Ambiente e arqueologia

Entenda a importância da compreensão do contexto do ambiente na pesquisa arqueológica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 130 Na arqueologia, o estudo do ambiente auxilia e muito o trabalho do pesquisador. A observação atenta sobre os elementos que compõem a paisagem na área de desenvolvimento da pesquisa é uma importante ferramenta para a identificação de vestígios arqueológicos. Os vales dos rios, por exemplo, são locais propícios para a ocupação humana. Esses ambientes reúnem elementos como água corrente, matérias-primas para elaboração de ferramentas em pedra, recursos vegetais e formas do relevo ideais para a instalação de uma habitação ou acampamento temporário. Por isso, espaços assim devem receber especial atenção da equipe de arqueologia no momento de realização da pesquisa de campo. No licenciamento ambiental de aproveitamentos hidrelétricos, por exemplo, essa atenção deve ser redobrada, pois em geral os mesmos locais de alto potencial arqueológico são propícios para a instalação das estruturas que compõem esses empreendimentos. no-repeat;left top;; auto Em estudo realizado recentemente pela Espaço Arqueologia no curso do rio do Corvo, que passa pelo município de Boa Ventura de São Roque, a equipe constatou essa correspondência com a identificação de um sítio arqueológico nas imediações da área diretamente afetada por uma CGH. Os vestígios arqueológicos, compostos por materiais líticos lascados (pedra lascada) e fragmentos cerâmicos, foram encontrados sobre a superfície de uma suave elevação, distante 50 metros do leito do rio. O sítio não será impactado pelo empreendimento, contudo, informações sobre sua existência serão apresentadas para análise e homologação do registro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que indicará as ações de salvaguarda que serão adotadas. O que importa dizer, para o momento, é que em pesquisas associadas a empreendimentos hidrelétricos e outros, as características ambientais e os padrões de assentamento conhecidos para a região de estudo, devem ser considerados. Desse modo, os estudos trarão resultados mais assertivos e, consequentemente, contribuirão de modo efetivo para a valorização e preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto | Entenda a importância da compreensão do contexto do ambiente na pesquisa arqueológica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 130 Na arqueologia, o estudo do ambiente auxilia e muito o trabalho do pesquisador. A observação atenta sobre os elementos que compõem a paisagem na área de desenvolvimento da pesquisa é uma importante ferramenta para a identificação de vestígios arqueológicos. Os vales dos rios, por exemplo, são locais propícios para a ocupação humana. Esses ambientes reúnem elementos como água corrente, matérias-primas para elaboração de ferramentas em pedra, recursos vegetais e formas do relevo ideais para a instalação de uma habitação ou acampamento temporário. Por isso, espaços assim devem receber especial atenção da equipe de arqueologia no momento de realização da pesquisa de campo. No licenciamento ambiental de aproveitamentos hidrelétricos, por exemplo, essa atenção deve ser redobrada, pois em geral os mesmos locais de alto potencial arqueológico são propícios para a instalação das estruturas que compõem esses empreendimentos. no-repeat;left top;; auto Em estudo realizado recentemente pela Espaço Arqueologia no curso do rio do Corvo, que passa pelo município de Boa Ventura de São Roque, a equipe constatou essa correspondência com a identificação de um sítio arqueológico nas imediações da área diretamente afetada por uma CGH. Os vestígios arqueológicos, compostos por materiais líticos lascados (pedra lascada) e fragmentos cerâmicos, foram encontrados sobre a superfície de uma suave elevação, distante 50 metros do leito do rio. O sítio não será impactado pelo empreendimento, contudo, informações sobre sua existência serão apresentadas para análise e homologação do registro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que indicará as ações de salvaguarda que serão adotadas. O que importa dizer, para o momento, é que em pesquisas associadas a empreendimentos hidrelétricos e outros, as características ambientais e os padrões de assentamento conhecidos para a região de estudo, devem ser considerados. Desse modo, os estudos trarão resultados mais assertivos e, consequentemente, contribuirão de modo efetivo para a valorização e preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto

Arqueologia e divulgação científica no estado do Mato Grosso

Estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico motivaram as ações realizadas pela Espaço Arqueologia. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 131 A divulgação científica é parte indispensável do desenvolvimento de uma pesquisa arqueológica, e acontece nas diferentes etapas do estudo. Essas ações promovem o conhecimento sobre as culturas do passado e proporcionam um modelo de pesquisa que aproxima a comunidade do Patrimônio Cultural. Em Sapezal, as pesquisas corresponderam às atividades de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, realizadas nas áreas de implantação de quatro empreendimentos do setor hidrelétrico, projetados para o Rio Saué-Uiná, que corta o município. Em campo, a equipe de pesquisadores prospectou as áreas delimitadas para a instalação dos empreendimentos em busca de sítios. Linhas de caminhamentos sistemáticos para observação direta da superfície do solo e a escavação de poços-teste para as investigações de subsuperfície foram realizadas no local. Após os levantamentos, por meio dos quais não foram encontrados sítios arqueológicos, foram realizadas as atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local, incluindo informações a respeito dos Bens Culturais Acautelados, cadastrados pelo IPHAN no município de Sapezal. no-repeat;left top;; auto Assim, a equipe promoveu ações educativas junto a instituições públicas como a Prefeitura Municipal, escolas, estabelecimentos comerciais, empresas e junto aos moradores do município. Para mediar e auxiliar as explicações, os pesquisadores utilizaram de materiais informativos, compostos por folders abordando os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional. No material, entregue para os participantes, foi disponibilizado endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre as pesquisas arqueológicas. As pessoas que participaram das ações educativas interagiram de modo positivo, contribuindo com informações sobre o município, mencionando principalmente os aspectos da natureza e a beleza dos rios desta região. Desta forma, é importante levar em conta que as ações educativas contribuem para o cumprimento da função social da pesquisa e a promoção da preservação do Patrimônio Cultural, devendo estar presente em todas as etapas da pesquisa arqueológica. no-repeat;left top;; auto | Estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico motivaram as ações realizadas pela Espaço Arqueologia. left #ffffff no-repeat;left top;; auto 131 A divulgação científica é parte indispensável do desenvolvimento de uma pesquisa arqueológica, e acontece nas diferentes etapas do estudo. Essas ações promovem o conhecimento sobre as culturas do passado e proporcionam um modelo de pesquisa que aproxima a comunidade do Patrimônio Cultural. Em Sapezal, as pesquisas corresponderam às atividades de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, realizadas nas áreas de implantação de quatro empreendimentos do setor hidrelétrico, projetados para o Rio Saué-Uiná, que corta o município. Em campo, a equipe de pesquisadores prospectou as áreas delimitadas para a instalação dos empreendimentos em busca de sítios. Linhas de caminhamentos sistemáticos para observação direta da superfície do solo e a escavação de poços-teste para as investigações de subsuperfície foram realizadas no local. Após os levantamentos, por meio dos quais não foram encontrados sítios arqueológicos, foram realizadas as atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local, incluindo informações a respeito dos Bens Culturais Acautelados, cadastrados pelo IPHAN no município de Sapezal. no-repeat;left top;; auto Assim, a equipe promoveu ações educativas junto a instituições públicas como a Prefeitura Municipal, escolas, estabelecimentos comerciais, empresas e junto aos moradores do município. Para mediar e auxiliar as explicações, os pesquisadores utilizaram de materiais informativos, compostos por folders abordando os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional. No material, entregue para os participantes, foi disponibilizado endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre as pesquisas arqueológicas. As pessoas que participaram das ações educativas interagiram de modo positivo, contribuindo com informações sobre o município, mencionando principalmente os aspectos da natureza e a beleza dos rios desta região. Desta forma, é importante levar em conta que as ações educativas contribuem para o cumprimento da função social da pesquisa e a promoção da preservação do Patrimônio Cultural, devendo estar presente em todas as etapas da pesquisa arqueológica. no-repeat;left top;; auto

Instrumentos feitos em pedra são encontrados em pesquisa arqueológica

Os artefatos líticos, como são conhecidos, foram identificados no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 132 A avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico é uma das etapas da pesquisa arqueológica e acontece em áreas para implantação de empreendimentos, como é o caso de uma pequena central hidrelétrica (PCH). Nesse contexto, a mobilização da equipe da Espaço Arqueologia no vale do rio Goioerê, no Paraná, resultou até o momento na identificação de dois sítios arqueológicos. Os sítios, compostos por artefatos líticos, podem estar relacionados à grupos humanos que ocuparam a região do planalto meridional brasileiro desde 11.000 anos antes do presente. Nas áreas estudadas, os pesquisadores encontraram materiais como raspadores e cortadores, lascas, lâminas e blocos com marcas de retiradas. Esses tipos de sítios correspondem aos já encontrados na região, que conta com registros em locais de relevo relativamente plano, com suaves ondulações, nas proximidades de corpos hídricos como rios e ribeirões. no-repeat;left top;; auto Esses ambientes eram estrategicamente escolhidos pelos grupos humanos do passado para montar um acampamento ou mesmo uma área de ocupação mais estável, onde poderiam aproveitar os recursos oferecidos para a satisfação das necessidades do grupo, principalmente se tratando de alimentação, a partir da caça de animais terrestres, de aves e também da pesca. Os instrumentos encontrados nas áreas dos sítios arqueológicos foram elaborados a partir de técnicas de percussão das rochas para obtenção de gumes cortantes e, dessa forma, conseguir instrumentos que pudessem auxiliar nas tarefas de preparação da caça, com a retirada do couro ou escamas e o corte da carne para o cozimento. As pesquisas estão em fase inicial de identificação, levantamento dos aspectos materiais, principais características e, fundamentalmente, o registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Um dos primeiros resultados positivos está ligado ao fato de esses dois sítios arqueológicos recém encontrados serem os primeiros registrados nos municípios de Moreira Sales e Tuneiras do Oeste, no Paraná. A partir dessa etapa primária, outras etapas de pesquisa serão planejadas e executadas, objetivando sempre extrair o máximo de informações sobre os sítios e também promover a preservação dos materiais arqueológicos, transformando a pesquisa em conhecimento para a comunidade. Dentro dessa perspectiva, nesta primeira etapa de campo, atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local estavam na agenda da equipe. Nestas atividades, conforme previsto no projeto, os pesquisadores percorreram a comunidade tanto no meio urbano, como no meio rural, para apresentar as informações sobre a pesquisa arqueológica e os bens protegidos por lei. Para reforçar as explicações, foram distribuídos materiais informativos compostos por folders. Os materiais foram elaborados a partir de conteúdos que abordam os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional, além da disponibilização do endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre essa e outras pesquisas arqueológicas. no-repeat;left top;; auto | Os artefatos líticos, como são conhecidos, foram identificados no Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 132 A avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico é uma das etapas da pesquisa arqueológica e acontece em áreas para implantação de empreendimentos, como é o caso de uma pequena central hidrelétrica (PCH). Nesse contexto, a mobilização da equipe da Espaço Arqueologia no vale do rio Goioerê, no Paraná, resultou até o momento na identificação de dois sítios arqueológicos. Os sítios, compostos por artefatos líticos, podem estar relacionados à grupos humanos que ocuparam a região do planalto meridional brasileiro desde 11.000 anos antes do presente. Nas áreas estudadas, os pesquisadores encontraram materiais como raspadores e cortadores, lascas, lâminas e blocos com marcas de retiradas. Esses tipos de sítios correspondem aos já encontrados na região, que conta com registros em locais de relevo relativamente plano, com suaves ondulações, nas proximidades de corpos hídricos como rios e ribeirões. no-repeat;left top;; auto Esses ambientes eram estrategicamente escolhidos pelos grupos humanos do passado para montar um acampamento ou mesmo uma área de ocupação mais estável, onde poderiam aproveitar os recursos oferecidos para a satisfação das necessidades do grupo, principalmente se tratando de alimentação, a partir da caça de animais terrestres, de aves e também da pesca. Os instrumentos encontrados nas áreas dos sítios arqueológicos foram elaborados a partir de técnicas de percussão das rochas para obtenção de gumes cortantes e, dessa forma, conseguir instrumentos que pudessem auxiliar nas tarefas de preparação da caça, com a retirada do couro ou escamas e o corte da carne para o cozimento. As pesquisas estão em fase inicial de identificação, levantamento dos aspectos materiais, principais características e, fundamentalmente, o registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Um dos primeiros resultados positivos está ligado ao fato de esses dois sítios arqueológicos recém encontrados serem os primeiros registrados nos municípios de Moreira Sales e Tuneiras do Oeste, no Paraná. A partir dessa etapa primária, outras etapas de pesquisa serão planejadas e executadas, objetivando sempre extrair o máximo de informações sobre os sítios e também promover a preservação dos materiais arqueológicos, transformando a pesquisa em conhecimento para a comunidade. Dentro dessa perspectiva, nesta primeira etapa de campo, atividades de divulgação da pesquisa junto à comunidade local estavam na agenda da equipe. Nestas atividades, conforme previsto no projeto, os pesquisadores percorreram a comunidade tanto no meio urbano, como no meio rural, para apresentar as informações sobre a pesquisa arqueológica e os bens protegidos por lei. Para reforçar as explicações, foram distribuídos materiais informativos compostos por folders. Os materiais foram elaborados a partir de conteúdos que abordam os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental e também com informações sobre o contexto arqueológico regional, além da disponibilização do endereço eletrônico para acesso à página da Espaço Arqueologia na internet, onde os interessados podem encontrar diversas informações sobre essa e outras pesquisas arqueológicas. no-repeat;left top;; auto

