sem modificações, onde as tropas transpunham os cursos de água que drenam a região. Durante as atividades de pesquisa na área do empreendimento, não foram identificados testemunhos que configuram sítios históricos ou arqueológicos, sendo doravante dado continuidade aos trâmites para obtenção das licenças necessárias à sua instalação. no-repeat;left top;; auto
Estudo arqueológico em área de empreendimento eólico no Paraná

Pesquisa realizada no âmbito do processo de licenciamento ambiental, na cidade de Palmas estado do Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 198 A região dos Campos de Palmas, no sudoeste do estado do Paraná, foi cenário de pesquisas arqueológicas no âmbito do processo de licenciamento ambiental de um complexo eólico que se encontra em fase de projeto. A pesquisa, desenvolvida pela equipe da Espaço Arqueologia, teve como objetivo identificar e avaliar eventuais impactos gerados ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do empreendimento. Para tal, toda a área que será diretamente afetada pelas obras foi sistematicamente investigada por meio de verificações de superfície e escavação de poços-teste. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos inéditos, contudo, na Área de Influência Direta (AID) do empreendimento há 2 sítios registrados, um pré-colonial lito-cerâmico e uma ruína histórica. Esses sítios não serão impactados pelas obras, mas indicam o alto potencial arqueológico da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto Estudos arqueológicos e dados etno-históricos registram a presença de povos Jê Meridionais na região há mais de mil anos. Tais registros são encontrados em sítios arqueológicos como as casas subterrâneas e áreas de concentração de cerâmica da Tradição Itararé-Taquara, além da documentação histórica, que traz informações sobre a relação entre os não-indígenas e os povos Xokleng e Kaingang. Valdir Luiz Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa lembra que, em outro projeto desenvolvido pela equipe da Espaço na região de Palmas, obteve-se uma datação de 1140+-30 A.P. para a primeira ocupação de uma casa subterrânea que compõe o sítio Santa Terezinha I, localizado no município de Passos Maia (SC), vizinho à Palmas. Schwengber complementa afirmando que “Os sítios arqueológicos da região são o registro material da história de longa duração da ocupação dos Jê Meridionais na região dos Campos de Palmas até a instalação das primeiras fazendas de gado. Há, ainda, os sítios associados aos caçadores-coletores e que são os mais antigos registros da presença humana. Para esses, não conseguimos realizar associações de filiação linguística, cultural ou étnica.” Junto das pesquisas de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa e esclarecimentos a respeito dos estudos arqueológicos e dos contextos existentes na região. Com isso, além de produzir novos conhecimentos, a pesquisa proporciona a socialização daquilo que já se sabe sobre a ocupação humana da região. no-repeat;left top;; auto | Pesquisa realizada no âmbito do processo de licenciamento ambiental, na cidade de Palmas estado do Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 198 A região dos Campos de Palmas, no sudoeste do estado do Paraná, foi cenário de pesquisas arqueológicas no âmbito do processo de licenciamento ambiental de um complexo eólico que se encontra em fase de projeto. A pesquisa, desenvolvida pela equipe da Espaço Arqueologia, teve como objetivo identificar e avaliar eventuais impactos gerados ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do empreendimento. Para tal, toda a área que será diretamente afetada pelas obras foi sistematicamente investigada por meio de verificações de superfície e escavação de poços-teste. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos inéditos, contudo, na Área de Influência Direta (AID) do empreendimento há 2 sítios registrados, um pré-colonial lito-cerâmico e uma ruína histórica. Esses sítios não serão impactados pelas obras, mas indicam o alto potencial arqueológico da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto Estudos arqueológicos e dados etno-históricos registram a presença de povos Jê Meridionais na região há mais de mil anos. Tais registros são encontrados em sítios arqueológicos como as casas subterrâneas e áreas de concentração de cerâmica da Tradição Itararé-Taquara, além da documentação histórica, que traz informações sobre a relação entre os não-indígenas e os povos Xokleng e Kaingang. Valdir Luiz Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa lembra que, em outro projeto desenvolvido pela equipe da Espaço na região de Palmas, obteve-se uma datação de 1140+-30 A.P. para a primeira ocupação de uma casa subterrânea que compõe o sítio Santa Terezinha I, localizado no município de Passos Maia (SC), vizinho à Palmas. Schwengber complementa afirmando que “Os sítios arqueológicos da região são o registro material da história de longa duração da ocupação dos Jê Meridionais na região dos Campos de Palmas até a instalação das primeiras fazendas de gado. Há, ainda, os sítios associados aos caçadores-coletores e que são os mais antigos registros da presença humana. Para esses, não conseguimos realizar associações de filiação linguística, cultural ou étnica.” Junto das pesquisas de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa e esclarecimentos a respeito dos estudos arqueológicos e dos contextos existentes na região. Com isso, além de produzir novos conhecimentos, a pesquisa proporciona a socialização daquilo que já se sabe sobre a ocupação humana da região. no-repeat;left top;; auto