Patrimônio Arqueológico no Leste Mineiro: estudos no Rio Suaçuí Grande

254 O médio curso do Rio Suaçuí Grande foi objeto de pesquisas arqueológicas desenvolvidas por nossa equipe no âmbito do processo de licenciamento ambiental de um empreendimento hidrelétrico, por meio de um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico. Os estudos, que atendem à Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015, ocorreram entre os municípios de Santa Maria do Suaçuí, Nacip Raydan e Virgolândia, no estado de Minas Gerais. Como parte da pesquisa, foram obtidos dados secundários mediante levantamentos bibliográficos e consultas às bases de dados oficiais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Esse conjunto de informações foi complementado por rigorosos trabalhos de campo. Os dados secundários demonstram uma baixa densidade de pesquisas na região, o que resulta na quase inexistência de registros de sítios arqueológicos nos municípios abrangidos. De fato, apenas o município de Nacip Raydan possui registro de um sítio arqueológico, situado a cerca de 5 km ao sul da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto A avaliação abrangeu as margens do Rio Suaçuí Grande ao longo de 9 km de seu leito. Durante as atividades de campo, foram realizados caminhamentos sistemáticos sobre os terraços fluviais e escavados poços-teste em malhas predefinidas. Apesar do alto potencial arqueológico evidenciado na área — fundamentado nas condições topográficas e hidrográficas favoráveis —, não foram encontrados vestígios durante a pesquisa. As prospecções foram complementadas por entrevistas com moradores locais, que informaram não possuir conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos nas imediações. Desse modo, constatou-se que a implantação do empreendimento nesse trecho do Rio Suaçuí Grande não apresenta potencial de impactos negativos ao Patrimônio Arqueológico. Por fim, cabe destacar que, em associação às pesquisas, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação do patrimônio acautelado junto à comunidade, cumprindo-se, assim, a função social da pesquisa. no-repeat;left top;; auto |254 O médio curso do Rio Suaçuí Grande foi objeto de pesquisas arqueológicas desenvolvidas por nossa equipe no âmbito do processo de licenciamento ambiental de um empreendimento hidrelétrico, por meio de um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico. Os estudos, que atendem à Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015, ocorreram entre os municípios de Santa Maria do Suaçuí, Nacip Raydan e Virgolândia, no estado de Minas Gerais. Como parte da pesquisa, foram obtidos dados secundários mediante levantamentos bibliográficos e consultas às bases de dados oficiais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Esse conjunto de informações foi complementado por rigorosos trabalhos de campo. Os dados secundários demonstram uma baixa densidade de pesquisas na região, o que resulta na quase inexistência de registros de sítios arqueológicos nos municípios abrangidos. De fato, apenas o município de Nacip Raydan possui registro de um sítio arqueológico, situado a cerca de 5 km ao sul da área pesquisada. no-repeat;left top;; auto A avaliação abrangeu as margens do Rio Suaçuí Grande ao longo de 9 km de seu leito. Durante as atividades de campo, foram realizados caminhamentos sistemáticos sobre os terraços fluviais e escavados poços-teste em malhas predefinidas. Apesar do alto potencial arqueológico evidenciado na área — fundamentado nas condições topográficas e hidrográficas favoráveis —, não foram encontrados vestígios durante a pesquisa. As prospecções foram complementadas por entrevistas com moradores locais, que informaram não possuir conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos nas imediações. Desse modo, constatou-se que a implantação do empreendimento nesse trecho do Rio Suaçuí Grande não apresenta potencial de impactos negativos ao Patrimônio Arqueológico. Por fim, cabe destacar que, em associação às pesquisas, foram realizadas ações de esclarecimento e divulgação do patrimônio acautelado junto à comunidade, cumprindo-se, assim, a função social da pesquisa. no-repeat;left top;; auto
Estudo de caso na localidade de Pontal, Itapoá/SC

255 Na arqueologia, o litoral norte de Santa Catarina é reconhecido pela grande densidade de sambaquis, situados no entorno da Baía da Babitonga e ao longo das áreas de recuo da linha de costa atual. São Francisco do Sul, Araquari e Joinville se destacam por abrigarem em seus territórios os sambaquis monumentais e mais bem pesquisados até então. Itapoá, também situada na Baía da Babitonga, possui 16 sambaquis mapeados em seu território. Muitos destes foram registrados no século passado por meio das pesquisas do Pe. João Alfredo Rohr. Além dos sambaquis, também compõem o contexto arqueológico regional os sítios históricos associados às populações caiçaras e afrodescendentes. Nesse contexto, nossa equipe desenvolveu um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário situado na localidade de Pontal. no-repeat;left top;; auto O estudo consistiu na realização de prospecções de superfície e subsuperfície sobre a área pretendida pelo empreendimento. As prospecções de superfície envolveram caminhamentos sistemáticos, varreduras e exploração oportunística de superfícies e