Litoral catarinense recebe estudo arqueológico

Balneário Piçarras foi, mais uma vez, local de pesquisa arqueológica realizada pela Espaço Arqueologia left #ffffff no-repeat;left top;; auto 102 Balneário Piçarras, município localizado no litoral norte de Santa Catarina, recebeu nossa equipe técnica para a execução da fase de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e contou com a realização de investigações sistemáticas sobre a área em que será instalado novo empreendimento imobiliário. De acordo com os pesquisadores, o local apresenta baixo potencial arqueológico, motivo pelo qual não foram encontrados vestígios de grupos do passado. O arqueólogo coordenador, Valdir Luiz Schwengber, destaca que “o potencial arqueológico de áreas situadas no perímetro urbano só pode ser mensurado a partir de pesquisas arqueológicas realizadas in loco, pois, apesar de já ter sofrido algum tipo de alteração devido o processo inicial de urbanização, essas áreas geralmente sofreram poucas alterações da superfície para baixo”. O pesquisador relembra o caso do sítio arqueológico Piçarras 2, encontrado no município a partir de um estudo de Avaliação de Impacto de outro empreendimento. Segundo Valdir “o sítio Piçarras 2 foi encontrado em uma área que, aparentemente já havia sido totalmente descaracterizada, e hoje, após a escavação do sítio e o andamento das análises, verificamos que o sítio possui importantes registros materiais do século XIX, um período pouco trabalhado na historiografia de todo o litoral centro-norte de Santa Catarina”. no-repeat;left top;; auto | Balneário Piçarras foi, mais uma vez, local de pesquisa arqueológica realizada pela Espaço Arqueologia left #ffffff no-repeat;left top;; auto 102 Balneário Piçarras, município localizado no litoral norte de Santa Catarina, recebeu nossa equipe técnica para a execução da fase de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e contou com a realização de investigações sistemáticas sobre a área em que será instalado novo empreendimento imobiliário. De acordo com os pesquisadores, o local apresenta baixo potencial arqueológico, motivo pelo qual não foram encontrados vestígios de grupos do passado. O arqueólogo coordenador, Valdir Luiz Schwengber, destaca que “o potencial arqueológico de áreas situadas no perímetro urbano só pode ser mensurado a partir de pesquisas arqueológicas realizadas in loco, pois, apesar de já ter sofrido algum tipo de alteração devido o processo inicial de urbanização, essas áreas geralmente sofreram poucas alterações da superfície para baixo”. O pesquisador relembra o caso do sítio arqueológico Piçarras 2, encontrado no município a partir de um estudo de Avaliação de Impacto de outro empreendimento. Segundo Valdir “o sítio Piçarras 2 foi encontrado em uma área que, aparentemente já havia sido totalmente descaracterizada, e hoje, após a escavação do sítio e o andamento das análises, verificamos que o sítio possui importantes registros materiais do século XIX, um período pouco trabalhado na historiografia de todo o litoral centro-norte de Santa Catarina”. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa Arqueológica no Litoral Sul de Santa Catarina

