Arqueologia em Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina

239 A história do município de Barra Velha e seu desenvolvimento está ligada às atividades econômicas voltadas ao mar, como a pesca e o comércio dos produtos dela derivados, e mais recentemente, o turismo. Estudos arqueológicos demonstram que, no período pré-colonial, povos de diferentes etnias que ocuparam esse mesmo território também possuíam forte ligação com o mar. Atualmente, há quatro sítios arqueológicos registrados no município de Barra Velha e, desses, três são sambaquis e um se trata de uma oficina lítica. Sambaquis são montes produzidos a partir do acúmulo de conchas, que podem atingir alturas e áreas variadas. Estima-se que os sambaquis da região do litoral centro-norte de Santa Catarina tenham sido construídos por populações pescadoras-caçadoras-coletoras entre seis e mil anos atrás. no-repeat;left top;; auto As oficinas líticas consistem em blocos rochosos que, no passado, foram utilizados para a produção de artefatos líticos e a reativação de seu gume. Geralmente estão localizados nos costões e praias e são popularmente conhecidos como amoladores ou afiadores. Partindo desse contexto, pesquisadores da equipe de arqueologia da Espaço realizaram estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento imobiliário em Barra Velha. A área, situada nas proximidades da Lagoa da Barra Velha, apresenta alto potencial para a ocorrência de sítios sambaquis, descritos anteriormente. Para verificar a existência de sítios na área, a equipe realizou prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, por meio das quais não foram encontrados vestígios arqueológicos. Segundo Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, esta está inserida no contexto do Licenciamento Ambiental do empreendimento e representa o cumprimento da Lei n° 3924/61, seguindo os procedimentos definidos pela Instrução Normativa 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Ainda de acordo com o arqueólogo, as pesquisas visam evitar que sítios arqueológicos ainda desconhecidos sejam impactados pela implantação de empreendimentos e, por isso, têm caráter preventivo. Vale acrescentar que os estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito do licenciamento ambiental também têm como objetivo promover a divulgação do patrimônio cultural acautelado existente nas áreas pesquisadas. Por isso, ações junto à comunidade também são realizadas, a partir do contato com os moradores e da distribuição de materiais didático informativos. no-repeat;left top;; auto |239 A história do município de Barra Velha e seu desenvolvimento está ligada às atividades econômicas voltadas ao mar, como a pesca e o comércio dos produtos dela derivados, e mais recentemente, o turismo. Estudos arqueológicos demonstram que, no período pré-colonial, povos de diferentes etnias que ocuparam esse mesmo território também possuíam forte ligação com o mar. Atualmente, há quatro sítios arqueológicos registrados no município de Barra Velha e, desses, três são sambaquis e um se trata de uma oficina lítica. Sambaquis são montes produzidos a partir do acúmulo de conchas, que podem atingir alturas e áreas variadas. Estima-se que os sambaquis da região do litoral centro-norte de Santa Catarina tenham sido construídos por populações pescadoras-caçadoras-coletoras entre seis e mil anos atrás. no-repeat;left top;; auto As oficinas líticas consistem em blocos rochosos que, no passado, foram utilizados para a produção de artefatos líticos e a reativação de seu gume. Geralmente estão localizados nos costões e praias e são popularmente conhecidos como amoladores ou afiadores. Partindo desse contexto, pesquisadores da equipe de arqueologia da Espaço realizaram estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento imobiliário em Barra Velha. A área, situada nas proximidades da Lagoa da Barra Velha, apresenta alto potencial para a ocorrência de sítios sambaquis, descritos anteriormente. Para verificar a existência de sítios na área, a equipe realizou prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, por meio das quais não foram encontrados vestígios arqueológicos. Segundo Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, esta está inserida no contexto do Licenciamento Ambiental do empreendimento e representa o cumprimento da Lei n° 3924/61, seguindo os procedimentos definidos pela Instrução Normativa 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Ainda de acordo com o arqueólogo, as pesquisas visam evitar que sítios arqueológicos ainda desconhecidos sejam impactados pela implantação de empreendimentos e, por isso, têm caráter preventivo. Vale acrescentar que os estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito do licenciamento ambiental também têm como objetivo promover a divulgação do patrimônio cultural acautelado existente nas áreas pesquisadas. Por isso, ações junto à comunidade também são realizadas, a partir do contato com os moradores e da distribuição de materiais didático informativos. no-repeat;left top;; auto

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em área de empreendimento logístico