perfis expostos. Por outro lado, as prospecções de subsuperfície corresponderam a intervenções feitas no solo a partir da escavação de poços-teste com trados manuais, com profundidade mínima de 100 cm. A partir da aplicação das técnicas de pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área pesquisada; portanto, não há impeditivos, do ponto de vista da salvaguarda do patrimônio arqueológico, para a sequência dos trâmites de implantação do empreendimento. Além das prospecções, foram realizadas conversas com moradores locais, os quais informaram ter conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos na região, principalmente os sambaquis. Esses populares associam tal conhecimento aos projetos de educação ambiental e patrimonial desenvolvidos nos processos de licenciamento que envolvem o Porto de Itapoá e a infraestrutura que o acompanha. Ao mesmo tempo em que as conversas ocorriam, a equipe prestou esclarecimentos sobre o contexto arqueológico regional e a execução da pesquisa, além de divulgar a existência dos sítios arqueológicos no município de Itapoá. Tais ações tiveram como objetivo o cumprimento da Lei n° 3.924/1961, que dispõe sobre a salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro, e da Lei de Crimes Ambientais (n° 9.605/1998). no-repeat;left top;; auto |255 Na arqueologia, o litoral norte de Santa Catarina é reconhecido pela grande densidade de sambaquis, situados no entorno da Baía da Babitonga e ao longo das áreas de recuo da linha de costa atual. São Francisco do Sul, Araquari e Joinville se destacam por abrigarem em seus territórios os sambaquis monumentais e mais bem pesquisados até então. Itapoá, também situada na Baía da Babitonga, possui 16 sambaquis mapeados em seu território. Muitos destes foram registrados no século passado por meio das pesquisas do Pe. João Alfredo Rohr. Além dos sambaquis, também compõem o contexto arqueológico regional os sítios históricos associados às populações caiçaras e afrodescendentes. Nesse contexto, nossa equipe desenvolveu um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário situado na localidade de Pontal. no-repeat;left top;; auto O estudo consistiu na realização de prospecções de superfície e subsuperfície sobre a área pretendida pelo empreendimento. As prospecções de superfície envolveram caminhamentos sistemáticos, varreduras e exploração oportunística de superfícies e perfis expostos. Por outro lado, as prospecções de subsuperfície corresponderam a intervenções feitas no solo a partir da escavação de poços-teste com trados manuais, com profundidade mínima de 100 cm. A partir da aplicação das técnicas de pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área pesquisada; portanto, não há impeditivos, do ponto de vista da salvaguarda do patrimônio arqueológico, para a sequência dos trâmites de implantação do empreendimento. Além das prospecções, foram realizadas conversas com moradores locais, os quais informaram ter conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos na região, principalmente os sambaquis. Esses populares associam tal conhecimento aos projetos de educação ambiental e patrimonial desenvolvidos nos processos de licenciamento que envolvem o Porto de Itapoá e a infraestrutura que o acompanha. Ao mesmo tempo em que as conversas ocorriam, a equipe prestou esclarecimentos sobre o contexto arqueológico regional e a execução da pesquisa, além de divulgar a existência dos sítios arqueológicos no município de Itapoá. Tais ações tiveram como objetivo o cumprimento da Lei n° 3.924/1961, que dispõe sobre a salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro, e da Lei de Crimes Ambientais (n° 9.605/1998). no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em Curitiba/PR

256 Em fevereiro de 2026, nossa equipe esteve em Curitiba para executar os estudos de campo referentes ao Programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento imobiliário. A área, de aproximadamente 35 hectares, está localizada a oeste da malha urbana de Curitiba e atualmente é utilizada para o cultivo de grãos. Cortada por pequenos cursos d'água e caracterizada por seu relevo ondulado, esta foi considerada de alto potencial arqueológico, visto que tais aspectos naturais são normalmente verificados em locais onde são identificados sítios arqueológicos na região. Em toda a região metropolitana de Curitiba, há mais de uma centena de sítios arqueológicos registrados, entre os quais constam sítios pré-coloniais e históricos. no-repeat;left top;; auto Os estudos realizados até o momento indicam um processo de ocupação humana que se inicia por volta de 11 mil anos A.P., na transição do Pleistoceno com o Holoceno, com grupos caçadores-coletores. No Holoceno tardio, por volta de 2 mil anos A.P., têm-se as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. Trata-se, portanto, de um contexto cultural e cronológico complexo, que ainda carece de estudos para sua melhor compreensão. Partindo desse contexto, e tendo como base os principais tipos de sítios arqueológicos verificados na região, a equipe executou as prospecções sobre a área do estudo. Tais prospecções ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos (prospecção de superfície) e escavação de poços-teste (prospecção subsuperficial). Como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. Ampliando