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi executado no município de Imbituba left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 A área da pesquisa está numa paisagem com características comuns às planícies costeiras do leste catarinense, por sua biodiversidade e disponibilidade de recursos, podem ser consideradas áreas ambientalmente privilegiadas. As planícies costeiras margeiam todo o leste do Estado de Santa Catarina ao longo do Oceano Atlântico, apresentando áreas mais largas na região sul do Estado, e áreas mais estreitas a partir do município de Laguna. Tais planícies são compostas por praias, campos de dunas estáveis e instáveis, lagoas costeiras, foz de rios, pontais, enseadas e baías. Situado no Litoral Sul de Santa Catarina, mais especificamente na faixa de dunas estáveis que separam a Lagoa do Mirim e a linha da praia, o ambiente, desde tempos remotos, por suas características naturais, foi escolhido por grupos humanos para o desenvolvimento de suas práticas de vida. O grupo mais antigo é conhecido na literatura arqueológica como sambaquieiros, que tinham como maior fonte para obtenção de recursos alimentares as lagoas e o mar, completando sua alimentação caçando pequenos animais e aves, assim como, coletando frutos e vegetais. A grande marca que os sambaquieiros deixaram na paisagem foram os grandes montes de conchas, denominados sambaquis, sendo que os mais antigos estão localizados no litoral sul de Santa Catarina, construídos há cerca de 8 mil anos. Outro grupo que habitou esta porção do litoral catarinense no período pré-colonial, foram os Guarani, também conhecidos como Carijós, nesta região. Ocupavam os cordões de dunas estáveis e organizavam-se em aldeias. Os Guarani produziam e utilizavam diversos tipos de vasilhas cerâmicas nas suas atividades domésticas como grandes vasos para preparação e conservação de bebidas, panelas para cozimento de alimentos e pequenos potes para servir comidas e bebidas. Este grupo, entrou em contato com os primeiros colonizadores europeus que chegaram ao território a partir do século XVI. A chegada dos colonizadores europeus na costa catarinense representou profundos impactos aos grupos indígenas Guarani que viviam no litoral, principalmente devido ao aprisionamento para venda como escravos, a imposição religiosa e a instalação de vilas, dando origem as primeiras cidades, imprimindo uma nova dinâmica política e econômica. Os testemunhos remanescentes dos períodos referentes a ocupação humana desta região, podem ser observados nos sítios arqueológicos já registrados na área do município de Imbituba, contando com sambaquis, sítios Guarani e um sítio histórico, relacionado à pesca da baleia. Diante deste cenário, uma equipe de pesquisa da Espaço Arqueologia realizou a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Imbituba. O objetivo principal nesta etapa de pesquisa, consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, não foram encontrados vestígios arqueológicos. Uma outra atividade deste projeto consistiu na realização das ações de divulgação da pesquisa. Desta forma, a pesquisa foi divulgada junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, assim como, junto à Secretaria de Educação do município de Imbituba. Nestas ações foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre o projeto desta pesquisa. Todos os participantes destas atividades receberam os materiais didático-informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e, o segundo folder com conteúdo referente as pesquisas arqueológicas no litoral de Santa Catarina, reunindo informações sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram a região antes do contato com os europeus. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e o respeito à diversidade étnica e cultural que compõe a História Regional. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi executado no município de Imbituba left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 A área da pesquisa está numa paisagem com características comuns às planícies costeiras do leste catarinense, por sua biodiversidade e disponibilidade de recursos, podem ser consideradas áreas ambientalmente privilegiadas. As planícies costeiras margeiam todo o leste do Estado de Santa Catarina ao longo do Oceano Atlântico, apresentando áreas mais largas na região sul do Estado, e áreas mais estreitas a partir do município de Laguna. Tais planícies são compostas por praias, campos de dunas estáveis e instáveis, lagoas costeiras, foz de rios, pontais, enseadas e baías. Situado no Litoral Sul de Santa Catarina, mais especificamente na faixa de dunas estáveis que separam a Lagoa do Mirim e a linha da praia, o ambiente, desde tempos remotos, por suas características naturais, foi escolhido por grupos humanos para o desenvolvimento de suas práticas de vida. O grupo mais antigo é conhecido na literatura arqueológica como sambaquieiros, que tinham como maior fonte para obtenção de recursos alimentares as lagoas e o mar, completando sua alimentação caçando pequenos animais e aves, assim como, coletando frutos e vegetais. A grande marca que os sambaquieiros deixaram na paisagem foram os grandes montes de conchas, denominados sambaquis, sendo que os mais antigos estão localizados no litoral sul de Santa Catarina, construídos há cerca de 8 mil anos. Outro grupo que habitou esta porção do litoral catarinense no período pré-colonial, foram os Guarani, também conhecidos como Carijós, nesta região. Ocupavam os cordões de dunas estáveis e organizavam-se em aldeias. Os Guarani produziam e utilizavam diversos tipos de vasilhas cerâmicas nas suas atividades domésticas como grandes vasos para preparação e conservação de bebidas, panelas para cozimento de alimentos e pequenos potes para servir comidas e bebidas. Este grupo, entrou em contato com os primeiros colonizadores europeus que chegaram ao território a partir do século XVI. A chegada dos colonizadores europeus na costa catarinense representou profundos impactos aos