Realização de estudos preventivos no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 223 A equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos preventivos sobre uma área em que será instalado um centro logístico, no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Paraná. Sobre a área, de pouco mais de 7 hectares, foram realizadas prospecções arqueológicas de superfície e subsuperfície, com o objetivo de cumprir com o que prevê a etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, definida pelo Artigo 18 da Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015. No terreno investigado, apesar do alto potencial arqueológico evidenciado, atribuído devido às características topográficas locais e a proximidade da área com um curso de água que deságua na margem esquerda do Rio Iguaçu, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Estudos dessa natureza são apresentados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para que esse se manifeste acerca da emissão de Licenças Ambientais a empreendimentos de tipologias diversas. Também faz parte do estudo, realizar o contato com a comunidade para informar sobre a realização da pesquisa e apresentar informações sobre os bens culturais acautelados existentes na região e, mais especificamente, no município que sediará o empreendimento. A partir da execução de pesquisas como essa, é possível avançar em práticas que visam a valorização, salvaguarda e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro. no-repeat;left top;; auto | Realização de estudos preventivos no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Paraná left #ffffff no-repeat;left top;; auto 223 A equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos preventivos sobre uma área em que será instalado um centro logístico, no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Paraná. Sobre a área, de pouco mais de 7 hectares, foram realizadas prospecções arqueológicas de superfície e subsuperfície, com o objetivo de cumprir com o que prevê a etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, definida pelo Artigo 18 da Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015. No terreno investigado, apesar do alto potencial arqueológico evidenciado, atribuído devido às características topográficas locais e a proximidade da área com um curso de água que deságua na margem esquerda do Rio Iguaçu, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Estudos dessa natureza são apresentados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para que esse se manifeste acerca da emissão de Licenças Ambientais a empreendimentos de tipologias diversas. Também faz parte do estudo, realizar o contato com a comunidade para informar sobre a realização da pesquisa e apresentar informações sobre os bens culturais acautelados existentes na região e, mais especificamente, no município que sediará o empreendimento. A partir da execução de pesquisas como essa, é possível avançar em práticas que visam a valorização, salvaguarda e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro. no-repeat;left top;; auto

Sítios arqueológicos com pinturas rupestres são mapeados na Bahia

240 Durante pesquisas realizadas para o Programa de Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento de transmissão de energia elétrica, dois sítios arqueológicos inéditos foram registrados pela equipe da Espaço Arqueologia. A pesquisa ocorreu entre os municípios de Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Brotas de Macaúbas, na Bahia. Os sítios, compostos por painéis de pinturas rupestres, estão localizados no município de Oliveira dos Brejinhos, na região da Serra do Brejo. O arqueólogo Alessandro De Bona Mello, coordenador das atividades de campo, informou que os sítios foram encontrados no interior de um vale profundo, formado pela erosão fluvial de rochas sedimentares e metamórficas. Os painéis estão situados nos paredões onde as rochas ficam expostas, formando um grande corredor que leva ao sopé da serra. no-repeat;left top;; auto Segundo o pesquisador, a localização dos sítios segue o padrão de ocorrência para esse tipo de contexto arqueológico na região, como já observado em outras pesquisas realizadas pela Espaço Arqueologia nos municípios vizinhos de Ibitiara, Brotas de Macaúbas e Seabra. Os sítios, denominados Pedra Três Irmãos 1 e Pedra Três Irmãos 2, localizam-se a mais de 150 metros do corredor da linha de transmissão e, por isso, não serão impactados pelo empreendimento. Contudo, seu registro é fundamental para ampliar a compreensão sobre o contexto arqueológico regional. Após a identificação dos locais, a equipe de campo contatou os moradores para informar sobre a pesquisa e o contexto arqueológico da região, incluindo os novos achados. Com essa iniciativa, além de informar a comunidade, busca-se sensibilizá-la sobre a importância do Patrimônio Cultural. no-repeat;left top;; auto |240 Durante pesquisas realizadas para o Programa de Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento de transmissão de energia elétrica, dois sítios arqueológicos inéditos foram registrados pela equipe da Espaço Arqueologia. A pesquisa ocorreu entre os municípios de Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Brotas de Macaúbas, na Bahia. Os sítios, compostos por painéis de pinturas rupestres, estão localizados no município de Oliveira dos Brejinhos, na região da Serra do Brejo. O arqueólogo Alessandro De Bona Mello, coordenador das atividades de campo, informou que os sítios foram encontrados no interior de um vale profundo, formado pela erosão fluvial de rochas sedimentares e metamórficas. Os painéis estão situados nos paredões onde as rochas ficam expostas, formando um grande corredor que leva ao sopé da serra. no-repeat;left top;; auto Segundo o pesquisador, a localização dos sítios segue o padrão de ocorrência para esse tipo de contexto arqueológico na região, como já observado em outras pesquisas realizadas pela Espaço Arqueologia nos municípios vizinhos de Ibitiara, Brotas de Macaúbas e Seabra. Os sítios, denominados Pedra Três Irmãos 1 e Pedra Três Irmãos 2, localizam-se a mais de 150 metros do corredor da linha de transmissão e, por isso, não serão impactados pelo empreendimento. Contudo, seu registro é fundamental para ampliar a compreensão sobre o contexto arqueológico regional. Após a identificação dos locais, a equipe de campo contatou os moradores para informar sobre a pesquisa e o contexto arqueológico da região, incluindo os novos achados. Com essa iniciativa, além de informar a comunidade, busca-se sensibilizá-la sobre a importância do Patrimônio Cultural. no-repeat;left top;; auto