as estratégias de investigação, foram contatados moradores locais, a fim de verificar se esses tinham conhecimento a respeito da existência de sítios ou evidências no local da pesquisa e seu entorno. Da mesma forma, as informações foram negativas quanto à presença de sítios arqueológicos na área. Além da coleta de informações com a comunidade, também foi promovida a divulgação da pesquisa e a prestação de esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico e dos estudos desenvolvidos. Desse modo, no que tange ao patrimônio arqueológico, não haverá óbices para a implantação do empreendimento. Cabe destacar que o estudo executado visa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 (Lei de Proteção aos Sítios Arqueológicos) e da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). no-repeat;left top;; auto |256 Em fevereiro de 2026, nossa equipe esteve em Curitiba para executar os estudos de campo referentes ao Programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento imobiliário. A área, de aproximadamente 35 hectares, está localizada a oeste da malha urbana de Curitiba e atualmente é utilizada para o cultivo de grãos. Cortada por pequenos cursos d'água e caracterizada por seu relevo ondulado, esta foi considerada de alto potencial arqueológico, visto que tais aspectos naturais são normalmente verificados em locais onde são identificados sítios arqueológicos na região. Em toda a região metropolitana de Curitiba, há mais de uma centena de sítios arqueológicos registrados, entre os quais constam sítios pré-coloniais e históricos. no-repeat;left top;; auto Os estudos realizados até o momento indicam um processo de ocupação humana que se inicia por volta de 11 mil anos A.P., na transição do Pleistoceno com o Holoceno, com grupos caçadores-coletores. No Holoceno tardio, por volta de 2 mil anos A.P., têm-se as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. Trata-se, portanto, de um contexto cultural e cronológico complexo, que ainda carece de estudos para sua melhor compreensão. Partindo desse contexto, e tendo como base os principais tipos de sítios arqueológicos verificados na região, a equipe executou as prospecções sobre a área do estudo. Tais prospecções ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos (prospecção de superfície) e escavação de poços-teste (prospecção subsuperficial). Como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. Ampliando as estratégias de investigação, foram contatados moradores locais, a fim de verificar se esses tinham conhecimento a respeito da existência de sítios ou evidências no local da pesquisa e seu entorno. Da mesma forma, as informações foram negativas quanto à presença de sítios arqueológicos na área. Além da coleta de informações com a comunidade, também foi promovida a divulgação da pesquisa e a prestação de esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico e dos estudos desenvolvidos. Desse modo, no que tange ao patrimônio arqueológico, não haverá óbices para a implantação do empreendimento. Cabe destacar que o estudo executado visa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 (Lei de Proteção aos Sítios Arqueológicos) e da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). no-repeat;left top;; auto
Arqueologia no Planalto de Ivaiporã: avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico

257 A região geomorfológica do Planalto de Ivaiporã foi objeto de pesquisas arqueológicas entre os meses de fevereiro e abril de 2026. Na ocasião, nossa equipe executou os estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de melhoria de uma rodovia estadual que liga os municípios de Lidianópolis e Manoel Ribas, no estado do Paraná. Essa região tem como característica o relevo suave, menos acidentado do que os terrenos do entorno. Ao transitar pelo trecho da rodovia, implantada principalmente nos topos e divisores de água, verificam-se variações altimétricas suaves, que têm sua menor cota na margem esquerda do rio Ivaí, onde o trecho em estudo se inicia. De acordo com o arqueólogo coordenador Valdir Schwengber, terrenos com essa característica apresentam alto potencial arqueológico, uma vez que abrigam nascentes e banhados de elevação, onde se obtêm água e diferentes recursos orgânicos; e afloramentos rochosos, onde é captada matéria-prima adequada para a produção de artefatos, como o arenito silicificado, comumente encontrado na região em sítios arqueológicos pré-coloniais. no-repeat;left top;; auto Considerando o alto potencial arqueológico da região, que é atestado pela existência de dezenas de sítios arqueológicos registrados nos municípios abrangidos pela pesquisa (Lidianópolis, Jardim Alegre, Ivaiporã e Manoel Ribas), a equipe executou pesquisas sistemáticas nas áreas que serão afetadas pelas obras de melhoramento da rodovia. Tais pesquisas consistiram na execução de prospecções superficiais e subsuperficiais ao longo de todo o trecho. As prospecções superficiais ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos e verificações exploratórias da superfície ou áreas com perfis expostos; já as prospecções de subsuperfície ocorreram a partir da escavação de poços-teste. Como resultado das investigações executadas, não foram identificados sítios arqueológicos; contudo, foi encontrado um bem arqueológico móvel isolado. Quando um bem arqueológico