Patrimônio Cultural e Arqueológico são pesquisados na região metropolitana de Curitiba

Além da arqueologia, foram registrados informações e documentos sobre a colonização italiana na comunidade estudada left #ffffff no-repeat;left top;; auto 98 O Patrimônio Cultural envolve um vasto campo de pesquisa, como a cultura material, por meio da arqueologia, e a cultura imaterial, estudada no campo da antropologia e sociologia. Nesse sentido, durante o desenvolvimento dos estudos para implantação de um empreendimento rodoviário à ser instalado na região metropolitana de Curitiba, mais precisamente no município de Colombo, foram realizadas pesquisas em arqueologia, assim como, uma pesquisa junto a uma comunidade tradicional da região. No campo de estudos arqueológicos, foi executada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico – investigações na superfície e subsuperfície do terreno de toda a área que compõem o projeto de engenharia. As técnicas de pesquisa aplicadas nesse caso são linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade sob malha de 50 metros, escavados com cavadeira articulada. A paisagem é formada por variações de relevo, com formações rochosas caracterizadas por grutas e cavernas com bom potencial para abrigos, fazendo parte de duas bacias hidrográficas, a do Ribeira de Iguape e a do Alto Iguaçu. Na região possui ainda uma forte indústria extrativista de calcário e granito, além da rica agricultura representada pelas produções hortifrutigranjeiras com destaque para a produção de uvas. Como resultado da pesquisa arqueológica, nenhum vestígio material relacionado aos grupos humanos que ocuparam a região no período pré-colonial foi identificado. No entanto, sua realização contribuiu para o atendimento da legislação vigente, também colaborando para a preservação do patrimônio e a instalação do empreendimento de forma segura e sustentável. Outra etapa da pesquisa contou com a realização de um estudo sobre a colonização italiana da região de Colombo, mais precisamente na comunidade Colônia Faria, que guarda um rico acervo tanto na memória, através das histórias contadas pelos antepassados, quanto por meio de objetos dos primeiros imigrantes que ali chegaram ainda no final do século XIX, como fotografias antigas. Na comunidade, os pesquisadores realizaram entrevistas com várias famílias que tiveram sua origem relacionada à imigração italiana. Nos diálogos, foram destacados entre outros elementos, a igreja, algumas casas e comércios antigos, objetos utilizados na produção de vinho, como garrafões de vidro e pipas de madeira, denotando a riqueza histórica guardada pela comunidade. Durante as atividades, foram prestadas informações por parte da equipe responsável pela pesquisa, por meio dos materiais informativos distribuídos aos participantes tanto das entrevistas sobre a colonização italiana, assim como, aos moradores sediados nas proximidades das poligonais do empreendimento, os quais participaram das atividades de divulgação da pesquisa arqueológica. Estes materiais são constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo folder tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. Atualmente, a pesquisa está na fase de elaboração e apresentação dos relatórios junto à Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/PR), para análise e avaliação. Posteriormente, será disponibilizado no Sistema Eletrônico de Informação na página do IPHAN na internet, para consulta pública por estudantes e demais interessados. no-repeat;left top;; auto | Além da arqueologia, foram registrados informações e documentos sobre a colonização italiana na comunidade estudada left #ffffff no-repeat;left top;; auto 98 O Patrimônio Cultural envolve um vasto campo de pesquisa, como a cultura material, por meio da arqueologia, e a cultura imaterial, estudada no campo da antropologia e sociologia. Nesse sentido, durante o desenvolvimento dos estudos para implantação de um empreendimento rodoviário à ser instalado na região metropolitana de Curitiba, mais precisamente no município de Colombo, foram realizadas pesquisas em arqueologia, assim como, uma pesquisa junto a uma comunidade tradicional da região. No campo de estudos arqueológicos, foi executada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico – investigações na superfície e subsuperfície do terreno de toda a área que compõem o projeto de engenharia. As técnicas de pesquisa aplicadas nesse caso são linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade sob malha de 50 metros, escavados com cavadeira articulada. A paisagem é formada por variações de relevo, com formações rochosas caracterizadas por grutas e cavernas com bom potencial para abrigos, fazendo parte de duas bacias hidrográficas, a do Ribeira de Iguape e a do Alto Iguaçu. Na região possui ainda uma forte indústria extrativista de calcário e granito, além da rica agricultura representada pelas produções hortifrutigranjeiras com destaque para a produção de uvas. Como resultado da pesquisa arqueológica, nenhum vestígio material relacionado aos grupos humanos que ocuparam a região no período pré-colonial foi identificado. No entanto, sua realização contribuiu para o atendimento da legislação vigente, também colaborando para a preservação do patrimônio e a instalação do empreendimento de forma segura e sustentável. Outra etapa da pesquisa contou com a realização de um estudo sobre a colonização italiana da região de Colombo, mais precisamente na comunidade Colônia Faria, que guarda um rico acervo tanto na memória, através das histórias contadas pelos antepassados, quanto por meio de objetos dos primeiros imigrantes que ali chegaram ainda no final do século XIX, como fotografias antigas. Na comunidade, os pesquisadores realizaram entrevistas com várias famílias que tiveram sua origem relacionada à imigração italiana. Nos diálogos, foram destacados entre outros elementos, a igreja, algumas casas e comércios antigos, objetos utilizados na produção de vinho, como garrafões de vidro e pipas de madeira, denotando a riqueza histórica guardada pela comunidade. Durante as atividades, foram prestadas informações por parte da equipe responsável pela pesquisa, por meio dos materiais informativos distribuídos aos participantes tanto das entrevistas sobre a colonização italiana, assim como, aos moradores sediados nas proximidades das poligonais do empreendimento, os quais participaram das atividades de divulgação da pesquisa arqueológica. Estes materiais são constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo folder tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos
Espaço Arqueologia recebe prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Projeto “As benzedeiras de Florianópolis: inventariando saberes” foi contemplado na 32ª edição da premiação left #ffffff no-repeat;left top;; auto 110 Em novembro de 2021 a Espaço Arqueologia recebeu a placa Rodrigo Melo Franco de Andrade, que legitima a participação do grupo de pesquisa num dos mais renomados prêmios promovidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Há 34 anos a premiação reconhece, em nível nacional, 10 ações de excelência para preservação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro . Dentre os contemplados, está o projeto “As benzedeiras de Florianópolis: inventariando saberes”, idealizado pela então colaboradora da Espaço ArqueologiaDra. Tade-Ane Amorim e realizado pela equipe de pesquisa Bruna Donato de Oliveira, Fernanda da Silveira de Souza e Valdir Luiz Schwengber. O projeto foi viabilizado pelo Prêmio Elizabeth Anderle 2017 e recursos aportados pela empresa. Os resultados surpreendentes da pesquisa motivaram a sua continuidade. No fim de 2019 a equipe, que mapeou ao todo 19 benzedeiras e benzedores ativos na capital catarinense, recebeu o reforço da atual colaboradora, Dra. Manuela Diamico, que continua ainda hoje no projeto. O sincretismo religioso foi uma das principais características identificadas pelo projeto, que continua tendo desdobramentos dada a grande repercussão que o projeto tomou, principalmente nas redes sociais. O prêmio leva o nome de um importante personagem na história da instituição que promove a valorização de saberes como os das benzedeiras, considerado um bem material imaterial. Além de contribuir para o fortalecimento do IPHAN entre as décadas de 30 e 60, a experiência jornalística de Rodrigo também foi usada na instituição, na criação da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a fim de divulgar as ações do então SPHAN. Você conhece alguma benzedeira ou benzedor em Florianópolis? Quer entrar em contato? Atualmente as pesquisadoras Tade-Ane Amorim e Manuela Diamico continuam o mapeamento, agora com o suporte do prêmio Elizabeth Anderle de 2021. Contatos: insta: @benzedeirasdelorianopolis2 – e FaceBook: @benzedeirasdeflorianopolis no-repeat;left top;; auto | Projeto “As benzedeiras de Florianópolis: inventariando saberes” foi contemplado na 32ª edição da premiação left #ffffff no-repeat;left top;; auto 110 Em novembro de 2021 a Espaço Arqueologia recebeu a placa Rodrigo Melo Franco de Andrade, que legitima a participação do grupo de pesquisa num dos mais renomados prêmios promovidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Há 34 anos a premiação reconhece, em nível nacional, 10 ações de excelência para preservação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro . Dentre os contemplados, está o projeto “As benzedeiras de Florianópolis: inventariando saberes”, idealizado pela então colaboradora da Espaço ArqueologiaDra. Tade-Ane Amorim e realizado pela equipe de pesquisa Bruna Donato de Oliveira, Fernanda da Silveira de Souza e Valdir Luiz Schwengber. O projeto foi viabilizado pelo Prêmio Elizabeth Anderle 2017 e recursos aportados pela empresa. Os resultados surpreendentes da pesquisa motivaram a sua continuidade. No fim de 2019 a equipe, que mapeou ao todo 19 benzedeiras e benzedores ativos na capital catarinense, recebeu o reforço da atual colaboradora, Dra. Manuela Diamico, que continua ainda hoje no projeto. O sincretismo religioso foi uma das principais características identificadas pelo projeto, que continua tendo desdobramentos dada a grande repercussão que o projeto tomou, principalmente nas redes sociais. O prêmio leva o nome de um importante personagem na história da instituição que promove a valorização de saberes como os das benzedeiras, considerado um bem material imaterial. Além de contribuir para o fortalecimento do IPHAN entre as décadas de 30 e 60, a experiência jornalística de Rodrigo também foi usada na instituição, na criação da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a fim de divulgar as ações do então SPHAN. Você conhece alguma benzedeira ou benzedor em Florianópolis? Quer entrar em contato? Atualmente as pesquisadoras Tade-Ane Amorim e Manuela Diamico continuam o mapeamento, agora com o suporte do prêmio Elizabeth Anderle de 2021. Contatos: insta: @benzedeirasdelorianopolis2 – e FaceBook: @benzedeirasdeflorianopolis no-repeat;left top;; auto
Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na região oeste de Santa Catarina

A pesquisa foi realizada em área situada no curso do rio Chapecozinho left #ffffff no-repeat;left top;; auto 99 Pesquisadores da Espaço Arqueologia executaram em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação da proposta PCH Guarani, empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no município de Xanxerê, região oeste do Estado de Santa Catarina. Nesta região, os aspectos da paisagem, estão relacionados à serra geral, com formações geomorfológicas pertencentes ao grupo geológico São Bento, o qual é compreendido basicamente por rochas vulcânicas e vulcanismos basálticos, de relevo acentuado. A área em estudo está compreendida na bacia do rio Uruguai, mais precisamente no curso do rio Chapecozinho. No histórico das pesquisas arqueológicas já desenvolvidas na região do município de Xanxerê, consta o registro de três sítios arqueológicos, sendo dois sítios líticos associados aos grupos caçadores-coletores e, um sítio associado aos povos Jê Meridional, portadores da Tradição Itararé-Taquara. Na etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, o objetivo principal consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum vestígio arqueológico foi identificado, sendo assim, a instalação deste empreendimento não representa riscos ao patrimônio arqueológico, uma vez que passou pelo correto tratamento de pesquisa, tornando-se sustentável a sua implantação. Paralelo as atividades de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, assim como, junto à Secretaria de Educação e a Casa da Cultura do município de Xanxerê. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre a necessidade de realização da pesquisa, bem como, foram entregues os materiais didático-informativos compostos por folders com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica e sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro antes do contato com os europeus, em especial, o grupo étnico Kaingang, o qual habita esta região desde tempo remotos, ocupando atualmente, as terras indígenas existentes neste espaço geográfico (TI Xapecó), juntamente com outras etnias indígenas. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e o respeito à diversidade étnica e cultural. no-repeat;left top;; auto | A pesquisa foi realizada em área situada no curso do rio Chapecozinho left #ffffff no-repeat;left top;; auto 99 Pesquisadores da Espaço Arqueologia executaram em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação da proposta PCH Guarani, empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no município de Xanxerê, região oeste do Estado de Santa Catarina. Nesta região, os aspectos da paisagem, estão relacionados à serra geral, com formações geomorfológicas pertencentes ao grupo geológico São Bento, o qual é compreendido basicamente por rochas vulcânicas e vulcanismos basálticos, de relevo acentuado. A área em estudo está compreendida na bacia do rio Uruguai, mais precisamente no curso do rio Chapecozinho. No histórico das pesquisas arqueológicas já desenvolvidas na região do município de Xanxerê, consta o registro de três sítios arqueológicos, sendo dois sítios líticos associados aos grupos caçadores-coletores e, um sítio associado aos povos Jê Meridional, portadores da Tradição Itararé-Taquara. Na etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, o objetivo principal consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum vestígio arqueológico foi identificado, sendo assim, a instalação deste empreendimento não representa riscos ao patrimônio arqueológico, uma vez que passou pelo correto tratamento de pesquisa, tornando-se sustentável a sua implantação. Paralelo as atividades de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, assim como, junto à Secretaria de Educação e a Casa da Cultura do município de Xanxerê. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre a necessidade de realização da pesquisa, bem como, foram entregues os materiais didático-informativos compostos por folders com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica e sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro antes do contato com os europeus, em especial, o grupo étnico Kaingang, o qual habita esta região desde tempo remotos, ocupando atualmente, as terras indígenas existentes neste espaço geográfico (TI Xapecó), juntamente com outras etnias indígenas. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e o respeito à diversidade étnica e cultural. no-repeat;left top;; auto
Estudo arqueológico é realizado no vale do Rio Perequê, litoral norte catarinense

Ações educativas realizadas na pesquisa contribuíram para a preservação do Patrimônio Arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 111 A área delimitada para realização desta pesquisa está inserida na paisagem do rio Perequê, no município de Balneário Barra do Sul, região do Litoral Norte do Estado de Santa Catarina. Geograficamente, esta região é caracterizada pelo complexo estuarino da Baía da Babitonga, o qual é formado por planícies costeiras, lagoas, foz de rios, pontais, baías e enseadas. Estes aspectos do ambiente, desde tempos remotos, contribuíram para o estabelecimento de grupos humanos, o quais, utilizavam os recursos naturais para habitação, produção de ferramentas e também para as necessidades alimentares. Os grupos humanos mais antigos que se estabeleceram neste ambiente, do qual se tem evidências arqueológicas, foram os responsáveis pela construção dos sambaquis, presentes nesta região há pelo menos 6 mil anos, conforme demonstram as pesquisas arqueológicas já realizadas por diversos pesquisadores no litoral norte catarinense. no-repeat;left top;; auto Considerando o histórico das pesquisas já realizadas, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou uma pesquisa arqueológica nesta região, correspondente a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento do setor imobiliário. O objetivo desta etapa de pesquisa, consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área estudada. Partindo-se destas constatações a equipe de pesquisa realizou também ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, como forma de promover a socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade. Nestas ações foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre a realização desta pesquisa, assim como, foram mencionados alguns sítios arqueológicos já identificados no município, como os sambaquis Costeira, Fazenda dos Búfalos, Sambaqui Linguado II, Sobral I e II, e, também o sítio arqueológico histórico denominado Antiga Estação Ferroviária, correspondente ao Patrimônio Ferroviário. Conforme as conversas realizadas, pôde-se constatar que muitas pessoas da comunidade visitada pelos arqueólogos possuem conhecimento sobre os sambaquis da região, também popularmente conhecidos como “casqueiros” ou “concheiros”. Aos participantes destas atividades foram entregues materiais didático-informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro com conteúdo relacionado as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e, o segundo folder com conteúdo referente as pesquisas arqueológicas no litoral de Santa Catarina, reunindo informações sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram a região antes do contato com os europeus. Nas palavras do Arqueólogo Raul Viana Novasco, que participou desta pesquisa: “as ações educativas aproximam a pesquisa arqueológica e a comunidade, estimulando o conhecimento e contribuindo para a preservação do Patrimônio Arqueológico. ” no-repeat;left top;; auto | Ações educativas realizadas na pesquisa contribuíram para a preservação do Patrimônio Arqueológico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 111 A área delimitada para realização desta pesquisa está inserida na paisagem do rio Perequê, no município de Balneário Barra do Sul, região do Litoral Norte do Estado de Santa Catarina. Geograficamente, esta região é caracterizada pelo complexo estuarino da Baía da Babitonga, o qual é formado por planícies costeiras, lagoas, foz de rios, pontais, baías e enseadas. Estes aspectos do ambiente, desde tempos remotos, contribuíram para o estabelecimento de grupos humanos, o quais, utilizavam os recursos naturais para habitação, produção de ferramentas e também para as necessidades alimentares. Os grupos humanos mais antigos que se estabeleceram neste ambiente, do qual se tem evidências arqueológicas, foram os responsáveis pela construção dos sambaquis, presentes nesta região há pelo menos 6 mil anos, conforme demonstram as pesquisas arqueológicas já realizadas por diversos pesquisadores no litoral norte catarinense. no-repeat;left top;; auto Considerando o histórico das pesquisas já realizadas, uma equipe da Espaço Arqueologia realizou uma pesquisa arqueológica nesta região, correspondente a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento do setor imobiliário. O objetivo desta etapa de pesquisa, consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área estudada. Partindo-se destas constatações a equipe de pesquisa realizou também ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, como forma de promover a socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade. Nestas ações foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre a realização desta pesquisa, assim como, foram mencionados alguns sítios arqueológicos já identificados no município, como os sambaquis Costeira, Fazenda dos Búfalos, Sambaqui Linguado II, Sobral I e II, e, também o sítio arqueológico histórico denominado Antiga Estação Ferroviária, correspondente ao Patrimônio Ferroviário. Conforme as conversas realizadas, pôde-se constatar que muitas pessoas da comunidade visitada pelos arqueólogos possuem conhecimento sobre os sambaquis da região, também popularmente conhecidos como “casqueiros” ou “concheiros”. Aos participantes destas atividades foram entregues materiais didático-informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro com conteúdo relacionado as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e, o segundo folder com conteúdo referente as pesquisas arqueológicas no litoral de Santa Catarina, reunindo informações sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram a região antes do contato com os europeus. Nas palavras do Arqueólogo Raul Viana Novasco, que participou desta pesquisa: “as ações educativas aproximam a pesquisa arqueológica e a comunidade, estimulando o conhecimento e contribuindo para a preservação do Patrimônio Arqueológico. ” no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica no vale do rio São Francisco Verdadeiro, região Oeste do Paraná

Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico envolveu empreendimento do setor hidrelétrico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio São Francisco Verdadeiro nasce no município de Cascavel e deságua no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Ao longo de seu percurso de cerca de 152 Km de extensão, a paisagem no seu entorno apresenta vertentes suaves, topos alongados e aplainados, além de vales em formato de “U” aberto, ora com a margem esquerda mais íngreme, ora com a margem direita mais alta. Ao longo do leito do rio são observadas algumas corredeiras, pequenos saltos e lajeados, constituídos de basaltos maciços, indicando pouca cobertura de sedimentos inconsolidados nestes pontos. Para a arqueologia, estas características do ambiente refletem as suas potencialidades para o assentamento de grupos humanos desde tempos remotos, pois, recursos naturais como água, formas do relevo propícias para habitação ou acampamento temporário, como topos aplainados próximos ao rio e rochas com propriedades favoráveis ao talhe para a confecção de instrumentos de caça, constituíam importantes elementos para o desenvolvimento das atividades dos grupos humanos que habitaram essa região antes da colonização. Com o olhar voltado para essas características, um grupo de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação da CGH Nova Geração, empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no município de Toledo, região oeste do Estado do Paraná. Nesta etapa da pesquisa, os arqueólogos percorreram toda a extensão da poligonal do empreendimento, empregando a metodologia de pesquisa prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum vestígio arqueológico foi identificado, sendo assim, a instalação deste empreendimento não representa riscos ao patrimônio arqueológico, uma vez que passou pelo correto tratamento de pesquisa. Neste projeto, além das atividades de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, primando sempre, pelos cuidados necessários e a observação dos protocolos de saúde. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e a necessidade de realização desta pesquisa, sendo distribuídos materiais didático-informativos compostos por folders com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica e sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro antes do contato com os europeus. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, bem como, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto | Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico envolveu empreendimento do setor hidrelétrico left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio São Francisco Verdadeiro nasce no município de Cascavel e deságua no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Ao longo de seu percurso de cerca de 152 Km de extensão, a paisagem no seu entorno apresenta vertentes suaves, topos alongados e aplainados, além de vales em formato de “U” aberto, ora com a margem esquerda mais íngreme, ora com a margem direita mais alta. Ao longo do leito do rio são observadas algumas corredeiras, pequenos saltos e lajeados, constituídos de basaltos maciços, indicando pouca cobertura de sedimentos inconsolidados nestes pontos. Para a arqueologia, estas características do ambiente refletem as suas potencialidades para o assentamento de grupos humanos desde tempos remotos, pois, recursos naturais como água, formas do relevo propícias para habitação ou acampamento temporário, como topos aplainados próximos ao rio e rochas com propriedades favoráveis ao talhe para a confecção de instrumentos de caça, constituíam importantes elementos para o desenvolvimento das atividades dos grupos humanos que habitaram essa região antes da colonização. Com o olhar voltado para essas características, um grupo de pesquisadores da Espaço Arqueologia executou em campo o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação da CGH Nova Geração, empreendimento do setor hidrelétrico, à ser instalado no município de Toledo, região oeste do Estado do Paraná. Nesta etapa da pesquisa, os arqueólogos percorreram toda a extensão da poligonal do empreendimento, empregando a metodologia de pesquisa prevista no projeto, com a execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno, em busca de vestígios arqueológicos. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, nenhum vestígio arqueológico foi identificado, sendo assim, a instalação deste empreendimento não representa riscos ao patrimônio arqueológico, uma vez que passou pelo correto tratamento de pesquisa. Neste projeto, além das atividades de campo, foram realizadas ações de divulgação da pesquisa junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, primando sempre, pelos cuidados necessários e a observação dos protocolos de saúde. Nestas atividades foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e a necessidade de realização desta pesquisa, sendo distribuídos materiais didático-informativos compostos por folders com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica e sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro antes do contato com os europeus. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, bem como, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto
Divulgação sobre bens culturais acautelados acontece em bairro de Balneário Barra do Sul/SC