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na comunidade de Mirim, Imbituba/SC

Estudos arqueológicos em área destinada a implantação de rotatórias sul e norte na BR 101 left #ffffff no-repeat;left top;; auto 224 Inserida em um contexto de ocupação humana muito antigo, a comunidade do Mirim está localizada no município de Imbituba, Santa Catarina, 4 quilômetros a oeste do seu centro urbano, às margens das pistas sul e norte da BR-101. Fundado no século XVIII e constituído por açorianos e luso-brasileiros, o povoado se dedicou inicialmente às atividades da pesca e da agricultura, erguendo edificações que hoje representam importante patrimônio histórico regional. Deve-se ter em conta, ainda, que o território que hoje pertence ao município de Imbituba já foi habitado populações ainda mais antigas no período pré-colonial, ou seja, antes da chegada dos primeiros europeus às terras americanas. Merecem destaque os sambaquieiros e os povos guarani, que habitaram estes mesmos espaços e deixaram como testemunho de sua presença nas terras litorâneas inúmeros vestígios materiais que hoje compõem os sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Partindo deste contexto, a equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia esteve na comunidade do Mirim para execução de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico em área destinada a implantação de rotatórias sul e norte na BR 101. As ações da pesquisa têm como papel central identificar a possível presença de bens culturais, assim como proteger e difundir, junto à comunidade, a importância do patrimônio local. Segundo Valdir Luiz Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, “a legislação vigente e o alto potencial arqueológico do local torna necessária a realização de estudos arqueológicos para que o empreendimento possa ser instalado”. O pesquisador destaca que o alto potencial arqueológico da área se deve a sua implantação na paisagem (entre pontais rochosos e lagoas), semelhante aos locais onde é comum a ocorrência de sambaquis ou sítios associados aos guarani. Schwengber complementa informando que, em campo, a equipe de arqueólogos realizou linhas de caminhamentos sistemáticos no interior da área em que ocorrerão as obras, e foram escavados poços-teste para investigação em subsuperfície. Com as pesquisas realizadas não foram identificados vestígios arqueológicos e, como complemento, fez-se junto à comunidade o trabalho de divulgação da pesquisa por meio da entrega de material didático/informativo, que traz informações sobre as diferentes etapas da pesquisa arqueológica no contexto do licenciamento ambiental, e sobre os bens culturais acautelados pelo IPHAN existentes na região. no-repeat;left top;; auto | Estudos arqueológicos em área destinada a implantação de rotatórias sul e norte na BR 101 left #ffffff no-repeat;left top;; auto 224 Inserida em um contexto de ocupação humana muito antigo, a comunidade do Mirim está localizada no município de Imbituba, Santa Catarina, 4 quilômetros a oeste do seu centro urbano, às margens das pistas sul e norte da BR-101. Fundado no século XVIII e constituído por açorianos e luso-brasileiros, o povoado se dedicou inicialmente às atividades da pesca e da agricultura, erguendo edificações que hoje representam importante patrimônio histórico regional. Deve-se ter em conta, ainda, que o território que hoje pertence ao município de Imbituba já foi habitado populações ainda mais antigas no período pré-colonial, ou seja, antes da chegada dos primeiros europeus às terras americanas. Merecem destaque os sambaquieiros e os povos guarani, que habitaram estes mesmos espaços e deixaram como testemunho de sua presença nas terras litorâneas inúmeros vestígios materiais que hoje compõem os sítios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Partindo deste contexto, a equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia esteve na comunidade do Mirim para execução de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico em área destinada a implantação de rotatórias sul e norte na BR 101. As ações da pesquisa têm como papel central identificar a possível presença de bens culturais, assim como proteger e difundir, junto à comunidade, a importância do patrimônio local. Segundo Valdir Luiz Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, “a legislação vigente e o alto potencial arqueológico do local torna necessária a realização de estudos arqueológicos para que o empreendimento possa ser instalado”. O pesquisador destaca que o alto potencial arqueológico da área se deve a sua implantação na paisagem (entre pontais rochosos e lagoas), semelhante aos locais onde é comum a ocorrência de sambaquis ou sítios associados aos guarani. Schwengber complementa informando que, em campo, a equipe de arqueólogos realizou linhas de caminhamentos sistemáticos no interior da área em que ocorrerão as obras, e foram escavados poços-teste para investigação em subsuperfície. Com as pesquisas realizadas não foram identificados vestígios arqueológicos e, como complemento, fez-se junto à comunidade o trabalho de divulgação da pesquisa por meio da entrega de material didático/informativo, que traz informações sobre as diferentes etapas da pesquisa arqueológica no contexto do licenciamento ambiental, e sobre os bens culturais acautelados pelo IPHAN existentes na região. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa Arqueológica em Penha, Santa Catarina