é encontrado isolado e sem contexto, é considerado uma “ocorrência arqueológica”. Essa ocorrência trata-se de um artefato lítico produzido a partir de técnicas de lascamento. O material, que foi recolhido e levado ao laboratório da Espaço, foi submetido ao processo de curadoria e análise, e será enviado à Instituição de Guarda e Pesquisa que endossa a pesquisa. Também como parte do Programa de pesquisa, foram realizadas ações de extroversão e divulgação dos bens culturais acautelados na região, que, no presente caso, se restringem aos sítios arqueológicos. Nessas ações, foram contatados moradores e trabalhadores das áreas urbanas dos municípios citados. A eles, além de informações orais, foram transmitidos materiais didático-informativos sobre a arqueologia regional. Por fim, cabe destacar que a pesquisa executada tem como objetivo o atendimento à Lei nº 3.924/61 e seguiu os procedimentos previstos na Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e na Portaria IPHAN nº 271/2025, no que tange ao tratamento do bem arqueológico móvel. no-repeat;left top;; auto |257 A região geomorfológica do Planalto de Ivaiporã foi objeto de pesquisas arqueológicas entre os meses de fevereiro e abril de 2026. Na ocasião, nossa equipe executou os estudos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de melhoria de uma rodovia estadual que liga os municípios de Lidianópolis e Manoel Ribas, no estado do Paraná. Essa região tem como característica o relevo suave, menos acidentado do que os terrenos do entorno. Ao transitar pelo trecho da rodovia, implantada principalmente nos topos e divisores de água, verificam-se variações altimétricas suaves, que têm sua menor cota na margem esquerda do rio Ivaí, onde o trecho em estudo se inicia. De acordo com o arqueólogo coordenador Valdir Schwengber, terrenos com essa característica apresentam alto potencial arqueológico, uma vez que abrigam nascentes e banhados de elevação, onde se obtêm água e diferentes recursos orgânicos; e afloramentos rochosos, onde é captada matéria-prima adequada para a produção de artefatos, como o arenito silicificado, comumente encontrado na região em sítios arqueológicos pré-coloniais. no-repeat;left top;; auto Considerando o alto potencial arqueológico da região, que é atestado pela existência de dezenas de sítios arqueológicos registrados nos municípios abrangidos pela pesquisa (Lidianópolis, Jardim Alegre, Ivaiporã e Manoel Ribas), a equipe executou pesquisas sistemáticas nas áreas que serão afetadas pelas obras de melhoramento da rodovia. Tais pesquisas consistiram na execução de prospecções superficiais e subsuperficiais ao longo de todo o trecho. As prospecções superficiais ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos e verificações exploratórias da superfície ou áreas com perfis expostos; já as prospecções de subsuperfície ocorreram a partir da escavação de poços-teste. Como resultado das investigações executadas, não foram identificados sítios arqueológicos; contudo, foi encontrado um bem arqueológico móvel isolado. Quando um bem arqueológico é encontrado isolado e sem contexto, é considerado uma “ocorrência arqueológica”. Essa ocorrência trata-se de um artefato lítico produzido a partir de técnicas de lascamento. O material, que foi recolhido e levado ao laboratório da Espaço, foi submetido ao processo de curadoria e análise, e será enviado à Instituição de Guarda e Pesquisa que endossa a pesquisa. Também como parte do Programa de pesquisa, foram realizadas ações de extroversão e divulgação dos bens culturais acautelados na região, que, no presente caso, se restringem aos sítios arqueológicos. Nessas ações, foram contatados moradores e trabalhadores das áreas urbanas dos municípios citados. A eles, além de informações orais, foram transmitidos materiais didático-informativos sobre a arqueologia regional. Por fim, cabe destacar que a pesquisa executada tem como objetivo o atendimento à Lei nº 3.924/61 e seguiu os procedimentos previstos na Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e na Portaria IPHAN nº 271/2025, no que tange ao tratamento do bem arqueológico móvel. no-repeat;left top;; auto
Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico em Barra Velha/SC

258 Duas áreas destinadas à implantação de empreendimentos imobiliários foram objeto de pesquisa da nossa equipe de arqueologia. Localizadas no município de Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina, as áreas estão implantadas sobre planícies de acumulação sedimentar, formadas a partir da deposição e do retrabalhamento de sedimentos em ambientes lagunar, marinho e praial. Essas planícies apresentam alto potencial arqueológico, pois diferentes povos ocuparam esses ambientes ao longo dos últimos 10 mil anos. Entre esses povos, destacam-se os caçadores-coletores, os sambaquieiros e as populações horticultoras e ceramistas, portadoras das tradições tecnológicas Taquara-Itararé e Tupiguarani. no-repeat;left top;; auto O estudo desenvolvido nas áreas está vinculado aos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos e, por isso, tem caráter preventivo, seguindo diretrizes da Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e, consequentemente, cumprindo a Lei nº 3.924/1961. Os locais investigados foram objeto de prospecções de superfície (caminhamentos) e subsuperfície (escavação de poços-teste) e, como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. Concomitantemente às ações de prospecção, a equipe realizou ações de extroversão e divulgação dos bens culturais acautelados no município, tendo como principais objetos os sítios arqueológicos das localidades de Faisqueira e Ponta dos Náufragos. Em suma, o programa desenvolvido cumpriu seu objetivo de salvaguardar o patrimônio arqueológico e prover informações que contribuam para a sua gestão. no-repeat;left top;; auto |258 Duas áreas destinadas à implantação de empreendimentos imobiliários foram objeto de pesquisa da nossa equipe de arqueologia. Localizadas no município de Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina, as áreas estão implantadas sobre planícies de acumulação sedimentar, formadas a partir da deposição e do retrabalhamento de sedimentos em ambientes lagunar, marinho e praial. Essas planícies apresentam alto potencial arqueológico, pois diferentes povos ocuparam esses ambientes ao longo dos últimos 10 mil anos. Entre esses povos, destacam-se os caçadores-coletores, os sambaquieiros e as populações horticultoras e ceramistas, portadoras das tradições tecnológicas Taquara-Itararé e Tupiguarani. no-repeat;left top;; auto O estudo desenvolvido nas áreas está vinculado aos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos e, por isso, tem caráter preventivo, seguindo diretrizes da Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e, consequentemente, cumprindo a Lei nº 3.924/1961. Os locais investigados foram objeto de prospecções de superfície (caminhamentos) e subsuperfície (escavação de poços-teste) e, como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos. Concomitantemente às ações de prospecção, a equipe realizou ações de extroversão e divulgação dos bens culturais acautelados no município, tendo como principais objetos os sítios arqueológicos das localidades de Faisqueira e Ponta dos Náufragos. Em suma, o programa desenvolvido cumpriu seu objetivo de salvaguardar o patrimônio arqueológico e prover informações que contribuam para a sua gestão. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica no vale do Rio Paraíba do Sul, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais

242 Um estudo arqueológico foi recentemente concluído nos municípios de Sapucaia, Três Rios (RJ) e Chiador (MG), como parte essencial do processo de licenciamento ambiental para a instalação de um complexo fotovoltaico flutuante. Os trabalhos de campo, executados pela nossa equipe de arqueologia, sob coordenação geral de Valdir Schwengber e coordenação de campo de Alessandro De Bona Mello, tiveram como cenário a região da comunidade de Anta. A pesquisa teve como objetivo principal verificar a existência de sítios arqueológicos na Área Diretamente Afetada (ADA) do empreendimento. Para isso, a equipe técnica aplicou metodologias científicas rigorosas, incluindo prospecções de superfície (varredura visual) e prospecções de subsuperfície (sondagens e pequenas escavações) para identificar contextos arqueológicos. Além disso, o estudo incluiu a visita técnica a dois sítios arqueológicos já registrados, localizados dentro da AID. no-repeat;left top;; auto O intuito foi avaliar o estado de conservação atual desses locais e determinar os potenciais impactos que a instalação e operação da futura usina poderão causar, propondo medidas de mitigação ou proteção, caso sejam necessárias. A legislação brasileira exige esse tipo de estudo, conhecido como Arqueologia Preventiva, antes da instalação de empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental. O objetivo é garantir que o desenvolvimento econômico, representado pela geração de energia limpa, ocorra de forma harmoniosa, sem destruir o patrimônio cultural da região. O relatório final da pesquisa será encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que analisará os dados para deliberar sobre a continuidade do licenciamento do empreendimento. Paralelamente aos levantamentos técnicos, a pesquisa também incluiu uma etapa de interação com os moradores. Foram realizadas atividades de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados junto à comunidade local. Essas ações são fundamentais para informar a população sobre a importância da preservação da história e do patrimônio arqueológico da região. no-repeat;left top;; auto |242 Um estudo arqueológico foi recentemente concluído nos municípios de Sapucaia, Três Rios (RJ) e Chiador (MG), como parte essencial do processo de licenciamento ambiental para a instalação de um complexo fotovoltaico flutuante. Os trabalhos de campo, executados pela nossa equipe de arqueologia, sob coordenação geral de Valdir Schwengber e coordenação de campo de Alessandro De Bona Mello, tiveram como cenário a região da comunidade de Anta. A pesquisa teve como objetivo principal verificar a existência de sítios arqueológicos na Área Diretamente Afetada (ADA) do empreendimento. Para isso, a equipe técnica aplicou metodologias científicas rigorosas, incluindo prospecções de superfície (varredura visual) e prospecções de subsuperfície (sondagens e pequenas escavações) para identificar contextos arqueológicos. Além disso, o estudo incluiu a visita técnica a dois sítios arqueológicos já registrados, localizados dentro da AID. no-repeat;left top;; auto O intuito foi