Pesquisa Arqueológica nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná

Projeto foi desenvolvido no vale do Rio Marrecas left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio Marrecas faz parte da Bacia hidrográfica do rio Paraná, e possui sua nascente localizada próxima à transição do segundo e terceiro planalto paranaense, percorrendo seu curso até desaguar no rio Ivaí que, por sua vez, deságua na margem esquerda do Paraná. Em seu trajeto, o afluente transpassa o território dos municípios de Guarapuava, Turvo e Prudentópolis. Formado naturalmente, o ambiente no entorno do rio é composto por variadas formas de relevo, contando com vales encaixados, áreas de terraços fluviais e colinas abrigadas de inundações. Além disso, observa-se outros elementos naturais como a flora, a fauna, assim como a formação de praias de seixos no leito do rio e afloramentos rochosos situados nas partes mais altas e afastadas do rio. Contexto esse que constituem fontes de coleta de matéria-prima para a elaboração de instrumentos líticos, servindo de atrativo para o estabelecimento de grupos humanos desde tempos remotos. Nos últimos anos, esse ambiente tem recebido diversos projetos de pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos dos setores de geração e distribuição de energia elétrica. Estes projetos estão trazendo resultados interessantes sobre a ocupação humana da região, por meio do registro e estudo de diversos sítios arqueológicos identificados, atestando o alto potencial arqueológico da região. Nos estudos já realizados nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná, foram identificados e escavados alguns sítios arqueológicos com cultura material composta por artefatos líticos e vestígios de materiais cerâmicos, contribuindo para o conhecimento sobre o modo de vida dos grupos humanos que habitaram a região no passado. Dentro deste panorama, foi realizada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação da LT 138 KV PCH Confluência – SE Faxinal da Boa Vista, a ser instalada nos municípios de Prudentópolis e Turvo, Estado do Paraná. As áreas da linha de transmissão foram objeto de investigações executadas na superfície e na subsuperfície do terreno, por meio de técnicas de pesquisa como linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade, escavados com cavadeira articulada nas áreas que receberão as torres da linha de transmissão. Como resultado da pesquisa realizada, não foram encontrados vestígios arqueológicos, no entanto, a realização desta pesquisa contribuiu para o atendimento da legislação vigente e a preservação do patrimônio arqueológico. Outras ações relevantes dentro de uma pesquisa, são as atividades educativas, que possuem a finalidade de divulgar e promover a preservação do patrimônio arqueológico. Neste sentido, os arqueólogos realizaram visitas aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento para estabelecer um diálogo sobre a pesquisa e seus resultados, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e cultural. no-repeat;left top;; auto | Projeto foi desenvolvido no vale do Rio Marrecas left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio Marrecas faz parte da Bacia hidrográfica do rio Paraná, e possui sua nascente localizada próxima à transição do segundo e terceiro planalto paranaense, percorrendo seu curso até desaguar no rio Ivaí que, por sua vez, deságua na margem esquerda do Paraná. Em seu trajeto, o afluente transpassa o território dos municípios de Guarapuava, Turvo e Prudentópolis. Formado naturalmente, o ambiente no entorno do rio é composto por variadas formas de relevo, contando com vales encaixados, áreas de terraços fluviais e colinas abrigadas de inundações. Além disso, observa-se outros elementos naturais como a flora, a fauna, assim como a formação de praias de seixos no leito do rio e afloramentos rochosos situados nas partes mais altas e afastadas do rio. Contexto esse que constituem fontes de coleta de matéria-prima para a elaboração de instrumentos líticos, servindo de atrativo para o estabelecimento de grupos humanos desde tempos remotos. Nos últimos anos, esse ambiente tem recebido diversos projetos de pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos dos setores de geração e distribuição de energia elétrica. Estes projetos estão trazendo resultados interessantes sobre a ocupação humana da região, por meio do registro e estudo de diversos sítios arqueológicos identificados, atestando o alto potencial arqueológico da região. Nos estudos já realizados nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná, foram identificados e escavados alguns sítios arqueológicos com cultura material composta por artefatos líticos e vestígios de materiais cerâmicos, contribuindo para o conhecimento sobre o modo de vida dos grupos humanos que habitaram a região no passado. Dentro deste panorama, foi realizada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação da LT 138 KV PCH Confluência – SE Faxinal da Boa Vista, a ser instalada nos municípios de Prudentópolis e Turvo, Estado do Paraná. As áreas da linha de transmissão foram objeto de investigações executadas na superfície e na subsuperfície do terreno, por meio de técnicas de pesquisa como linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade, escavados com cavadeira articulada nas áreas que receberão as torres da linha de transmissão. Como resultado da pesquisa realizada, não foram encontrados vestígios arqueológicos, no entanto, a realização desta pesquisa contribuiu para o atendimento da legislação vigente e a preservação do patrimônio arqueológico. Outras ações relevantes dentro de uma pesquisa, são as atividades educativas, que possuem a finalidade de divulgar e promover a preservação do patrimônio arqueológico. Neste sentido, os arqueólogos realizaram visitas aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento para estabelecer um diálogo sobre a pesquisa e seus resultados, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos

Dois sítios arqueológicos inéditos são identificados em Santa Catarina

Pesquisa foi realizada no vale do Rio Iracema, extremo oeste do estado left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 Dois sítios arqueológicos foram encontrados durante a pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma CGH (Central Geradora Hidrelétrica), à ser instalada no curso do Rio Iracema, região do extremo oeste catarinense. Os sítios arqueológicos estão localizados sobre um extenso terraço fluvial, situado na margem esquerda do rio, em relevo relativamente plano, com bom acesso aos recursos hídricos. O material arqueológico identificado na superfície do terreno é composto por instrumentos líticos lascados, como blocos com marcas de retiradas, lascas de pequeno e médio porte, e materiais com possibilidade de terem sido utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça e pesca. Em uma análise preliminar, os vestígios podem estar relacionados aos grupos caçadores-coletores que, conforme apontam pesquisas anteriores, ocuparam esta região há cerca de 11 mil anos. No entanto, os artefatos encontrados também podem estar ligados à cultura material de grupos mais recentes, sendo que essas hipóteses somente poderão ser respondidas após um estudo mais aprofundado. Nessas etapas, novos elementos devem ser descobertos e publicados, de modo a contribuir para a geração do conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região. Além dos dois sítios arqueológicos mapeados, nas atividades realizadas nos municípios de Mondaí, Riqueza e Caibi, em Santa Catarina, foram ainda detectadas duas áreas também situadas na margem esquerda do rio Iracema, contendo alguns poucos materiais líticos lascados dispersos sobre o terreno. Por estar em condição descontextualizada, esse tipo de material configura-se como Ocorrências Arqueológicas e, em um primeiro momento, são locais que não são classificados como sítios arqueológicos, contudo, os artefatos contribuem para a avaliação da área de realização desta pesquisa como um ambiente de alto potencial arqueológico. Foram ainda realizadas ações de divulgação da pesquisa arqueológica junto aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders. O primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos, e o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. No momento, a pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas de cadastro dos sítios arqueológicos encontrados junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-SC) para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado. no-repeat;left top;; auto | Pesquisa foi realizada no vale do Rio Iracema, extremo oeste do estado left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 Dois sítios arqueológicos foram encontrados durante a pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma CGH (Central Geradora Hidrelétrica), à ser instalada no curso do Rio Iracema, região do extremo oeste catarinense. Os sítios arqueológicos estão localizados sobre um extenso terraço fluvial, situado na margem esquerda do rio, em relevo relativamente plano, com bom acesso aos recursos hídricos. O material arqueológico identificado na superfície do terreno é composto por instrumentos líticos lascados, como blocos com marcas de retiradas, lascas de pequeno e médio porte, e materiais com possibilidade de terem sido utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça e pesca. Em uma análise preliminar, os vestígios podem estar relacionados aos grupos caçadores-coletores que, conforme apontam pesquisas anteriores, ocuparam esta região há cerca de 11 mil anos. No entanto, os artefatos encontrados também podem estar ligados à cultura material de grupos mais recentes, sendo que essas hipóteses somente poderão ser respondidas após um estudo mais aprofundado. Nessas etapas, novos elementos devem ser descobertos e publicados, de modo a contribuir para a geração do conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região. Além dos dois sítios arqueológicos mapeados, nas atividades realizadas nos municípios de Mondaí, Riqueza e Caibi, em Santa Catarina, foram ainda detectadas duas áreas também situadas na margem esquerda do rio Iracema, contendo alguns poucos materiais líticos lascados dispersos sobre o terreno. Por estar em condição descontextualizada, esse tipo de material configura-se como Ocorrências Arqueológicas e, em um primeiro momento, são locais que não são classificados como sítios arqueológicos, contudo, os artefatos contribuem para a avaliação da área de realização desta pesquisa como um ambiente de alto potencial arqueológico. Foram ainda realizadas ações de divulgação da pesquisa arqueológica junto aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders. O primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos, e o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. No momento, a pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas de cadastro dos sítios arqueológicos encontrados junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-SC) para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado. no-repeat;left top;; auto