241 Entre os meses de setembro e outubro de 2025, a equipe de arqueologia da Espaço executou o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário no município de Penha, no litoral de Santa Catarina. A área de estudo está localizada na margem direita do rio Iriri, próxima à sua foz, situada entre a Praia Alegre e a Praia do Bananal. A história do município de Penha e seu desenvolvimento estão ligados às atividades econômicas voltadas ao mar, em específico, à pesca da baleia e ao comércio dos produtos dela derivados. Estudos arqueológicos demonstram que, no período pré-colonial, povos de diferentes etnias que ocuparam esse mesmo território também possuíam uma forte ligação com o mar. no-repeat;left top;; auto Atualmente, há 7 sítios arqueológicos registrados no município de Penha. Desses, 4 são sambaquis, 2 são oficinas líticas e 1 corresponde às ruínas da antiga Armação Baleeira de Itapocoroi, fundada em 1778. Diante desse contexto arqueológico e do alto potencial da área objeto da pesquisa, a equipe realizou prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, além de entrevistas com moradores locais, a fim de divulgar a pesquisa e obter informações sobre a possível existência de sítios arqueológicos no terreno em estudo ou em suas imediações. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos na área da pesquisa. Contudo, verificou-se que a comunidade local possui conhecimento sobre a existência de sítios (principalmente sambaquis) no município. A pesquisa realizada, que se insere no contexto do licenciamento ambiental, teve como orientação o cumprimento da Lei n° 3.924/61 por meio dos procedimentos administrativos estabelecidos pela Instrução Normativa Iphan n° 01/2015. no-repeat;left top;; auto |241 Entre os meses de setembro e outubro de 2025, a equipe de arqueologia da Espaço executou o Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário no município de Penha, no litoral de Santa Catarina. A área de estudo está localizada na margem direita do rio Iriri, próxima à sua foz, situada entre a Praia Alegre e a Praia do Bananal. A história do município de Penha e seu desenvolvimento estão ligados às atividades econômicas voltadas ao mar, em específico, à pesca da baleia e ao comércio dos produtos dela derivados. Estudos arqueológicos demonstram que, no período pré-colonial, povos de diferentes etnias que ocuparam esse mesmo território também possuíam uma forte ligação com o mar. no-repeat;left top;; auto Atualmente, há 7 sítios arqueológicos registrados no município de Penha. Desses, 4 são sambaquis, 2 são oficinas líticas e 1 corresponde às ruínas da antiga Armação Baleeira de Itapocoroi, fundada em 1778. Diante desse contexto arqueológico e do alto potencial da área objeto da pesquisa, a equipe realizou prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, além de entrevistas com moradores locais, a fim de divulgar a pesquisa e obter informações sobre a possível existência de sítios arqueológicos no terreno em estudo ou em suas imediações. Como resultado, não foram identificados sítios arqueológicos na área da pesquisa. Contudo, verificou-se que a comunidade local possui conhecimento sobre a existência de sítios (principalmente sambaquis) no município. A pesquisa realizada, que se insere no contexto do licenciamento ambiental, teve como orientação o cumprimento da Lei n° 3.924/61 por meio dos procedimentos administrativos estabelecidos pela Instrução Normativa Iphan n° 01/2015. no-repeat;left top;; auto

Sambaqui inédito é identificado em São Francisco do Sul/SC

left #ffffff no-repeat;left top;; auto 225 Durante o processo de licenciamento ambiental para a instalação de um empreendimento imobiliário nas proximidades da praia de Ubatuba, uma descoberta arqueológica significativa foi realizada. Um sambaqui inédito, agora denominado “Ubatuba 1”, foi identificado na área destinada a implantação de um empreendimento imobiliário. Para este trabalho, os pesquisadores realizaram a aplicação de metodologia de campo prevista no projeto de pesquisa, encaminhado ao IPHAN e aprovado pelo órgão. Em campo, foram realizados caminhamentos sistemáticos em toda área diretamente afetada bem como a escavação de 40 poços-teste de aproximadamente 1 metro de profundidade, distribuídos de forma homogênea no terreno. Os procedimentos realizados proporcionaram uma cobertura eficaz em toda área, resultando na descoberta de um sambaqui. no-repeat;left top;; auto Os sambaquis são estruturas arqueológicas compostas por acúmulos de conchas associados a areia, sepultamentos, ossos de animais e outros materiais orgânicos e minerais. Dada a variabilidade percebida na cultura material que compõe os sambaquis e sua relevância na compreensão das dinâmicas ambientais ocorridas no passado, esses sítios correspondem a importantes testemunhos das antigas populações indígenas que habitaram a região, além de contribuir para estudos paleoambientais. Esta descoberta ressalta, ainda, a importância da realização da pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico como parte essencial do licenciamento ambiental, garantindo a preservação do patrimônio arqueológico local. Arqueólogos da Espaço Arqueologia conduziram os estudos sobre a área projetada para receber o empreendimento, assim como os trabalhos prévios realizados no sambaqui identificado e denominado Ubatuba 1. O objetivo central da pesquisa nesta etapa é de preservação do patrimônio arqueológico, além de determinar as medidas necessárias para sua proteção durante o desenvolvimento do empreendimento. O arqueólogo coordenador da pesquisa, Valdir Luiz Schwengber, reforça que o licenciamento ambiental é uma etapa fundamental para qualquer atividade potencialmente impactante, assegurando a sustentabilidade ambiental e cultural da região. A descoberta do sambaqui Ubatuba 1 reforça a necessidade de conciliar atividades econômicas e preservação, promovendo um desenvolvimento responsável e consciente. Essa descoberta arqueológica não apenas enriquece o patrimônio cultural de São Francisco do Sul, mas também serve como um lembrete da importância de integrar estudos ambientais e culturais em projetos de infraestrutura. O sambaqui Ubatuba 1 agora se junta ao rico conjunto arqueológico pré-colonial da região. Cabe destacar que além da identificação do sítio arqueológico, a equipe promoveu ações de divulgação do patrimônio arqueológico local, incluindo o sambaqui Ubatuba 1, tendo como público participante as comunidades do entorno do empreendimento. no-repeat;left top;; auto |left #ffffff no-repeat;left top;; auto 225 Durante o processo de licenciamento ambiental para a instalação de um empreendimento imobiliário nas proximidades da praia de Ubatuba, uma descoberta arqueológica significativa foi realizada. Um sambaqui inédito, agora denominado “Ubatuba 1”, foi identificado na área destinada a implantação de um empreendimento imobiliário. Para este trabalho, os pesquisadores realizaram a aplicação de metodologia de campo prevista no projeto de pesquisa, encaminhado ao IPHAN e aprovado pelo órgão. Em campo, foram realizados caminhamentos sistemáticos em toda área diretamente afetada bem como a escavação de 40 poços-teste de aproximadamente 1 metro de profundidade, distribuídos de forma homogênea no terreno. Os procedimentos realizados proporcionaram uma cobertura eficaz em toda área, resultando na descoberta de um sambaqui. no-repeat;left top;; auto Os sambaquis são estruturas arqueológicas compostas por acúmulos de conchas associados a areia, sepultamentos, ossos de animais e outros materiais orgânicos e minerais. Dada a variabilidade percebida na cultura material que compõe os sambaquis e sua relevância na compreensão das dinâmicas ambientais ocorridas no passado, esses sítios correspondem a importantes testemunhos das antigas populações indígenas que habitaram a região, além de contribuir para estudos paleoambientais. Esta descoberta ressalta, ainda, a importância da realização da pesquisa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico como parte essencial do licenciamento ambiental, garantindo a preservação do patrimônio arqueológico local. Arqueólogos da Espaço Arqueologia conduziram os estudos sobre a área projetada para receber o empreendimento, assim como os trabalhos prévios realizados no sambaqui identificado e denominado Ubatuba 1. O objetivo central da pesquisa nesta etapa é de preservação do patrimônio arqueológico, além de determinar as medidas necessárias para sua proteção durante o desenvolvimento do empreendimento. O arqueólogo coordenador da pesquisa, Valdir Luiz Schwengber, reforça que o licenciamento ambiental é uma etapa fundamental para qualquer atividade potencialmente impactante, assegurando a sustentabilidade ambiental e cultural da região. A descoberta do sambaqui Ubatuba 1 reforça a necessidade de conciliar atividades econômicas e preservação, promovendo um desenvolvimento responsável e consciente. Essa descoberta arqueológica não apenas enriquece o patrimônio cultural de São Francisco do Sul, mas também serve como um lembrete da importância de integrar estudos ambientais e culturais em projetos de infraestrutura. O sambaqui Ubatuba 1 agora se junta ao rico conjunto arqueológico pré-colonial da região. Cabe destacar que além da identificação do sítio arqueológico, a equipe promoveu ações de divulgação do patrimônio arqueológico local, incluindo o sambaqui Ubatuba 1, tendo como público participante as comunidades do entorno do empreendimento. no-repeat;left top;; auto

Estudo de Arqueologia preventiva é executado na região de Lagoa do Dionísio, Ibitiara/BA

left #ffffff no-repeat;left top;; auto 226 As serrarias da localidade de Lagoa do Dionísio, no município de Ibitiara, na Bahia, foram objeto de estudos arqueológicos, referentes à etapa inicial do licenciamento ambiental de um empreendimento de geração de energia eólica. A etapa, corresponde à Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e tem como objetivo identificar, a partir de elementos da paisagem e do contexto arqueológico regional, os compartimentos de alto, médio e baixo potencial para ocorrência de sítios arqueológicos nas áreas de interesse do empreendimento. Tal avaliação se dá por meio de pesquisas bibliográficas e de campanhas de campo, quando a equipe de pesquisadores realiza vistorias in loco e faz contato com a comunidade, no intuito de obter informações a respeito da existência de contextos arqueológicos já conhecidos e realizar a divulgação das informações que já se tem sobre o patrimônio arqueológico local. no-repeat;left top;; auto Em estudos anteriores já realizados na região por nossa equipe, foram identificados sítios arqueológicos compostos por abrigos com pinturas rupestres ou por sítios líticos e cerâmicos superficiais. Na pesquisa atual, por meio das vistorias e conversas realizadas com a comunidade, não foram identificados novos sítios arqueológicos, contudo, se constatou o alto potencial da região para a existência de contextos ainda não registrados. A sequência do estudo se dará com a realização da etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, onde prospecções interventivas serão realizadas nas praças dos aerogeradores e demais estruturas que comporão o empreendimento. no-repeat;left top;; auto |left #ffffff no-repeat;left top;; auto 226 As serrarias da localidade de Lagoa do Dionísio, no município de Ibitiara, na Bahia, foram objeto de estudos arqueológicos, referentes à etapa inicial do licenciamento ambiental de um empreendimento de geração de energia eólica. A etapa, corresponde à Avaliação de Potencial de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, e tem como objetivo identificar, a partir de elementos da paisagem e do contexto arqueológico regional, os compartimentos de alto, médio e baixo potencial para ocorrência de sítios arqueológicos nas áreas de interesse do empreendimento. Tal avaliação se dá por meio de pesquisas bibliográficas e de campanhas de campo, quando a equipe de pesquisadores realiza vistorias in loco e faz contato com a comunidade, no intuito de obter informações a respeito da existência de contextos arqueológicos já conhecidos e realizar a divulgação das informações que já se tem sobre o patrimônio arqueológico local. no-repeat;left top;; auto Em estudos anteriores já realizados na região por nossa equipe, foram identificados sítios arqueológicos compostos por abrigos com pinturas rupestres ou por sítios líticos e cerâmicos superficiais. Na pesquisa atual, por meio das vistorias e conversas realizadas com a comunidade, não foram identificados novos sítios arqueológicos, contudo, se constatou o alto potencial da região para a existência de contextos ainda não registrados. A sequência do estudo se dará com a realização da etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, onde prospecções interventivas serão realizadas nas praças dos aerogeradores e demais estruturas que comporão o empreendimento. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa arqueológica em São José dos Pinhais/PR