avaliar o estado de conservação atual desses locais e determinar os potenciais impactos que a instalação e operação da futura usina poderão causar, propondo medidas de mitigação ou proteção, caso sejam necessárias. A legislação brasileira exige esse tipo de estudo, conhecido como Arqueologia Preventiva, antes da instalação de empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental. O objetivo é garantir que o desenvolvimento econômico, representado pela geração de energia limpa, ocorra de forma harmoniosa, sem destruir o patrimônio cultural da região. O relatório final da pesquisa será encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que analisará os dados para deliberar sobre a continuidade do licenciamento do empreendimento. Paralelamente aos levantamentos técnicos, a pesquisa também incluiu uma etapa de interação com os moradores. Foram realizadas atividades de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados junto à comunidade local. Essas ações são fundamentais para informar a população sobre a importância da preservação da história e do patrimônio arqueológico da região. no-repeat;left top;; auto
Pesquisa arqueológica em São Miguel do Gostoso/RN

259 Entre os meses de março e abril de 2026, o interior do município de São Miguel do Gostoso, no estado do Rio Grande do Norte, foi objeto de estudos por nossa equipe de arqueologia. Executado no contexto dos processos de licenciamento ambiental, o programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico incluiu a realização de prospecções nas áreas de influência de um empreendimento de geração de energia solar e a vistoria de atualização cadastral do sítio arqueológico Angicos 1. Caracterizado como um contexto de ocupação pré-colonial, formado por uma área de concentração de materiais líticos lascados em silexito, o sítio Angicos 1 foi mapeado pela Espaço Arqueologia no ano de 2015. As prospecções foram executadas a partir de caminhamentos sistemáticos e varredura intensiva (prospecção de superfície), além da escavação de poços-teste amostrais (prospecções subsuperficiais). no-repeat;left top;; auto Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas afetadas pelo empreendimento. No que se refere às vistorias executadas na área do sítio Angicos 1, constatou-se que este permanece nas mesmas condições de conservação verificadas no momento de seu registro. Associados às atividades de prospecção arqueológica, foram realizados contatos com a comunidade local, por meio dos quais se fez a divulgação da pesquisa e foram prestados esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico local. Tais ações são fundamentais para que o conhecimento produzido a partir das pesquisas arqueológicas seja apropriado pelas comunidades de modo geral. Por fim, destaca-se que os estudos executados no decorrer do programa seguiram as diretrizes da Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e visaram ao cumprimento das Leis nº 3.924/61 (Lei de Proteção do Patrimônio Arqueológico) e nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). no-repeat;left top;; auto |259 Entre os meses de março e abril de 2026, o interior do município de São Miguel do Gostoso, no estado do Rio Grande do Norte, foi objeto de estudos por nossa equipe de arqueologia. Executado no contexto dos processos de licenciamento ambiental, o programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico incluiu a realização de prospecções nas áreas de influência de um empreendimento de geração de energia solar e a vistoria de atualização cadastral do sítio arqueológico Angicos 1. Caracterizado como um contexto de ocupação pré-colonial, formado por uma área de concentração de materiais líticos lascados em silexito, o sítio Angicos 1 foi mapeado pela Espaço Arqueologia no ano de 2015. As prospecções foram executadas a partir de caminhamentos sistemáticos e varredura intensiva (prospecção de superfície), além da escavação de poços-teste amostrais (prospecções subsuperficiais). no-repeat;left top;; auto Como resultado, não foram encontrados vestígios arqueológicos nas áreas afetadas pelo empreendimento. No que se refere às vistorias executadas na área do sítio Angicos 1, constatou-se que este permanece nas mesmas condições de conservação verificadas no momento de seu registro. Associados às atividades de prospecção arqueológica, foram realizados contatos com a comunidade local, por meio dos quais se fez a divulgação da pesquisa e foram prestados esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico local. Tais ações são fundamentais para que o conhecimento produzido a partir das pesquisas arqueológicas seja apropriado pelas comunidades de modo geral. Por fim, destaca-se que os estudos executados no decorrer do programa seguiram as diretrizes da Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015 e visaram ao cumprimento das Leis nº 3.924/61 (Lei de Proteção do Patrimônio Arqueológico) e nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). no-repeat;left top;; auto
Arqueologia no Litoral Norte do Rio Grande do Sul

243 O Litoral Norte do estado do Rio Grande do Sul é bastante reconhecido na arqueologia brasileira por seus sambaquis, além dos sítios associados às populações Jê e Guarani do período pré-colonial. Também é uma região de destaque no que tange aos estudos de transformação da paisagem costeira desde o Pleistoceno, com o desenvolvimento de estudos referentes ao Sistema Barreira, onde os movimentos de transgressão e regressão marinhas foram detalhadamente registrados por estudiosos de diferentes áreas, inclusive da Arqueologia. Nesse contexto, mais especificamente no município de Capão da Canoa, a equipe de arqueologia da Espaço desenvolveu um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre a área de um futuro empreendimento imobiliário. no-repeat;left top;; auto Este projeto, que responde aos procedimentos previstos na Instrução Normativa n°01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contou com pesquisas bibliográficas e prospecções de superfície e subsuperfície na área do empreendimento. Com as pesquisas bibliográficas, verificou-se o alto potencial arqueológico de toda a região, que se insere no que se pode chamar de complexo arqueológico da Lagoa da Itapeva. Nas prospecções, constatou-se a origem holocênica dos depósitos arenosos que compõem o terreno em estudo; contudo, não foram encontrados contextos e sítios arqueológicos. Concomitantemente às pesquisas de campo, a equipe fez contato com a comunidade local no intuito de divulgar a existência de um conjunto de sítios arqueológicos na região, os quais foram pesquisados por diferentes grupos de estudo e, a partir dos quais, produziu-se significativo conhecimento a respeito da ocupação humana do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. no-repeat;left top;; auto |243 O Litoral Norte do estado do Rio Grande do Sul é bastante reconhecido na arqueologia brasileira por seus sambaquis, além dos sítios associados às populações Jê e Guarani do período pré-colonial. Também é uma região de destaque no que tange aos estudos de transformação da paisagem costeira desde o Pleistoceno, com o desenvolvimento de estudos referentes ao Sistema Barreira, onde os movimentos de transgressão e regressão marinhas foram detalhadamente registrados por estudiosos de diferentes áreas, inclusive da Arqueologia. Nesse contexto, mais especificamente no município de Capão da Canoa, a equipe de arqueologia da Espaço desenvolveu um projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico sobre a área de um futuro empreendimento imobiliário. no-repeat;left top;; auto Este projeto, que responde aos procedimentos previstos na Instrução Normativa n°01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contou com pesquisas bibliográficas e prospecções de superfície e subsuperfície na área do empreendimento. Com as pesquisas bibliográficas, verificou-se o alto potencial arqueológico de toda a região, que se insere no que se pode chamar de complexo arqueológico da Lagoa da Itapeva. Nas prospecções, constatou-se a origem holocênica dos depósitos arenosos que compõem o terreno em estudo; contudo, não foram encontrados contextos e sítios arqueológicos. Concomitantemente às pesquisas de campo, a equipe fez contato com a comunidade local no intuito de divulgar a existência de um conjunto de sítios arqueológicos na região, os quais foram pesquisados por diferentes grupos de estudo e, a partir dos quais, produziu-se significativo conhecimento a respeito da ocupação humana do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. no-repeat;left top;; auto
Arqueologia e Licenciamento Ambiental em Itajaí, Santa Catarina

260 Uma área localizada na margem direita do Rio Itajaí-Mirim foi objeto de um programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, executado por nossa equipe de arqueologia. Caracterizada como uma planície de deposição fluvio-lagunar, a área apresenta relevo plano, cobertura vegetal rasteira (pastagem) e solos comuns a terrenos que são regularmente inundados, seja por significativos volumes pluviométricos ou como consequência do transbordamento do rio. O estudo foi desenvolvido para cumprir com o que prevê a Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015 (hoje substituída pela IN n° 06/2025). Como objetivo, buscou-se verificar se a implantação de um empreendimento imobiliário, previsto para a área, irá impactar o patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto Foram executadas pesquisas bibliográficas, prospecções sistemáticas em toda a área e conversas com moradores locais, a fim de verificar a existência de sítios arqueológicos no local. Portanto, foram compilados dados sobre a arqueologia regional, dados esses que foram somados àqueles obtidos em campo por meio de caminhamentos, varreduras superficiais e poços-teste, escavados com cavadeiras articuladas. Como resultado da metodologia aplicada, não foram identificados vestígios arqueológicos. Essa informação, bem como todas as avaliações técnicas que precedem tal constatação, serão apresentadas ao IPHAN em um relatório de pesquisa, que, por sua vez, servirá de base para a manifestação do órgão quanto a viabilidade do empreendimento no que tange o Patrimônio Arqueológico. Também foram realizados contatos com moradores locais, os quais informaram desconhecer a existência de sítios arqueológicos na área e seu entorno. No mesmo contato, foram feitos esclarecimentos junto aos interlocutores e lhes foi informado sobre os sítios arqueológicos já registrados no município de Itajaí. Todas essas ações convergem no cumprimento da legislação vigente que protege o patrimônio arqueológico, a saber, Lei n° 