Ocorrências Arqueológicas são registradas no município catarinense de Xanxerê

O estudo foi realizado no Arroio Grande, afluente do Rio Chapecozinho left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 As evidências de que as populações humanas do passado ocuparam determinados locais são encontradas de diversas formas. Em alguns casos, podem se tratar de contextos complexos, compostos por distintas tipologias de utensílios, estruturas e edificações; em outros casos, pode se resumir a um artefato lítico isolado, encontrado na margem de um rio. Apesar de representarem contextos completamente diferentes, esses dois exemplos possuem algo em comum: são compostos por materiais arqueológicos. Com isso, surge a seguinte pergunta: um artefato arqueológico isolado encontrado na margem de um rio pode ser considerado um sítio arqueológico? Mais do que uma pergunta, esta é uma questão muito importante para a gestão do Patrimônio Arqueológico. Visando estabelecer critérios de distinção do tratamento a ser dado a cada contexto evidenciado, em novembro de 2019 o IPHAN publicou a Portaria n° 316/2019. Nele é definido procedimentos a serem aplicados para o registro de um Sítio Arqueológico, criando a classe de “bem arqueológico móvel” para os materiais que são encontrados de forma isolada e que, antes desta norma, eram tratados como “ocorrências” ou “achados fortuitos”. Recentemente, a equipe da Espaço Arqueologia aplicou as orientações presentes nessa Portaria. A atividade aconteceu durante a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma central geradora hidrelétrica no município de Xanxerê, região Oeste de Santa Catarina. No local da pesquisa foram encontrados dois materiais líticos lascados em arenito silicificado, dispersos sobre a superfície do terreno, vestígios materiais compostos por blocos com marcas de retiradas, utilizados por grupos humanos para a produção de ferramentas talhadas sobre rocha. Com base na Portaria de 2019, os materiais líticos encontrados dispersos sobre o terreno de forma descontextualizada foram caracterizados como bens arqueológicos móveis, devido à ausência de outros elementos. Desta forma, esses locais não são classificados como sítios arqueológicos, e sim Ocorrências Arqueológicas, conforme orienta a legislação, mas os materiais encontrados são recolhidos, analisados e enviados para a Instituição de Guarda Permanente. Desse modo, evita-se que esse bem arqueológico móvel sofra impactos negativos, perdendo-se assim, a chance de estudá-los. Sobre a poligonal onde foi realizada a pesquisa, vale dizer que a área está inserida no vale do rio Chapecozinho, em uma paisagem formada por relevo inclinado e topos de colina planos. Neste ambiente, os corpos hídricos formam corredeiras que escavam o sedimento no leito do rio, revelando praias de seixos e constituindo locais de fontes de matérias-primas para a indústria lítica (pedra lascada). Ainda como parte deste estudo, foram realizadas as ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores das proximidades da área do empreendimento, como forma de socialização da pesquisa. Aos participantes das atividades educativas, foram prestados esclarecimentos sobre a arqueologia e a execução das pesquisas arqueológicas no âmbito dos processos de licenciamento ambiental. Todos que contribuíram para a realização desta atividade receberam materiais informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro contendo informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos, e o segundo folder tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. Para a arqueologia, a difusão do conhecimento gerado nas pesquisas junto à comunidade é de suma importância, pois a contribui para o estudo e preservação do Patrimônio Arqueológico. no-repeat;left top;; auto | O estudo foi realizado no Arroio Grande, afluente do Rio Chapecozinho left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 As evidências de que as populações humanas do passado ocuparam determinados locais são encontradas de diversas formas. Em alguns casos, podem se tratar de contextos complexos, compostos por distintas tipologias de utensílios, estruturas e edificações; em outros casos, pode se resumir a um artefato lítico isolado, encontrado na margem de um rio. Apesar de representarem contextos completamente diferentes, esses dois exemplos possuem algo em comum: são compostos por materiais arqueológicos. Com isso, surge a seguinte pergunta: um artefato arqueológico isolado encontrado na margem de um rio pode ser considerado um sítio arqueológico? Mais do que uma pergunta, esta é uma questão muito importante para a gestão do Patrimônio Arqueológico. Visando estabelecer critérios de distinção do tratamento a ser dado a cada contexto evidenciado, em novembro de 2019 o IPHAN publicou a Portaria n° 316/2019. Nele é definido procedimentos a serem aplicados para o registro de um Sítio Arqueológico, criando a classe de “bem arqueológico móvel” para os materiais que são encontrados de forma isolada e que, antes desta norma, eram tratados como “ocorrências” ou “achados fortuitos”. Recentemente, a equipe da Espaço Arqueologia aplicou as orientações presentes nessa Portaria. A atividade aconteceu durante a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma central geradora hidrelétrica no município de Xanxerê, região Oeste de Santa Catarina. No local da pesquisa foram encontrados dois materiais líticos lascados em arenito silicificado, dispersos sobre a superfície do terreno, vestígios materiais compostos por blocos com marcas de retiradas, utilizados por grupos humanos para a produção de ferramentas talhadas sobre rocha. Com base na Portaria de 2019, os materiais líticos encontrados dispersos sobre o terreno de forma descontextualizada foram caracterizados como bens arqueológicos móveis, devido à ausência de outros elementos. Desta forma, esses locais não são classificados como sítios arqueológicos, e sim Ocorrências Arqueológicas, conforme orienta a legislação, mas os materiais encontrados são recolhidos, analisados e enviados para a Instituição de Guarda Permanente. Desse modo, evita-se que esse bem arqueológico móvel sofra impactos negativos, perdendo-se assim, a chance de estudá-los. Sobre a poligonal onde foi realizada a pesquisa, vale dizer que a área está inserida no vale do rio Chapecozinho, em uma paisagem formada por relevo inclinado e topos de colina planos. Neste ambiente, os corpos hídricos formam corredeiras que escavam o sedimento no leito do rio, revelando praias de seixos e constituindo locais de fontes de matérias-primas para a indústria lítica (pedra lascada). Ainda como parte deste estudo, foram realizadas as ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores das proximidades da área do empreendimento, como forma de socialização da pesquisa. Aos participantes

Sítios Arqueológicos com objetos líticos são encontrados em Jandaíra/RN

Descoberta ocorreu durante os estudos de impacto ao Patrimônio Arqueológico para implantação de uma usina fotovoltaica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 101 Uma pesquisa arqueológica desenvolvida por arqueólogos da Espaço Arqueologia resultou na identificação de dois sítios arqueológicos inéditos, encontrados na área de implantação de uma Usina Fotovoltaica, em fase de planejamento para ser instalada no município de Jandaíra, Estado do Rio Grande do Norte. Os objetos encontrados nos dois sítios são compostos por materiais líticos lascados, como blocos, lascas, artefatos bifaciais com lâminas e raspadores plano-convexos, instrumentos utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça. Os materiais líticos lascados foram elaborados sobre rochas como o arenito, o silexito e o granito, as quais fazem parte da formação geológica desta região. Os sítios estão localizados em área de relevo predominantemente plano, com paisagem característica do bioma de Caatinga, com presença de árvores e arbustos resistentes ao clima semiárido, com vegetação baixa e rala. Conforme explica o Arqueólogo Alessandro De Bona Mello, coordenador de campo desta pesquisa: “As pesquisas envolvendo esses achados trazem uma importante contribuição para o conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região e também ajudam a promover a preservação do Patrimônio Arqueológico, o qual pertence à toda a sociedade.” Os resultados obtidos nestes estudos foram divulgados junto às instituições públicas do município, como as Secretarias de Educação e Meio Ambiente, assim como, junto aos moradores da comunidade situada nas proximidades da área de desenvolvimento desta pesquisa, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo folder com informações referentes aos bens acautelados presentes no Estado do Rio Grande do Norte. No momento, esta pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas cadastro dos sítios arqueológicos encontrados, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-RN), para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado nesta pesquisa. no-repeat;left top;; auto | Descoberta ocorreu durante os estudos de impacto ao Patrimônio Arqueológico para implantação de uma usina fotovoltaica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 101 Uma pesquisa arqueológica desenvolvida por arqueólogos da Espaço Arqueologia resultou na identificação de dois sítios arqueológicos inéditos, encontrados na área de implantação de uma Usina Fotovoltaica, em fase de planejamento para ser instalada no município de Jandaíra, Estado do Rio Grande do Norte. Os objetos encontrados nos dois sítios são compostos por materiais líticos lascados, como blocos, lascas, artefatos bifaciais com lâminas e raspadores plano-convexos, instrumentos utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça. Os materiais líticos lascados foram elaborados sobre rochas como o arenito, o silexito e o granito, as quais fazem parte da formação geológica desta região. Os sítios estão localizados em área de relevo predominantemente plano, com paisagem característica do bioma de Caatinga, com presença de árvores e arbustos resistentes ao clima semiárido, com vegetação baixa e rala. Conforme explica o Arqueólogo Alessandro De Bona Mello, coordenador de campo desta pesquisa: “As pesquisas envolvendo esses achados trazem uma importante contribuição para o conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região e também ajudam a promover a preservação do Patrimônio Arqueológico, o qual pertence à toda a sociedade.” Os resultados obtidos nestes estudos foram divulgados junto às instituições públicas do município, como as Secretarias de Educação e Meio Ambiente, assim como, junto aos moradores da comunidade situada nas proximidades da área de desenvolvimento desta pesquisa, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo folder com informações referentes aos bens acautelados presentes no Estado do Rio Grande do Norte. No momento, esta pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas cadastro dos sítios arqueológicos encontrados, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-RN), para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado nesta pesquisa. no-repeat;left top;; auto