Ações tiveram como foco o incentivo à preservação do sítio arqueológico Sambaqui Costeira left #ffffff no-repeat;left top;; auto 112 A área delimitada para realização desta pesquisa está inserida na paisagem do rio Perequê, no município de Balneário Barra do Sul, região do Litoral Norte do Estado de Santa Catarina. Geograficamente, esta região é caracterizada pelo complexo estuarino da Baía da Babitonga, o qual é formado por planícies costeiras, lagoas, foz de rios, pontais, baías e enseadas. Estes aspectos do ambiente, desde tempos remotos, contribuíram para o estabelecimento de grupos humanos, o quais, utilizavam os recursos naturais para habitação, produção de ferramentas e também para as necessidades alimentares. Os grupos humanos mais antigos que se estabeleceram neste ambiente, do qual se tem evidências arqueológicas, foram os responsáveis pela construção dos sambaquis, presentes nesta região há pelo menos 6 mil anos, conforme demonstram as pesquisas arqueológicas já realizadas por diversos pesquisadores no litoral norte catarinense. no-repeat;left top;; auto Bens culturais acautelados são conjuntos de elementos materiais ou imateriais, registrados e protegidos por Lei. Sítios arqueológicos, monumentos arquitetônicos, obras de arte como pinturas e esculturas, obras literárias, documentos históricos, elementos do vestuário, objetos de valor histórico dentre outros, são considerados bens acautelados de cultura material. Já os bens acautelados imateriais são constituídos pelas celebrações, lugares, formas de expressão e saberes, tais como a Roda de Capoeira, as festas e danças populares, as lendas, as músicas, os costumes e tradições que os grupos sociais reconhecem como parte do seu patrimônio cultural. Considerando a importância da preservação dos bens culturais, assim como, a correta observação das leis de proteção ao patrimônio, quando ocorre uma pesquisa arqueológica, a equipe envolvida realiza a divulgação dos bens culturais acautelados junto à comunidade localizada nas proximidades da área onde está sendo realizado o estudo. Aqui, especificamente, uma equipe de arqueólogos da Espaço Arqueologia realizou ações de esclarecimento e divulgação dos bens culturais acautelados na comunidade do bairro Costeira, no município de Balneário Barra do Sul. A motivação é o sítio arqueológico Sambaqui Costeira, registrado no ano de 2013 durante um estudo realizado no processo de licenciamento do sistema de saneamento básico do município. A atividade aconteceu durante a execução da etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área destinada à implantação de um empreendimento do setor imobiliário, sendo que nessa nova pesquisa não foram encontrados sítios arqueológicos inéditos. O Sambaqui Costeira se trata de um sambaqui implantado em área de planície litorânea com mata nativa fechada. Com forma monticular alongada, tem sua estrutura composta por pacotes de conchas de “Anomalocardia brasiliana”, molusco encontrado ao longo da costa litorânea e popularmente conhecido como “berbigão”. Segundo dados levantados pela equipe de pesquisa, o sambaqui Costeira possui cerca de 160 metros de comprimento, 30 de largura e 2 de altura. A equipe envolvida também constatou que o sítio se encontra impactado devido à antigas atividades de mineração, nas quais as conchas eram extraídas para serem utilizadas como aterro. O sítio arqueológico possui sua cultura material relacionada ao modo de vida dos grupos humanos mais antigos que, segundo pesquisas realizadas na região da Baía da Babitonga, lá se estabeleceram há, pelo menos, 6 mil anos. Nas conversas realizadas, os arqueólogos puderam constatar que muitas pessoas da comunidade visitada possuíam algumas informações sobre os sambaquis da região, também popularmente conhecidos como “casqueiros” ou “concheiros”, porém de forma mais específica sobre a existência dos sambaquis em Joinville. Até a realização da presente pesquisa, muitos moradores da comunidade informaram que não tinham recebido ainda informações sobre a existência do sambaqui Costeira, situado em área de preservação permanente no bairro. Nestes breves encontros, também foram entregues os materiais didático-informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro com conteúdo relacionado as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e, o segundo folder com conteúdo referente ao conhecimento gerado a partir das pesquisas arqueológicas já realizadas no litoral de Santa Catarina. As atividades de divulgação dos bens culturais constituem uma ferramenta de extrema importância para a proteção dos sítios arqueológicos, pois, a partir do conhecimento socializado, as pessoas da comunidade passam a lançar um olhar mais atento sobre o patrimônio e a necessidade de sua preservação. no-repeat;left top;; auto | Ações tiveram como foco o incentivo à preservação do sítio arqueológico Sambaqui Costeira left #ffffff no-repeat;left top;; auto 112 A área delimitada para realização desta pesquisa está inserida na paisagem do rio Perequê, no município de Balneário Barra do Sul, região do Litoral Norte do Estado de Santa Catarina. Geograficamente, esta região é caracterizada pelo complexo estuarino da Baía da Babitonga, o qual é formado por planícies costeiras, lagoas, foz de rios, pontais, baías e enseadas. Estes aspectos do ambiente, desde tempos remotos, contribuíram para o estabelecimento de grupos humanos, o quais, utilizavam os recursos naturais para habitação, produção de ferramentas e também para as necessidades alimentares. Os grupos humanos mais antigos que se estabeleceram neste ambiente, do qual se tem evidências arqueológicas, foram os responsáveis pela construção dos sambaquis, presentes nesta região há pelo menos 6 mil anos, conforme demonstram as pesquisas arqueológicas já realizadas por diversos pesquisadores no litoral norte catarinense. no-repeat;left top;; auto Bens culturais acautelados são conjuntos de elementos materiais ou imateriais, registrados e protegidos por Lei. Sítios arqueológicos, monumentos arquitetônicos, obras de arte como pinturas e esculturas, obras literárias, documentos históricos, elementos do vestuário, objetos de valor histórico dentre outros, são considerados bens acautelados de cultura material. Já os bens acautelados imateriais são constituídos pelas celebrações, lugares, formas de expressão e saberes, tais como a Roda de Capoeira, as festas e danças populares, as lendas, as músicas, os costumes e tradições que os grupos sociais reconhecem como parte do seu patrimônio cultural. Considerando a importância da preservação dos bens culturais, assim como, a correta observação das leis de proteção ao patrimônio, quando ocorre uma pesquisa arqueológica, a equipe envolvida realiza a divulgação dos bens culturais acautelados junto à comunidade localizada nas proximidades da área onde está sendo realizado o estudo. Aqui, especificamente, uma equipe de arqueólogos da
Litoral catarinense recebe estudo arqueológico