3924/61 e Lei n° 9605/98. no-repeat;left top;; auto |260 Uma área localizada na margem direita do Rio Itajaí-Mirim foi objeto de um programa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico, executado por nossa equipe de arqueologia. Caracterizada como uma planície de deposição fluvio-lagunar, a área apresenta relevo plano, cobertura vegetal rasteira (pastagem) e solos comuns a terrenos que são regularmente inundados, seja por significativos volumes pluviométricos ou como consequência do transbordamento do rio. O estudo foi desenvolvido para cumprir com o que prevê a Instrução Normativa do IPHAN n° 01/2015 (hoje substituída pela IN n° 06/2025). Como objetivo, buscou-se verificar se a implantação de um empreendimento imobiliário, previsto para a área, irá impactar o patrimônio arqueológico. no-repeat;left top;; auto Foram executadas pesquisas bibliográficas, prospecções sistemáticas em toda a área e conversas com moradores locais, a fim de verificar a existência de sítios arqueológicos no local. Portanto, foram compilados dados sobre a arqueologia regional, dados esses que foram somados àqueles obtidos em campo por meio de caminhamentos, varreduras superficiais e poços-teste, escavados com cavadeiras articuladas. Como resultado da metodologia aplicada, não foram identificados vestígios arqueológicos. Essa informação, bem como todas as avaliações técnicas que precedem tal constatação, serão apresentadas ao IPHAN em um relatório de pesquisa, que, por sua vez, servirá de base para a manifestação do órgão quanto a viabilidade do empreendimento no que tange o Patrimônio Arqueológico. Também foram realizados contatos com moradores locais, os quais informaram desconhecer a existência de sítios arqueológicos na área e seu entorno. No mesmo contato, foram feitos esclarecimentos junto aos interlocutores e lhes foi informado sobre os sítios arqueológicos já registrados no município de Itajaí. Todas essas ações convergem no cumprimento da legislação vigente que protege o patrimônio arqueológico, a saber, Lei n° 3924/61 e Lei n° 9605/98. no-repeat;left top;; auto
Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico em Florianópolis/SC

245 A equipe de arqueologia da Espaço desenvolveu um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Florianópolis, mais especificamente na localidade de Vargem do Bom Jesus. O estudo faz parte do processo de licenciamento ambiental de um empreendimento imobiliário e, por isso, segue os procedimentos previstos pela Instrução Normativa n° 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O objetivo consiste em verificar a existência ou ausência de contextos no local em que se pretende instalar o empreendimento. Para isso, são realizados levantamentos documentais e bibliográficos, são feitas conversas com a comunidade e são aplicadas técnicas de pesquisa in loco. Nessa pesquisa, especificamente, foram realizados caminhamentos sistemáticos sobre toda a área do empreendimento e foi executada uma malha de poços-teste, para verificar a existência de eventuais contextos soterrados. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área do empreendimento e, com isso, infere-se que sua instalação não resultará em impactos ao Patrimônio Arqueológico. Cabe destacar que o contato estabelecido com a comunidade visa, ainda, esclarecer questões referentes à pesquisa realizada e divulgar o patrimônio cultural acautelado na localidade em que o estudo foi realizado. Em suma, com o programa desenvolvido cumpriu-se com o que prevê a Lei de Proteção de Sítios Arqueológicos (3924/61) e deu-se mais um passo em direção a uma gestão do patrimônio arqueológico pautada na sua salvaguarda, disseminação e valorização. no-repeat;left top;; auto |245 A equipe de arqueologia da Espaço desenvolveu um programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico no município de Florianópolis, mais especificamente na localidade de Vargem do Bom Jesus. O estudo faz parte do processo de licenciamento ambiental de um empreendimento imobiliário e, por isso, segue os procedimentos previstos pela Instrução Normativa n° 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O objetivo consiste em verificar a existência ou ausência de contextos no local em que se pretende instalar o empreendimento. Para isso, são realizados levantamentos documentais e bibliográficos, são feitas conversas com a comunidade e são aplicadas técnicas de pesquisa in loco. Nessa pesquisa, especificamente, foram realizados caminhamentos sistemáticos sobre toda a área do empreendimento e foi executada uma malha de poços-teste, para verificar a existência de eventuais contextos soterrados. no-repeat;left top;; auto Como resultado da pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área do empreendimento e, com isso, infere-se que sua instalação não resultará em impactos ao Patrimônio Arqueológico. Cabe destacar que o contato estabelecido com a comunidade visa, ainda, esclarecer questões referentes à pesquisa realizada e divulgar o patrimônio cultural acautelado na localidade em que o estudo foi realizado. Em suma, com o programa desenvolvido cumpriu-se com o que prevê a Lei de Proteção de Sítios Arqueológicos (3924/61) e deu-se mais um passo em direção a uma gestão do patrimônio arqueológico pautada na sua salvaguarda, disseminação e valorização. no-repeat;left top;; auto