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Mariópolis, Paraná

A pesquisa foi realizada no curso do rio Poço Preto, nas áreas de influência de uma Central Geradora Hidrelétrica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 103 Ao longo de seus 10 anos, a Espaço Arqueologia realizou importantes estudos na região dos Campos de Palmas. Recentemente, pesquisas desenvolvidas nos vales dos rios Iratim, Chopim e São Francisco apresentaram resultados que contribuíram para ampliar as discussões a respeito da ocupação pré-colonial da região, chamando atenção para a predominância de sítios arqueológicos associados aos povos caçadores-coletores e aos Jê Meridionais. Esses estudos foram desenvolvidos nos processos de licenciamento de empreendimentos hidrelétricos, que encontram nos Campos de Palmas significativo potencial de instalação e geração, dadas as características hidrológicas, geológicas e geomorfológicas da região. Dessa forma, em setembro de 2021, nossa equipe executou a etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de uma Central Geradora Hidrelétrica, que será instalada no curso do Rio Poço Preto, no município de Mariópolis, Paraná. A área avaliada tem pequenas dimensões e está localizada às margens do rio Poço Preto que, nesse trecho de seu curso, apresenta um leito escavado, tornando restritas as áreas de alagamento previstas pelo projeto da CGH. Cabe também mencionar que o local, há muitos anos atrás, foi um aproveitamento energético destinado ao atendimento de uma indústria. Assim sendo, o novo empreendimento ocorrerá sobre uma área já intensamente antropizada, ou seja, modificada pela ação humana. Segundo o arqueólogo Raul Novasco, integrante da equipe técnica da Espaço Arqueologia, “na região do estudo, é comum serem identificados sítios nos terraços coluvio-aluviais que formam as áreas planas das margens dos corpos hídricos, e no topo das vertentes, nas áreas próximas das nascentes dos pequenos cursos de água que alimentam os principais rios”. O pesquisador avalia considerando a topografia da área estudada, que o local apresenta baixo potencial arqueológico. “As margens são encaixadas e o solo pedregoso, sendo que as áreas de maior potencial arqueológico estão localizadas para além da poligonal da CGH”. Conforme avaliação feita pelo pesquisador, nos estudos realizados na área da CGH que será instalada no curso do rio Poço Preto, não foram identificados vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto | A pesquisa foi realizada no curso do rio Poço Preto, nas áreas de influência de uma Central Geradora Hidrelétrica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 103 Ao longo de seus 10 anos, a Espaço Arqueologia realizou importantes estudos na região dos Campos de Palmas. Recentemente, pesquisas desenvolvidas nos vales dos rios Iratim, Chopim e São Francisco apresentaram resultados que contribuíram para ampliar as discussões a respeito da ocupação pré-colonial da região, chamando atenção para a predominância de sítios arqueológicos associados aos povos caçadores-coletores e aos Jê Meridionais. Esses estudos foram desenvolvidos nos processos de licenciamento de empreendimentos hidrelétricos, que encontram nos Campos de Palmas significativo potencial de instalação e geração, dadas as características hidrológicas, geológicas e geomorfológicas da região. Dessa forma, em setembro de 2021, nossa equipe executou a etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de uma Central Geradora Hidrelétrica, que será instalada no curso do Rio Poço Preto, no município de Mariópolis, Paraná. A área avaliada tem pequenas dimensões e está localizada às margens do rio Poço Preto que, nesse trecho de seu curso, apresenta um leito escavado, tornando restritas as áreas de alagamento previstas pelo projeto da CGH. Cabe também mencionar que o local, há muitos anos atrás, foi um aproveitamento energético destinado ao atendimento de uma indústria. Assim sendo, o novo empreendimento ocorrerá sobre uma área já intensamente antropizada, ou seja, modificada pela ação humana. Segundo o arqueólogo Raul Novasco, integrante da equipe técnica da Espaço Arqueologia, “na região do estudo, é comum serem identificados sítios nos terraços coluvio-aluviais que formam as áreas planas das margens dos corpos hídricos, e no topo das vertentes, nas áreas próximas das nascentes dos pequenos cursos de água que alimentam os principais rios”. O pesquisador avalia considerando a topografia da área estudada, que o local apresenta baixo potencial arqueológico. “As margens são encaixadas e o solo pedregoso, sendo que as áreas de maior potencial arqueológico estão localizadas para além da poligonal da CGH”. Conforme avaliação feita pelo pesquisador, nos estudos realizados na área da CGH que será instalada no curso do rio Poço Preto, não foram identificados vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto