Arqueologia no Vale do Rio do Sono, estado de Minas Gerais

247 A área pretendida para a instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no curso do rio do Sono, entre os municípios de João Pinheiro e Buritizeiro, estado de Minas Gerais, foi objeto de pesquisa arqueológica entre os meses de outubro e novembro de 2025. Nesse período, a equipe de arqueologia da Espaço executou as atividades de campo referentes ao programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do empreendimento, visando ao cumprimento das Leis n° 3.924/61 e 9.605/98. Seguindo os procedimentos administrativos e orientações fixadas pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, a equipe executou prospecções de superfície e subsuperfície na área que será afetada pela instalação do empreendimento hidrelétrico. no-repeat;left top;; auto Além das pesquisas, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação dos bens culturais acautelados junto à comunidade situada nas imediações da área pesquisada e na área urbana dos municípios de João Pinheiro e Buritizeiro. Como resultado das pesquisas, não foram identificados sítios arqueológicos na área pretendida para o aproveitamento hidrelétrico. Desse modo, a partir dos procedimentos executados, é possível garantir a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro e o cumprimento da legislação vigente. no-repeat;left top;; auto |247 A área pretendida para a instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no curso do rio do Sono, entre os municípios de João Pinheiro e Buritizeiro, estado de Minas Gerais, foi objeto de pesquisa arqueológica entre os meses de outubro e novembro de 2025. Nesse período, a equipe de arqueologia da Espaço executou as atividades de campo referentes ao programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do empreendimento, visando ao cumprimento das Leis n° 3.924/61 e 9.605/98. Seguindo os procedimentos administrativos e orientações fixadas pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, a equipe executou prospecções de superfície e subsuperfície na área que será afetada pela instalação do empreendimento hidrelétrico. no-repeat;left top;; auto Além das pesquisas, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação dos bens culturais acautelados junto à comunidade situada nas imediações da área pesquisada e na área urbana dos municípios de João Pinheiro e Buritizeiro. Como resultado das pesquisas, não foram identificados sítios arqueológicos na área pretendida para o aproveitamento hidrelétrico. Desse modo, a partir dos procedimentos executados, é possível garantir a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro e o cumprimento da legislação vigente. no-repeat;left top;; auto
Arqueologia em Lages, Santa Catarina

248 O município de Lages, situado no Planalto Serrano de Santa Catarina, possui 118 sítios arqueológicos registrados. Desse total, 54 correspondem a sítios pré-coloniais, associados a diferentes tradições culturais indígenas, e 64 são históricos, relacionados a processos de ocupação luso-brasileira, tropeirismo e presença afrodescendente. Os sítios pré-coloniais incluem oficinas líticas, sítios a céu aberto e complexas estruturas de pisos rebaixados (casas subterrâneas) ou monticulares; já os sítios históricos abrangem ruínas de antigas fazendas, muros de taipa e estruturas associadas a atividades produtivas e religiosas. Entre os registros arqueológicos de Lages, destaca-se o Sítio Passo Fundo I, que é composto por quatro estruturas principais: uma plataforma circular, dois montículos e um montículo com vala. Escavações realizadas pela equipe do CEOM/Unochapecó revelaram fragmentos cerâmicos, carvões, argilas queimadas e blocos de arenito reorganizados, indicando intensa atividade humana e possível uso cerimonial. no-repeat;left top;; auto O Sítio Passo Fundo I está localizado em uma área de expansão urbana do município de Lages e, entre os meses de novembro e dezembro de 2025, a equipe da Espaço realizou estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um loteamento localizado a menos de 500 metros do sítio. O estudo faz parte do processo de licenciamento ambiental e tem como objetivo verificar a ocorrência de contextos arqueológicos na área do empreendimento. A área, que possui características geográficas semelhantes ao local de implantação do Sítio Passo Fundo I, apresenta alto potencial arqueológico e, por isso, pesquisas sistemáticas e intensivas foram executadas por meio de poços-teste e varreduras de superfície. Como resultado, não foram identificados contextos arqueológicos na área do loteamento. Contudo, conforme destaca o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, dada a tendência de crescimento urbano dessa região do município, é importante que medidas de proteção sejam adotadas para evitar que o Sítio Passo Fundo I seja impactado. Ainda segundo Schwengber, para garantir a salvaguarda desse importante exemplar do patrimônio arqueológico regional, é fundamental que sejam desenvolvidas ações que busquem o engajamento da comunidade nessa direção. Desse modo, ações de esclarecimento e divulgação sistemáticas, como as que foram realizadas no âmbito do programa de Avaliação de Impacto, são necessárias. Por fim, é importante destacar que, assim como os demais sítios arqueológicos, o Sítio Passo Fundo I tem sua preservação assegurada pela Lei nº 3.924/61, que reconhece todos os bens arqueológicos como propriedade da União. no-repeat;left top;; auto |248 O município de Lages, situado no Planalto Serrano de Santa Catarina, possui 118 sítios arqueológicos registrados. Desse total, 54 correspondem a sítios pré-coloniais, associados a diferentes tradições culturais indígenas, e 64 são históricos, relacionados a processos de ocupação luso-brasileira, tropeirismo e presença afrodescendente. Os sítios pré-coloniais incluem oficinas líticas, sítios a céu aberto e complexas estruturas de pisos rebaixados (casas subterrâneas) ou monticulares; já os sítios históricos abrangem ruínas de antigas fazendas, muros de taipa e estruturas associadas a atividades produtivas e religiosas. Entre os registros arqueológicos de Lages, destaca-se o Sítio Passo Fundo I, que é composto por quatro estruturas principais: uma plataforma circular, dois montículos e um montículo com vala. Escavações realizadas pela equipe do CEOM/Unochapecó revelaram fragmentos cerâmicos, carvões, argilas queimadas e blocos de arenito reorganizados, indicando intensa atividade humana e possível uso cerimonial. no-repeat;left top;; auto O Sítio Passo Fundo I está localizado em uma área de expansão urbana do município de Lages e, entre os meses de novembro e dezembro de 2025, a equipe da Espaço realizou estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um loteamento localizado a menos de 500 metros do sítio. O estudo faz parte do processo de licenciamento ambiental e tem como objetivo verificar a ocorrência de contextos arqueológicos na área do empreendimento. A área, que possui características geográficas semelhantes ao local de implantação do Sítio Passo Fundo I, apresenta alto potencial arqueológico e, por isso, pesquisas sistemáticas e intensivas foram executadas por meio de poços-teste e varreduras de superfície. Como resultado, não foram identificados contextos arqueológicos na área do loteamento. Contudo, conforme destaca o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa, dada a tendência de crescimento urbano dessa região do município, é importante que medidas de proteção sejam adotadas para evitar que o Sítio Passo Fundo I seja impactado. Ainda segundo Schwengber, para garantir a salvaguarda desse importante exemplar do patrimônio arqueológico regional, é fundamental que sejam desenvolvidas ações que busquem o engajamento da comunidade nessa direção. Desse modo, ações de esclarecimento e divulgação sistemáticas, como as que foram realizadas no âmbito do programa de Avaliação de Impacto, são necessárias. Por fim, é importante destacar que, assim como os demais sítios arqueológicos, o Sítio Passo Fundo I tem sua preservação assegurada pela Lei nº 3.924/61, que reconhece todos os bens arqueológicos como propriedade da União. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em Grão Mogol e Cristália, Minas Gerais

249 O baixo curso do rio Itacambiruçu, que estabelece os limites entre os municípios de Grão Mogol e Cristália, foi objeto de estudos arqueológicos. As pesquisas ocorreram, mais precisamente, sobre as áreas de interesse de um empreendimento hidrelétrico, projetado para ser instalado a sudeste da sede do município de Grão Mogol. A área da pesquisa apresenta aspectos geológicos bastante peculiares, com evidências marcantes do processo de dissolução das rochas a partir da ação das águas do rio. Também têm destaque os sítios arqueológicos compostos por pinturas rupestres, registrados em áreas de afloramentos rochosos situados nos topos das vertentes e encostas, além de sítios caracterizados por concentrações de materiais líticos e cerâmicos. no-repeat;left top;; auto Nesse contexto, a equipe da Espaço desenvolveu o programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, que cumpre com o que prevê o Art. 18 da Instrução Normativa n° 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Desse modo, toda a área de interesse do empreendimento foi prospectada por meio de verificações de superfície e escavação de poços-teste distribuídos de forma regular sobre o arranjo da usina projetada. Como resultado das intervenções, não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Complementando o estudo, foram realizados contatos com moradores locais e da parte central do município de Grão Mogol, no intuito de divulgar o patrimônio cultural acautelado do município e chamar a atenção para sua relevância para os estudos que tratam das ocupações humanas ao longo de toda a história. no-repeat;left top;; auto |249 O baixo curso do rio Itacambiruçu, que estabelece os limites entre os municípios de Grão Mogol e Cristália, foi objeto de estudos arqueológicos. As pesquisas ocorreram, mais precisamente, sobre as áreas de interesse de um empreendimento hidrelétrico, projetado para ser instalado a sudeste da sede do município de Grão Mogol. A área da pesquisa apresenta aspectos geológicos bastante peculiares, com evidências marcantes do processo de dissolução das rochas a partir da ação das águas do rio. Também têm destaque os sítios arqueológicos compostos por pinturas rupestres, registrados em áreas de afloramentos rochosos situados nos topos das vertentes e encostas, além de sítios caracterizados por concentrações de materiais líticos e cerâmicos. no-repeat;left top;; auto Nesse contexto, a equipe da Espaço desenvolveu o programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, que cumpre com o que prevê o Art. 18 da Instrução Normativa n° 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Desse modo, toda a área de interesse do empreendimento foi prospectada por meio de verificações de superfície e escavação de poços-teste distribuídos de forma regular sobre o arranjo da usina projetada. Como resultado das intervenções, não foram identificados sítios arqueológicos inéditos. Complementando o estudo, foram realizados contatos com moradores locais e da parte central do município de Grão Mogol, no intuito de divulgar o patrimônio cultural acautelado do município e chamar a atenção para sua relevância para os estudos que tratam das ocupações humanas ao longo de toda a história. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em Pinhais, região metropolitana de Curitiba/PR

250 Nossa equipe de arqueologia da Espaço, executou os programas de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em três empreendimentos imobiliários no município de Pinhais/PR. Tais estudos correspondem ao cumprimento da Lei nº 3.924/61 e seguem os procedimentos indicados pela Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015, que trata das etapas da pesquisa arqueológica no âmbito dos processos de licenciamento ambiental. As pesquisas executadas objetivaram avaliar a existência de contextos arqueológicos nas áreas de interesse dos empreendimentos. Para isso, em escritório, foram realizados estudos prévios a partir de levantamentos bibliográficos, consultas às bases de dados do IPHAN e análises cartográficas. Em campo, foram aplicados métodos de prospecção superficial e subsuperficial em toda a extensão das poligonais de delimitação das áreas que serão diretamente afetadas pelas obras futuras. no-repeat;left top;; auto Como resultado das atividades de escritório e de campo, não foram constatados sítios, contextos ou ocorrências arqueológicas nas áreas investigadas. Complementando as prospecções, em campo também foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação junto à comunidade, no intuito de informar os moradores locais sobre a atuação da arqueologia no licenciamento ambiental, apresentar esclarecimentos sobre a execução da pesquisa arqueológica e divulgar o patrimônio acautelado existente no município de Pinhais/PR. no-repeat;left top;; auto |250 Nossa equipe de arqueologia da Espaço, executou os programas de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em três empreendimentos imobiliários no município de Pinhais/PR. Tais estudos correspondem ao cumprimento da Lei nº 3.924/61 e seguem os procedimentos indicados pela Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015, que trata das etapas da pesquisa arqueológica no âmbito dos processos de licenciamento ambiental. As pesquisas executadas objetivaram avaliar a existência de contextos arqueológicos nas áreas de interesse dos empreendimentos. Para isso, em escritório, foram realizados estudos prévios a partir de levantamentos bibliográficos, consultas às bases de dados do IPHAN e análises cartográficas. Em campo, foram aplicados métodos de prospecção superficial e subsuperficial em toda a extensão das poligonais de delimitação das áreas que serão diretamente afetadas pelas obras futuras. no-repeat;left top;; auto Como resultado das atividades de escritório e de campo, não foram constatados sítios, contextos ou ocorrências arqueológicas nas áreas investigadas. Complementando as prospecções, em campo também foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação junto à comunidade, no intuito de informar os moradores locais sobre a atuação da arqueologia no licenciamento ambiental, apresentar esclarecimentos sobre a execução da pesquisa arqueológica e divulgar o patrimônio acautelado existente no município de Pinhais/PR. no-repeat;left top;; auto
Estudo arqueológico em Jundiaí, estado de São Paulo

251 Em janeiro de 2026, foram concluídas as atividades de escritório e campo associadas ao programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas que serão afetadas por obras de implantação de dispositivos de acesso e retorno na rodovia SP-330, no município de Jundiaí, estado de São Paulo. Os trabalhos de escritório se concentraram na execução de levantamentos bibliográficos a respeito do contexto arqueológico e etno-histórico regional, contribuindo para as definições sobre o potencial arqueológico das áreas investigadas. Nos levantamentos realizados, também foi possível obter informações a respeito das características e condições de conservação dos sítios arqueológicos mapeados no município de Jundiaí. Entre os sítios registrados (quatro, no total), tem destaque o sítio arqueológico “Museu”, que corresponde à área externa situada aos fundos do edifício conhecido como Solar do Barão, localizado no Centro Histórico do município de Jundiaí. A edificação teve sua construção iniciada na década de 1790, configurando-se como uma residência urbana vinculada ao contexto histórico de ocupação associado às elites agrárias regionais. O nome Solar do Barão refere-se a Antônio de Queiroz Telles, figura histórica relacionada à aristocracia cafeeira e canavieira do interior do estado de São Paulo. no-repeat;left top;; auto As atividades de campo, por sua vez, consistiram na realização de prospecções de superfície e subsuperfície nas áreas que serão afetadas pelas obras. Foram 87 poços-teste escavados, além da execução de caminhamentos sistemáticos e intensivos ao longo de todas as poligonais. Como resultado, constatou-se que as áreas apresentam grande alteração devido à construção e operação dos dispositivos que já compõem a rodovia, sendo que boa parte das áreas prospectadas correspondem a aterros ou cortes no terreno, decorrentes de obras de décadas atrás. Também vale destacar que não foram identificados vestígios arqueológicos no decorrer das prospecções executadas. Além das prospecções, durante a mobilização de campo, foi realizada visita ao sítio arqueológico “Museu”, bem como, ações de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados com a comunidade local. Todas as ações executadas no programa de investigação desenvolvido no município de Jundiaí tiveram como objetivo o cumprimento da Lei nº 3.924/61, que protege os sítios arqueológicos, a partir dos procedimentos técnicos e administrativos previstos na Instrução Normativa IPHAN nº 001/2015. no-repeat;left top;; auto |251 Em janeiro de 2026, foram concluídas as atividades de escritório e campo associadas ao programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas que serão afetadas por obras de implantação de dispositivos de acesso e retorno na rodovia SP-330, no município de Jundiaí, estado de São Paulo. Os trabalhos de escritório se concentraram na execução de levantamentos bibliográficos a respeito do contexto arqueológico e etno-histórico regional, contribuindo para as definições sobre o potencial arqueológico das áreas investigadas. Nos levantamentos realizados, também foi possível obter informações a respeito das características e condições de conservação dos sítios arqueológicos mapeados no município de Jundiaí. Entre os sítios registrados (quatro, no total), tem destaque o sítio arqueológico “Museu”, que corresponde à área externa situada aos fundos do edifício conhecido como Solar do Barão, localizado no Centro Histórico do município de Jundiaí. A edificação teve sua construção iniciada na década de 1790, configurando-se como uma residência urbana vinculada ao contexto histórico de ocupação associado às elites agrárias regionais. O nome Solar do Barão refere-se a Antônio de Queiroz Telles, figura histórica relacionada à aristocracia cafeeira e canavieira do interior do estado de São Paulo. no-repeat;left top;; auto As atividades de campo, por sua vez, consistiram na realização de prospecções de superfície e subsuperfície nas áreas que serão afetadas pelas obras. Foram 87 poços-teste escavados, além da execução de caminhamentos sistemáticos e intensivos ao longo de todas as poligonais. Como resultado, constatou-se que as áreas apresentam grande alteração devido à construção e operação dos dispositivos que já compõem a rodovia, sendo que boa parte das áreas prospectadas correspondem a aterros ou cortes no terreno, decorrentes de obras de décadas atrás. Também vale destacar que não foram identificados vestígios arqueológicos no decorrer das prospecções executadas. Além das prospecções, durante a mobilização de campo, foi realizada visita ao sítio arqueológico “Museu”, bem como, ações de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados com a comunidade local. Todas as ações executadas no programa de investigação desenvolvido no município de Jundiaí tiveram como objetivo o cumprimento da Lei nº 3.924/61, que protege os sítios arqueológicos, a partir dos procedimentos técnicos e administrativos previstos na Instrução Normativa IPHAN nº 001/2015. no-repeat;left top;; auto
Arqueologia preventiva em Campina Grande do Sul, Paraná

235 Motivada pelo processo de licenciamento ambiental de uma área onde será instalado um complexo esportivo, a equipe de arqueologia da Espaço executou um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Campina Grande do Sul, estado do Paraná. O estudo representa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 e segue os ritos previstos pela Instrução Normativa do IPHAN nº 01/2015. Desse modo, considerando a tipologia do empreendimento e seu potencial de impacto sobre contextos arqueológicos ainda desconhecidos, fez-se necessária a realização de estudos sistemáticos com prospecções de superfície e subsuperfície em toda a sua área. Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, chama a atenção para a necessidade da realização de estudos dessa natureza, a fim de que haja o pleno cumprimento das Leis nº 3.924/61 (que trata da proteção dos sítios arqueológicos) e nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), bem como dos artigos 216 e 225 da Constituição Federal. no-repeat;left top;; auto Segundo o arqueólogo, até o presente momento, uma parcela muito pequena do vasto território nacional foi objeto de pesquisas arqueológicas. Nesse sentido, complementa o pesquisador, considerando o Princípio da Precaução — consagrado no Direito Ambiental e amplamente destacado em diferentes decisões judiciais que tratam do tema — é necessário que se realizem estudos preventivos de arqueologia em áreas ainda não pesquisadas, a fim de evitar que sítios arqueológicos desconhecidos sejam impactados por empreendimentos de diferentes naturezas. No estudo em questão, que respeita o Princípio da Precaução citado anteriormente, foram realizadas prospecções de superfície (caminhamentos sistemáticos) e de subsuperfície (escavação de poços-teste), abrangendo toda a área de interesse do empreendimento. Como resultado, não foram identificados vestígios arqueológicos e, dessa forma, no que tange ao Patrimônio Arqueológico, não há óbices para a emissão das licenças ambientais requeridas para o empreendimento. Valdir destaca, por fim, a participação do IPHAN nos processos de licenciamento ambiental em diferentes esferas — federal, estadual e municipal — uma vez que essa participação é fundamental para a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro, além de representar uma importante camada de segurança jurídica ao trâmite de licenciamento dos empreendimentos. no-repeat;left top;; auto |235 Motivada pelo processo de licenciamento ambiental de uma área onde será instalado um complexo esportivo, a equipe de arqueologia da Espaço executou um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Campina Grande do Sul, estado do Paraná. O estudo representa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 e segue os ritos previstos pela Instrução Normativa do IPHAN nº 01/2015. Desse modo, considerando a tipologia do empreendimento e seu potencial de impacto sobre contextos arqueológicos ainda desconhecidos, fez-se necessária a realização de estudos sistemáticos com prospecções de superfície e subsuperfície em toda a sua área. Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, chama a atenção para a necessidade da realização de estudos dessa natureza, a fim de que haja o pleno cumprimento das Leis nº 3.924/61 (que trata da proteção dos sítios arqueológicos) e nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), bem como dos artigos 216 e 225 da Constituição Federal. no-repeat;left top;; auto Segundo o arqueólogo, até o presente momento, uma parcela muito pequena do vasto território nacional foi objeto de pesquisas arqueológicas. Nesse sentido, complementa o pesquisador, considerando o Princípio da Precaução — consagrado no Direito Ambiental e amplamente destacado em diferentes decisões judiciais que tratam do tema — é necessário que se realizem estudos preventivos de arqueologia em áreas ainda não pesquisadas, a fim de evitar que sítios arqueológicos desconhecidos sejam impactados por empreendimentos de diferentes naturezas. No estudo em questão, que respeita o Princípio da Precaução citado anteriormente, foram realizadas prospecções de superfície (caminhamentos sistemáticos) e de subsuperfície (escavação de poços-teste), abrangendo toda a área de interesse do empreendimento. Como resultado, não foram identificados vestígios arqueológicos e, dessa forma, no que tange ao Patrimônio Arqueológico, não há óbices para a emissão das licenças ambientais requeridas para o empreendimento. Valdir destaca, por fim, a participação do IPHAN nos processos de licenciamento ambiental em diferentes esferas — federal, estadual e municipal — uma vez que essa participação é fundamental para a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro, além de representar uma importante camada de segurança jurídica ao trâmite de licenciamento dos empreendimentos. no-repeat;left top;; auto
Avaliação de impacto ao Patrimônio Arqueológico resulta na identificação de três novos sítios arqueológicos em Nova Tebas/PR

236 Três sítios arqueológicos inéditos foram identificados durante a execução de um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, realizado nas áreas de influência das obras de melhoramento de uma rodovia que interliga os municípios de Nova Tebas e Pitanga, na região centro-ocidental do Paraná. Os sítios são pré-coloniais e se caracterizam como concentrações de materiais líticos dispersos na superfície. Todos se localizam nas imediações da margem direita do Rio Barreirinho, tributário do Rio Corumbataí. De acordo com o arqueólogo coordenador de campo, Alessandro De Bona Mello, a equipe identificou os sítios arqueológicos por meio de prospecções superficiais, executadas a partir de caminhamentos sistemáticos sobre áreas cuja cobertura vegetal permite boa visibilidade do solo. Ainda segundo o pesquisador, os sítios apresentam relativa densidade de materiais líticos, os quais se assemelham àqueles que caracterizam a indústria lítica lascada da região, geralmente associada aos povos pré-coloniais de economia mista (caça, coleta e horticultura). no-repeat;left top;; auto Os resultados obtidos na pesquisa serão submetidos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, segundo a Lei n° 3924/61, as obras do empreendimento na área dos sítios somente poderão ocorrer após a realização do salvamento desses contextos arqueológicos. Dessa forma, seguindo o rito previsto pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, o próximo passo consiste na execução de um Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico (PGPA), em que serão aplicadas estratégias de salvaguarda dos contextos arqueológicos identificados na pesquisa. Ainda no âmbito da execução da Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação do patrimônio acautelado junto à comunidade do entorno do empreendimento. Esta ação, assim como a pesquisa, é fundamental para que a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro seja efetiva. no-repeat;left top;; auto |236 Três sítios arqueológicos inéditos foram identificados durante a execução de um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, realizado nas áreas de influência das obras de melhoramento de uma rodovia que interliga os municípios de Nova Tebas e Pitanga, na região centro-ocidental do Paraná. Os sítios são pré-coloniais e se caracterizam como concentrações de materiais líticos dispersos na superfície. Todos se localizam nas imediações da margem direita do Rio Barreirinho, tributário do Rio Corumbataí. De acordo com o arqueólogo coordenador de campo, Alessandro De Bona Mello, a equipe identificou os sítios arqueológicos por meio de prospecções superficiais, executadas a partir de caminhamentos sistemáticos sobre áreas cuja cobertura vegetal permite boa visibilidade do solo. Ainda segundo o pesquisador, os sítios apresentam relativa densidade de materiais líticos, os quais se assemelham àqueles que caracterizam a indústria lítica lascada da região, geralmente associada aos povos pré-coloniais de economia mista (caça, coleta e horticultura). no-repeat;left top;; auto Os resultados obtidos na pesquisa serão submetidos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, segundo a Lei n° 3924/61, as obras do empreendimento na área dos sítios somente poderão ocorrer após a realização do salvamento desses contextos arqueológicos. Dessa forma, seguindo o rito previsto pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, o próximo passo consiste na execução de um Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico (PGPA), em que serão aplicadas estratégias de salvaguarda dos contextos arqueológicos identificados na pesquisa. Ainda no âmbito da execução da Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação do patrimônio acautelado junto à comunidade do entorno do empreendimento. Esta ação, assim como a pesquisa, é fundamental para que a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro seja efetiva. no-repeat;left top;; auto
Estudo arqueológico em Pinhais, Paraná

237 Em atendimento à legislação vigente, a nossa equipe de arqueologia executou o Programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de influência de um empreendimento imobiliário, no município de Pinhais/PR. As pesquisas realizadas consistiram em uma etapa de escritório, onde levantamentos de dados secundários permitiram à equipe conhecer o contexto ambiental, arqueológico e etno-histórico regional. A etapa seguinte da pesquisa consistiu, após a publicação da portaria de pesquisa, em executar as intervenções na área do empreendimento. Nessas prospecções foram realizados caminhamentos sistemáticos e 40 poços-teste foram escavados, no intuito de verificar a existência de evidências arqueológicas em superfície e subsuperfície, em cumprimento com a metodologia aprovada pelo IPHAN. Como resultado, não foram encontrados contextos arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Também no escopo do Programa foram realizadas ações de divulgação, extroversão da pesquisa e esclarecimento junto à comunidade local, cumprindo com a função social da pesquisa arqueológica. Vale destacar que o estudo realizado representa o cumprimento da Lei n° 3924/61, seguindo os procedimentos da Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, que define de que forma o IPHAN atuará em processos de Licenciamento Ambiental, garantindo a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro. no-repeat;left top;; auto |237 Em atendimento à legislação vigente, a nossa equipe de arqueologia executou o Programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de influência de um empreendimento imobiliário, no município de Pinhais/PR. As pesquisas realizadas consistiram em uma etapa de escritório, onde levantamentos de dados secundários permitiram à equipe conhecer o contexto ambiental, arqueológico e etno-histórico regional. A etapa seguinte da pesquisa consistiu, após a publicação da portaria de pesquisa, em executar as intervenções na área do empreendimento. Nessas prospecções foram realizados caminhamentos sistemáticos e 40 poços-teste foram