left #ffffff no-repeat;left top;; auto 227 A área na qual será instalada uma via pública de aproximadamente 3,5km no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, foi objeto de um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico executado pela Espaço. As investigações ocorreram na zona rural do município, sobre extensas áreas de pastagem e cultivo de grama, além das imediações de locais destinados à extração mineral. Toda a extensão do empreendimento foi objeto de prospecção superficial e subsuperficial e, como resultado dos estudos, não foram identificados vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Além das atividades de prospecção, foram realizadas conversas com a comunidade local no intuito de obter informações sobre a eventual ocorrência de sítios arqueológicos nas imediações do empreendimento. Na mesma oportunidade, fez-se a divulgação dos bens acautelados pelo IPHAN existentes no município e prestou-se esclarecimentos sobre a arqueologia local e os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas. O projeto executado representa o cumprimento da Lei n° 3924/61 e seguiu os processos administrativos indicados pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, uma vez que foi desenvolvida no contexto do Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto |left #ffffff no-repeat;left top;; auto 227 A área na qual será instalada uma via pública de aproximadamente 3,5km no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, foi objeto de um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico executado pela Espaço. As investigações ocorreram na zona rural do município, sobre extensas áreas de pastagem e cultivo de grama, além das imediações de locais destinados à extração mineral. Toda a extensão do empreendimento foi objeto de prospecção superficial e subsuperficial e, como resultado dos estudos, não foram identificados vestígios arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Além das atividades de prospecção, foram realizadas conversas com a comunidade local no intuito de obter informações sobre a eventual ocorrência de sítios arqueológicos nas imediações do empreendimento. Na mesma oportunidade, fez-se a divulgação dos bens acautelados pelo IPHAN existentes no município e prestou-se esclarecimentos sobre a arqueologia local e os procedimentos adotados nas pesquisas arqueológicas. O projeto executado representa o cumprimento da Lei n° 3924/61 e seguiu os processos administrativos indicados pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, uma vez que foi desenvolvida no contexto do Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto

Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em Ventania/PR

left #ffffff no-repeat;left top;; auto 228 Entre abril e maio de 2025, a equipe da Espaço desenvolveu o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em um pequeno trecho rodoviário que interligará as rodovias PR-090 e BR-153, nas proximidades da área urbana do município de Ventania, Paraná. O estudo, realizado no âmbito do Licenciamento Ambiental, seguiu os procedimentos administrativos estabelecidos pela Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015. Dessa forma, na área do empreendimento, foram conduzidas prospecções superficiais por meio de caminhamentos, além de prospecções de subsuperfície, com a aplicação de poços-teste em uma malha de 50 metros. Como resultado da pesquisa, não foram identificados vestígios arqueológicos, não sendo constatado potencial dano ao patrimônio. no-repeat;left top;; auto Além das prospecções, foram promovidas ações junto à comunidade local para divulgar a existência dos bens acautelados pelo IPHAN no município de Ventania, que atualmente correspondem a sete sítios arqueológicos. Na mesma oportunidade, foram fornecidos esclarecimentos aos interlocutores sobre o contexto arqueológico regional e os trâmites envolvidos na pesquisa arqueológica dentro do Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto |left #ffffff no-repeat;left top;; auto 228 Entre abril e maio de 2025, a equipe da Espaço desenvolveu o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em um pequeno trecho rodoviário que interligará as rodovias PR-090 e BR-153, nas proximidades da área urbana do município de Ventania, Paraná. O estudo, realizado no âmbito do Licenciamento Ambiental, seguiu os procedimentos administrativos estabelecidos pela Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015. Dessa forma, na área do empreendimento, foram conduzidas prospecções superficiais por meio de caminhamentos, além de prospecções de subsuperfície, com a aplicação de poços-teste em uma malha de 50 metros. Como resultado da pesquisa, não foram identificados vestígios arqueológicos, não sendo constatado potencial dano ao patrimônio. no-repeat;left top;; auto Além das prospecções, foram promovidas ações junto à comunidade local para divulgar a existência dos bens acautelados pelo IPHAN no município de Ventania, que atualmente correspondem a sete sítios arqueológicos. Na mesma oportunidade, foram fornecidos esclarecimentos aos interlocutores sobre o contexto arqueológico regional e os trâmites envolvidos na pesquisa arqueológica dentro do Licenciamento Ambiental. no-repeat;left top;; auto