Balneário Piçarras foi, mais uma vez, local de pesquisa arqueológica realizada pela Espaço Arqueologia left #ffffff no-repeat;left top;; auto 102 Balneário Piçarras, município localizado no litoral norte de Santa Catarina, recebeu nossa equipe técnica para a execução da fase de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e contou com a realização de investigações sistemáticas sobre a área em que será instalado novo empreendimento imobiliário. De acordo com os pesquisadores, o local apresenta baixo potencial arqueológico, motivo pelo qual não foram encontrados vestígios de grupos do passado. O arqueólogo coordenador, Valdir Luiz Schwengber, destaca que “o potencial arqueológico de áreas situadas no perímetro urbano só pode ser mensurado a partir de pesquisas arqueológicas realizadas in loco, pois, apesar de já ter sofrido algum tipo de alteração devido o processo inicial de urbanização, essas áreas geralmente sofreram poucas alterações da superfície para baixo”. O pesquisador relembra o caso do sítio arqueológico Piçarras 2, encontrado no município a partir de um estudo de Avaliação de Impacto de outro empreendimento. Segundo Valdir “o sítio Piçarras 2 foi encontrado em uma área que, aparentemente já havia sido totalmente descaracterizada, e hoje, após a escavação do sítio e o andamento das análises, verificamos que o sítio possui importantes registros materiais do século XIX, um período pouco trabalhado na historiografia de todo o litoral centro-norte de Santa Catarina”. no-repeat;left top;; auto | Balneário Piçarras foi, mais uma vez, local de pesquisa arqueológica realizada pela Espaço Arqueologia left #ffffff no-repeat;left top;; auto 102 Balneário Piçarras, município localizado no litoral norte de Santa Catarina, recebeu nossa equipe técnica para a execução da fase de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e contou com a realização de investigações sistemáticas sobre a área em que será instalado novo empreendimento imobiliário. De acordo com os pesquisadores, o local apresenta baixo potencial arqueológico, motivo pelo qual não foram encontrados vestígios de grupos do passado. O arqueólogo coordenador, Valdir Luiz Schwengber, destaca que “o potencial arqueológico de áreas situadas no perímetro urbano só pode ser mensurado a partir de pesquisas arqueológicas realizadas in loco, pois, apesar de já ter sofrido algum tipo de alteração devido o processo inicial de urbanização, essas áreas geralmente sofreram poucas alterações da superfície para baixo”. O pesquisador relembra o caso do sítio arqueológico Piçarras 2, encontrado no município a partir de um estudo de Avaliação de Impacto de outro empreendimento. Segundo Valdir “o sítio Piçarras 2 foi encontrado em uma área que, aparentemente já havia sido totalmente descaracterizada, e hoje, após a escavação do sítio e o andamento das análises, verificamos que o sítio possui importantes registros materiais do século XIX, um período pouco trabalhado na historiografia de todo o litoral centro-norte de Santa Catarina”. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa Arqueológica no Litoral Sul de Santa Catarina

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi executado no município de Imbituba left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 A área da pesquisa está numa paisagem com características comuns às planícies costeiras do leste catarinense, por sua biodiversidade e disponibilidade de recursos, podem ser consideradas áreas ambientalmente privilegiadas. As planícies costeiras margeiam todo o leste do Estado de Santa Catarina ao longo do Oceano Atlântico, apresentando áreas mais largas na região sul do Estado, e áreas mais estreitas a partir do município de Laguna. Tais planícies são compostas por praias, campos de dunas estáveis e instáveis, lagoas costeiras, foz de rios, pontais, enseadas e baías. Situado no Litoral Sul de Santa Catarina, mais especificamente na faixa de dunas estáveis que separam a Lagoa do Mirim e a linha da praia, o ambiente, desde tempos remotos, por suas características naturais, foi escolhido por grupos humanos para o desenvolvimento de suas práticas de vida. O grupo mais antigo é conhecido na literatura arqueológica como sambaquieiros, que tinham como maior fonte para obtenção de recursos alimentares as lagoas e o mar, completando sua alimentação caçando pequenos animais e aves, assim como, coletando frutos e vegetais. A grande marca que os sambaquieiros deixaram na paisagem foram os grandes montes de conchas, denominados sambaquis, sendo que os mais antigos estão localizados no litoral sul de Santa Catarina, construídos há cerca de 8 mil anos. Outro grupo que habitou esta porção do litoral catarinense no período pré-colonial, foram os Guarani, também conhecidos como Carijós, nesta região. Ocupavam os cordões de dunas estáveis e organizavam-se em aldeias. Os Guarani produziam e utilizavam diversos tipos de vasilhas cerâmicas nas suas atividades domésticas como grandes vasos para preparação e conservação de bebidas, panelas para cozimento de alimentos e pequenos potes para servir comidas e bebidas. Este grupo, entrou em contato com os primeiros colonizadores europeus que chegaram ao território a partir do século XVI. A chegada dos colonizadores europeus na costa catarinense representou profundos impactos aos grupos indígenas Guarani que viviam no litoral, principalmente devido ao aprisionamento para venda como escravos, a imposição religiosa e a instalação de vilas, dando origem as primeiras cidades, imprimindo uma nova dinâmica política e econômica. Os testemunhos remanescentes dos períodos referentes a ocupação humana desta região, podem ser observados nos sítios arqueológicos já registrados na área do município de Imbituba, contando com sambaquis, sítios Guarani e um sítio histórico, relacionado à pesca da baleia. Diante deste cenário, uma equipe de pesquisa da Espaço Arqueologia realizou a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Imbituba. O objetivo principal nesta etapa de pesquisa, consiste na realização de ações para avaliar a possibilidade de geração de impactos ao patrimônio arqueológico em virtude da instalação do empreendimento. Neste caso, a metodologia de pesquisa prevista no projeto foi aplicada em campo por meio da execução de linhas de caminhamento e a escavação de poços-teste para a verificação da superfície e da subsuperfície do terreno. Como resultado das atividades de pesquisa de campo, não foram encontrados vestígios arqueológicos. Uma outra atividade deste projeto consistiu na realização das ações de divulgação da pesquisa. Desta forma, a pesquisa foi divulgada junto aos moradores sediados nas áreas próximas ao empreendimento, assim como, junto à Secretaria de Educação do município de Imbituba. Nestas ações foram prestadas informações sobre a arqueologia de modo geral e sobre o projeto desta pesquisa. Todos os participantes destas atividades receberam os materiais didático-informativos compostos por dois folders, sendo o primeiro com conteúdos relacionados as etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e, o segundo folder com conteúdo referente as pesquisas arqueológicas no litoral de Santa Catarina, reunindo informações sobre o modo de vida dos principais grupos humanos que habitaram a região antes do contato com os europeus. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema, a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e o respeito à diversidade étnica e cultural que compõe a História Regional. no-repeat;left top;; auto | Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico foi executado no município de Imbituba left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 A área da pesquisa está numa paisagem com características comuns às planícies costeiras do leste catarinense, por sua biodiversidade e disponibilidade de recursos, podem ser consideradas áreas ambientalmente privilegiadas. As planícies costeiras margeiam todo o leste do Estado de Santa Catarina ao longo do Oceano Atlântico, apresentando áreas mais largas na região sul do Estado, e áreas mais estreitas a partir do município de Laguna. Tais planícies são compostas por praias, campos de dunas estáveis e instáveis, lagoas costeiras, foz de rios, pontais, enseadas e baías. Situado no Litoral Sul de Santa Catarina, mais especificamente na faixa de dunas estáveis que separam a Lagoa do Mirim e a linha da praia, o ambiente, desde tempos remotos, por suas características naturais, foi escolhido por grupos humanos para o desenvolvimento de suas práticas de vida. O grupo mais antigo é conhecido na literatura arqueológica como sambaquieiros, que tinham como maior fonte para obtenção de recursos alimentares as lagoas e o mar, completando sua alimentação caçando pequenos animais e aves, assim como, coletando frutos e vegetais. A grande marca que os sambaquieiros deixaram na paisagem foram os grandes montes de conchas, denominados sambaquis, sendo que os mais antigos estão localizados no litoral sul de Santa Catarina, construídos há cerca de 8 mil anos. Outro grupo que habitou esta porção do litoral catarinense no período pré-colonial, foram os Guarani, também conhecidos como Carijós, nesta região. Ocupavam os cordões de dunas estáveis e organizavam-se em aldeias. Os Guarani produziam e utilizavam diversos tipos de vasilhas cerâmicas nas suas atividades domésticas como grandes vasos para preparação e conservação de bebidas, panelas para cozimento de alimentos e pequenos potes para servir comidas e bebidas. Este grupo, entrou em contato com os primeiros colonizadores europeus que chegaram ao território a partir do século XVI. A chegada dos colonizadores europeus na costa catarinense representou profundos impactos aos
Pesquisa Arqueológica nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná

Projeto foi desenvolvido no vale do Rio Marrecas left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio Marrecas faz parte da Bacia hidrográfica do rio Paraná, e possui sua nascente localizada próxima à transição do segundo e terceiro planalto paranaense, percorrendo seu curso até desaguar no rio Ivaí que, por sua vez, deságua na margem esquerda do Paraná. Em seu trajeto, o afluente transpassa o território dos municípios de Guarapuava, Turvo e Prudentópolis. Formado naturalmente, o ambiente no entorno do rio é composto por variadas formas de relevo, contando com vales encaixados, áreas de terraços fluviais e colinas abrigadas de inundações. Além disso, observa-se outros elementos naturais como a flora, a fauna, assim como a formação de praias de seixos no leito do rio e afloramentos rochosos situados nas partes mais altas e afastadas do rio. Contexto esse que constituem fontes de coleta de matéria-prima para a elaboração de instrumentos líticos, servindo de atrativo para o estabelecimento de grupos humanos desde tempos remotos. Nos últimos anos, esse ambiente tem recebido diversos projetos de pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos dos setores de geração e distribuição de energia elétrica. Estes projetos estão trazendo resultados interessantes sobre a ocupação humana da região, por meio do registro e estudo de diversos sítios arqueológicos identificados, atestando o alto potencial arqueológico da região. Nos estudos já realizados nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná, foram identificados e escavados alguns sítios arqueológicos com cultura material composta por artefatos líticos e vestígios de materiais cerâmicos, contribuindo para o conhecimento sobre o modo de vida dos grupos humanos que habitaram a região no passado. Dentro deste panorama, foi realizada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação da LT 138 KV PCH Confluência – SE Faxinal da Boa Vista, a ser instalada nos municípios de Prudentópolis e Turvo, Estado do Paraná. As áreas da linha de transmissão foram objeto de investigações executadas na superfície e na subsuperfície do terreno, por meio de técnicas de pesquisa como linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade, escavados com cavadeira articulada nas áreas que receberão as torres da linha de transmissão. Como resultado da pesquisa realizada, não foram encontrados vestígios arqueológicos, no entanto, a realização desta pesquisa contribuiu para o atendimento da legislação vigente e a preservação do patrimônio arqueológico. Outras ações relevantes dentro de uma pesquisa, são as atividades educativas, que possuem a finalidade de divulgar e promover a preservação do patrimônio arqueológico. Neste sentido, os arqueólogos realizaram visitas aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento para estabelecer um diálogo sobre a pesquisa e seus resultados, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders, sendo o primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos; e, o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. Estas ações objetivaram a promoção da socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto à comunidade, despertando o interesse pelo tema e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico e cultural. no-repeat;left top;; auto | Projeto foi desenvolvido no vale do Rio Marrecas left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 O rio Marrecas faz parte da Bacia hidrográfica do rio Paraná, e possui sua nascente localizada próxima à transição do segundo e terceiro planalto paranaense, percorrendo seu curso até desaguar no rio Ivaí que, por sua vez, deságua na margem esquerda do Paraná. Em seu trajeto, o afluente transpassa o território dos municípios de Guarapuava, Turvo e Prudentópolis. Formado naturalmente, o ambiente no entorno do rio é composto por variadas formas de relevo, contando com vales encaixados, áreas de terraços fluviais e colinas abrigadas de inundações. Além disso, observa-se outros elementos naturais como a flora, a fauna, assim como a formação de praias de seixos no leito do rio e afloramentos rochosos situados nas partes mais altas e afastadas do rio. Contexto esse que constituem fontes de coleta de matéria-prima para a elaboração de instrumentos líticos, servindo de atrativo para o estabelecimento de grupos humanos desde tempos remotos. Nos últimos anos, esse ambiente tem recebido diversos projetos de pesquisas arqueológicas ligadas aos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos dos setores de geração e distribuição de energia elétrica. Estes projetos estão trazendo resultados interessantes sobre a ocupação humana da região, por meio do registro e estudo de diversos sítios arqueológicos identificados, atestando o alto potencial arqueológico da região. Nos estudos já realizados nos municípios de Prudentópolis e Turvo, no Paraná, foram identificados e escavados alguns sítios arqueológicos com cultura material composta por artefatos líticos e vestígios de materiais cerâmicos, contribuindo para o conhecimento sobre o modo de vida dos grupos humanos que habitaram a região no passado. Dentro deste panorama, foi realizada a etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação da LT 138 KV PCH Confluência – SE Faxinal da Boa Vista, a ser instalada nos municípios de Prudentópolis e Turvo, Estado do Paraná. As áreas da linha de transmissão foram objeto de investigações executadas na superfície e na subsuperfície do terreno, por meio de técnicas de pesquisa como linhas de caminhamentos e a escavação de poços-teste com até 70 cm de profundidade, escavados com cavadeira articulada nas áreas que receberão as torres da linha de transmissão. Como resultado da pesquisa realizada, não foram encontrados vestígios arqueológicos, no entanto, a realização desta pesquisa contribuiu para o atendimento da legislação vigente e a preservação do patrimônio arqueológico. Outras ações relevantes dentro de uma pesquisa, são as atividades educativas, que possuem a finalidade de divulgar e promover a preservação do patrimônio arqueológico. Neste sentido, os arqueólogos realizaram visitas aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento para estabelecer um diálogo sobre a pesquisa e seus resultados, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos
Dois sítios arqueológicos inéditos são identificados em Santa Catarina

Pesquisa foi realizada no vale do Rio Iracema, extremo oeste do estado left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 Dois sítios arqueológicos foram encontrados durante a pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma CGH (Central Geradora Hidrelétrica), à ser instalada no curso do Rio Iracema, região do extremo oeste catarinense. Os sítios arqueológicos estão localizados sobre um extenso terraço fluvial, situado na margem esquerda do rio, em relevo relativamente plano, com bom acesso aos recursos hídricos. O material arqueológico identificado na superfície do terreno é composto por instrumentos líticos lascados, como blocos com marcas de retiradas, lascas de pequeno e médio porte, e materiais com possibilidade de terem sido utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça e pesca. Em uma análise preliminar, os vestígios podem estar relacionados aos grupos caçadores-coletores que, conforme apontam pesquisas anteriores, ocuparam esta região há cerca de 11 mil anos. No entanto, os artefatos encontrados também podem estar ligados à cultura material de grupos mais recentes, sendo que essas hipóteses somente poderão ser respondidas após um estudo mais aprofundado. Nessas etapas, novos elementos devem ser descobertos e publicados, de modo a contribuir para a geração do conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região. Além dos dois sítios arqueológicos mapeados, nas atividades realizadas nos municípios de Mondaí, Riqueza e Caibi, em Santa Catarina, foram ainda detectadas duas áreas também situadas na margem esquerda do rio Iracema, contendo alguns poucos materiais líticos lascados dispersos sobre o terreno. Por estar em condição descontextualizada, esse tipo de material configura-se como Ocorrências Arqueológicas e, em um primeiro momento, são locais que não são classificados como sítios arqueológicos, contudo, os artefatos contribuem para a avaliação da área de realização desta pesquisa como um ambiente de alto potencial arqueológico. Foram ainda realizadas ações de divulgação da pesquisa arqueológica junto aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders. O primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos, e o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. No momento, a pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas de cadastro dos sítios arqueológicos encontrados junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-SC) para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado. no-repeat;left top;; auto | Pesquisa foi realizada no vale do Rio Iracema, extremo oeste do estado left #ffffff no-repeat;left top;; auto 100 Dois sítios arqueológicos foram encontrados durante a pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico para implantação de uma CGH (Central Geradora Hidrelétrica), à ser instalada no curso do Rio Iracema, região do extremo oeste catarinense. Os sítios arqueológicos estão localizados sobre um extenso terraço fluvial, situado na margem esquerda do rio, em relevo relativamente plano, com bom acesso aos recursos hídricos. O material arqueológico identificado na superfície do terreno é composto por instrumentos líticos lascados, como blocos com marcas de retiradas, lascas de pequeno e médio porte, e materiais com possibilidade de terem sido utilizados para corte e raspagem, principalmente relacionados as atividades de caça e pesca. Em uma análise preliminar, os vestígios podem estar relacionados aos grupos caçadores-coletores que, conforme apontam pesquisas anteriores, ocuparam esta região há cerca de 11 mil anos. No entanto, os artefatos encontrados também podem estar ligados à cultura material de grupos mais recentes, sendo que essas hipóteses somente poderão ser respondidas após um estudo mais aprofundado. Nessas etapas, novos elementos devem ser descobertos e publicados, de modo a contribuir para a geração do conhecimento sobre o histórico da ocupação humana desta região. Além dos dois sítios arqueológicos mapeados, nas atividades realizadas nos municípios de Mondaí, Riqueza e Caibi, em Santa Catarina, foram ainda detectadas duas áreas também situadas na margem esquerda do rio Iracema, contendo alguns poucos materiais líticos lascados dispersos sobre o terreno. Por estar em condição descontextualizada, esse tipo de material configura-se como Ocorrências Arqueológicas e, em um primeiro momento, são locais que não são classificados como sítios arqueológicos, contudo, os artefatos contribuem para a avaliação da área de realização desta pesquisa como um ambiente de alto potencial arqueológico. Foram ainda realizadas ações de divulgação da pesquisa arqueológica junto aos moradores das comunidades próximas ao empreendimento, primando sempre pelos protocolos de saúde em função da pandemia. Aos participantes das atividades educativas, foram distribuídos materiais informativos constituídos por dois folders. O primeiro composto por informações relacionadas ao desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos, e o segundo tratando dos principais aspectos culturais, relacionados aos grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro no período pré-colonial. No momento, a pesquisa encontra-se em fase de elaboração do relatório e apresentação das fichas de cadastro dos sítios arqueológicos encontrados junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-SC) para avaliação e orientações quanto às futuras ações sobre o Patrimônio Arqueológico identificado. no-repeat;left top;; auto