escavados, no intuito de verificar a existência de evidências arqueológicas em superfície e subsuperfície, em cumprimento com a metodologia aprovada pelo IPHAN. Como resultado, não foram encontrados contextos arqueológicos. no-repeat;left top;; auto Também no escopo do Programa foram realizadas ações de divulgação, extroversão da pesquisa e esclarecimento junto à comunidade local, cumprindo com a função social da pesquisa arqueológica. Vale destacar que o estudo realizado representa o cumprimento da Lei n° 3924/61, seguindo os procedimentos da Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015, que define de que forma o IPHAN atuará em processos de Licenciamento Ambiental, garantindo a salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa no Rio Cavernoso resulta na identificação de um sítio arqueológico inédito

Programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 221 No mês de fevereiro de 2025 a equipe da Espaço Arqueologia esteve no estado do Paraná para realizar pesquisas arqueológicas associadas a um programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica projetada sobre o curso do rio Cavernoso, entre os municípios de Cantagalo e Guarapuava. Esta pesquisa representa o cumprimento da legislação nacional vigente e busca evitar que sítios arqueológicos sejam impactados sem o devido estudo. As buscas por vestígios arqueológicos no local da pesquisa incluíram a execução de linhas de caminhamento sistemáticos por toda área do empreendimento, escavações de poços-teste de até um metro de profundidade além de coletas de dados geográficos. no-repeat;left top;; auto Segundo a base de dados do IPHAN no Cadastro Nacional de Sítios de Sítios Arqueológicos (CNSA) foi constatado a existência de 6 (seis) sítios arqueológicos registrados para o município de Guarapuava, entretanto, para o município de Cantagalo, não existem registros de bens arqueológicos nesta base. Contudo, além de Guarapuava, os municípios vizinhos contam com registros de diverso sítios arqueológicos associados a vários grupos humanos, indicando uma ocupação dinâmica e diversificada para a região. Sobre esse contexto, por meio de intensas buscas nas áreas do empreendimento, a equipe de pesquisadores identificou um sítio arqueológico inédito. Trata-se de um sítio lítico superficial composto concentração de lascas e artefatos entalhados em arenito silicificado e quartzo. O sítio está implantado a 30 metros de distância da margem esquerda do rio Cavernoso e ocupa uma área de aproximadamente 500 m² que, no momento, está sendo utilizada para o plantio de soja. Segundo o arqueólogo coordenador da pesquisa, Prof. Dr. Valdir Luiz Schwengber, na etapa atual do estudo, cabe apenas o registro do sítio, sendo que a adoção de medidas de salvaguarda do contexto identificado deve ocorrer na fase seguinte, que corresponde ao Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico. Schwengber complementa informando que a execução de estudos preventivos é fundamental para que se atinja o cumprimento da legislação vigente e, com isso, possa se avançar em políticas de preservação do patrimônio arqueológico e na obtenção de novos dados que contribuam para o desenvolvimento da arqueologia regional. Os trabalhos de campo ainda foram complementados com a distribuição de material informativo à população local de ambos os municípios. Esta aproximação com moradores propiciou conversas que esclareceram dúvidas sobre as estratégias adotadas nas pesquisas arqueológicas no âmbito do processo de licenciamento ambiental. no-repeat;left top;; auto | Programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica left #ffffff no-repeat;left top;; auto 221 No mês de fevereiro de 2025 a equipe da Espaço Arqueologia esteve no estado do Paraná para realizar pesquisas arqueológicas associadas a um programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de uma Central Geradora Hidrelétrica projetada sobre o curso do rio Cavernoso, entre os municípios de Cantagalo e Guarapuava. Esta pesquisa representa o cumprimento da legislação nacional vigente e busca evitar que sítios arqueológicos sejam impactados sem o devido estudo. As buscas por vestígios arqueológicos no local da pesquisa incluíram a execução de linhas de caminhamento sistemáticos por toda área do empreendimento, escavações de poços-teste de até um metro de profundidade além de coletas de dados geográficos. no-repeat;left top;; auto Segundo a base de dados do IPHAN no Cadastro Nacional de Sítios de Sítios Arqueológicos (CNSA) foi constatado a existência de 6 (seis) sítios arqueológicos registrados para o município de Guarapuava, entretanto, para o município de Cantagalo, não existem registros de bens arqueológicos nesta base. Contudo, além de Guarapuava, os municípios vizinhos contam com registros de diverso sítios arqueológicos associados a vários grupos humanos, indicando uma ocupação dinâmica e diversificada para a região. Sobre esse contexto, por meio de intensas buscas nas áreas do empreendimento, a equipe de pesquisadores identificou um sítio arqueológico inédito. Trata-se de um sítio lítico superficial composto concentração de