Pesquisa arqueológica realizada em Londrina/PR resulta no mapeamento de dois sítios arqueológicos inéditos

left #ffffff no-repeat;left top;; auto 229 O projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico executado nas áreas de influência de um empreendimento rodoviário no município de Londrina, estado do Paraná, resultou na identificação de dois sítios arqueológicos pré-coloniais inéditos. Os estudos fazem parte do processo de Licenciamento Ambiental do empreendimento, e representam o cumprimento das leis n° 3924/61 (lei de proteção dos sítios arqueológicos) e n° 9605/98 (lei de crimes ambientais). Sua execução segue o disposto na Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, que trata dos procedimentos administrativos seguidos pelo órgão no âmbito do licenciamento. A região da pesquisa apresenta alto potencial arqueológico. Tal inferência é comprovada por diversos estudos de Arqueologia Preventiva executadas desde o início do século XXI, onde diversos sítios foram mapeados nas áreas de influência de empreendimentos de diferentes tipologias. no-repeat;left top;; auto No estudo de que trata esta nota, as evidências registradas permitem atestar que os contextos se tratam de sítios lito-cerâmicos à céu aberto, implantados no topo das colinas, nas imediações de fontes de recursos hídricos. Um dos sítios está localizado na margem esquerda do rio Taquara, a menos de 130 metros do seu leito, enquanto o outro, localizado na margem esquerda do Ribeirão Gamelão, mas distante desde 500 metros, tem em um banhado de elevação sua referência hídrica mais próxima. Na etapa atual da pesquisa, os sítios foram identificados, caracterizados e delimitados, e toda a documentação compilada e produzida será enviada ao IPHAN para que o órgão promova o registro do sítio. Posteriormente, na etapa do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, medidas de salvaguarda deste patrimônio deverão ser adotadas, como o salvamento arqueológico ou a preservação in situ. Como parte do projeto executado, foram realizadas ações de divulgação e extroversão junto à comunidade inserida nas áreas de influência do empreendimento. Para os interlocutores contatados, foram entregues materiais didático-informativos sobre a arqueologia regional e as diferentes etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento. Também foram fornecidos esclarecimentos sobre a pesquisa realizada e os resultados obtidos. Tais ações representam o cumprimento da função social da pesquisa, que consiste em disseminar o conhecimento produzido e promover a valorização do Patrimônio Arqueológico. no-repeat;left top;; auto |left #ffffff no-repeat;left top;; auto 229 O projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico executado nas áreas de influência de um empreendimento rodoviário no município de Londrina, estado do Paraná, resultou na identificação de dois sítios arqueológicos pré-coloniais inéditos. Os estudos fazem parte do processo de Licenciamento Ambiental do empreendimento, e representam o cumprimento das leis n° 3924/61 (lei de proteção dos sítios arqueológicos) e n° 9605/98 (lei de crimes ambientais). Sua execução segue o disposto na Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, que trata dos procedimentos administrativos seguidos pelo órgão no âmbito do licenciamento. A região da pesquisa apresenta alto potencial arqueológico. Tal inferência é comprovada por diversos estudos de Arqueologia Preventiva executadas desde o início do século XXI, onde diversos sítios foram mapeados nas áreas de influência de empreendimentos de diferentes tipologias. no-repeat;left top;; auto No estudo de que trata esta nota, as evidências registradas permitem atestar que os contextos se tratam de sítios lito-cerâmicos à céu aberto, implantados no topo das colinas, nas imediações de fontes de recursos hídricos. Um dos sítios está localizado na margem esquerda do rio Taquara, a menos de 130 metros do seu leito, enquanto o outro, localizado na margem esquerda do Ribeirão Gamelão, mas distante desde 500 metros, tem em um banhado de elevação sua referência hídrica mais próxima. Na etapa atual da pesquisa, os sítios foram identificados, caracterizados e delimitados, e toda a documentação compilada e produzida será enviada ao IPHAN para que o órgão promova o registro do sítio. Posteriormente, na etapa do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, medidas de salvaguarda deste patrimônio deverão ser adotadas, como o salvamento arqueológico ou a preservação in situ. Como parte do projeto executado, foram realizadas ações de divulgação e extroversão junto à comunidade inserida nas áreas de influência do empreendimento. Para os interlocutores contatados, foram entregues materiais didático-informativos sobre a arqueologia regional e as diferentes etapas da pesquisa arqueológica no âmbito do licenciamento. Também foram fornecidos esclarecimentos sobre a pesquisa realizada e os resultados obtidos. Tais ações representam o cumprimento da função social da pesquisa, que consiste em disseminar o conhecimento produzido e promover a valorização do Patrimônio Arqueológico. no-repeat;left top;; auto