lascas e artefatos entalhados em arenito silicificado e quartzo. O sítio está implantado a 30 metros de distância da margem esquerda do rio Cavernoso e ocupa uma área de aproximadamente 500 m² que, no momento, está sendo utilizada para o plantio de soja. Segundo o arqueólogo coordenador da pesquisa, Prof. Dr. Valdir Luiz Schwengber, na etapa atual do estudo, cabe apenas o registro do sítio, sendo que a adoção de medidas de salvaguarda do contexto identificado deve ocorrer na fase seguinte, que corresponde ao Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico. Schwengber complementa informando que a execução de estudos preventivos é fundamental para que se atinja o cumprimento da legislação vigente e, com isso, possa se avançar em políticas de preservação do patrimônio arqueológico e na obtenção de novos dados que contribuam para o desenvolvimento da arqueologia regional. Os trabalhos de campo ainda foram complementados com a distribuição de material informativo à população local de ambos os municípios. Esta aproximação com moradores propiciou conversas que esclareceram dúvidas sobre as estratégias adotadas nas pesquisas arqueológicas no âmbito do processo de licenciamento ambiental. no-repeat;left top;; auto
Estudo preventivo é executado em Camboriú/SC

238 Em agosto deste ano a nossa equipe executou as atividades de campo referentes a um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas de influência de um empreendimento do setor de mineração, no município de Camboriú, região do Vale do Itajaí. Por seus aspectos geológicos, a região do Vale do Itajaí apresenta grande potencial para a exploração mineral em diferentes frentes, como rochas ornamentais, britagem, areia etc. Independente da aplicação dada ao material mineral, para que sua extração ocorra, é necessário que seja realizado um processo de Licenciamento Ambiental do empreendimento, que ocorre a partir de uma série de estudos que abrangem as diferentes áreas de influência das jazidas. Entre os diferentes componentes, podemos citar as Comunidades Tradicionais (indígenas e quilombolas), o meio Socioeconômico, e o Patrimônio Paleontológico, Espeleológico e Arqueológico. no-repeat;left top;; auto Neste estudo, o componente para o qual se realizou a avaliação de impacto foi o Patrimônio Arqueológico. Para tal, foram realizadas prospecções em superfície e em subsuperfície, por meio das quais não foram identificados vestígios, sítios ou contextos de interesse arqueológico. É crucial destacar que esses estudos preventivos de arqueologia, realizados no âmbito do Licenciamento Ambiental, cumprem integralmente a Lei Federal n° 3.924/61 e o princípio da Precaução, um pilar do Direito Ambiental consolidado na Constituição Federal de 1988. Em outras palavras, o estudo garante que qualquer intervenção na paisagem não destrua ou comprometa um bem cultural não catalogado. Além da pesquisa em campo, os estudos são acompanhados por ações de esclarecimento e divulgação sobre o patrimônio acautelado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na região. O objetivo final é aproximar a comunidade dos seus bens culturais, cumprindo assim a função social da Arqueologia. no-repeat;left top;; auto |238 Em agosto deste ano a nossa equipe executou as atividades de campo referentes a um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas de influência de um empreendimento do setor de mineração, no município de Camboriú, região do Vale do Itajaí. Por seus aspectos geológicos, a região do Vale do Itajaí apresenta grande potencial para a exploração mineral em diferentes frentes, como rochas ornamentais, britagem, areia etc. Independente da aplicação dada ao material mineral, para que sua extração ocorra, é necessário que seja realizado um processo de Licenciamento Ambiental do empreendimento, que ocorre a partir de uma série de estudos que abrangem as diferentes áreas de influência das jazidas. Entre os diferentes componentes, podemos citar as Comunidades Tradicionais (indígenas e quilombolas), o meio Socioeconômico, e o Patrimônio Paleontológico, Espeleológico e Arqueológico. no-repeat;left top;; auto Neste estudo, o componente para o qual se realizou a avaliação de impacto foi o Patrimônio Arqueológico. Para tal, foram realizadas prospecções em superfície e em subsuperfície, por meio das quais não foram identificados vestígios, sítios ou contextos de interesse arqueológico. É crucial destacar que esses estudos preventivos de arqueologia, realizados no âmbito do Licenciamento Ambiental, cumprem integralmente a Lei Federal n° 3.924/61 e o princípio da Precaução, um pilar do Direito Ambiental consolidado na Constituição Federal de 1988. Em outras palavras, o estudo garante que qualquer intervenção na paisagem não destrua ou comprometa um bem cultural não catalogado. Além da pesquisa em campo, os estudos são acompanhados por ações de esclarecimento e divulgação sobre o patrimônio acautelado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na região. O objetivo final é aproximar a comunidade dos seus bens culturais, cumprindo assim a função social da Arqueologia. no-repeat;left top;; auto